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Já saiu o quinto capítulo da minha história online, Língua de Ferro: Um Sacana Qualquer. Divirtam-se.

CAPÍTULO CINCO: MENTIRAS

“Dooda Vvertagla foi, durante anos, a alma dos Doze Vermelhos. Não me admira, portanto, que ele tenha ressuscitado o grupo, recrutando os parasitas da sociedade, aqueles que eram esconjurados, quer por deficiências físicas, mentais, ou aqueles que eram demitidos das suas funções no trabalho da lavoura e do gado. Desde que comecei a ouvir boatos que os Doze Vermelhos voltaram ao ativo, soube que Dooda estava por detrás disso. É difícil pensar nos Doze sem pensar em Dooda. Dói-me a forma como amo esse homem, da mesma forma que se ama um irmão. E dói-me mais aquilo que lhe fiz. A minha traição.”

Landon X não passava de um cobarde. Um homem medroso sem coragem de o enfrentar. Língua de Ferro olhou por cima dos ombros para ver que ninguém o seguia. Passou sob uma arcada e encontrou Ravella com o olhar. A esposa de Rivia trazia as mãos sobre os alforges de couro à cintura, e mantinha o véu que lhe comprara a ocultar a maior porção do seu rosto. Assim que o avistou, correu na sua direção, a coberto das sombras da arcada.

― Conseguiste o que procuravas? ― perguntou Língua de Ferro.

― Sim, tenho a joia…

Abriu a aba dos alforges e o brilho que cintilou do seu interior não enganava. Seria uma jade, pela cor verde que irradiava.

― E o mercador?

Ravella ergueu as pontas dos lábios, cheios de malícia.

― Nenhum homem resiste a tomar um dedal de vinho comigo. Talvez tenha bebido demais. Não acorda tão cedo.

― Veneno? ― perguntou Língua de Ferro, com um sorriso.

― Cicuta ― respondeu ela, e virou o rosto para o homem que Língua de Ferro segurava veementemente pelos pulsos. ― Quem é esse? Onde está Dooda?

O silêncio no rosto de Língua de Ferro, seguido de um fechar de olhos, revelava o ocorrido com o líder dos Doze Vermelhos.

― Este homem é o Imperador, e temos de sair daqui o mais rápido possível, ou não conseguiremos sair desta cidade com vida.

Assim que o disse, ouviu o rumor de passadas rápidas sobre a arcada, onde guardas da cidade grunhiam ordens uns para os outros. Língua de Ferro ouviu as palavras “invasores” e “imperador” entre os grunhidos. Esconderam-se por segundos nas sombras, e Língua de Ferro tapou a boca a Landon X, para abafar os seus pedidos de socorro. O que mais o assustou, foi que o homem, para além de não mostrar resistência, também não pareceu propenso a gritar por ajuda. Assim que os guardas se afastaram, Língua de Ferro arrastou os seus dois companheiros para as luzes do fim de tarde, correndo na direção do mercado, onde deixaram os camelos. Apalasi rodou na sua mão para cortar as cordas de cânhamo que os prendiam à tenda de um comerciante. Ainda assim, não evitou que o sujeito saísse do seu pavilhão com a agitação das montarias, e um arco delineou-se na sua testa ao reconhecer as insígnias na vestimenta do homem que Língua de Ferro ajustava à sua frente num camelo macilento. Quando o portador de Apalasi arremessou uma moeda de prata para as suas mãos, porém, não revelou a menor objeção. Despiu Landon X da cintura para cima, para não despertar atenções, enquanto Ravella montava o outro camelo. As roupas requintadas foram deitadas fora, e fizeram-se ao caminho que os levaria dali para fora.

Ninguém lhes mostrou oposição quando saíram da cidade, uma vez que os sinais de alarme ainda não teriam chegado aos portões. O trânsito prosseguia com naturalidade. Saíram de Veza com aparente calma, e já haviam desaparecido numa nuvem de areia quando uma agitação de guardas assomou aos portões da cidade, alardeando que o Imperador havia sido raptado por um dos Doze Vermelhos.

Língua de Ferro sabia disso. Língua de Ferro sentia-se um dos Doze Vermelhos. Um dos originais.

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Conan The Barbarian (arte conceptual)

Regressaram a Selaba ao cair da noite, quando todos estavam a dormir. Língua de Ferro indicou a Ravella para não acordar ninguém, mas alguns guardas de sentinela foram de imediato alertar Rivia para a sua chegada.

O homem entrou no pavilhão de Língua de Ferro parcialmente nu, com uma saia de pele de camelo à volta da cintura e uns chinelos de sândalo nos pés. Os seios pesados baloiçavam enquanto caminhava e o seu rosto ainda estava adormecido, com um olho mais aberto do que o outro. Fora encontrar Landon X em tronco nu, sentado de pernas cruzadas no leito de Língua de Ferro, enquanto o lendário salteador o sondava, em pé, com a sua espada. Empecilho e Ravella surgiram logo atrás do governador de Selaba, e os seus guardas pessoais também.

― O que raio aconteceu em Veza?

Ravella abriu o seu alforge e colocou a mão direita no seu interior. Quando a removeu, elevou uma impressionante pedra de jade, com mais de dez faces, à frente dos olhos. Subitamente, eles brilharam tão intensamente quanto a pedra. Rivia sorriu com volúpia e arrancou a pedra da mão da escrava, beijando-a levemente no rosto. Depois, volveu o olhar vulpino para Língua de Ferro, curioso.

― Por que foi a minha esposa, e não você, a trazer-me a joia?

O olhar de Língua de Ferro jorrava comiseração pelo homem.

― A sua joia não tem qualquer valor para mim. Sou um mercenário, apenas reclamo o pagamento pelos meus trabalhos. Essa joia foi recuperada pela sua esposa. O mérito é dela, não toquei sequer no diamante.

O tom branco de Ravella ficou ainda mais pálido, e a sua expressão revelou surpresa. Julgavas que eu te iria libertar das mãos de Rivia, para depois me atraiçoares e me apunhalares pelas costas? Não és Lucilla, embora a minha mente me embarace. É a minha vergonha a falar, e não posso deixar que ela me vença.

Rivia parecia igualmente satisfeito.

― Tínhamos um acordo… Assim sendo, tanto a joia, como Ravella, como Selaba, são minhas.

Língua de Ferro endureceu o rosto e caminhou a passos largos de Rivia. Apontou Apalasi ao seu pescoço e não pareceu minimamente amistoso.

― Eu não preciso de um qualquer acordo com um homem que posso degolar a qualquer instante, antes que os seus homens sequer pestanejem. ― Lançou um olhar aos guardas, com as mãos a segurar as bainhas das espadas. ― Este lugar pertence a Mario Bortoli, assim como o Império acabará nas suas mãos, agora que eu tenho… o Imperador.

Apontou Apalasi para o homem inexpressivo sentado no seu leito, e todos soltaram esgares de surpresa e incredulidade. Rivia soltou uma gargalhada.

― Está a querer dizer-me que esse homem é o Imperador? Que o Imperador estava em Veza, e que o sequestrou?

― Você sabe que o Imperador estava em Veza, Rivia. Não me tente enganar. Agora, saiam todos. ― Rivia engoliu em seco o seu orgulho e foi o primeiro a virar-lhe costas, sendo seguido pela uraniana e pelos guardas. Quando Empecilho estava perto de o fazer, Língua de Ferro rugiu: ― Tu ficas.

O jovem virou-se e viu Língua de Ferro sentar-se de frente ao prisioneiro, com Apalasi a brilhar de vermelho, com os reflexos do braseiro aceso. Landon X sorriu então, pela primeira vez desde que ali tinham chegado.

― Porque está a sorrir?

― Porque tenciona colocar Mario Bortoli como Imperador. Por favor, diga-me que isto é uma piada.

Língua de Ferro também sorriu.

― Porque haveria de ser?

― Porque esse maldito bastardo anda a perder tempo a unir tribais, em vez de tentar conquistar seios populacionais mais cosmopolitas e sofisticados. O deserto Rezoli será esmagado pelo Império, se tentar organizar uma qualquer revolução contra nós.

Língua de Ferro soltou uma gargalhada.

― Landon X, é mesmo como se chama? Se é mesmo o prestigiado mestre das mentiras do submundo rezoli, sabe que os salteadores têm muito onde se esconder. As areias protegem-nos. Bortoli conseguirá o seu feito, ainda para mais agora que o seu mercenário tem o Imperador em seu poder.

Nesse momento, foi Landon X quem soltou uma gargalhada.

― A ilusão tem destas coisas. Quantas mentiras já ouvi dizer sobre mim? Prenderam-no, ao encontrar o Imperador na cama com uma matrona, em Constania, não é verdade? Brincadeiras do meu irmão Regan. Sabe perfeitamente que eu não era esse homem. E isso que se diz de mim, Landon X, o mítico senhor do submundo, é uma história antiga, que um consórcio de criminosos criou para aterrorizar os salteadores como você, Língua de Ferro, ou aqueles que os tentavam enganar. Landon X não é um homem, mas o nome de código de um grupo de criminosos mentalmente superiores. O meu nome só se tornou Landon X quando me colocaram a coroa de acanto sobre a cabeça. E nunca fui assassino, ladrão ou mentor de uma dessas atrocidades. Sou um patrício, filho de um senador em Chrygia. O meu nome de nascença é Allen. O meu irmão, sim, foi um criminoso lendário, mas talvez o conheça mais do que eu. Não lamento a sua morte. Foi ele que conduziu Chrygia para este pesadelo.

Língua de Ferro uniu as sobrancelhas.

― Eduarda usou-vos como peões.

O Imperador sorriu.

― Merren “Anéis da Morte” Eduarda é um homem poderoso… com um papel ativo nesta conspiração. Mas não é ele a mente por detrás disto. Não é a pessoa mais poderosa que terá de enfrentar, se quiser colocar o Império nas mãos de Bortoli.

― Então, quem é essa mente? ― Língua de Ferro uniu as suas mãos em volta da espada. As veias do seu pescoço estavam retesadas como o fio de um arco.

― Que valor teria a minha vida, se lhe dissesse tudo o que sei?

Apalasi beijou a pele sobre a jugular do Imperador. O homem deslizou o olhar para o aço cintilante, temeroso.

― Landon X continua a ser um embuste, como sempre foi ― confessou. ― Mas agora, com um propósito mais abrangente.

Língua de Ferro respirou fundo.

― Só quero saber quem é o responsável pela morte de Dooda Vvertagla. Quem é a mente por detrás de toda essa conspiração que começou com a morte dos deuses. Foi Eduarda, quem os enfrentou?

O Imperador teve dificuldade em conter uma risada, mas levou uma mão aos lábios, para a abafar.

― A crença de que os mares secaram por os deuses terem morrido é extremamente conveniente para essa mente de que falamos. Claro que um homem bárbaro como você não pode acreditar que esse evento tenha ocorrido por causas meramente naturais, e que uns e outros conseguiram recolher grandes quantidades de água, ao aperceberem-se do que estava a acontecer…

― Nenhuma causa natural ocorre de um dia para o outro. A quem se refere? Quem poderia estar de sobreaviso para um evento desta natureza?

― Causas naturais ocorrem de um segundo para o outro, Língua de Ferro. Como exemplo, uma trovoada pode incendiar uma floresta inteira num segundo. Existiam profecias que apontavam para este evento terrível, e pessoas interessadas em monopolizar o consumo de água para o dia em que isso ocorresse.

Língua de Ferro enrugou a testa. As peças não encaixam.

― Fanáticos religiosos e comerciantes à margem da legalidade não costumam vestir a mesma pele.

― Por vezes, são as mesmas pessoas. Ou então não.

― Landon X?

O Imperador sorriu.

― Muitas pessoas, que tinham graves dívidas para com Landon X, participaram nessa colecta, possivelmente sem saber qual era o objetivo final. Creio que toda essa água já estivesse reunida em cilindros quando os mares e os rios secaram. Cerrados para evitar que também ela evaporasse.

― Landon X é um grupo de crentes em antigas profecias? Não me lixe, Allen… Pelo que sei, as suas mentes são muito práticas, e vivem de acordo com aquilo que têm em mãos. Nenhum estratega minimamente competente mede as suas ações com base em crenças tão excêntricas quanto estas.

― E se um homem lhes tivesse provado que esse evento iria ocorrer?

― Como assim?

― Um homem apareceu, com uma explicação científica bastante convincente. De facto, como referiu, este tipo de eventos não acontece de um dia para o outro. E a água começou a secar inicialmente em outros continentes, até tudo se tornar uma única placa maciça de terra. Landon X sempre teve braços longos, e rapidamente percebeu que essa teoria batia certo, que a água estava a desaparecer. Foi aí que começou a cobrar água aos seus devedores, o que provavelmente os surpreendeu. Landon X sabia que a água passaria a ser um bem raro, e quem a possuísse… possuiria o mundo.

Língua de Ferro sorriu. Finalmente, as peças começavam a encaixar.

― E então colocaram o homem que os alertou para o ocorrido na Prisão, fechado numa cela de vidro. Para que todos o temessem, achando que fora o assassino dos deuses. Para que ninguém quisesse falar com ele. Afinal, ele sabia de mais. Sobre os planos de Landon X. Sobre a identidade de Landon X.

Empecilho deu um passo em frente, com a boca escancarada.

― Aquele… Aquele homem?

Landon X assentiu com a cabeça.

― Vejo que o conhecem. É um homem perigoso, pelos seus conhecimentos.

Língua de Ferro apertou os dedos da mão esquerda no seu pescoço.

― Diz-me o nome da pessoa por detrás de Landon X.

― Como um polvo tem muitos tentáculos, Landon X tem muitos nomes. Só tem uma forma de o derrotar, Língua de Ferro.

Leidviges “Língua de Ferro” Valentina cerrou os dentes antes de sorrir.

― Aposto em como não me vai dizer. Comeu muitos feijões, Allen? Diz-se que consome feijões compulsivamente.

― Os meus gostos gastronómicos serviram como uma luva para construir mais uma mentira. O meu irmão teve essa ideia genial. Landon X aprovou-a. Sempre gostaram que o povo pensasse que tinham com eles um poderoso feiticeiro. Eduarda vestiu essa pele.

― Regan não mentiria às portas da morte.

Allen engoliu em seco.

― Você viu-o morrer?

― Não ― disse Ravella, que escutava a conversa do lado de fora da tenda, e passou pela aba com a sua beleza de marfim. ― Mas eu vi. Regan morreu porque você não o quis ajudar. Lamento, Leidviges ― disse, fitando Língua de Ferro com sinceridade na voz. ― Não fui totalmente verdadeira. Regan contou essa história dos feijões pouco depois que chegou. Às portas da morte, ele disse-me que falhou com o irmão, entregou-o às mãos do seu senhor. Que o amava e não o culpava por nada ter feito para impedir o seu exílio…

Lágrimas escorreram pelos olhos de Allen, pela primeira vez a fraquejar. Levou as bases das mãos aos olhos húmidos.

― Eu matei-o. Deuses, eu matei o meu querido irmão.

Língua de Ferro apontou a ponta de Apalasi à sua garganta.

― Não é hora de arrependimentos. Diz-me, por que raio Regan foi afastado dessa conspiração?

― Eles quiseram matá-lo ― contou Ravella. ― Mas ele fugiu. Gravemente ferido, mas fugiu. Quiseram matá-lo, porque ele tentou denunciar a verdade. Ele tentou destruí-los… Virar-se contra eles. Eles… eles foram longe demais…

Língua de Ferro meneou a cabeça.

― Não faz sentido. Ele traiu-me, em Constania.

― Ele traiu-o ― confessou Allen ―, porque os malditos tinham uma espada apontada à minha garganta… Acredite, tudo o que o meu irmão fez foi para me salvar, e eu fui um merdas. Ele meteu-se com as pessoas erradas… Eduarda, Sander, L…. Depois, quando me puseram as mãos em cima, foi tarde demais. Estava atolado em entulho até ao pescoço, e eu só fui um peso morto que eles usaram como folha de rosto. Se eu não existisse, ele teria conseguido livrar-se deles, ele…

O estado de pânico em que Allen se encontrava não passou despercebido a Língua de Ferro, que rapidamente percebeu que, ou era um grande ator, ou as suas palavras eram verdadeiras. Já lidara com muitos mentirosos, e aquele homem não estava a mentir.

― Se você não existisse, arranjariam outro…

― Por favor ― suplicou Allen, colocando-se de joelhos. ― Por favor, ajude-me…

― Como poderei eu ajudá-lo?

― Unindo os restantes… os únicos que conseguirão fazer-lhes frente… Os Doze Vermelhos.

Língua de Ferro cerrou os olhos e baixou a espada, cheio de dor.

― Dooda Vvertagla era a alma dos Doze Vermelhos. E ele está morto.

Empecilho soluçou com mais essa revelação.

― Dooda está morto?

O salteador assentiu com a cabeça. Allen afastou as lágrimas das maçãs do rosto e pareceu subitamente mais determinado.

― Mas ainda tem Bortoli… Marovarola, Brovios e Agravelli! Os vossos nomes eram-me recitados em criança, quando me queriam assustar… Juntos, talvez consigam…

Língua de Ferro suspirou fundo. Ele tem razão, só os lendários Doze Vermelhos, cujas mentes incríveis se completavam umas às outras, poderiam vencer esta organização tão intricada, mas… Dooda era o mais brilhante desse grupo.

― Será difícil convencer Marovarola, Brovios e Agravelli. Mas concordo que o seu apoio será essencial… Terei de refazer a minha estratégia. Temos Michelle em nosso poder, mas já percebi que ele é uma chave obsoleta para entrar em Chrygia. O Império é bem mais astuto do que poderia presumir.

― Obrigado pela consideração ― revelou Allen. ― Mas se está a pensar em usar-me como refém, deixe-me garantir-lhe de que nada lhe servirei. Eles já sabem que estou nas suas mãos, e não darão uma prata pela minha vida. Agora que Regan está morto, arranjarão outro para me substituir.

Língua de Ferro assentiu e andou em círculos. Sim, e também perdi o factor surpresa. Sabem que estou a preparar um ataque, e que tenho em minha posse as suas informações secretas. Voltou-se para Allen.

― Quem são esses? Sander e L.?

Allen respirou dolorosamente.

― Sander Camilli era um antigo senador, conselheiro de Cacetel, envolvido na depressão que o conduziu à morte. L. é… uma mente terrível. Desconheço as suas origens, mas temo-a mais do que aos outros. Tanto Sander como Eduarda obedecem-lhe sem pestanejar. A pessoa mais terrível com quem já tive oportunidade de privar.

Língua de Ferro meneou afirmativamente a cabeça.

― Muito bem… Landon X é um monstro de três cabeças. Decepá-las-ei com a minha própria espada. Ravella… tens mais alguma informação que deva saber?

A uraniana disse que não com a cabeça.

― Muito bem. Tu vens comigo. Empecilho, reúne os vermelhos. Temos uma viagem a fazer.

― Uma viagem? ― perguntou Allen.

― Sim, e tu virás connosco. Tenho dois exércitos, Allen. Um no deserto rezoli, feito de tribais, com Bortoli. E outro na tua fantástica Prisão, que fiz minha. Penso que serão motivos suficientes para convencer os meus antigos companheiros a juntarem-se a mim. Preciso de um plano. Urgentemente.

Com essa palavra, saiu a passos largos da sua tenda, e olhou para o céu sem estrelas. Com esse plano, tornar-me-ei Imperador. E vingar-me-ei de todos eles.

Vingar-me-ei de ti, prometo.

Vingarei também a morte deles. Juro-te. Dooda, Regan, e todos os outros…

Amo-te Lucilla. Amo-te e odeio-te, por aquilo que representas. Se é verdade que estás viva, voltarei a matar-te. Ou matar-me-ei para não ser obrigado a fazê-lo..

Para ler pelo Wattpad:

Sinopse

Capítulo Um: A Prisão

Capítulo Dois: Os Doze Vermelhos

Capítulo Três: Hereges

Capítulo Quatro: Veza

Capítulo Cinco: Mentiras

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