Fala-se de: The Walking Dead T6


A mediática adaptação da banda-desenhada The Walking Dead continua na sua senda de sucesso, explodindo no final da presente temporada devido aos acontecimentos dramáticos e à aparição do maior vilão de sempre – o odioso Negan. Se, por um lado, o “sururu” é uma consequência da imensa popularidade do programa, também o deve ao desagrado dos fãs com o ocorrido. Abaixo deixo a minha opinião, COM SPOILERS, sobre a sexta temporada.

Sem título

Episódio 1 a 8:

A temporada começou muito bem, com um episódio inaugural cheio de ritmo, entremeado com flashbacks que nos contaram o que aconteceu em Alexandria desde que Rick assassinou Pete, e como Morgan se adaptou à comunidade. A horda de walkers foi muito bem explorada pela produção – até porque a série havia abandonado um pouco a “matéria zombie” em que esta está contextualizada. Os avanços e recuos no tempo, assim como um ou outro episódio focados apenas em determinado personagem, foram as únicas partes negativas que tenho a apontar. O episódio em que Glenn e Nicholas ficaram encurralados sobre o contentor foi provavelmente o melhor da primeira parte da temporada, e a expectativa sobre a possível morte do coreano só pecou por ser arrastada em vários episódios. Tal como se viria a suceder na segunda parte, o cliffhanger final (o choro de Sam no meio dos walkers) foi desnecessário.

Episódio 9 a 16:

Depois do hiatus, a série regressou em força. O episódio 9 foi um dos melhores de sempre do programa. Jessie, Ron e Sam morreram, Carl ficou sem um olho, vários acontecimentos sucederam-se e o grupo ficou de novo junto. A introdução de Jesus e a comunidade de Hilltop era um momento muito aguardado pelos fãs de banda-desenhada, e não desiludiram. Ainda assim, alguns episódios perderam ação, focando-se no romance e na planificação do que viria a falhar. Rick pagou caro por subestimar o seu novo inimigo, como se pôde perceber no último episódio. Mais personagens morreram e acabamos a temporada com o pão tirado da boca. Conhecemos finalmente o icónico Negan, numa interpretação curta mas convincente de Jeffrey Dean Morgan, mas ficamos sem saber quem foi a vítima mortal do vilão. O cliffhanger acabou por gerar controvérsia e o ódio dos fãs, mas perde sobretudo por perder a força do momento. Na próxima temporada, mesmo que ainda não tenhamos descoberto o “filão de ouro”, o choque será sempre menor. O grande destaque positivo vai para as interpretações dos actores, em especial Andrew Lincoln (Rick) e Melissa McBride (Carol), que carregam a série às costas.

Nota: 8/10

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