Eu Sou Deus


O texto seguinte pode conter spoilers do livro “Eu Sou Deus”

Eu Sou Deus, de Pedro Chagas Freitas, é um dos mais de vinte livros publicados por este extraordinário escritor português, que joga com as palavras e com os sentimentos como poucos conseguem. Sempre excêntrico, o autor consegue-nos transmitir sensações únicas sempre com leves pinceladas de humor e ironia que o tornam o mais vanguardista e louco dos novos autores nacionais.

Eu Sou Deus
Capa Chiado Editora
Sinopse:

Desconcertante, Pedro Chagas Freitas ensina-o, no seu estilo irreverente e único, a olhar para o mundo de um ângulo completamente diferente. Um ângulo que elimina, sem misericórdia, conceitos e percepções que você julgava intocáveis. “Eu Sou Deus” não é sobre fazer as coisas direitas – mas sim sobre ir ao encontro do seu direito. O direito a respirar, o direito a pensar, o direito a ser. O direito a viver. “Eu Sou Deus” não é sobre aquilo que você não pode fazer – mas sim sobre aquilo que você pode, e deve, fazer. Você pode sentir medo, pode sentir inveja. Você pode sentir aquilo que o mundo insiste em dizer-lhe para não sentir. Você pode ser o seu mundo. Por isso: porque não mudar o mundo? “Eu Sou Deus” não é um livro de auto-ajuda. Mas se você o ler pode auto-ajudar-se. Tenha cuidado.

Opinião:

Simplesmente, não gostei. Não o considero ter sido uma perda de tempo, porque não considero qualquer leitura uma perda de tempo (e é sempre bom ter novos autores nacionais a enfeitar a minha prateleira), mas não posso tecer nenhuma crítica positiva a este livro.

Depois de tudo o que já tinha lido do autor no facebook do mesmo, esperava muito melhor. É, sem dúvida, um livro que recomendo a quem goste de dar pontapés no mundo e nos que o rodeiam, nos que fomentam o egocentrismo e se estão literalmente “a lixar” para os outros. Não sou “puritanista” nem posso dizer que o autor diz mentiras ou que não me revejo em muito do que ele diz. Concordo com algumas coisas, discordo de outras, mas não irei analisar as ideias do Pedro, que são tão verdades quanto as minhas ou quanto as tuas, mas sim o livro propriamente dito. Não posso julgar uma literatura que repete a palavra “merda” dez vezes por página (em alguns casos até mais), como algo de enriquecedor. Este livro é um pontapé de Pedro Chagas Freitas ao mundo, numa tentativa de empolar o seu eu pessoal, sem ter especial atenção em deliciar o leitor com a escrita criativa que ele tão bem costuma construir. Para ouvir coisas como as que Pedro escreveu, basta juntar-me com um grupo de amigos num bar ou café.

De resto, gostei dos títulos dos capítulos, muito criativos, e da forma como as letras mudam de tamanho à medida que as frases têm mais ou menos importância. Quem lê Eu Sou Deus pode adorar o livro, mas duvido que sejam pessoas que gostem e estejam habituadas a ler. Quem lê este livro fica a julgar que o autor é um tipo totalmente louco e narcisista. Este Eu Sou Deus é uma dessas obras criativas deste autor, que como é óbvio tem o seu mérito, mas terminei o livro com a sensação de: “metade do que ele disse não é novidade, muita tanga, muita palha, e muitas asneiras utilizadas como “escape” à imaginação do escritor”. Espero, no entanto, que este Pedro nos continue a surpreender, para melhor. Um pouco de conteúdo nos seus livros só viria a favorecê-lo.

Avaliação: 3/10

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6 thoughts on “Eu Sou Deus

  1. Pronto, mesmo depois do que já te disse pelo Facebook, de certa forma fiquei com curiosidade de ler o livro, ou outro dele para poder “ver por mim mesma”. Mas, claro, se arranjar quem me empreste um livro dele 🙂

Comentário

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