Vozes do Fado 2016


Foi no passado sábado que apresentei mais uma gala de fado no Clube União de Recreios de Moita do Norte. Como é habitual, os nossos espectáculos de Março são entitulados de “Vozes do Fado”, e este ano calhou no dia 19, Dia do Pai.

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O elenco fadista era sonante: Emanuel Soares, Henriqueta Baptista e Augusto Ramos foram estreantes na nossa casa, enquanto Silvina Pereira e Ana Laíns são presenças habituais, tal como o guitarra e o viola, Manuel e Fernando Gomes, pai e filho. Começamos a noite com a casa cheia – mais de 250 pessoas. Emanuel Soares, natural de Peniche, abriu as “hostilidades”. Começou a cantar fado aos 27 anos, na Casa do Benfica de Torres Vedras, e nunca mais parou. O amor ao fado foi tão forte que abandonou a sua carreira profissional como agente da PSP e dedicou-se à arte a tempo inteiro. A sua voz encantou o público e a sua facilidade em interagir marcou a noite.

 

Henriqueta Baptista foi a senhora que se seguiu. Dona de grande simpatia e humildade, esta filha da Mouraria começou muito cedo no fado e já conquistou Portugal de norte a sul do país, assim como o estrangeiro. Um dos nomes célebres do fado lisboeta, Henriqueta agradou com a sua atuação. Augusto Ramos também veio de Lisboa. Ainda era criança e já encantava em casas de fado lisboetas. Com um trabalho fantástico em Portugal e no estrangeiro, junto das comunidades portuguesas, Augusto herdou da família o gosto pelo fado. O seu pai foi um grande viola de fado e os seus irmãos exímios fadistas. Augusto impressionou com o seu estilo próprio. Silvina Pereira é uma presença habitual no Clube União, e nunca deixa de nos impressionar. Natural da Marinha Grande, é sempre com simpatia e melodia que nos brinda, nas suas actuações.

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Ana Laíns terminou as duas partes. Venceu a Grande Noite do Fado em 1999 e nunca mais deixou de brilhar. Amiga da nossa casa, que a viu nascer e crescer como fadista, é sempre um prazer ouvir a sua voz líquida e encantadora. No intervalo, pelas 23h30, o público, que sempre nos honra com um silêncio fantástico, pôde provar o nosso caldo-verde, chouriço assado e picapau, arroz doce e café d’avó. Na segunda parte, para além dos restantes fadistas, podemos ouvir também a excelente actuação do viola Fernando Gomes a cantar dois temas arrepiantes. No final, após os agradecimentos a todos os presentes e àqueles que colaboraram na execução do espectáculo, ficou um grande sentimento de dever cumprido e o convite para a próxima noite dedicada ao fado, no mês de Outubro.

 

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