Estou no Wattpad #1


Como os meus seguidores e amigos de facebook já descobriram, estou a escrever uma história de fantasia para o Wattpad. Chama-se Língua de Ferro: Um Sacana Qualquer, e trata-se de um livro passado no planeta Semboula. Irei partilhar todos os capítulos convosco, em simultâneo na plataforma Wattpad e também aqui no blogue. Abaixo fica a sinopse e o primeiro capítulo. Espero que gostem. 🙂

SINOPSE:

Leidviges “Língua de Ferro” Valentina é um dos muitos salteadores do deserto rezoli, onde em tempos ficara o Mar de Rezos. Montado no seu diabo de estimação, tornou-se lendário nos trajetos entre cidades mercantes, assolando caravanas de camelos e comboios a vapor. Contratado para assaltar a viúva de um sacerdote na cidade de Constania, não podia suspeitar que estava a ser alvo de uma armadilha que o iria conduzir à terrível Prisão, para onde o Imperador envia todos os que o tentam enfrentar. Seguindo uma teia de segredos e conspirações relacionados com o homem que dirige os destinos do mundo, ele encontrará a verdade no terror de um velho amigo e nas profecias de uma prostituta. Nada é o que parece neste fim-de-mundo, onde uma grande batalha pode estar prestes a ser travada. Uma aventura de Língua de Ferro: “Um Sacana Qualquer”.

CAPÍTULO UM: A PRISÃO

“Os deuses de Semboula eram uns filhos da mãe, todos o sabiam… mas quando um sacana qualquer resolveu matá-los, as coisas não ficaram mais famosas. Foi nesses dias negros que me tornei salteador, ladrão, mercenário, pirata do deserto. Mares tornaram-se desertos, rios tornaram-se vales, pragas de gafanhotos assolaram culturas agrícolas, a pecuária e a pastorícia definharam… e um contrabandista tornou-se Imperador. Salários começaram a ser pagos a água, oriunda dos Poços do Império, duas megalíticas construções que albergam toda a água que restou do mundo. Ninguém sabe ao certo quem matou os deuses, se foi homem ou diabo, mas esse traficante de escravos conhecido entre os cãezinhos do submundo como Landon X apoderou-se dos Poços e vozinhas repugnantes começaram a chamá-lo Imperador. Aposto o meu polegar da sorte em como um dia irão pagar-me pela sua cabeça. Fico louco de pensar na recompensa. Rezo ardentemente por esse dia. A que deus, não sei explicar”

 

Julgavam que ele estava a dormir.

Enganaram-se.

Língua de Ferro não dormia quando as luzes estavam acesas. Geralmente, era quando os homens morriam.

Com as pálpebras semicerradas, distinguia as grades de sombras projetadas sobre o piso de cimento. Os ouvidos captavam os ruídos abafados, o som de pedra a raspar em pedra e unhas a raspar em metal, o chinfrim metálico das chaves a abrir trincos e os gritos terríveis que terminavam em estertores de agonia e em silêncio. Língua de Ferro sabia que a sua vez chegaria. Não estava ali por acaso. Diziam que tentara matar o Imperador.

Brincadeirinha.

A cela escura estava cheia de odores. Urina, excrementos, ratos e coisas piores. Tinha a cabeça coberta de vermes, que contorciam-se e passeavam-se pelo couro cabeludo, entrando por entre as longas melenas do seu cabelo azul-turquesa. Os braços, encordoados de músculos, estavam cobertos de feridas abertas e pústulas, onde insetos repugnantes e inomináveis provaram do seu sangue.

Língua de Ferro envergava um par de bragas de couro. Pesadas grilhetas cingiam-lhe os pulsos e os tornozelos, e uma coleira em malha de aço, flexível, estava apertada em volta do seu pescoço. Tinha as pernas inchadas, grossas como raízes de sequóia. Os músculos latejavam. Tinha sede. De água e de sangue. No mundo em que vivia, o sangue era bem mais acessível que a água.

Haviam-se passado dez anos desde que os mares secaram. Há um ano, Língua de Ferro era o terror dos desertos. Salteador de caravanas e de comboios a vapor, montava Hije, o seu diabo de estimação, e manejava com fluidez a espada que lhe valera o apelido. Língua de Ferro era um notável no mundo assolado pelo saque, onde piratas dos desertos tornaram-se governadores. Arrogantezinhos que se mijam nas calças de cada vez que ouvem o meu nome, disse a si próprio.

Seis meses atrás, fora contactado por um velho amigo para assaltar a viúva de um sacerdote. O prémio era pago a água – de resto, era a recompensa que ele mais almejava, mais que peças de prata ou de ouro. No fim, tudo não passou de uma armadilha para o capturar. Uma armadilha tecida pelo próprio Imperador. Se quisesse, conseguiria escapar e dar-lhe uma morte rápida. Mas Língua de Ferro era mais ambicioso – queria ser pago para matá-lo. Há anos que esperava por essa proposta. Odiava o Imperador. Odiava-o com todas as suas forças. Não que o conhecesse pessoalmente, mas ouvira falar dele. Odiava-o por nenhuma razão em particular. Odiava-o porque sim, e iria matá-lo por isso.

Língua de Ferro era uma lenda dos desertos. O Imperador não era ninguém. Landon X era apenas um nome. Poucos eram os que o conheciam, e os boatos segredavam a sua fragilidade e cobardia. Se o Imperador esmagasse a lenda dos desertos, essas questões desapareceriam. Acho que foi assim que tudo começou.

A luz acendeu-se junto às grades da cela, fazendo-o erguer o olhar. Demorou alguns instantes a adaptá-lo ao clarão amarelo, mas conseguiu discernir a silhueta esguia de Fortune. Fortune, um escrotozinho com mania que é mau. O pior de tudo é que era mesmo. Um shanui, como chamavam aos torturadores. Era magro e fraco de ombros, mas compensava a ténue compleição física com uma velocidade surpreendente. Tinha longas tranças negras caídas ao nível do ventre e parecia estar sempre a sorrir, uma expressão escarninha que servia unicamente para desdenhar dos homens e do mundo. Envergava o uniforme da Prisão, uma camisa de zibelinas com uma estampa de couro ao peito, na qual ostentava o brasão do Império. Eram duas torres em tudo idênticas, que simbolizavam os Poços, reservatórios nos quais fora armazenada toda a água que restara no mundo. As calças de couro negro ficavam-lhe justas sobre o corpo, o que só o fazia mais delgado. Sapatos polidos, de fina pele de suricata, completavam o seu uniforme.

― Perdoem-me a intrusão. A estadia está do vosso agrado? ― A sua voz era tão teatral quanto o olhar, injetado de sangue. Fortune tinha um queixo trémulo, mas sabia ser provocador.

Sentado num canto, Língua de Ferro deslizou o olhar para os companheiros de cela. Nunca lhes falara, nem sabia os seus nomes. Isso não o impediu de lhes dar alcunhas. Boca de Sapo estava deitado no cimento, com o peito peludo cheio de feridas e hirsutas cerdas de barba castanha manchadas de baba. Conseguia ver o seu olhar apavorado perante a chegada de Fortune. Empecilho não parecia mais alegre. Era um rapaz de quinze anos, com uma expressão assustada e cabelos negros como a noite rezoli, caídos sobre os ombros morenos. Na mão direita, faltavam-lhe as pontas dos dedos. Não que lhe fossem fazer falta. Qualquer um dos três prisioneiros sabia o que acontecia quando Fortune trazia a luz.

O torturador incidiu o olhar no prisioneiro sentado no canto mais sombrio da cela.

― Valentina, queres ser o primeiro?

Língua de Ferro soltou um rosnido, de lábios franzidos, e baixou o olhar.

― Não sou a puta que procuras, shanui

d

O sorriso jocoso de Fortune abriu-se numa risada. Colocou a chave na fechadura e o metal gemeu. Quando entrou na cela, a luz obrigou os prisioneiros a fechar os olhos. Caminhou na direção do seu alvo.

― Leidviges Valentina, mais conhecido no deserto rezoli como Língua de Ferro. Cresceu na Sélia, filho de um relojoeiro e de uma tecelã. Órfão aos doze anos, tornou-se aprendiz na forja de Chacar, que era também um contrabandista. Pertenceu aos Doze Vermelhos, uma irmandade de piratas, e tornou-se uma lenda dos desertos, depois da Seca. Capturado por tentativa de assassinar o Imperador. Negas ser este homem?

Língua de Ferro não pôde deixar de sorrir. Divertia-o assumir que as alegações dos que o capturaram não tinham qualquer respaldo na verdade dos factos.

― Sim, nego-o!

Tão rápida quanto a sua resposta, foi a pronta ação do torturador. Fortune desferiu-lhe um violento pontapé no rosto, que fez saltar um dente e uma rajada de sangue da sua boca. O rosto projetado de Língua de Ferro contorceu-se de dor. Sentiu a boca arruinada, viscosa e quente. A sede era tanta que aproveitou para engolir o próprio sangue.

Fortune fitou-o com uma expressão zombeteira. Fez sinal aos guardas que aguardavam no exterior e eles entraram na cela, um a um. Enormes e musculados, eram bisontes no corpo de homens. Envergavam coletes de zibelina, mas os amplos músculos mamários e as grelhas abdominais entreviam-se por entre as suas abas. As calças eram grosseiras, couro de camelo com cordas de cânhamo atadas aos tornozelos.

Língua de Ferro julgou que o iriam espancar até à morte, mas o que fizeram foi libertá-lo das grilhetas que o prendiam à parede e colocá-lo noutras, unidas por grossas correntes de ferro, que o conduziriam para fora da cela. Fizeram o mesmo a Boca de Sapo e Empecilho, e pastorearam-nos como ovelhas para o exterior. As correntes eram tão curtas que eles mal se conseguiam manter em pé. Os seus passos trôpegos eram dignos de uma trupe de palhaços.

O salteador fitou, sem admiração, a imponência do bloco prisional. Mais de duzentos metros de altura, setenta de comprimento e dez andares de celas, com uma nave de sessenta metros de largura ao centro. As grades pareciam enferrujadas, e muitas eram as vozes, lamentos e súplicas, que emergiam de entre elas. A cela de Língua de Ferro era num quinto andar, e Fortune fê-los seguir por um lance de degraus na extremidade mais a oriente do seu piso. Aquele solo cinzento e frio já fora pisado pelos maiores criminosos de toda a Semboula oriental.

― Para onde ias, quando foste preso? ― sussurrou ao ouvido de Boca de Sapo. O sujeito franziu o rosto e demorou algum tempo a responder, mais preocupado com os violentos empurrões de que era alvo.

― Veza. Ouvi dizer que fabricam por lá bons couros ― cuspiu. ― Uma oportunidade de água…

O olhar de Língua de Ferro parecia sonhador. Por momentos, era tudo menos um perjuro, a caminhar para o cadafalso. A fermentação de uma revolta fazia estremecer o seu âmago.

― A cidade dos ladrões ― murmurou para si mesmo. Um bom destino, em caso de fuga.

Estava habituado aos desertos, ao Sol a queimar, à privação da água e aos combates corpo a corpo. Mas A Prisão… era o Inferno que todos os homens temiam. Os relatos de torturas, os cadáveres despejados nas imediações do complexo a cada manhã, a fama de tártaro inexpugnável, tudo alimentava o medo e o respeito pelo Imperador. De certa forma, fora um ato suicida atirar-se para aquele ninho de podridão. Mas Língua de Ferro costumava jogar na linha de risco, no fio da navalha entre a vida e a morte, e internar-se na Prisão era a única forma de consumar a sua vingança.

Demoraram vinte minutos a atravessar a ala este. Havia ali uma cela incomum, que se destacava pela exuberância. Na nave central erguia-se uma torre de betão que terminava num cubo de vidro. Um homem nu, pálido como um uraniano, estava em pé no seu interior, com as mãos colocadas sobre o vidro que o separava do mundo. Não tinha qualquer pelo em todo o corpo, mas teria mais de trinta anos. Os lábios eram uma linha branca e amarga. Parecia acompanhá-los com o olhar, embora os olhos fossem cegos, brancos como leite.

Língua de Ferro esforçou-se por não o fitar.

― Para onde nos levam?

Fortune sorriu e estugou o passo. Caminhava com elegância, ao contrário dos enormes guardas que o seguiam. Havia outros de plantão, vigiando a cela de vidro e os blocos de celas à sua volta.

― Digamos que… Dom Michelle quer tratar de vocês pessoalmente.

Dom Michelle era o responsável pela Prisão, antigo guarda doméstico no Palácio Imperial, que ganhara títulos atrás de títulos após a ascensão do novo Imperador. Sabia do que Fortune estava a falar. Michelle iria extrair-lhe informações, torturá-lo pessoalmente, quebrando-lhe dedo a dedo e dente a dente até o matar. Conseguia sentir o cheiro das suas próprias entranhas, o matraquear dos instrumentos de tortura, e agarrou-se aos lamentos dos reclusos à sua volta, medindo as probabilidades de eles serem as últimas palavras que ouviria numa ligeira posição de vantagem. A sua vida era medida por isso. Vantagem e desvantagem. Tudo era uma questão de probabilidades.

Foi então que o impensável aconteceu. Facas escuras surgiram das sombras para degolar os monólitos de carne que guardavam as celas, e uma mancha de vestes carmesim surgiu, proveniente de várias portas e andares, para cercar o pequeno grupo que caminhava para a morte. Afinal eles vieram, pensou Língua de Ferro, com uma gargalhada febril. Eles vieram mesmo. A vantagem que há muito aguardava.

Quadrelos de besta atravessaram a pele da barriga dos guardas e sangue e vísceras entornaram-se para o solo, com corpos nauseados a cair como bonecos. Fortune pegou no cabelo do jovem Empecilho e encostou uma faca à sua jugular. Língua de Ferro sabia que tinha vencido, desde que Fortune perdera o sorriso e uma linha de suor descera-lhe da testa. O shanui olhava para um lado e para o outro, cercado por homens armados de facas e de bestas, trajados com longas vestes vermelhas, lenços sobre as bocas e turbantes da mesma cor. Com um grito animalesco, Língua de Ferro abriu os braços e as pernas. As correntes que os uniam explodiram em mil estilhaços, espalhando-se pelo chão como pedras preciosas.

O imenso salteador investiu para o torturador, pegando-lhe no pescoço e afastando-o de Empecilho antes que a faca lambesse a pele ao rapaz. Fortune era veloz, mas não podia adivinhar aquilo. A brutalidade de Língua de Ferro era lendária. Com um só movimento, partiu-lhe o pescoço. Tudo ficou demasiado silencioso nos momentos que se seguiram. Até os lamentos e grunhidos provenientes das celas pareceram desaparecer. Um dos guerreiros de vermelho baixou o lenço, revelando um rosto moreno, forrado de barba.

― Pensei que estavas enferrujado, Val!

Língua de Ferro apertou os ossos das suas próprias mãos, fazendo-os estalar.

― Há piadas que nunca ficam velhas, Dooda. Não posso dizer o mesmo de vocês, pela demora.

― Não tens de quê, velho amigo! Agradece-me quando estivermos de perna esticada, com um charuto nos lábios e um copo de brande na mão.

Língua de Ferro assentiu com um sorriso caloroso. Boca de Sapo e Empecilho fitaram-nos, assombrados. O homem na cela de vidro permaneceu inexpressivo. Tinha as mãos colocadas sobre o vidro, a procurar avaliar o que se estava ali a passar. Então, a falta de expressão transformou-se num sorriso.

― É Valentina, não é? ― perguntou, com uma voz de barítono. ― O lendário Língua de Ferro. Ouvi dizer que estava cá. Tentou matar o Imperador.

Língua de Ferro soltou uma gargalhada. Os longos cabelos turquesa espalharam-se pelo rosto suado.

― Não, não tentei. Foi um ardil! ― asseverou. ― Quando eu tentar matar o Imperador, o Imperador morrerá.

O sujeito soltou um risinho abafado.

― Sabe quem eu sou, Leidviges Valentina?

Língua de Ferro sorriu, cheio de malícia.

― Um homem. Pouco mais que um rapaz. Nu. Cego. Preso numa cela de vidro.

― Preso numa cela de vidro, porque assassinei seres superiores. Se quer matar o Imperador, vai precisar de mim.

Língua de Ferro cofiou o queixo, pensativo.

― Devo então calcular que é o enigmático Assassino dos Deuses? Tão poderoso que se deixou ser aprisionado por um mero mortal?

Os lábios do homem franziram-se ligeiramente.

― Não subestime o Imperador, nem os seus métodos… Precisará de mim para matar aquele bastardo.

O sorriso nos lábios do homem cego morreu. Ele tem razão, pensou Língua de Ferro. Vou precisar dele. Mesmo que não passe de um reles charlatão.

― Não suplique mais! Podia ficar o resto da noite a ouvir as preces de um anátema, mas sou um homem pragmático. Deixei-me aprisionar para chegar aqui. Talvez arranje utilidade para si. Talvez…

O sobrolho do prisioneiro arqueou-se.

― Pois bem, então aqui me tem. Tire-me desta cela e não se irá arrepender.

Língua de Ferro soltou uma gargalhada.

― Nunca pensei que fosse…

― Cego?! ― alvitrou. ― Lutar com deuses tem as suas consequências.

― Não ― disse Língua de Ferro com serenidade. ― Nunca pensei que fosse tão novo, nem tão ingénuo. Você vai ficar aí, onde está.

A maçã-de-adão do homem moveu-se, mas nada disse. Língua de Ferro voltou-se para os aturdidos Boca de Sapo e Empecilho, e depois para os homens de vermelho, dos quais só conseguia distinguir os olhos brilhantes. Estes baixaram os lenços e começaram a gritar o nome por que todos o conheciam:

― Língua de Ferro!

― Língua de Ferro!

― Língua de Ferro!

Começaram a ouvir-se rumores vindos das celas. A sua alcunha começava a ser cantada por vozes embargadas e sussurrantes. Com uma expressão divertida, Língua de Ferro volveu o olhar para a cela de vidro.

― Vou ocupar o que resta desta Prisão e fazer destes homens, o meu exército. De hoje em diante, este vai ser o meu quartel-general.

O prisioneiro suspirou fundo, resignado. A sua expressão não mostrava surpresa, apenas desilusão; era como se já o aguardasse, embora tivesse uma ligeira esperança que as suas palavras repercutissem efeito. Foi isso que inquietou Língua de Ferro. Foi isso que o impediu de matá-lo.

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3 thoughts on “Estou no Wattpad #1

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