O Labirinto de Água


O texto seguinte pode conter spoilers do livro “O Labirinto de Água”

O Labirinto de Água, de Eric Frattini (2009), é um excelente livro de ação e mistério, com a Igreja Católica e o suposto Evangelho Perdido de Judas como pano de fundo.

“A Igreja Católica esconde um segredo fatal”

Esta é a legenda do livro, o suculento aperitivo e provavelmente a grande “verdade” escondida no interior destas 442 páginas de grande ação. Tudo começa quando Afdera Brooks, uma jovem arqueóloga, descobre a existência de um antigo manuscrito – O Evangelho Perdido de Judas.

Sem título
Capa Porto Editora

Esse manuscrito esteve nas mãos da sua família, mais propriamente da sua avó,que foi em tempos uma arqueóloga tão curiosa, arguta e perspicaz quanto esta carismática Afdera. Será mesmo esse seu espírito obstinado a colocá-la em maus lençóis. Afinal de contas, existem muitas pessoas determinadas em esconder o Evangelho Perdido e as suas chocantes verdades. Muitos os que colocaram os olhos em cima desse tesouro acabaram por morrer, será que Afdera terá o mesmo destino?

Posso dizer que este livro, obra do jornalista e investigador italiano Eric Frattini,  me surpreendeu pela positiva. Apesar da história do Evangelho de Judas não me cativar por aí além, este volume foi um bocado bem passado de entretenimento e ação. Surpreendeu-me principalmente por se passar em muitos locais distintos, pelas várias viagens dos protagonistas, muita ação, aventura e muitas, mas muitas mortes. Mortes essas imprevisíveis. Há personagens que permanecem um mistério para nós até ao último capítulo. E isso é muito bom. A participação especial do Papa João Paulo II no último capítulo deixou-me de cara à banda.

A linguagem é acessível e muito pouco descritiva, não é propriamente um elogio para quem gosta de boa literatura como eu, mas para quem estiver interessado em entretenimento e não em lirismo e floreados linguísticos, ficará certamente satisfeito. É também um bom livro para quem aprecia História como eu: as informações são mais que muitas e bem fundamentadas; o que não admira uma vez que o autor foi o responsável por vários documentários para a televisão italiana e foi durante algum tempo correspondente no Médio Oriente. Recomendo.

O meu exemplar, da Porto Editora, pertence à 1.ª edição, de Março de 2010

Avaliação: 7/10

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