Fala-se de: Prison Break T5


É o ressuscitar de uma série que parecia morta e enterrada, desde que o final da quarta temporada, em 2009, desvendou a morte do personagem principal. Mas Michael Scofield não morreu e regressou oito anos depois, para mais uma série plena de perseguições, cartas na manga e planos de fuga. Para mim, a temporada pecou por curta e alguns episódios mostraram o protagonista muito mais reativo e sobrevivente do que previdente. Os últimos episódios, porém, trouxeram o antigo Scofield mais badass do que nunca, com uma série de planos secretos e subterfúgios de contingência.

Ao seu lado, Lincoln Burrows, Sara Tancredi, T-Bag, C-Note e Sucre voltaram a mostrar a cara numa cabala misteriosa que envolveu a CIA e o Daesh. Produzido pela 20th Century Fox Television, a season 5 de Prison Break não supera as anteriores, mas faz o espectador matar saudades dos seus personagens preferidos, assistir a umas quantas sequências de ação de tirar o fôlego e ver o triste final da quarta temporada devidamente vingado. Posso afirmar que nove episódios não chegaram para reacender a chama, mas foram nove episódios frenéticos que deixaram o público a “chorar” por mais.

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Poster promocional (Fonte: theedgesusu.co.uk)

Pessoalmente, senti a falta de um vilão poderoso ou, pelo menos, carismático. O personagem escolhido para enfrentar os irmãos-eternamente-em-fuga revelou-se sonsinho do princípio ao fim, e sem sal é uma das características com que o podemos qualificar. Na verdade, acho difícil sentir pavor ou preocupação real para com o proclamado Poseidon, se bem que o ator soube passar para o público um olhar arrepiante de psicopata em vários momentos da série. Um pouco à imagem do Don Self da quarta temporada, mas nada comparado a figuras como Krantz, Gretchen, Lechero ou Mahone.

“Na verdade, acho difícil sentir pavor ou preocupação real para com o proclamado Poseidon, se bem que o ator soube passar para o público um olhar arrepiante de psicopata em vários momentos da série.”

A adição de Paul Kellerman, personagem importante do início da série, desapontou-me. Fora um dos meus personagens preferidos, pelo que as minhas expectativas para o seu retorno estavam lá em cima. O seu personagem revelou-se nesta sequência pobre, sem real importância e de pouca duração. T-Bag também pareceu andar um pouco à deriva durante a maior parte da temporada, com ligação direta aos principais acontecimentos mas sem uma participação ativa nos mesmos. Paralelamente a isso, o personagem de Robert Knepper revelou-se demasiado bonzinho para o que nos habituou em temporadas anteriores.

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Michael Scofield (Fonte: elsieisy.com)

Os grandes elogios vão para a dupla Wentworth Miller e Dominic Purcell. A química entre os dois “irmãos” continua imbatível e tanto as cenas de ação como os diálogos entre ambos são marcas inconfundíveis da série. Sarah Wayne Callies foi sempre o vértice da ligação. A atriz regressou ao papel que a tornou célebre, mas confesso que o encanto que senti por ela em Tarzan e Prison Break se quebrou com a sua participação pouco convincente em The Walking Dead. Amaury Nolasco e Rockmond Dunbar fizeram a sua parte e Inbar Lavi foi um excelente reforço, como a prestável Sheba.

ATENÇÃO: HÁ AQUI ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE O ENREDO, MAS NADA DE GRANDES REVELAÇÕES!

A temporada começa com as pistas deixadas a T-Bag, recém libertado da prisão, sobre a possibilidade de Michael Scofield estar vivo. Desde logo ele contacta com Lincoln, que se mostra inconformado com essa remota possibilidade. As pistas, porém, apontam diretamente para ele. Sara encontrou em Jacob um pai perfeito para o filho que concebeu de Michael, ainda que a ideia de que o seu amor esteja vivo seja tão aliciante como perigosa. Movendo os seus contactos, Lincoln consegue perceber que o irmão está mesmo vivo. Ou, pelo menos, alguém com o seu rosto.

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Lincoln e Sara (Fonte: ew.com)

Kaniel Outis é um terrorista famoso, cativo em Ogygia, uma prisão de alta-segurança no Iémen, e diz-se que foi o responsável pelo assassinato de um membro da CIA. Recorrendo a velhos e a novos amigos, como C-Note, Sucre e Sheba, Lincoln chega à prisão de Ogygia e vê o irmão com os seus próprios olhos. Mas as poucas palavras de Michael deixam claro que ele não quer ser reconhecido como seu irmão. As tatuagens que ele revela no corpo, principalmente os dois olhos nas palmas das mãos, desvendam o contrário.

A partir daí, Lincoln faz de tudo para tentar recuperá-lo, enquanto Michael move-se no interior da prisão para planear uma rota de fuga e escapar a um grande motim. Ambos envolvem-se no meio de um conflito armado que explode com a fuga de um importante terrorista, Abu Ramal, e com várias perseguições em território do Daesh. Entre os companheiros de fuga de Michael encontra-se Dave “Whip” Martin, que se revela um personagem mais importante para a trama do que inicialmente sugere. Nos E.U.A, a T-Bag é oferecida uma mão artificial, operação financiada por Outis, para que este siga as pistas que ele lhe deixou.

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Fugitivos no Iémen (Fonte: denofgeek.com)

Dos confrontos bélicos no Médio Oriente, com Cyclops no seu encalço, à perseguição armada de A&W e Van Gogh, dois membros de um apêndice da CIA chamado 21-Void nos E.U.A., os irmãos Michael e Lincoln têm ainda que lidar com os afectos e pôr à prova o instinto de sobrevivência e perspicácia. Michael pretende recuperar a família e Poseidon não o poderá parar. Uma temporada quase excelente que deixa claro que o tempo passa quando os filhos de Michael, T-Bag e John Abruzzi ganham destaque na trama.

Eu gostei bastante, e vocês?

Avaliação: 8/10

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