Estou no Wattpad #25


Língua de Ferro: Um Sacana Qualquer, o meu livro de leitura online, chega ao capítulo 25. Depois de ter chegado à cidade de Chrygia e encontrado a famosa Intendente, comandante-em-chefe dos exércitos imperiais, Língua de Ferro viu-se obrigado a revelar as suas intenções. Mas será o encontro com Sander Camilli tão “amigável” quanto foi a sua chegada ao coração da capital? Leiam este novo capítulo e contem-me tudo sobre as vossas impressões. Espero que gostem.

CAPÍTULO VINTE E CINCO: APOSTAS

“A reputação precedia-me. Quando uma carruagem era invadida, os soluços entrecortados de surpresa misturavam-se com a minha alcunha sussurrada. Mesmo que não fosse eu o responsável. Os assaltos a comboios tornaram-se frequentes, mas creio que fui o assaltante mais bem sucedido, graças à velocidade de Hije e ao companheirismo que ambos forjamos. E fui talvez o precursor. Era o terror dos desertos e o nome Língua de Ferro era associado a qualquer incidente que ocorresse nas linhas-férreas. Alguns salteadores mais espertos e instruídos aproveitaram-se da minha fama para me culpabilizar de esquemas mais sofisticados. À falta de um animal veloz como o meu, começaram a fazer esperas na via-férrea, interrompendo a faixa e impedindo a progressão dos veículos. E depois, veio a dinamite. Não se pode dizer que explosivos estivessem à mão de semear, se assim fosse guerras entre o Império e os rebeldes demorariam muito mais tempo a ser resolvidas, mas havia sempre formas de colocar a mão num bom par de explosivos, ou até de os conceber de forma artesanal. Rebentar com a linha-férrea tornou-se a alternativa válida quando os maquinistas deixaram de parar quando viam um grupo invulgar a meio do percurso. Denveri, o Temível, um dos salteadores mais famosos do deserto rezoli, fora literalmente passado a ferro por um condutor mais temeroso. A história correu meio mundo e desde logo todos se sentiram tentados a não repetir a brincadeira. Então, houve alguém que decidiu sequestrar um académico e a sua sugestão foi bem executada, o que levou outros a fazer o mesmo. Fazer explodir os carris, para evitar a progressão dos comboios. Nunca precisei de usar tais esquemas. Na vila de Careepi, disfarçado de mercador, desenvolvi um sistema de apostas que incidia numa questão particular: quando é que a justiça do Império alcançaria Ravoti, um dos novos salteadores mais populares. Defendi o salteador e ganhei quatrocentas pratas em dois meses. Os jogos de apostas começaram a perder participantes e decidi mudar o objeto de apostas. Elas agora recaíam no mítico Língua de Ferro. Ao perceber que não havia quem apostasse na minha captura, apostei contra mim. E não é que ganhei uma fortuna?”

Sander Camilli não era nada daquilo que Língua de Ferro esperava. Pensou encontrar um homem velho e de olhos encovados cheios de malícia e astúcia. O que encontrou foi um sujeito de ar jovial, com olhos papudos e uma queixada larga e proeminente, sob a qual pendiam peles flácidas que denunciavam alguma obesidade no auge da juventude. O cabelo castanho, penteado para o lado, tinha algumas madeixas grisalhas. Vestia uma toga cinzenta e precipitava-se sobre o parapeito de uma varanda, enquanto um homem mirrado e corcunda com uma túnica de boa seda negra escrevinhava num bloco de papéis ao seu lado.

― O vermelho vai ganhar ― disse Língua de Ferro quando se aproximou da balaustrada e avistou a corrida de cangurus numa arena ampla e circular.

Distavam-nos mais de cinquenta metros de arquibancadas povoadas de gente agitada e barulhenta, mas via que cada animal tinha uma faixa de uma cor, e o canguru de faixa vermelha saltitava entre o pelotão da frente. Na tribuna imperial, Sander Camilli não se dignou a fitar-lhe o rosto.

― É pouco provável ― respondeu com desdém. Tinha uma voz rouca e um tom frívolo, como se não parecesse agradado nem tão pouco hostil. Desinteressado. Como se estivesse a falar com um amigo de sempre.

Língua de Ferro, seguido por guardas e de mãos amarradas, sorriu.

― A probabilidade de um em dez, parece-me. É sempre uma boa aposta.

Camilli virou então o rosto para ele e fitou-o de alto a baixo. O olhar inicial revelou alguma estranheza, que se dissipou com um sorriso divertido. Estava a mastigar algo, e quando falou, o hálito recendeu a amendoim. Estava próximo o suficiente para o sentir.

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Senator Armstrond of MetalGearSolid (Fonte: heavymetalhanzo.deviantart.com)

― Se há alguém que sabe de uma boa aposta, é Leidviges Valentina.

― As informações correm rápido.

O senhor que liderava os destinos de Chrygia afastou aquilo como quem afasta um mosquito. ― Ora, o meu filho tinha-me dito que o famigerado Língua de Ferro nos faria vencer o conflito com esses rebeldes. Porque acha que não o matei matar antes?

Antes, pensou. Aquilo significaria que ainda tencionava matá-lo? Aparentemente, o filho dele, o pequeno Anos, era um profeta como Vance.

― Foi você quem mandou matar Regan?

― Shiu! ― ordenou Camilli, virando os olhos para a corrida.

Surpreendentemente, o canguru com a fita vermelha cortou a meta em primeiro lugar. Língua de Ferro sentiu-se engolido por um orgulho profundo. Camilli abriu a boca, mas não formulou qualquer palavra. O corcunda ao seu lado pigarreou para aclarar a garganta, ou talvez para ganhar coragem.

― Perdemos duzentos ouros chrygianos, senhor.

― Eu vi, Milo, não sou cego. ― Lançou um olhar feroz a Língua de Ferro. ― Melhor fosse.

― E Regan? ― insistiu o salteador.

Sander Camilli olhou para os guardas inertes à sua volta e pareceu procurar alguém com o olhar antes de se lhe dirigir com um indicador acusatório em riste:

― Esse assunto não é para ser falado em público. Acompanhem-no aos meus escritórios daqui por uma hora. Tenho uma dívida a ser saldada até lá.

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Hot Tianna of Disney (Fonte: Altamirano)

Durante esse tempo, Língua de Ferro perambulou pelos pátios internos do Capitólio, repletos de belos jardins verdejantes e imponentes fontanários de basalto e obsidiana. Secos, como seria de esperar. Os guardas foram obrigados a seguir-lhe os passos e nada fizeram para lhe vedar caminho. Num desses pátios, encontrou três belas raparigas seminuas a rirem-se alegremente enquanto duas escravas uranianas as abanavam com longos leques de bambu. As jovens tinham longos cabelos escuros como penas de corvo e as suas vozes eram belas e puras como água. Estavam sentadas na orla de um fontanário, e mal viram Língua de Ferro, calaram-se. Fitaram-no com alguma estranheza.

― Quem sois vós, grande homem cego? ― perguntou uma delas, com o indicador direito preso no lábio inferior, forçando-o para baixo, num trejeito de curiosidade ingénua.

― Leidviges Valentina, menina. Talvez já tenham ouvido falar de mim como Língua de Ferro. E consigo ver-vos. Tanto o que exibis ao mundo, como o que se esconde por baixo do damasco pálido que envergais. E pela tonalidade híbrida da vossa pele, presumo serdes uma das filhas do nosso bom Camilli com uma das suas escravas parideiras.

A expressão da facial da rapariga passou do interesse lascivo para a ira, e da ira para a vergonha. Manteve uma curiosidade para com o homem, mais recatada, mas não deixou de o encarar.

― É como o Anos, então! O meu nome é Ceil e não vos enganais no que especulastes. E o que faz aqui um homem tão… perscrutador? ― As outras raparigas, presumivelmente suas irmãs, já protegiam as zonas íntimas com as mãos e soltaram uma gargalhada.

Língua de Ferro analisou o queixo pontudo de Ceil e a curva apetecível dos seus lábios. De repente, parecia completamente despropositado não os beijar, quase ridículo. Todo o seu corpo era um convite para o amor. Percebeu que ela tinha idade para ser sua filha e afastou as ideias que se lhe formavam na mente. Penseu em Lucilla e estremeceu.

― Lazer, menina. Fui convidado a conhecer os prazeres mundanos do Capitólio, enquanto espero por uma audiência com o seu pai.

A rapariga revirou os olhos.

― O pai costuma demorar. Parecem cola quando começam a falar com ele. ― Pareceu refletir no assunto. ― Talvez possamos tomar banho juntos, esta noite.

A formulação direta e sem rodeios da frase chocou-o.

― Não creio que seja boa ideia.

― Depreendo que irá depender de como corra a reunião com o pai ― disse com alguma tristeza. ― Estou entediada, senhor Valentina. Se ficar por cá, seria de grande préstimo ao pai se aceder ao meu pedido. Espero por si.

Então, levou a mão ao indicador esquerdo e arrancou de lá um anel com uma belíssima opala vermelha. Depois, pegou numa das mãos atadas de Língua de Ferro e fechou-a com ele dentro.

― Espero que tenha o bom senso de mo devolver, senhor Valentina.

Com essas palavras, virou-lhe costas e juntou-se de novo às suas irmãs, que a receberam com risadinhas envergonhadas e lançaram olhares lascivos ao convidado. Língua de Ferro ficou a fitá-las por segundos, até que registou as expressões hostis dos guardas e avançou para uma arcada. Não conseguiu evitar sorrir quando viu uma reprodução de Dzanela em calcário, uma estátua de dois metros e meio, no centro de um átrio fresco e amplo. Não teve dúvidas que se tratava do seu rosto de traços marcados e nariz comprido.

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Fall of Rome (Fonte: amethystdust27.deviantart.com)

― Céus, Dzanela tem uma estátua? ― perguntou quando foi conduzido a um belo escritório forrado a estantes de pedra, com janelas elevadas cobertas de vitrais. A divisão ficava no andar térreo do Capitólio, numa ala rica em bibliotecas e salas de estar. O ar estava impregnado de um odor adocicado e Camilli estava sentado numa escrivaninha cheia de livros antigos. O pó de papel levitava à sua volta, fazendo-o tossicar.

― Se o pergunta, é porque já a viu ― disse sem o fitar.

― E o embuste? Não era suposto Allen ser o rosto de Landon X?

Com uma expressão severa e irritada, Sander Camilli ergueu os olhos dos livros e empurrou um par de lunetas contra a cana do nariz. Fez um gesto para que os guardas se retirassem, ficando a sós com Língua de Ferro. Camilli retirou as lunetas para o lado e encarou Língua de Ferro.

― Regan era um cretino pedante ― disse, com a voz carregada de desprezo. ― Mas não nego o seu mérito na condução de Chrygia. Após a queda de Cacetel, foi uma das mentes por detrás de Landon X, e depois de ocupar o cargo de poder, foi um político influente e determinado. O povo pode não vê-lo como um Imperador, mas fazer parte do Triunvirato sempre foi mais do que ser um Imperador. O povo sabe que parte das políticas implementadas foram ideias dele. Regan foi visto por Chrygia como um notável membro do Conselho de Decisão. O irmão do Imperador.

Língua de Ferro assentiu.

― Tão notável ao ponto de lhe erigirem uma estátua?

― Foi erigida ainda ele estava entre nós. A pedido dele.

O salteador soltou uma gargalhada. Aquilo não parecia nada coisa de Regan. Ele era um homem discreto, subtil, despretensioso.

― O Regan que eu conheci nunca quereria uma estátua em sua honra. Anéis da Morte contou-me que você, sim, você, ameaçou Allen de morte. E que perseguiu Regan pelos desertos até o matar. Lucilla quis ver-se livre de si, Camilli, mas você já controlava o Império, através da corrupção e da ameaça. E enviou as filhas deles para os Poços, como reféns. Vai-me dizer que é verdade ou obriga-me a estrangulá-lo até o fazer?

Com um gesto, Língua de Ferro desenvencilhou-se das amarras e um bocado de corda caiu aos seus pés. Escondeu o anel de Ceil num bolso. Sander Camilli não pareceu impressionado.

― Se eu lhe contasse a verdade, Valentina, você não acreditaria em mim.

Língua de Ferro suspirou profundamente.

― Experimente.

Camilli pareceu ponderar a ideia.

― Prefiro que veja com os seus próprios olhos. Não me esqueço que tenho uma dívida de gratidão para consigo. Livrou o Império de Merren Eduarda e de Mario Bortoli, é um herói e devemos-lhe muito. Chrygia deve-lhe muito. Sinto-me tentado a perdoar-lhe o que aconteceu nos Poços. A propósito, o que é que fez com as miúdas? As filhas de Lucilla e Eduarda?

― Matei-as ― respondeu de pronto.

Camilli notou com a cabeça.

― Ótimo! É melhor assim. Ambos sabemos o que havia dentro delas…

Língua de Ferro deu dois passos à frente, severo. Os seus olhos vazios penetraram Camilli.

― Você matou Regan?

Camilli suspirou, enfadado, e remexeu nuns papéis.

― Não. Não matei ― respondeu. ― Essa morte não sujou as minhas mãos. Pelo menos essa. ― Fez uma pausa, pensativo. ― Mandarei prepararem-lhe uns aposentos cómodos, Valentina. Amanhã irei mostrar-lhe algo que poderá dar-lhe as respostas que almeja.

Língua de Ferro deu mais um passo em frente, até ficar com o ventre encostado à secretária. Cuspiu para os papéis à sua frente.

― Para que me tentem assassinar durante a noite? Camilli, ambos sabemos o que eu estou aqui a fazer. ― Com as duas mãos, pegou em Camilli pelas pregas da toga e arrancou-o à cadeira com uma expressão assustada. Moveu uma mão para apertar-lhe o pescoço. ― Dispensou os guardas para que eles não viessem a espalhar os seus podres? Ou para tentar conquistar a minha confiança? Saiba que eu também queria ganhar a sua confiança, a sua amizade, antes de o matar.

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Assassin’s Creed fanart (Fonte: otisso.deviantart.com)

― Pare com isso, Língua de Ferro ― disse uma voz após ouvir o som de um móvel a arrastar-se. ― Está a ser ridículo.

Uma porta secreta abrira-se de uma estante cheia de livros e a Intendente assomou das sombras, com um pequeno bacamarte em punho, que apontou à cabeça do salteador. Língua de Ferro mediu as suas alternativas. Se matasse o senador, ela disparava contra a sua nuca. Era possível que a barreira que protegia os escolhidos da essência se ativasse, para lhe salvar a vida, mas essa blindagem invisível nem sempre aparecia. Como podia ter a certeza de não levar com uma bala nos miolos? Pensou que podia ser essa a vontade da essência, agora que ele eliminara Bortoli e Eduarda. Camilli tornara-se fiel à sua vontade. O Império estava finalmente seguro nas mãos da essência. Por outro lado, se soltasse Camilli para pontapear a mão da Intendente, tinha a certeza que ela seria dura o suficiente para resistir-lhe até que o homem conseguisse fugir do escritório e mandasse chamar a guarda armada.

Decidiu soltar Camilli e deixá-lo cair no assento estofado, a resfolegar. Desgrenhado, levou o braço à testa para limpar o suor. Língua de Ferro virou-se para a Intendente com uma expressão voraz cheia de emoções reprimidas.

― O senador Camilli e eu estávamos a entabular uma conversa interessante. Esta sua interrupção foi deveras desagradável, Stella.

Dissera o seu nome propositadamente para a irritar. A Intendente baixou a arma e soltou uma risadinha pouco convincente.

― Nós sabemos aquilo que pretende, Língua de Ferro. A verdade e a coroa de acanto. Já sabíamos o que desejava antes de ter entrado pelos nossos portões. E o que talvez seja surpreendente para si, é que talvez estejamos dispostos a dar-lhe ambos.

Língua de Ferro virou o olhar para Sander Camilli, que se consertava no assento, ainda com a testa suada.

― Isto é verdade?

Ele não lhe respondeu.

― E talvez ninguém tenha de morrer ― disse a Intendente. ― Mais ninguém, quero eu dizer. Mas, porém, há toda uma estrutura social em Chrygia que você deve compreender. Há todo um código de etiqueta, uma ordem social, que deve ser entendida e compartilhada. Esqueça os seus truques de magia, as pragas nos lábios, os movimentos de espada e a quebra de pescoços. Em Chrygia, as guerras são ganhas à mesa. Um conhaque pode ser mais letal que um fio de espada.

― Veneno é uma arma de cobardes ― disse Língua de Ferro, antes de cerrar os dentes.

A Intendente sorriu e fez relaxar os ombros.

― Exatamente. Cobardes como Dooda Vvertagla, Merren Eduarda ou a sua tão querida Lucilla. E qual de nós nunca provou o sabor da cobardia? E você, quantas vezes já se deixou enganar por sentimentos tão voláteis como a cobardia?

― Não se atreva a colocar o nome de Lucilla nisto…

― Sander sentiu o mesmo, deixe-me dizer-lhe, quando se apaixonou por Dooda Vvertagla e por ele envenenou Cacetel, pondo fim a uma dinastia. Quando os quatro mercenários chegaram a Chrygia, Sander podia ter-lhes impedido o acesso à coroa, reclamá-la para ele. Mas estava de tal modo inebriado que lhes entregou tudo, tudo o que lhe havia sido pedido. Se ele quisesse, teria sido Imperador nessa hora. Mas não o quis. Nem na época, nem agora. Dooda mostrou ao que vinha, e em nenhum momento mostrou qualquer respeito pelas promessas que fizera a Sander. Enganou-o. Enganou-nos a todos. E partiu, deixando o controlo da cidade nas mãos daqueles cães.

Língua de Ferro riu, tanto por imaginar Sander Camilli romanticamente apaixonado por Dooda, como pela imagem cruel que desenhavam do seu velho amigo.

― Zomba de mim, Valentina? ― disse por fim Camilli, fazendo-o voltar-se para ele. ― Amanhã haverá um baile de gala para comemorar a nossa vitória, e você será o convidado de honra. Divirta-se até lá. Aposto em como irá conhecer a verdadeira face do seu velho amigo.

Língua de Ferro franziu a testa. Algo aqui está muito, muito mal explicado.

Para ler pelo Wattpad:

Sinopse | Capítulo Um | Capítulo Dois | Capítulo Três | Capítulo Quatro | Capítulo Cinco | Capítulo Seis | Capítulo Sete | Capítulo Oito | Capítulo Nove | Capítulo Dez | Capítulo Onze | Capítulo Doze | Capítulo Treze | Capítulo Catorze | Capítulo Quinze | Capítulo Dezasseis | Capítulo Dezassete | Capítulo Dezoito | Capítulo Dezanove | Capítulo Vinte | Capítulo Vinte e Um | Capítulo Vinte e Dois | Capítulo Vinte e Três | Capítulo Vinte e Quatro | Capítulo Vinte e Cinco

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