O Demónio de Ferro, Conan #2


O texto seguinte pode conter spoilers do livro “O Demónio de Ferro”, segundo volume da série Conan.

Como fã confesso da emblemática obra de Robert E. Howard, não posso dizer que tenha ficado surpreendido com a compilação de contos deste carismático autor. Howard transporta-nos para o mundo pré-diluviano do fantástico herói Conan, um personagem que me acompanha desde a infância, seja nos filmes estrelados por Arnold Schwarzenegger, seja nos desenhos animados ou nas bandas desenhadas. Howard é um visionário, um dos melhores criadores do seu tempo; nasceu nos princípios do século XX e faleceu com apenas trinta anos, mas já com um historial soberbo de contos e histórias que fazem dele o percursor da chamada literatura de espada e feitiçaria. Pelo caminho, contactou com H. P. Lovecraft, outra lenda da ficção científica e do fantástico, que o inspirou em algumas das suas obras.

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Capa Saída de Emergência

O Demónio de Ferro é o segundo volume da obra de Howard pela editora Saída de Emergência, que compila algumas das suas melhores obras. Nas suas aventuras, o bravo aventureiro enfrenta homens de pedra, mágicos feiticeiros, criaturas das sombras e monarcas cruéis, e em cada uma delas, Conan se envolve com uma mulher diferente, de formas distintas e curiosas. Howard consegue fazer magia com a sua escrita. Ele inventou uma nova civilização, povoada de cimérios, harcadianos, hiperbóreos, nemédios, semitas ou aquilónios, entre outros tantos povos que concebeu a partir das culturas existentes no nosso mundo, com a sugestão de que tenham sido a sua origem antes do dilúvio que galgou o mundo.

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Conan (ultimateconanfan.blogspot.pt)

Conan é um homem frio e pouco expressivo, demonstrando uma segurança e serenidade esmagadoras na altura de enfrentar o inimigo, seja ele um pirata, rei ou monstro. Conan é por vezes um capitão, por vezes um mercenário, por vezes um homem leal, por vezes um monarca, mas em todas as situações é um herói inspirador, sem sentimentos nem comiserações.

Não é a personagem em si que eu aprecio em Howard, e muito menos a forma de publicação dos textos – em pequenos contos e participações em revistas, histórias isoladas umas das outras. Aprecio sim, e muito, o mundo que o autor concebeu, a profundidade que ele deu ao mesmo, a ligeireza com que o herói aborda uma nova aventura, e aprecio a escrita envolvente do autor, uma escrita riquíssima que ao mesmo tempo consegue ser despretensiosa. Sempre recomendarei Conan a quem gosta de fantasia ou de velhos clássicos, isso é certo.

Avaliação: 6/10

Conan (Saída de Emergência):

#1 A Rainha da Costa Negra

#2 O Demónio de Ferro

#3 O Povo do Círculo Negro

#4 Para Lá do Rio Negro

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