Estou no Wattpad #13


Hello, gente gira. Obrigado por entrarem mais uma vez neste meu cantinho para acompanharem as aventuras de Língua de Ferro, publicadas aqui e no Wattpad. No último capítulo, o terrível mercenário não conseguiu resistir ao desejo de décadas por Lucilla e os dois fizeram amor, ainda que tenham recebido uma visita inesperada. Vance Cego matou Brovios e enfrentou Língua de Ferro, proferindo palavras poderosas sem sentido aparente, para revelar-lhe que algo de muito importante é esperado dele. O que será que o alegado Assassino de Deuses espera do nosso herói? Aqui fica o capítulo 13, espero que gostem.

CAPÍTULO TREZE: AJUSTE DE CONTAS

“Na noite em que tudo aconteceu, ouvi Bortoli e Marovarola a conspirar contra mim. Desde aquele momento, soube que nunca poderia confiar naqueles dois. Nunca. A minha armadilha teria sido o fim de todos eles, se os homens de Cooper Ravoli não tivessem chegado tão cedo, contra todas as expectativas. Depois daquela noite, tudo mudou. Fui um foragido por um par de dias. Queria fugir com Lucilla e fazer uma vida ao seu lado. Ouvia o fragor dos comboios a vapor e sonhava com liberdade. Quando Luce foi capturada, jurei a mim mesmo que vingar-me-ia deles. Um por um. De todos eles. De todos eles.”

De um ímpeto, Língua de Ferro ergueu-se, pegou em Apalasi com as duas mãos e levou-a acima da cabeça. Os seus músculos vigorosos eram balões sombreados pelos reflexos azuis das colgaduras. A sua expressão facial, emoldurada por uma cascata de melenas azul-turquesa, era terrível. Com perícia e agilidade, Língua de Ferro fez descer rapidamente a espada na direção de Vance, que limitou-se a sorrir. A espada parou a um centímetro da sua testa. Por mais força que Língua de Ferro fizesse, os braços contraíam-se e negavam-lhe a oportunidade de golpear o inimigo. Uma ruga de terror formou-se-lhe entre os olhos. Havia uma qualquer barreira física a travar o ataque, embora nada que lhe fosse visível ou compreensível. A pressão que lhe bloqueava o ataque era tão forte que obrigou-se a largar a espada e deixá-la a tamborilar junto aos seus pés. A respiração do salteador era sôfrega, tentando recuperar o auto-controlo.

― Que espécie de poderes são estes?

Vance sorriu.

― Demasiado simples para que mentes tão complexas como a tua compreendam com recurso ao verbo. Forças opulentas em contraste têm trabalhado em silêncio, ignorando o rumor dos homens. Não é essencial para essas forças que compreendas, para que não as empregues com ostentação. És um mero veículo de essência, um peão no jogo da vida.

O homem sabia que reduzir Língua de Ferro a um simples peão não o iria coagir a ajudá-lo. O salteador cerrou os dentes e investiu contra Vance com tudo o que tinha. Os ombros maciços de Língua de Ferro contraíram-se e avançou. Jupett Vance não se esquivou ao ataque. Parou um murro com uma mão e sentiu o corpo de Língua de Ferro a pressioná-lo contra uma parede. Limitava-se a sorrir. O impacto fez a parede sacudir-se e brechas abriram-se à sua volta. Uma sombra de poeira envolveu os dois guerreiros, quando Vance pegou em Língua de Ferro pelo cabelo e puxou-lhe a cabeça para trás. O mercenário rugiu de dor e perdeu o chão quando as pernas de Vance se enlearam nas suas como uma serpente. Sem saber como, estava a cair sentado no chão, enquanto o homem cego parecia não perder a expressão divertida nem sofrer nenhuma sequela. Vance sacudiu a poeira dos ombros e cuspiu-lhe para cima.

Língua de Ferro fechou os olhos e limpou a cara com o antebraço.

― Não serei o teu peão, aborto…

― Não serás o meu peão. Ambos somos peões da essência. Ser reclamados por ela é uma honra, mas é cedo para perceberes isso. Estou disposto a perdoar a tua impetuosidade, se compreenderes que é imperial a nossa intervenção para corrigir o percurso do Fluído. Pensa em ti como um herói, se preferires, que encontra um animal caído numa armadilha. A tua moral obriga-te a salvar o animal, retirar-lhe os galhos afundados na carne e tratar dele, até que esteja recuperado e consiga cumprir o curso natural da sua vida. É disso que se trata.

― Não é uma questão de moral ― cuspiu Língua de Ferro.

― Talvez seja ― rugiu Vance, perdendo o sorriso no rosto. ― Talvez seja um acerto de contas. A essência sabe o que fizeste. Até que ponto estás disposto a expiar os teus erros, Leidviges Valentina? O que ganhaste com tudo o que fizeste até hoje? Talvez seja a oportunidade de fazer o que é certo, por uma vez que seja.

Língua de Ferro sacudiu a cabeça.

― Ninguém vale a minha misericórdia, Vance…

― Não é a tua misericórdia que a essência solicita, Valentina. Ela solicita a tua bravura, o pior que há em ti… para fazer as correções que são necessárias. Sabes o que te é solicitado. Sabes o que te é exigido.

Sem mais palavras, Vance virou-se e caminhou para a abertura onde antes estivera a porta, com uma segurança terrível. Língua de Ferro tossiu. Engolia poeira e outra coisa, com sabor a sal. O sabor das suas próprias lágrimas. Mais uma vez, ele sabia o que aquele idiota cego estava a falar. Era algo contraditório e inumano. Queria rebater, insurgir-se, mas a sua mente gritava que o homem tinha razão e sabia o que era necessário fazer.

Matá-los a todos…

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Combate entre guerreiros (Berserk)

Tinha Apalasi às costas, sob aquela grossa pele de cabril. Frio. Língua de Ferro sentia um frio estranho a meio da manhã. A agitação aglomerava-se em Riis, com curtidores, pastores, carpinteiros e artesãos a misturar-se com magarefes, cantores e prostitutas. Um camelo sujo exibia a sua língua comprida e nauseante, um par de cães negros corria entre a multidão, enquanto um outro, cinzento e macérrimo, permanecia deitado, com a grelha costal distinta sob a pele débil coberta de moscas. A populaça tinha uma maneira desleixada de caminhar. Havia um cheiro a madeiras e a enchidos e uma sensação de mentiras no ar. E havia uma multidão variegada de ccantianos, chrygianos, uranianos, pecsos e até… rhovianos. E indígenas rezoli. Sim, há homens de Bortoli impregnados de um odor almiscarado, instalados como pedaços da cultura presente. Uma mentira desconfortável.

Língua de Ferro passava os olhos por entre a multidão, com os ouvidos cheios de sons. Parecia estranho, mas conseguia distinguir todas as conversas, os regateios de comerciantes, as barganhas e perjúrios, os sermões de mães aos seus filhos, as conspirações entre sacerdotes caídos em desgraça transformados em pantomineiros e os senhores de gado em negociatas ilegais. Os rhovianos e os indígenas trocavam olhares e simulavam querelas, tateavam as suas armas e pagavam por informações. Todos os segredos e ligações sub-reptícias internaram-se na mente de Língua de Ferro de uma forma clara e fluida.

A porta da taberna estava aberta e o interior estava lotado. Seji servia à mesa com uma expressão ébria e abriu muito os olhos ao reconhecê-lo.

― Aqui? Julguei que iria embora antes do raiar da manhã… ― grunhiu ao aproximar-se, cabisbaixo. Língua de Ferro esboçou um sorriso inquietante e avançou para o coração da taberna. ― Hei, onde é que pensa que vai?

Um reposteiro de veludo que representava uma cena de batalha escondia o velho corredor que antes haviam encontrado sem qualquer segredo. Seji seguiu-o até ao acesso. Assim que ambos passaram para lá do reposteiro, Língua de Ferro levou o braço abaixo do queixo do indivíduo e comprimiu-o contra a parede do velho corredor.

― Brovios garantiu-me que você não iria meter-se no meu caminho. Espero não me ter enganado a esse respeito, Seji. Detestaria ter de sujar o meu manto com as suas entranhas.

Seji engoliu em seco, com os olhos ampliados de terror. Quando a arrogância do seu olhar se dissolveu na humildade de um suplicante, Língua de Ferro soltou-o e deixou-o cair sentado no solo, avançando no corredor com a certeza de que o sujeito não lhe faria oposição. Abriu a porta da divisão mais recôndita sem bater e deparou-se com a sala escura e fumarenta onde a Companhia dos Ossos se divertia nas jogatanas habituais. Agravelli e o seu filho Tayscar viraram desde logo os olhos para si. Doga, Temella, Samo, Venezo, Birge e os gémeos Patto e Ganorra estavam presentes. Marovarola estava entre eles, com uma expressão jovial. Todos o fitaram, surpreendidos. Agravelli Domasi ergueu-se, tentando manter uma expressão neutra e falsa cordialidade.

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Taberna (crowds.ambient-mixer.com)

― Leidviges! Onde está Seji?

A amplitude do seu braço aberto dava-lhe uma aura de anfitrião, mas os olhos encovados e cabelo hirsuto revelavam a expressão sombria de um homem derrotado, com poucas possibilidades de ganhar vantagem. Língua de Ferro sabia que, em outra situação, Agravelli nem se ergueria do seu assento. Têm algo a esconder.

― Brovios está morto e Lucilla anda a monte ― revelou Língua de Ferro.

Os homens à mesa entreolharam-se e cochicharam. Agravelli pareceu transpirar. Ajeitou as mangas da sua impecável camisa de algodão e deu meia volta para a mesa, para depois voltar-se para Língua de Ferro.

― Junta-te a nós, Leidviges, e conta-nos o que sabes.

Marovarola ergueu as sobrancelhas. Em silêncio, parecia desconfiar da atitude de Língua de Ferro, que fez estalar os ossos ao cruzar os braços, e correu todos os presentes com o olhar.

― Não pareces muito consternado com a morte de Donnatello…

Agravelli pareceu impelido a responder, mas moderou-se. Encolheu os ombros.

― Uma fatalidade ― disse Patto. ― Foi a maldita Lucilla quem o matou?

Língua de Ferro percebeu que nenhum deles estava preparado para aquilo. Não sabiam o que responder ou como reagir, mas não havia um que parecesse verdadeiramente surpreendido com a notícia. Eles já sabiam que Brovios estava feito com Luce… Língua de Ferro recordou-se que a primeira parte do seu plano com Marovarola consistia em colocar Brovios e Agravelli na linha de ataque. O conceito infantaria. Agravelli voltou a insistir na falsa cordialidade.

― Por favor, Leidviges, senta-te connosco.

Língua de Ferro aproximou-se em passos largos, passou pelas costas de Tayscar e puxou-lhe o longo cabelo dourado para trás. O rapaz soltou um grito e Agravelli empalideceu. Marovarola ergueu-se e perguntou, desanimado:

― O que estás a fazer, Val? ― Fez uma pausa, tentando controlar a sua impulsividade. ― Ah, a delicadeza rezoli… Quase me esqueci da falta de gentileza da minha parte. Vim ajustar com Agravelli um plano estratégico para entrares em Chrygia, amigo.

Uma adaga escorregou da manga de Língua de Ferro e aproximou-se perigosamente da garganta exposta do filho de Agravelli Domasi. O pomo da sua garganta estremeceu.

― Este rapaz é neto de Cacetel. Quanto vale a vida dele?

Agravelli franziu a testa e gaguejou.

― Por favor, Leidviges. Diz-me o que queres de mim… Não desejo fazer-te perder tempo.

Língua de Ferro sorriu. Quero o teu sangue…

― Onde está Bortoli? Sei que está feito convosco.

― Ele está na cidade ― respondeu Marovarola de pronto. ― Numa estalagem. Não precisavas fazer isto para sabê-lo. Temos os nossos inimigos dentro deste bairro, Val. Uma hipótese em mil de matá-los a todos. Entrei em contacto com o Mecenas para moldar a sua impressão a meu respeito e falei-lhe do nosso plano, mas obviamente tive o cuidado de manter as partes íntimas da nossa ideia bem cobertas.

Língua de Ferro soltou os cabelos loiros de Tayscar e afastou a adaga do seu pescoço. Quando parecia repensar a sua estratégia, virou-se para Agravelli e cofiou o queixo.

― Queres reconquistar o Império que é teu por direito, Agravelli Domasi?

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Faramir e Boromir (Zerochan em pinterest)

O homem pareceu vacilante quanto ao que deveria responder. Não havia nele arrogância ou orgulho, mas um olhar insípido e parcialmente derrotado. Língua de Ferro sabia que aquele homem tinha-se rebelado contra o pai, o Imperador Cacetel, mas ver Lucilla, a mulher que traíra os Doze Vermelhos a reclamar o poder que deveria ser seu era um insulto.

― Lucilla é uma usurpadora. Sei aquilo que vocês os dois tiveram, e que Dooda os perdoou a ambos. Pelas nádegas de Kalila, ela decepcionou-te, e penso que isso te tenha colocado bom senso para perceber quem deve, em boa verdade, receber a coroa de acanto. Num sentido lato, há que separar o essencial do acessório, a justiça das verdades idiossincráticas, o certo do…

Agravelli Domasi não acabou a frase. Língua de Ferro espetou-lhe a adaga por baixo do queixo, saindo-lhe por um olho. Jorraram bocados de cérebro e entranhas, uma rajada de sangue de cada orifício. A expressão facial de Agravelli ruborizou-se. A adaga ficou cravada no homem e ele caiu aos seus pés, com as botas de cano alto envolvidas em poeira. Tayscar soltou um grito. Os homens ergueram-se. Língua de Ferro sabia que tinha acabado de tombar a primeira peça do dominó.

Ao fitar Marovarola, Língua de Ferro viu o terror no seu olhar. A Companhia dos Ossos acabava ali. Com um rugido, Língua de Ferro desembainhou Apalasi e Marovarola removeu um florete da sua bainha rhoviana.

Os outros homens fizeram o mesmo e alguns contornaram a mesa. Língua de Ferro travou o ataque concertado dos gémeos Patto e Ganorra. A sua espada era maior e mais possante que as dos seus adversários. Apalasi atravessou as costelas de Ganorra, que cuspiu sangue com um gorgolejo. Com o calcanhar, Língua de Ferro golpeou Patto na cabeça, fazendo o relojoeiro cair para trás. Se sobrevivesse, ficaria com um intumescimento na nuca. Língua de Ferro removeu Apalasi do corpo de Ganorra e decapitou Patto com um golpe. Sangue espirrou-lhe para a vista.

Quando recuperou o olhar, viu que Marovarola tinha morto os restantes, com uma agilidade e voracidade impressionantes. Apenas Tayscar estava vivo, à mercê do florete de Marovarola.

― O que é que pretendes com isto? ― perguntou Língua de Ferro, sem mostrar-se impressionado. ― Nunca dá bom resultado fazer jogo duplo ou triplo com homens perigosos e pensar que um deles não dá com a língua nos dentes.

Marovarola parecia assustado, mas também ameaçador.

― A modéstia nunca foi um dos meus atributos. Não significa nada para mim. O meu trabalho é assegurar-me que todos fazem o que é suposto. Quero o mesmo que tu, Val, e aposto em como isso não te surpreende. Mas devemos colocar a estratégia conjunta em prática num curto espaço de tempo. Quem foi que nos traiu? Brovios? Ele está feito com Lucilla, e não acredito… ― Fez uma pausa. ― Raios, é mesmo isso, não é? Encontraste-a e não resististe à tentação. Fizeste um novo pacto com a cabra, para nos trair… Sempre foi essa a tua intenção, no fundo, ou estou enganado? Que os deuses me fodam…

Língua de Ferro sorriu, com a respiração pesada.

― Estás a virar os argumentos a teu favor, Dagias. O traidor aqui és tu.

― Certamente não estás a falar de Agravelli. Viste por quem eu lutei, e agora…

O rosto de Tayscar revelava o mais profundo horror. O pai e os seus companheiros estavam mortos, e tudo indicava que não ficaria vivo por muito tempo. Língua de Ferro sentiu um arrepio ao vislumbrar a segurança perdida no rosto do rapaz. Os charutos ainda fumegavam sobre a mesa redonda, com alguns cadáveres caídos sobre ela. Espessas línguas de sangue envolviam as peças de jogo.

― É pouco convencional ameaçar a vida de um herdeiro ao trono, Marovarola.

Marovarola arregalou os olhos e sorriu. Puxou um braço a Tayscar, que rangeu os dentes.

― Ora, creio que acabaste de matar um, Val. Sei que estás habituado a ser uma pessoa muito importante, mas não estás no centro do mundo. E, que a ironia do destino não me ouça, sempre apreciei secretamente esse teu génio. Mas a coisa mudou. Permite-me dar-te algumas sugestões: guarda esse temperamento para ti, mantém-te nas sombras e deixa-me tratar do resto. O massacre que vitimou a Companhia dos Ossos foi obra de um assassino misterioso, só os patetas dos deuses viram o que aqui aconteceu e há muito tempo que deixei de sentir a sua admoestação quando belisco o traseiro de uma viúva jovem. Os deuses estão mortos e a Companhia dos Ossos também. Tinham muitos inimigos e, ainda que nenhum deles tenha cabelo turquesa, duvido que alguém mova um dedo para fazer justiça nesta terra sem leis. Deixa-me tratar de Bortoli. Mantém essa tua aliança com Luce, mais cedo ou mais tarde será capital para fazer desenvolver com maior ligeireza os nossos planos. Ainda podemos corrigir este pequeno percalço e limpar a merda das nossas botas.

Língua de Ferro fungou, sem sombra de diversão no rosto.

― Estou meio tentado a mandar-te foder, matar-vos aos dois e a ir-me embora. Mas creio que ainda preciso de ti vivo. Sabes que alguns de nós foram feitos para matar, outros para beliscar o traseiro de viúvas jovens e outros para resistir aos impulsos do pecado. A religião não significa nada para ti, creio, mas ainda há quem seja bem sucedido a evitar as consequências da blasfémia. Os deuses morreram, Marovarola, mas ainda há um futuro para acontecer. Leva-me a Averze, o homem que manda em Ccantia. Ele limpará a merda das nossas botas.

― Isso é um absurdo. O que é que queres, Val?

Língua de Ferro não hesitou em responder. Limpava Apalasi às roupas dos mortos quando disse:

― Quero um ajuste de contas.

Para ler pelo Wattpad:

Sinopse | Capítulo Um | Capítulo Dois | Capítulo Três | Capítulo Quatro | Capítulo Cinco | Capítulo Seis | Capítulo Sete | Capítulo Oito | Capítulo Nove | Capítulo Dez | Capítulo Onze | Capítulo Doze | Capítulo Treze

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