Always


2016 ainda agora começou e já nos roubou alguns grandes símbolos da Arte. Lemmy dos Motorhead, David Bowie e… Alan Rickman. Confesso que as duas primeiras mortes não me chocaram tanto quanto esta última, mas todas elas representam o fim de lendas vivas, que se eternizarão nas nossas memórias. É com a melancolia da perda que vemos partir pessoas que, de uma forma ou de outra, admiramos, seja por aquilo que representaram ou por aquilo que foram. É um lamento em menor escala ao sentido com pessoas com as quais lidamos diariamente, mas nem por isso deixa de ser um lamento profundo com o qual sabemos viver mas que, seguramente, não queremos viver. A propósito disso, deixarei algumas palavras que o escritor Scott Lynch deixou a propósito da morte, em março passado, do também escritor Terry Pratchett:

“Quando algumas pessoas morrem, eles deixam-nos com a sensação de que já arrumaram as palavras e o calor e levaram-nos como bagagem para a viagem, que nunca podemos ouvi-los novamente. Terry ofereceu-nos tanto de si mesmo – setenta livros, só para começar, e um mundo e os seus habitantes que poderiam muito bem ser uma religião para milhões. Uma boa religião, uma religião útil. O tipo onde há sempre um pouco de luz bruxuleante e dourada atrás de uma das janelas da igreja a qualquer hora da noite, e então tu sabes que há lá alguém para conversar contigo sobre qualquer coisa, que não vão trancar as portas.”

Sem título 1

É isto que escritores, músicos e actores nos oferecem. Vida. A mesma vida que vemos correr por aqueles com quem vivemos todos os dias; alguns dos quais a doença tem levado, muitos que vemos lutar contra ela. Fica também a esperança daqueles que resistem, daqueles que vencem. Daqueles que ficam.

“Olhe para mim. Sou um dos muitos que atravessou essa área das tormentas, mas já estou deste lado da fronteira em terra firme e à sua espera.
Mantenha essa coragem e vá em frente.
Daqui a algum tempo, quando nos voltarmos a encontrar, não vão ser precisas palavras para você me dizer, que eu tinha mesmo razão.
Basta que nos abracemos e que os nossos cabelos se toquem, numa cumplicidade de quem sabe…que a vida por vezes, é mesmo assim!” (António Sala em carta aberta a Sofia Ribeiro)

Perante a efemeridade da vida, vivamo-la com gozo. Com amor. Com um mega sorriso. Com diversão. Com bom humor. Sem nos levarmos muito a sério. Vivamos.

 

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2 thoughts on “Always

  1. fiacha

    Viva,

    Sem duvida que tem sido cruel ver tanta pessoa desta partir mas pronto faz parte da vida, que descanse em paz, foi sem duvida uma grande personagem quer no livro quer pela interpretação deste autor.

    Justa homenagem 🙂

    Abraço

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