Fala-se de… Into The Badlands T1


Eis uma série que me recomendaram. Por curiosidade, avancei para o primeiro episódio, que não me conquistou por aí além, mas conquistou-me a premissa e decidi dar-lhe uma oportunidade. Não me arrependi.

Sem título

SINOPSE:

Into the Badlands é uma série multi-género de artes marciais inspirada em ‘Journey To The West’, a clássica fábula chinesa.

Num futuro muito longínquo, a civilização tal como a conhecemos deixou de existir, tendo sido destruída por uma sucessão de catástrofes naturais provocadas pelo Homem. Morrem milhões de pessoas, nações colapsam, cidades caem em ruínas. Ao longo do tempo, emerge uma sociedade feudal em que o mais forte e violento acede à riqueza e ao poder. Esta terra é conhecida como Badlands e é governada por sete barões rivais que controlam os recursos necessários para sobreviver, fazendo cumprir a sua política de ferro com a ajuda de exércitos leais compostos por assassinos treinados e conhecidos como Clippers. O Clipper mais temido de Badlands é Sunny (Daniel Wu) e é também o mais fiel conselheiro do Barão Quinn (Marton Czokas).

Um dia, o caminho de Sunny cruza-se com o jovem M.K. (Aramis Knight) e acaba por torná-lo seu Colt, decisão que irá afetar profundamente as suas vidas. Juntos, vão embarcar numa odisseia que poderá marcar a diferença entre o caos ou a salvação de todos os habitantes de Badlands.

Pontos Fracos:

1 – Alguma plasticidade: Achei tanto o mundo como os personagens muito “animados” e pouco reais. Gostaria de ver cenas mais verosímeis.
2– Um pouco complementando o primeiro ponto, achei inverosímil que um só personagem vença sozinho quase um exército.
4 – Aqui ou ali os acontecimentos tornaram-se cliché neste género de narrativa.
5 – Os dois personagens principais, Sunny e M.K., levaram algum tempo a ganhar a minha simpatia. Apesar de haver uma boa interação entre os dois, faltou algo.

Pontos Fortes:

1 – A originalidade. É um jogo de poder em que lutam todos contra todos, e apesar de isso não ser muito original, os criadores conseguiram conceber um mundo que nos remete ao Japão medieval com elementos fantásticos. Para além disso, o mistério é permanente.
2 – Personagens riquíssimos: Quinn, Lydia, Rayder, Sunny, Viel, Tilda, M.K, Waldo. São apenas alguns exemplos dos variados personagens que podemos encontrar nas Badlands. Os personagens são muitos, estão sempre a surgir mais e com o devido tempo de ação. Na segunda temporada teremos certamente mais do pai de Lydia, dos monges com poderes especiais e do Rei do Rio, personagens muito misteriosos. Também espero conhecer mais sobre Waldo, um excelente personagem do conhecido ator Stephen Lang.
3 – As motivações secretas: a maioria dos personagens têm motivações secretas, intenções secundárias e passamos a maior parte dos episódios sem saber metade da história. Aliás, chegamos ao fim da primeira temporada e apenas uma pequena ponta do icebergue foi revelada.
4 – As cenas de ação: é uma série que mostra as artes marciais ao seu melhor nível. Aparte a fantasia, vemos sequências de ação dignas dos melhores filmes.
5 – Drama vs ação: é nos momentos mais calmos da série que assistimos ao desenvolvimento das personagens. Todos os personagens têm um passado dramático e em todos os episódios sabemos mais, de uma forma gradual, sobre cada um deles. Ainda assim, todos os episódios têm uma grande dose de ação, que impede a série de cair em tempos mortos.

Nota Final: 7/10
É uma série ao nível de Revolution. Surpreendeu-me sobretudo ao nível da evolução dos personagens. Fiquei também surpreendido pelos acontecimentos do último episódio, onde assassinaram um dos personagens principais e outros personagens foram levados para muito longe, o que sugere que a segunda temporada veja este universo expandido. Fica a curiosidade e, claro, a minha recomendação. Não esperem nada de genial, não será das melhores séries, mas vê-se muito bem.

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2 thoughts on “Fala-se de… Into The Badlands T1

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