Vampirella: Prelúdio para as Trevas


O texto seguinte pode conter spoilers do livro “Prelúdio para as Trevas”, prólogo da série Vampirella

Com argumento de Nancy A. Collins e ilustração de Christian Zamora, Vampirella: Prelúdio para as Trevas é o prólogo para uma série de aventuras da bela e temerosa vampira que apaixonou o mundo dos quadradinhos.

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Vampirella (Ed Lloyd em deviantart)

Vampirella é uma vampira a trabalhar para o Cestus Dei, um apêndice da Igreja Católica que se ocupa de combater os servos de Satanás. Ela não é uma vampira comum, uma vez que não é afetada pela luz do dia e pode entrar dentro de igrejas sem ser destruída. Na primeira história, ela é contactada pelo seu superior, para resolver um estranho caso.

Um convento francês foi ocupado por uma bruxa – Metifa – e as freiras, hipnotizadas, participam nos seus rituais ocultos. A história em anexo, escrita por Archie Goodwinn e ilustrada por José Gonzalez, é passada antes do seu vínculo à Igreja. Vampirella trabalha como assistente do grande mágico Pendragon quando são contratados para atuar num cruzeiro. Johny Triton, o empregador, depressa demonstra interesse na bela vampira, mas os seus motivos são rapidamente descobertos. Ele possui a marca do Caos e atrai o terrível monstro Demogorgon, que, contra toda a resistência de Triton, escolhe Vampirella como merenda sacrifical.

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SINOPSE:

Before Vampirella was marked by the Cult of Chaos as a living sacrifice to Lady Umbra, Queen of Shadows, she worked as an field operative for Cestus Dei, the Vatican’s version of MI-6. In this one-shot, set before the “Our Lady of Shadows” story arc (from Vampirella #1-6), Vampirella must go undercover at a French convent to investigate a series of weird deaths and odd disappearances believed to be the work of a long-dead evil witch known as Metifa, Satan’s Mistress. That’s right – one of the classic Warren-era menaces makes her modern age debut, with bestselling horror author Nancy A. Collins at the helm!

OPINIÃO:

Influenciada por mestres do terror, a banda-desenhada Vampirella é já um clássico do género pulp, com narrativas bem amarradas e a bem-sucedida capacidade de entreter. Recorrendo a figuras esotéricas e ao ocultismo, com figuras mais ou menos próximas do real, a ação de Vampirella é fluída e agradável, empertigada pela figura esbelta da vampira, com tanto de justa quanto de maléfica. Desde os primórdios da ficção que os bandidos da turma do bem são os mais populares, e não posso negar a influência desta personagem na criação da minha Hamsha, em Histórias Vermelhas de Zallar.

Não gostei por aí além da bd; talvez por já não haver nada nestas aventuras de bem contra o mal que me surpreenda, pela linguagem demasiado simplista ou por me ter tornado bem mais exigente neste género. Ainda assim, cada história tem a sua função e um resultado, e não tenho defeitos a apontar. O traço é um dos pontos a favor: as curvas femininas ganham expressão numa revista de páginas vivas e coloridas.

Avaliação: 5/10

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