Estou no Wattpad #3


Olá a todos! Aqui estou eu para disponibilizar o terceiro capítulo do meu livro de leitura online, Língua de Ferro: Um Sacana Qualquer, escrito exclusivamente para o Wattpad e também difundido aqui no blogue. Espero que gostem.

CAPÍTULO TRÊS: HEREGES

“Seja quem for esse Landon X que se auto-denomina Imperador, não passa de um herege. O seu Império foi forjado com base no maior crime jamais perpetrado: o deicídio. Limitou-se a herdar o Império de Cacetel, o maior conquistador da História de Semboula, que se suicidou três meses após a Seca. Os deuses a que se proclamara tributo haviam desaparecido; toda a sua crença e motivação também. A ascensão de Landon X está envolta em mistério, mas todos falam em como era um bom negociador no tráfico de escravos, e a forma como se apoderou dos Poços pode estar muito mais próxima de uma estratégia negocial do que de um ato de saque. Isso não atenua as náuseas que sinto por saber que esse homem se tornou Imperador. Com que direito? Com que direito?”

As roupas aderiam aos corpos com o suor. O rumor de confabulações matraqueava aos seus ouvidos. O sol toldava-lhes a visão, e tudo à sua volta resumia-se a ondulações de calor e a fortes clarões amarelos. O camelo montado por Língua de Ferro colocou-se entre dois dos Doze Vermelhos, num dos quais se encontrava o jovem que chamara de Empecilho, a ser guiado por um dos discípulos de Dooda.

― O que fizeste para ir parar à Prisão?

O rapaz esticou-lhe uma mão, exibindo os tocos de dedos de pontas cortadas.

― O que lhe parece? Tentei roubar o edifício da conservatória, em Veza. Cortaram-me as pontas dos dedos em público, como exemplo. Tinha apenas onze anos…

Língua de Ferro não mostrou qualquer expressão. Levantou o olhar para o horizonte, levando as mãos forradas a mitenes de couro desbotado ao cabelo turquesa, afastando-o para trás de uma orelha. Esticou um braço, entorpecido pela viagem.

― Talvez consiga ensinar-te a não ser apanhado, Empecilho!

O jovem arqueou o sobrolho.

― Porque me chama isso? O meu nome é Catata. Catata LaCelles. E não faço tenções de voltar a roubar.

Língua de Ferro soltou uma gargalhada.

― LaCelles. És alguma coisa ao pretor Vecia LaCelles?

― Sobrinho-neto ― revelou sem hesitar. ― O sobrinho mais novo dele, Cesare, virou-o contra o meu pai, para o deserdar e apoderar-se de toda a sua fortuna e poder. O meu pai caiu num ardil e acabou como negociador de lãs, na Marca de Llama. Cesare não se deu por contente e arruinou o negócio do meu pai, quando soube que ele estava a dar-se bem… Nos últimos anos em que estive com ele, o meu pai estava arruinado e eu e os meus irmãos fomos obrigados a roubar para comer.

O jovem baixou a cabeça. A lembrança embaraçava-o.

― Não digas a ninguém o teu verdadeiro nome ― disse-lhe Língua de Ferro. ― As coisas mudaram um pouco. LaCelles foi morto por traição, assim como Cesare e a sua esposa e filhos. Se souberem que existe mais algum LaCelles por aí, muitos homens serão capazes de te levar ao Imperador em busca de alguma recompensa.

O rapaz engoliu em seco e assentiu.

― Então… como devo chamar-me?

― Empecilho parece-me um ótimo nome. Acho até que nunca conheceste outro… ou estou enganado?

Empecilho sorriu.

― Nunca conheci outro, senhor…

A Costa de Rezos era agora uma elevação de terra que separava os imensos desertos que outrora foram o Mar de Rezos do continente de Eygotia, o mais setentrional dos antigos cinco continentes de Semboula. Uma área árida, coberta de taludes de terra e cidades que outrora tiveram enorme importância no comércio marítimo, agora destinadas ao isolamento e à humildade de quem depende das bolsas do Império para sobreviver.

Os membros da caravana de Língua de Ferro avistaram a costa à quadragésima hora do dia, quando o sol estava mais baixo. Ouviram o som de chicotes e o grunhir agudo dos homens que se aproximavam, cercando a comitiva com hostilidade. Eram homens escuros, cobertos de peles curtidas e desgastadas que empregavam como coletes e lorigões. Usavam tranças longas e negras e tinham rostos angulares, trazendo ao peito longos colares de couro com peças de marfim e madeira, em forma de caveiras. Montavam animais de cor carmesim, malhados de negro. Tinham focinhos de hiena e aparência felina, mas eram altos como cavalos. Diabos…, pensou Língua de Ferro, que tivera um como animal doméstico. Hije. Os seus rosnares soavam a gritos maléficos, e agitavam as cabeças felpudas com rebeldia. As quatro patas terminavam em cascos.

― Adoradores de Khsem! ― grunhiu um dos Doze Vermelhos. ― Saqueadores, idólatras, hereges. Arrancadores de escalpes.

Os selvagens brandiam sabres reluzentes com punhos incrustados de pedras preciosas, e grunhiam palavras de morte e violência. Tochas tremeluziam sombriamente de dedos escuros e ossudos. Língua de Ferro sabia que os adoradores de Khsem, divindade demoníaca que ganhara expressão após o deicídio, tornaram-se assaltantes de templos e piratas dos desertos, atacando em grupo com as suas diabólicas montadas.

― Não se separem. Compactos. Mantenham-se compactos ― ordenou.

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Conan The Barbarian

O grupo tentou aproximar-se e manter-se comprimido, mas os camelos eram lentos e pareciam subitamente nervosos. Ao clamor de tiros de bacamarte juntava-se o fumo da pólvora, mas as armas de fogo dos Doze Vermelhos não obtiveram grande êxito face à agilidade e rapidez dos adversários.

Língua de Ferro desembainhou Apalasi com um rumor abafado pelos guinchos dos animais e saltou do seu camelo com agilidade. Segurava a espada com as duas mãos quando os selvagens os abordaram. Ouviu-se o entrechocar de sabres contra sabres, com os Vermelhos a baterem-se com bravura. As cortinas de areia e vapor tornavam turva a peleja, mas entre todos eles destacava-se Língua de Ferro. Leidviges Valentina viu um diabo a aproximar-se de si com ar de fome, e a cabeça do animal ficou pendurada do corpo com um só golpe. Os joelhos do animal curvaram-se para a frente e o homem que o montava ampliou o olhar de terror quando percebeu que ia cair para a frente. Língua de Ferro arrancou-o da sela com uma mão e degolou-o com a outra. Boa viagem, cavalheiro.

― Fechem as alas ― gritava Dooda, com uma expressão austera no rosto. ― Mantenham-se juntos.

Língua de Ferro olhou por cima do ombro e viu dois adversários a galgarem terreno na sua direção. Esperou que eles o alcançassem. Amputou o braço do primeiro adversário e fê-lo gritar de dor, enquanto dirigia a atenção para o segundo oponente. Travou o ataque com a sua espada, e o choque produziu fagulhas. Crispou o rosto com o esforço e separou a espada da dele, rodopiando-a com as duas mãos acima da cabeça, para golpear o adversário no ventre e depois enterrar a lâmina pela zona das carótidas. Porque é na arte dos mortos que vivem os vivos, trilhando estradas fendidas por conspirações de antanho, pensou. Afirmam-se os estilos, drenam-se pântanos de lodo cognitivo, dançam-se coreografias que os bárbaros da ignorância desenharam em telas imaginárias. Camada sob camada, sussurram as verdades.

O diabo grunhia, desgovernado, quando Língua de Ferro recuperou a sua lâmina e montou o animal, com um sorriso. O cabelo turquesa levitava às suas costas, quando controlou o diabo na direção dos outros. Pegou no cabresto com a mão esquerda, enquanto girava a espada na direita, com mestria e ligeireza. Decapitou o homem a quem decepara o braço e enfrentou outros adversários, que não tiveram argumentos face à sua fúria e brutalidade. Bloqueou um ataque e cortou uma perna pela virilha, fazendo o inimigo esvair-se em sangue. O aço brilhava com cortinas líquidas de sangue.

Degolou um inimigo e enterrou Apalasi nas costelas de um outro. No final, os inimigos não passavam de um monte de cadáveres, e os diabos que sobreviveram fugiam como loucos pelo horizonte, inclusive aquele que Língua de Ferro montara durante a escaramuça. O sorriso no rosto de Língua de Ferro apagou-se, porém, quando percebeu que vários camelos haviam sido feridos e dois mesmo teriam morrido com dentadas de diabos. Entre os Doze Vermelhos, haviam falecido três homens. Dooda chorava por eles, de joelhos entre os cadáveres.

Língua de Ferro sentiu-se tentado em levar uma mão ao ombro do seu amigo, mas deixou-o fazer o seu luto. Dirigiu-se a Empecilho, que tremia como varas verdes.

― Estás bem?

O rapaz assentiu, trémulo. Tinha um arranhão no ombro esquerdo e uma espada ensanguentada na mão.

― Acho que nunca tinha morto um homem, senhor…

― Já estavas na idade de perder a virgindade, garoto. Qualquer homem pode pegar numa espada e julgar-se um herói, mas só poderá gabar-se disso se encontrar um inimigo mais forte e tiver a sorte de o ver morrer.

Empecilho concordou com hesitação.

― O prisioneiro?

Língua de Ferro viu alguns membros do grupo a recolocarem Dom Michelle no camelo, mas antes de lhe enfiarem o saco sobre a cabeça, deixaram-no cuspir um jato de sangue. Os seus lábios ficaram escarlates como granadas. Um rasto de sangue rasgava a zona das costelas, mas os pulsos continuavam agrilhoados. Isto não é bom, pensou.

Acamparam à sombra dos contrafortes que delimitavam a Costa de Rezos até ao amanhecer. Língua de Ferro amarrou o seu camelo e deitou-se num colchão de campanha junto à fogueira acesa a pederneira e aço. Cheirava a corpos suados e a vinho azedo. Homens haviam morrido, mas ainda havia ânimo para festejos. Adormeceu ao som de uma canção obscena, embalado pelas sombras trémulas produzidas pela fogueira. Dormiu algumas horas, mas os seus sonhos estavam repletos de mortos. Sangue e morte. Desolação. E a visão dos seios de Lucilla a consumi-lo como um fogo faminto.  

            A manhã chegou e a caravana estava preparada para seguir viagem. Tinham já subido os contrafortes quando encontraram um vale desolado, onde um pequeno vilarejo parecia ter sido passado pelo fogo.

― Aqueles malditos adoradores de Khsem ― grunhiu Dooda Vvertagla.

Quando chegaram à povoação, os poucos habitantes receberam-nos com fundas, da entrada entre duas altas paliçadas de madeira, construídas de troncos de azinheiro e entrançados de madeira e cânhamo. Na maioria, os homens que defendiam o lugarejo eram crianças, velhos e coxos. Depois de perceberem que as pedras não iriam impedir o seu avanço, um velho magríssimo, com grandes varizes nas pernas e uma barba rala e hirsuta, avançou com ar empertigado. Vestia um colete velho e desgastado, de cor escura, e uns calções de material grosseiro.

― Ou os meus velhos olhos me enganam, ou estou diante dos Doze Vermelhos. Esta vila está arruinada. Não há nada que possam saquear. O que querem vocês de nós?

Língua de Ferro desceu do seu camelo e apresentou-se.

― O meu nome é Língua de Ferro. Por ora, pretendo saber o que aconteceu aqui. Chegamos por bem.

O rosto do velho endureceu por momentos, mas depois aligeirou-se e soltou uma gargalhada.

― Língua de Ferro, hein? Ouvi dizer que esse canalha tinha ido parar à Prisão. Não me parece que algum homem consiga sair da Prisão, hein!

Língua de Ferro acompanhou-o na gargalhada, com Apalasi na anca esquerda, e avançou dois passos.

― A mim também não me parece que homem algum consiga matar um deus, e, no entanto, parece que foi isso o que aconteceu.

O sorriso morreu-lhe nos lábios. O velho franziu o rosto com expressão cética e asseverou:

― Crendices! O que quer você daqui? Língua de Ferro é um saqueador. Os Vermelhos são saqueadores. Nada há aqui o que saquear. Aqueles malditos idólatras chegaram antes de vós.

― Eu sei ― ripostou Língua de Ferro. ― Leva-me ao teu líder e dir-lhe-ei ao que venho.

O líder do vilarejo era um homem gordo e moreno, com uma grande careca e uma barriga imponente. Tinha mamas descaídas para o ventre e vestia apenas uma grande tanga de caxemira. Estava sentado sobre almofadas quando o encontraram, numa das poucas casas poupadas pelo fogo incréu. Entre os seus dedos gordos, segurava uma caneca de cerveja.

― Língua de Ferro, você?

O sujeito parecia nervoso, e não parava de suar. Os olhos de Língua de Ferro prenderam-se na belíssima mulher ao seu lado. Parecia trinta anos mais nova que ele, e era pálida como marfim. O que faz uma uraniana na Costa?, perguntou-se. Tinha olhos magnéticos, de um verde selvagem, e um par de lábios suculentos. Os seus membros eram esguios e brilhantes, e envergava apenas uma túnica curta, azul, que lhe dava por cima dos joelhos.

― É sua mulher?

― O lugar de Selaba foi atacado por selvagens ― disse o homem, voltando a sorver um gole de cerveja, que lhe escorreu pelo queixo. ― Escondemo-nos no armazém sob o outeiro até que fossem embora… e você, famigerado ladrão dos desertos, entra na minha terra fustigada para me cobiçar a mulher? Vá-se foder, Língua de Ferro. Não encontra nada aqui para si.

A mulher sorriu para o salteador e encolheu os ombros, para depois se ajoelhar atrás do seu marido e o abraçar por baixo dos braços. Língua de Ferro retribuiu-lhe o sorriso com malícia. A casa onde o receberam fora outrora opulenta em tapeçarias e colgaduras, mas agora era uma austeridade: quatro paredes de pedra, um telhado de colmo e um punhado de mobílias sem qualquer vestígio de riqueza nos seus frisos e chanfraduras. Língua de Ferro fez estalar os ossos das mãos, apertando-a uma na outra.

― Talvez lhe agrade saber que matamos os bastardos que lhe fizeram isto, Rivia! Pretendo uma recompensa por isso.

O sujeito soltou uma gargalhada e engasgou-se.

― Uma recompensa? Uma recompensa? Se é verdade o que me diz, fê-lo por livre-arbítrio. Nada lhe devo, seu maldito cabrão.

Dois homens enormes ladearam o governante, mostrando estar ali para o defender. Língua de Ferro não perdeu tempo a fitá-los. Já os havia estudado mais cedo. Tinham cabelos longos e sedosos e rostos imberbes, não obstante a sua trabalhada condição física. Não lhe fariam oposição, se o seu desígnio fosse esventrar Rivia.

― Pois bem, não me deixa alternativa. Pretendo apoderar-me do seu vilarejo desolado. E da sua uraniana, também. Se quiser deixar o lugar, está à sua vontade. Se quiser ficar, não mostrarei oposição. Preciso de um posto estratégico na tarefa que irei empreender.

Rivia trocou um olhar inquieto com um dos seus súbditos e volveu o olhar para Língua de Ferro.

― E se eu recusar… as suas pretensões?

― Provará do seu próprio sangue. ― As palavras, desprovidas de humor, gelaram todos os presentes. Atrás de si, Dooda, Empecilho e meia-dúzia de Vermelhos assistiam serenos ao diálogo. Os dedos da mão de espada de Língua de Ferro acariciaram os frisos grotescos nas guardas de Apalasi.

Os súbditos de Rivia preparavam-se para investir contra Língua de Ferro, quando o homem deixou cair um braço e soltou um esgar de desagrado, resignado. Pegou na mulher por um braço e fê-la erguer-se, de joelhos fletidos, passando para a sua frente. Os membros eram maleáveis e exibiam músculos de ginasta.

― Pretende ficar com Ravella e com estas malditas ruínas… mas esta gente precisa de mim. Posso saber que tarefa é essa que pretende encetar?

Língua de Ferro viu a expressão dócil de Ravella a aligeirar-se. Por momentos, Ravella fê-lo lembrar-se de outra mulher. Lucilla, minha querida Lucilla. Sorriu-lhe com gentileza e virou o rosto lentamente para Rivia.

― Matar o Imperador e colocar a coroa de acanto na cabeça de Mario Bortoli. O meu… empregador.

Os olhos de Rivia estreitaram-se.

― Bortoli? Esse escroto?

― Isso não tem, por uma fatalidade. Mas tem dinheiro. Muito dinheiro. E tem o apoio de várias tribos rezolis. E a minha espada ao seu serviço. Conquistarei o Império para ele.

― E o que ganha com isso?

Língua de Ferro pegou no braço de Ravella e puxou-a para si. O seu corpo ficou a um palmo de distância da mulher e sentiu o peito dela a pular com a proximidade. Os seus lábios entreabriram-se, perigosamente próximos.

― Mulheres, poder e títulos. Para além de uma pequena vingançazinha pessoal.

Rivia soltou uma gargalhada, e Língua de Ferro voltou a fitá-lo.

― Se quer matar Landon X, vai precisar saber muito sobre ele. Duvido que queira pisar areias movediças.

Língua de Ferro fuzilou-o com o olhar.

― O que tem para mim…

― Poderá saber o que tenho para si, mediante ligeiras condições.

Língua de Ferro afastou Ravella com um gesto brusco e desembainhou Apalasi com elegância. Aquele aço antigo e cintilante maravilhava qualquer um. Brilhava como prata polida.

― Pensei que tivesse sido claro.

Rivia ofereceu-lhe um sorriso sardónico, com espuma de cerveja a marginar os seus lábios carnudos.

― Mate-me, e perderá as informações valiosas que tenho em meu poder.

Língua de Ferro voltou a embainhar a espada.

― Tenho outros modos de roubar-lhe informações.

― Tortura? Talvez… um homem sob tortura é sempre muito imaginativo. Porém, nem todas as suas informações são críveis.

― Não mais do que um homem nu em busca de um trunfo ― corrigiu Língua de Ferro. Ainda assim, concedeu-lhe a vitória. ― O que pretende, Rivia?

― Esta história cheira a merda por todos os lados, Língua de Ferro. Talvez seja melhor sentar-se. Em troca, dê-me Ravella e deixe-nos ficar. Se quiser a minha mulher, valeu-me sessenta peças de prata no mercado de Constania.

Língua de Ferro fez como lhe fora orientado e sentou-se no chão, de perna trocada, em frente para Rivia. Cruzou os braços, pacientemente.

― Avaliarei a sua situação depois de perceber se essas informações são, de facto, relevantes.

O homem meditou na questão por momentos, até que aceitou o proposto.

― Há duas semanas atrás, recebemos a visita de um sujeito. Dizia-se refugiado da Batalha dos Três Elefantes. Acolhemo-lo, mas depressa percebemos que ele não era quem dizia ser. Tratava-se de Regan, irmão mais novo de Landon X. Estava visivelmente cansado, e muito ferido. A gangrena consumia-lhe um braço, onde um corte terrível infetara. Morreu após dois dias. Antes de morrer, contou-me um segredo. O irmão era controlado por um terrível feiticeiro, o mesmo que se responsabilizara pela morte dos deuses. Dizia que esse feiticeiro controlava o irmão através de feijões. Feijões que o Imperador consome compulsivamente, mas que o tornam escravo desse feiticeiro. Um homem terrível, que controlou também o senado de Chrygia à sua vontade.

― Regan?! Um homem alto, de cabelo dourado? Cerca de cinquenta anos?

Rivia assentiu, com um franzido na testa. O olhar ardente do interlocutor assustava-o. Língua de Ferro engoliu em seco. O homem dissera-lhe muito mais do que podia imaginar. Ele sabia quem era Regan. Regan era o verdadeiro nome de Dzanela, o velho amigo que o traíra. Se isto é verdade, e Dzanela é irmão de Landon X, esse feiticeiro pode ser Anéis da Morte. Mas já vivi o bastante para não acreditar em feitiçarias.

O jogo estava a ficar cada vez mais aliciante.

Para ler pelo Wattpad:

Sinopse

Capítulo Um: A Prisão

Capítulo Dois: Os Doze Vermelhos

Capítulo Três: Hereges

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4 thoughts on “Estou no Wattpad #3

  1. Viva,

    Bem fico contente que tenhas gostado da conclusão desta primeira saga, que quanto a mim terminou tudo de forma rápida e com final cor de rosa, mas pronto obviamente que não retira em nada o mérito desta escritora que é das minhas preferidas.

    O inicio da seguinte, vai explicar melhor os acontecimentos agora ocorridos e tudo fica ainda melhor explicado e vai abrir um novo ciclo 🙂

    Abraço e boas leituras

    1. Obrigado pelo comentário, mas acho que te enganaste no artigo ahahah
      Pois, vamos lá ver se lerei esse segunda saga nos próximos tempos 🙂 Ainda tenho umas coisinhas pela frente. Grande abraço e boas leituras

  2. São Bernardes

    Olá Nuno
    Depois de uma grande ausência, cá estou de volta e comecei bem 🙂
    Estive a ler os três capítulos e gostei (um bocadinho de sangue e espadas a mais para o meu gosto 😛 ) mas acho que a história prende-nos e queremos saber mais.
    Quem é Dzanela ? quem é efectivamente o Imperador ? e quem é Língua de ferro …. quero saber mais, toca a escrever …. 😀
    beijinhos
    (também recomecei a minha outra tarefa super atrasada 😀 )

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