Fala-se de: Velocidade Furiosa 8


Poucos são os que não sabem o que acontece quando se junta Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Jason Statham, Dwayne Johnson, Tyrese Gibson e companhia. A popular franquia Velocidade Furiosa conquistou os amantes de velocidade em todo o mundo, mas também não passa indiferente a todos os que gostam de um bom filme de ação. Nem mesmo a morte de Paul Walker, o ator que desempenhava um dos papéis principais, veio retirar público ou qualidade ao produto.

Velocidade Furiosa 8 é mais um exemplo do que a equipa dirigida por F. Gary Gray e Chris Morgan é capaz de fazer, pegando em meia-dúzia de super-estrelas do cinema, um outro tanto de “veículos-à-prova-de-tudo” e uma boa trama. A Universal Studios é a companhia responsável por trazer à luz do dia uma das séries cinematográficas de maior impacto mundial, usando nada mais, nada menos, que uma vasta gama de cenários e um rol de perseguições de tirar o fôlego.

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Poster do filme (Fonte: canoticias.pt)

Mas usar caras bonitas e corpos musculados não chega para esticar o sucesso de um produto até ao oitavo filme. É necessário incluir-lhe uma trama atrativa e inovações, umas após as outras. Se Velocidade Furiosa 8 pode ser acusado de não inovar muito em termos de plot, pessoalmente surpreendeu-me em vários momentos, desde a suposta traição de Dominic Toretto aos seus companheiros, às ligações de sangue que a vilã lhe apresenta, até à simulação de uma morte e aos movimentos sub-reptícios dos personagens. Foi isso, acima de tudo, que me deixou ligado ao ecrã até ao último instante.

“Mas usar caras bonitas e corpos musculados não chega para esticar o sucesso de um produto até ao oitavo filme. É necessário incluir-lhe uma trama atrativa e inovações, umas após as outras.”

Ainda assim, boa parte da índice de sucesso desta sequência está diretamente ligada à qualidade do elenco. Vin Diesel assume o protagonismo por inteiro, desde o falecimento de Paul Walker. Ao seu lado, jorram nomes como Jason Statham, Helen Mirren, Kurt Russell, Dwayne “The Rock” Johnson, Tyrese Gibson, Luke Evans, Chris Bridges, Michelle Rodriguez, a terrível vilã de Charlize Theron e ainda Nathalie Emmanuel e Kristofer Hijvu, a Missandei e o Tormund da série Game of Thrones. Se a maioria já são presenças repescadas de filmes anteriores, cada nova adição acrescenta sempre o seu contributo sem que fique a sensação que estão a trazer “mais do mesmo”.

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Michelle Rodriguez e Vin Diesel (Fonte: mag.sapo.pt)
CUIDADO! NÃO HÁ GRANDES REVELAÇÕES MAS ALGUNS SPOILERS.

Velocidade Furiosa 8 é, assim, mais um upgrade da franquia. Somos apresentados a um Dom Toretto mais sofisticado, como sempre emocional sem deixar de ser duro como uma pedra, com a lealdade e o sentido de família a serem testados até aos limites por uma vilã que planeia controlar o mundo. A corda é esticada quando ele é obrigado a ceder, quando a relação de extremo afeto que Dom tem por Letty se vê constrangida por algo mais pessoal e sensível. Uma outra família. O fruto de algo. O dealbar de um sonho antigo, nascido de uma relação fugaz.

O conceito de família também é explorado através de Luke Hobbs, o personagem de Dwayne Johnson. O antigo agente da DSS tornou-se treinador de futebol feminino, e não parece muito entusiasmado com a ideia de ser novamente chamado para os grandes palcos de ação. É o amor pela filha que o leva a hesitar, ainda que ser levado para uma prisão de alta-segurança e voltar a enfrentar Deckard Shaw lhe mexa com as vísceras de um modo que não consegue controlar. É Luke o primeiro a compreender a traição de Dom, quando este rouba o dispositivo EMP em Berlim. Da mesma forma que tenta levar o grupo a um novo nível de união, vê-se obrigado a trabalhar com Deckard e a inimizade visível para com o personagem de Statham acaba por se aplacar com o tempo.

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Hobbs na prisão (Fonte: cinepop.com.br)

É com Letty, a personagem de Michelle Rodriguez, porém, que o público mais vive os sobressaltos deste filme. De uma lua-de-mel em Havana até a uma traição que lhe é incompreensível em Berlim, ela não duvida por um momento que Dom a ama e é a última a aceitar o volte-face. Graças ao Olho de Deus controlado por Ramsey, o grupo descobre a localização de Dom, tardiamente. Uma surpresa cronometrada por Cipher, a poderosa pirata cibernética, leva à neutralização do grupo e à revelação dos seus planos.

“De uma lua-de-mel em Havana até a uma traição que lhe é incompreensível em Berlim, ela não duvida por um momento que Dom a ama e é a última a aceitar o volte-face.”

Nova Iorque torna-se então o palco de um caótico incidente de trânsito. Cipher pretende recuperar os códigos nucleares guardados pelo ministro da defesa russo, e não se coíbe a controlar todos os veículos da cidade a seu bel-prazer para consegui-lo. Dom é usado como um peão, mas Cipher devia conhecê-lo melhor. Uma estratégia que envolve a família Shaw revela que Dom tem ainda uma palavra a dizer e uma sequência de perseguições antecipam o encontro com Letty, onde as dúvidas que ela nutriam se dissipam quando ele lhe salva a vida.

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Imagem promocional (Fonte: showbizz.liputan6.com)

Invasões de segurança, chuvas de automóveis e até fugas a mísseis e a submarinos sobre o ténue gelo de uma base russa marcam um filme repleto de cenas de ação, coroado por um final que não surpreende mas deixa bem registado o sentido de família a que o grupo de Toretto se vinculou. A homenagem ao personagem de Paul Walker foi a cereja no topo do bolo.

Avaliação: 8/10

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