Cardiga: De Comenda a Quinta da Ordem de Cristo (1529-1630)


O texto seguinte pode conter spoilers do livro “Cardiga: De Comenda a Quinta da Ordem de Cristo (1529-1630)”

A Cardiga foi em tempos um dos bastiões da linha defensiva do Tejo contra as invasões almóadas durante a Reconquista Cristã. A sua fortaleza, doada aos Templários por D. Afonso Henriques em 1169, havia se transformado numa quinta de grandes dimensões. Passou de proprietário em proprietário através dos séculos, ganhou estilos de outras épocas e uma identidade própria e inusitada. Hoje, é uma propriedade em decadência, mas cujo edifício principal não esconde um passado de imensa sabedoria, oculta por um cenário bucólico onde o verde é imperador. Luís Batista escreveu Cardiga: De Comenda a Quinta da Ordem de Cristo, para mostrar de uma perspetiva muito intimista a evolução do património da Cardiga e das mentalidades que a geriram, os povos que a viram crescer e o mundo à sua volta, como o era.

Viagens à Lareira #7: Nunca pensei em fazer opinião sobre este livro, mas uma vez que chegamos ao fim de julho e não tinha lido nenhum autor português para além deste, vi-me “obrigado” a escrever opinião para cumprir o desafio. De certa forma, é uma boa forma de vos convidar a conhecer este local tão especial da minha zona.

Sem título

SINOPSE:

A história da comenda/quinta da Cardiga desde a Reforma da Ordem de Cristo até ao tempo dos Filipes (no âmbito da história nacional e local); geografia senhorial e estrutura patrimonial da Cardiga; a exploração económica e a administração patrimonial (as obras de Frei António de Lisboa e de Frei Pedro Moniz).

OPINIÃO:

Não há muito a dizer sobre este livro. A Quinta da Cardiga fica a dez minutos (de carro) da minha casa e é um património maravilhoso de se contemplar, ainda que a incerteza quanto aos seus proprietários e a falta de uma manutenção mais incisiva sobre o edifício lhe atenuem um pouco a magia. O livro fala pouco sobre a quinta em si: descreve o cenário social desde a Reforma da Ordem de Cristo, passando por expressões que usavam à época e algumas curiosidades sobre aqueles que ambicionaram e cuidaram do património. Gostei da descrição de locais que me são familiares, como a Ponte da Pedra ou a Ribeira da Atalaia, mas este é um livro de consulta e curiosidades que se lê bem num dia ou dois. Escrito por Luís Miguel Preto Batista com prefácio de Maria Paula Marçal Lourenço, o livro esgotou em tempo recorde, pelo que ouvi dizer. Um amigo requisitou-o na Biblioteca de Torres Novas e tive o privilégio de lhe aceder; apesar de não ser nenhuma obra literária, tem um valor quase paternal. É daqueles livros que ficam bem em qualquer boa biblioteca.

Avaliação: 8/10

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3 thoughts on “Cardiga: De Comenda a Quinta da Ordem de Cristo (1529-1630)

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