A Chave Para Rebecca


Nascido a 5 de Junho de 1949, Ken Follett é senhor de uma reputação mundial que o precede. Autor de variados romances de espionagem como O Homem de Sampetersburgo, O Buraco da Agulha, O Vale dos Cinco Leões ou Triplo, romances históricos de êxito mundial como Os Pilares da Terra, Mundo Sem Fim ou a trilogia O Século; Follett faz magia das suas palavras. Um dos autores mais marcantes e aclamados do seu tempo, Follett consegue-nos intimar a entrar nas suas aventuras, e mais do que isso, a surpreender-nos. Ele consegue ser um dos meus autores preferidos, sem ter lido muitos dele. Mas aquele livro que realmente trouxe Follett para a minha lista de autores preferidos, foi um romance escrito por ele em 1980, passado nas areias do deserto, no quente Egipto a fervilhar de sensualidades, espionagens e influências nazis.

Rebecca

Aqui fica a resenha:

Norte de África, Verão de 1942.

Rommel parece imbatível: as suas armas secretas são Alex Wolff, espião exímio, e um código fatal enterrado nas páginas do romance de Daphne de Maurier, Rebecca. Wolff cruza o deserto escaldante e entra clandestinamente no Cairo para roubar os planos militares britânicos. O major Vandam, no seu encalço, encarrega a encantadora Elene de o seduzir. À medida que as tropas de Rommel se aproximam da vitória, a perseguição desenrola-se no deserto até chegar a um confronto impressionante e explosivo.

Este resumo conta em muito a história do livro, mas pouco nos passa sobre as sensações que ele nos transmite. O meu exemplar, da Biblioteca Ken Follett, com 510 páginas, é uma montanha russa de emoções, de curvas e contracurvas libidinosas, de heróis que são vilões, de vilões que se tornam heróis, de mulheres manchadas pela vida na luta pela sobrevivência, numa espécie de batalha desenfreada entre a consciência e a razão, entre a natureza e a escolha, entre o ser o querer ser, entre a imagem que sempre fomentaram e aquilo em que se tornaram, entre a lealdade e a verdade, entre a honra e a paixão, um ror de acontecimentos inesperados sempre com a luxúria do século XX como pano de fundo, o fervor efervescente da ganância bruta pela vitória da facção a que cada personagem é mais sequaz. Nazis ou britânicos, cada um deles nos incute a torcer por si. A história não é profunda, o livro tem personagens bem construídas mas é bem mais virado para a acção e não explora a fundo a questão do nazismo e da oposição britânica; é um livro de espiões, de perseguições, de emoção ao rubro e de algumas surpresas fascinantes.  Li o livro em 2010/2011, e até hoje é um dos meus livros preferidos de sempre, senão o meu preferido, apesar de não ser, nem de perto, um dos mais aclamados do autor. Foi a leitura que me acompanhou num verão marcante, uma leitura que me apaixonou pela forma como os acontecimentos se sucederam. Como em muitas outras coisas, a simplicidade marca a diferença.

9/10

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