Fala-se de… The Expanse T1


Já tinha ouvido falar na obra literária de James S. A. Corey, o pseudónimo dos dois autores Daniel Abraham e Ty Franck – The Expanse. Sou amigo no facebook de Daniel Abraham e desde logo me chamaram a atenção os posts relacionados à série de TV, que descobri serem a adaptação dos seus livros.

Sem título 1

SINOPSE:

Situada 200 anos no futuro, The Expanse narra a história de um tempo em que a humanidade já colonizou o sistema solar. A história começa quando o desaparecimento de uma mulher leva um detetive (Thomas Jane) e o capitão de uma nave espacial (Steven Strait) a trabalharem juntos, mas eles acabam entrando em uma corrida para revelar uma conspiração que pode ser a maior e mais perigosa da história da humanidade.

Pontos Fracos:

1 – Alguma confusão: demorei algum tempo a encaixar-me no mundo e na intriga política algo complicada de perceber a quem cai de pára-quedas naquele contexto. O princípio pareceu-me um pouco chatinho.
2– O protagonista na trama da nave Canterbury, Jim Holden, levou tempo a convencer-me. Mudei francamente de opinião.
4 – As tramas separadas: uma trama com um policial, outra com ação sci-fi, outra com política. Naturalmente, os fãs mais acérrimos de um género específico iriam previligiar a sua trama e nem ligar muito à outra, o que acabaria por prejudicar a percepção do todo. Sem este ponto, no entanto, as surpresas positivas não teriam o impacto que tiveram.
5 – Alguns capítulos algo parados, mas que serviram para desenvolver personagens e para suscitar imensas perguntas sobre uma grande conspiração.

Pontos Fortes:

1 – O maior de todos foi mesmo a conspiração tecida. Esta primeira temporada teve alguns momentos menos produtivos, em que o papel dos personagens parecia não ter nenhum significado, mas chegamos ao fim a perceber a grande importância dos mesmos.
2 – Um puzzle. Quando as tramas paralelas parecem não ter nada a ver umas com as outras, vemos as peças a encaixar-se e percebemos que uma grande teia foi tecida sem darmos por isso.
3 – Os personagens: não são fantásticos nem marcantes, mas gostei de alguns, em especial Miller, Naomi e Avasarala. A personagem Julie e o espião também se mostraram peculiares. Gostei de conhecer os Belters.
4 – Não achei as interpretações vibrantes, mas entre tantos desconhecidos (com excepção do protagonista Thomas Jane), foi bom contar com as adições importantíssimas da veterana Frances Fisher e de Chad Coleman (o Tyreese de The Walking Dead).
5 – Que últimos episódios foram estes? Desde o encontro entre as tramas e os seus protagonistas que fiquei completamente entusiasmado. E se, com o decorrer dos episódios, tivemos um equilíbrio saudável entre ação e drama, com grande consistência no seu todo, o final veio coroar de glória a temporada. Quero ver mais de Miller e Holden a funcionar como dupla, perceber melhor quem quer causar a guerra, e se tudo é como neste momento parece.

Nota Final: 8/10
É uma série ao melhor estilo Battlestar Gallactica. Apesar de ter muito menos personagens, posso avaliá-la quase como um Game of Thrones da ficção científica. Quero saber muito mais sobre a conspiração, sobre aquelas doenças, sobre os segredos escondidos, e que criatura foi aquela que apareceu no último momento da temporada. Altamente recomendada.

Anúncios

Comentário

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s