Estou no Wattpad #27


Língua de Ferro resolveu aceder ao pedido de Ceil, a filha de Sander Camilli, e encontrar-se com ela nos banhos. Porém, percebeu que estava a ser usado como instrumento para a satisfação de mais um capricho da rapariga. Afinal, ela estava noiva e queria desesperadamente perder o amor do pretendente. O capítulo 27 continua com a integração de Língua de Ferro em Chrygia, funcionando como ponte para o grande baile que Camilli prepara em sua honra. Se estão a estranhar a data de publicação deste capítulo, esclareço-vos que faz hoje um ano que foi publicado o primeiro capítulo de Língua de Ferro: Um Sacana Qualquer. Espero que gostem deste bónus especial de aniversário, porque para a semana há mais.

CAPÍTULO VINTE E SETE: VELHOS AMIGOS

“A minha primeira estadia em Constania reservou-me grandes surpresas. Quando o mensageiro de olhar míope indicou-me uma estalagem nas sombras de um beco, preparei-me para uma facada nas costas, para uma puta com segundas intenções ou para um bando de caçadores de cabeças ou ladrões. Estava certo de que me esperava um qualquer tipo de armadilha, mas o que encontrei foi uma velha cheia de peles flácidas e olhar mortiço com toda a luz do sítio na vela que segurava entre as mãos. E só quando ela se afastou com a claridade, divisei Dooda Vvertagla ao fundo do recinto quase vazio, encostado a uma lareira apagada. A mulher desapareceu por uma dependência nos fundos da sala, deixando a vela na prateleira da lareira. Antes de se retirar, recebera em troca uma moeda das mãos de Dooda. O meu amigo, aquele que eu havia traído, sorriu-me, depois avançou para mim e, quando esperei que me atacasse, abraçou-me. Juro que as lágrimas picaram-me os olhos. Havia-lhe roubado a mulher que amava, havia-lhe destruído a companhia que liderava, havia-o deixado às mãos de Cooper Ravoli como se deixa um cadáver para abutres, e ainda assim ele amava-me. Continuava a amar. Passámos a noite a conversar. Contou-me primeiro como havia sobrevivido, a deambular pelas areias do deserto, a trabalhar como assassino a soldo, a envolver-se em esquemas de sabotagem bem remunerados. Durante horas, limitou-se a falar, como quem deseja narrar a um velho amigo tudo aquilo que venceu e todas as provações por que passou. Em nenhum desses momentos, pareceu desejoso de explicações. Mas, quando as histórias começaram a escassear, instalou-se um silêncio frio entre nós. Mandou chamar a estalajadeira para acender o fogo, mas não seria o estridular das labaredas a aquecer o ambiente entre nós. Quando voltamos a ficar sozinhos, ele perguntou-me porquê e eu respondi-lhe a única resposta honesta que lhe podia dar. Disse-lhe que a amava. Dooda limitou-se a assentir com a cabeça, e como se isso não importasse mais, falou-me da nova composição de Vermelhos que forjara. Muito mais do que doze, os seus novos pupilos eram uma legião de jovens sabotadores, salteadores e mercenários. Na manhã seguinte, antes de regressar a Careepi, disse que me perdoava, e fez-me prometer que voltaria ali para o encontrar.”

Só quando o sol se espraiou pela porta de sacada, Língua de Ferro sentiu que aquele quarto era bonito. A noite não lhe aplacara a visão, mas os detalhes arquitetónicos das colunas de pedra que suportavam a cama pareciam mais vívidos do que nunca à luz solar, os tamboretes de verga junto ao oráculo pareciam mais dourados e o armário mais imponente. Não havia frigidez no pavimento de mosaicos, nem fantasmas a vaguear nas colgaduras. Caminhou até à câmara privada para urinar na latrina e proceder às abluções matinais, não sem antes avalizar se a respiração pausada do cão de olhar branco ainda se sentia do outro lado da porta. Aparentemente, se os seus sentidos apurados pela essência não o traíam, o cão havia desaparecido.

Abriu a porta quando o mordomo se preparava para bater, apanhando-o com um punho fechado bem erguido acima de um ombro. O homem piscou os olhos com a surpresa.

― Em que posso ser útil? ― perguntou Língua de Ferro, vestido com um longo gibão azul-marinho cheio de botões e Apalasi à cintura, oculta por uma prega de seda e algodão.

― Bons dias! Será de grande utilidade se me deixar acompanhá-lo até ao Salão de Baile. O meu nome é Ciaran e sou o mordomo do Capitólio.

A forma pedante com que verbalizou a ocupação fazia parecer a posição privilegiada à sua ótica. Língua de Ferro aceitou acompanhar o homem velho e mirrado, uma vez que, de antemão, sabia que Ceil o esperava para prosseguir as aulas de dança. Arrastou-se atrás dele, corredor fora. Pequeno e curvado, o sujeito tinha orelhas que pareciam abanicos e um par de olhos cansados e leitosos. Vestia uma jaqueta escura de bom algodão sobre uma camisa rendada e cheia de folhos, mas também um par de calças justas, tão negras quanto piche.

― Foi Ceil quem o mandou acompanhar-me? ― perguntou. Tencionava quebrar o silêncio incómodo que lhes acompanhava o som dos passos enquanto desciam as imponentes escadarias cercadas de frescos e esculturas do período Damasi. ― A Intendente?

― Siga-me em silêncio e não perderá tempo a obter respostas infrutíferas ― disse o homem sem sombra de humor. ― A noite reservar-nos-á grandes momentos, senhor. Mas até lá, muito há a ser feito.

A hostilidade no tom de voz dava a entender que, sendo o mordomo do Capitólio, tinha muito trabalho a fazer para os preparativos do baile, e que lhe parecia indigno perder tempo a conduzi-lo até ao salão. No entanto, Língua de Ferro sentia dificuldade em acompanhar a lentidão de passos do velho. Sentiu-se tentado a verbalizá-lo, mas mordeu a língua. Sabia que realçar as limitações físicas do homem não ajudaria à sua integração.

― Se tem tantos afazeres, Ciaran, porque o enviaram a si para me guiar?

― Chamemos-lhe uma apresentação informal, senhor ― respondeu-lhe, sem nada mais a acrescentar.

Quando chegaram a um par de portas belamente esculpidas com toda uma variância de signos e motivos bélicos, pintadas de verde-marinho, soube que haviam chegado. Ciaran empurrou uma das portas com um esforço costumeiro e fez sinal a Língua de Ferro para entrar. O solo fora polido até brilhar. As amplas janelas de sacada estavam todas abertas para trás, fazendo arejar o salão. Língua de Ferro sentiu-se uma formiga, na imensidão que era aquele Salão de Baile. Enquanto caminhavam, observou os frescos do teto, representando cenas divinas, e as longas prateleiras que cobriam as paredes, com cerâmicas e porcelanas de toda a sorte, intervaladas por ocasionais quadros em caixilhos de veludo com rostos de reis e imperadores, e expositores com armas de caça e mosquetes de guerra.

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The Queen of Sheeba (Fonte: traveltoeat.com)

Procurou Ceil com o olhar, mas o que encontrou foi uma mesa atoalhada, sobre a qual dispunham-se elegantemente cinco copos numa meia-lua, contornando a orla dos pratos que se sobrepunham uns sobre os outros. Uma senhora de idade avançada, cheia de caracóis grisalhos que lhe caíam para a sobreveste verde, exibia um par de lunetas na ponta do nariz e esperava-os com as mãos atrás das costas. Atrás dela, três criadas vigiavam um aparador repleto de talheres, pratos e panelas cobertas.

― Pela maldita garganta de Profundo. Estás cada vez mais lento, Ciaran. Estou há tempos à vossa espera.

O velho mordomo recuperou o fôlego da caminhada até ali, mas não pareceu ter ânimo para discutir. Virou-se para Língua de Ferro e encolheu os ombros.

― Esta é a senhorita Finn, a mestra de etiqueta. O senador deixou indicações para a instruir nos nossos costumes.

Língua de Ferro sentiu o mau humor a absorvê-lo.

― Onde está Ceil? Disse que me esperava aqui para me ensinar a dançar.

A mestra de etiqueta deslizou em passos ágeis na sua direção, ultrapassando Ciaran e acariciando o bárbaro no rosto. Apertou-lhe uma bochecha, como se fazia às crianças.

― A menina Ceil tem outros compromissos, rapaz. Quanto à necessidade de saber dançar, não se preocupe. Dançar é uma metáfora para aquilo que vamos fazer com pratos, copos e talheres.

Língua de Ferro não se lembrava de ter passado horas tão tediosas durante os últimos anos da sua vida. Sentou-se à mesa e comportou-se o mais cordialmente que soube, mas cada gesto ou movimento eram corrigidos prontamente pela mulher com austeridade, empurrando frequentemente as lunetas contra a cana do nariz. Ciaran não se demorou a observá-los, alegando ter muito que fazer para ficar a vê-los naquilo. As jovens trocavam de pratos e refeições sucediam-se umas às outras, sem que Língua de Ferro provasse mais do que um pouquinho de cada uma. Uma espetada de cabril foi a última iguaria da manhã. O salteador colocou a faca de lado e logo foi surpreendido pela velha mulher.

― Pretende matar alguém esta noite?

Língua de Ferro abriu muito os olhos, aturdido.

― Como?

― O gume da faca, voltado para fora, é um claro sinal de ameaça para com aqueles que estão à sua volta. ― Língua de Ferro observou a faca. ― Para além do mais, uma vez que já usou a faca, não pode nunca reposicioná-la fora do prato. Estamos entendidos?

Suportara aquilo até então por cortesia para com a hospitalidade oferecida, mas a paciência tinha os seus limites. Ergueu-se e lançou um olhar tão feroz à mestra de etiqueta, que a mulher não se tentou a voltar repreendê-lo. Língua de Ferro afastou-se, e já se aproximava da portada dupla do salão quando ouviu o eco da voz de Finn a ir de encontro aos seus ouvidos.

― De qualquer forma, duvido que fizesse progressos.

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Old woman Disney (Fonte: huffingtonpost.com)

Preparava-se para procurar as cozinhas, uma vez que não lhe fora formalizado qualquer convite para almoçar, quando encontrou Anos a balançar-se de cima de um balaústre.

― Vais cair daí ― advertiu-o.

O rapaz, careca e de olhos vazios, fitou-o com uma expressão divertida. Vestia apenas uma tanga de couro.

― Sabes que não ― disse ele. ― Ambos sabemos que não.

Língua de Ferro sentiu um arrepio perpassar-lhe a coluna. Quase se havia esquecido de quem era o rapaz. Não era dotado de dons proféticos, mas ele tinha razão. Dificilmente estatelar-se-ia no chão, lá em baixo. Era um instrumento da essência.

― Gostava de falar contigo sobre o teu pai. Sobre Chrygia.

O menino continuou a oscilar na cabeça de pedra de um camelo.

― O pai não o matou. Matou a mãe dela.

Confuso, Língua de Ferro meneou a cabeça. Embora não fizesse qualquer intenção de a desembainhar, levou a mão à bainha de Apalasi, como fazia sempre que ficava apreensivo.

― Estás a falar de quem?

― A mãe de Ceil, a verdadeira. Foi afogada numa piscina, quando a encontrou com o amante.

Língua de Ferro arqueou uma sobrancelha.

― A mãe de Ceil não era uma escrava, como a tua?

O rapaz sorriu-lhe de novo, e então saltou e começou a correr escadaria acima. Quando chegou ao topo, voltou-se para lhe oferecer um último sorriso. Parecia malévolo. Seguiu-o sem a esperança de o alcançar. Se o rapaz não lhe queria dar mais respostas, não iria forçá-lo a concedê-las. Elas chegar-lhe-iam de alguma outra forma.

Perdeu o apetite e decidiu procurar Ceil. Por mero acaso, cruzou-se com um pátio atapetado de mosaicos brancos e vermelhos, com uma arquibancada semicircular cheia de homens de togas e uniformes cinzentos. Uma coroa de luzes descia do teto ornamentado, deixando um grave odor a cera no ar. Percebeu ter encontrado a Câmara do Senado, e quando viu Sander Camilli com a mesma toga que envergaram os seus antepassados, a gesticular e a esbracejar ao centro de um círculo de mosaicos, Língua de Ferro encostou-se a um gigantesco pilar de basalto para o ouvir.

― Ele disse-me. Ele matou as crianças. As filhas de Eduarda e Lucilla.

― Se o fez ― grunhiu um senador velho e encovado ― prestou mais um bom serviço ao Império. Mas segundo os relatos que nos chegaram de Selaba, ele também foi responsável pela morte de Dom Michelle.

― E que não fosse ― disse outro. ― Os seus serviços não lhe dão o direito à coroa de acanto.

― Não precisamos coroá-lo ― acrescentou Sander Camilli, cofiando o queixo proeminente. ― Apenas convencê-lo de que o faremos. Allen está em convalescença, mas logo estará preparado para assumir a coroa. Confio tanto nele hoje, como no primeiro dia. Arriscou muito por nós.

Rugidos de assentimento deram a entender que a maioria aceitava a ideia, mas um senador ainda jovem e cheio de um furor inquieto no olhar verbalizou o que muitos já consideravam.

― Temos de matar o bárbaro. Não pode passar desta noite.

― No baile ― concordou uma outra voz.

― Sim ― juntou-se-lhes um terceiro.

Surpreendendo Língua de Ferro, Sander Camilli interrompeu-os.

― Não acho boa ideia. É verdade que ele almeja a coroa de acanto e isso é algo que não lhe podemos dar, mas ele é um enviado da essência, rege-se pelo Fluído. Ele deu-nos a vitória no cerco, livrou-nos de Bortoli, de Eduarda e devolveu-nos Allen. Devemos utilizá-lo a nosso favor, torná-lo uma arma nas nossas mãos. Manobrá-lo, sim. Fazê-lo confiar em nós, sim. Matá-lo? Não. Não tenciono agravar a essência. Que o Fluído nos guie e oriente.

Vozes de contestação começaram a explodir à sua volta, mas tantas eram as que se lhe opunham como aquelas que o defendiam. A fé religiosa de Sander Camilli salvava-lhe a vida, pelo menos por algum tempo. Trôpego de emoções, Língua de Ferro afastou-se do pilar e regressou ao corredor.

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Senado romano (Fonte: theapricity.com)

Tinha a cabeça cheia de informações a processar. Sander Camilli não matou Dzanela, e tem em Allen o seu candidato à coroa de acanto. Parecia que Allen não era o mero fantoche e folha de rosto que lhe haviam pintado. Havia algo ali a descobrir. Para além disso, os medos religiosos de Sander Camilli impedem-no de querer matar-me, mas quererá utilizar-me para os seus fins. E mentir-me. Outros, porém, tentarão acabar comigo esta noite.

Perambulava pelos corredores quando encontrou as cozinhas. Uma velha gorda andava de vassoura na mão, a correr atrás de um rato. Pernas de frango e preparados de vitela salgada crepitavam ao lume.

― Há algo que possa comer aqui?

A cozinheira não o reconheceu e saltou com o susto. Concertou o toucado à cabeça enquanto o estudava de alto a baixo.

― Ah, deve ser o convidado de honra estrangeiro. O herói cego, como lhe chamam. O meu nome é Mia, muito prazer.

Língua de Ferro sorriu. Gostou da mulher.

― Acho que me chamam de bárbaro cego, Mia. Pode chamar-me de Língua de Ferro. Julgo que pensavam satisfazer-me o apetite nas aulas da senhorita Finn.

A cozinheira abriu a boca de espanto, e enquanto três ajudantes andavam apressadamente atrás de si, trabalhando nas refeições, transformou a surpresa numa gargalhada calorosa.

― A sério que o mandaram para a Finn? Quanta tortura, meu rapaz. Pobre coitado. Espere um pouco, que já lhe arranjo um pão com courato.

A mulher virou-lhe costas, mas Língua de Ferro não esperou pela refeição de improviso. Ao lançar o olhar pela janela, encontrou um dos belos jardins interiores do Capitólio, cheio de flores invernais e tramos de pedra faustosos. Num dos bancos de jardim, viu Ceil nos braços de um homem. Tinha longos cachos de cabelos morenos desdobrados sobre os ombros largos de pele tostada, acariciava o rosto de Ceil com o polegar e beijava-lhe os lábios com ternura. Língua de Ferro reconheceu o homem e sabia que ele estava a cumprir as diretivas de Lucilla, por quem morria de amores. Pegou no braço de uma ajudante de cozinha com força e fez-lhe uma pergunta antes que ela tivesse tempo de gritar.

― Há quanto tempo chegou Varro?

A jovem lançou o olhar para lá da janela e encolheu os ombros.

― Esta manhã, julgo.

Língua de Ferro soltou-a e saiu da cozinha, pronto a esclarecer aquilo. Varro, o esclavagista, chegara como um abutre, após o cerco, para se alimentar dos despojos da guerra. Se o que Seji lhe dissera fosse verdade, ele tornara-se amante de Sander Camilli e das suas filhas, de modo a controlá-las na teia de Luce. Com a apaixonada morta, que interesse manteria Varro em Ceil, para além do prazer carnal? Por sua vez, Ceil parecia desesperadamente apaixonada pelo esclavagista, e deveria ser esse o motivo pelo qual se queria ver livre de Degas Pantaleoni, o noivo. Mais uma vez, Língua de Ferro fora usado como peão.

Não é isso que me preocupa, disse a si próprio. Preocupava-o que Varro e Ceil mostrassem o seu amor tão abertamente num jardim do Capitólio, preocupava-o que um baile em sua honra estivesse a ser preparado e que o quisessem tramar, e mais incrível do que isso, preocupava-o que o tivessem deixado à solta nos corredores do Capitólio para descobrir todas aquelas pontas de segredos. Como que respondendo às suas perguntas mentais, o pequeno Anos esperava-o à curva de um corredor, com as mãos nas ancas e um sorriso aberto no rosto.

― Não foram eles que te deixaram à solta. Tu és um animal feroz e eles aprenderam com a experiência que não se domam animais ferozes com grades. Foi a essência que te proporcionou esta liberdade. Aproveita-a bem. ― Apontou para uma janela e antes de desaparecer em cabriolas pela longa galeria, acrescentou: ― Os convidados estão a chegar.

Língua de Ferro aproximou-se da janela e esperou ver mais um pátio interno. O que os seus olhos alcançaram, porém, foi o terminal ferroviário de Chrygia, trinta metros a jusante do Capitólio. As figuras que saíam de uma carruagem eram-lhe familiares. Boca de Sapo e Empecilho vestiam jaquetas revestidas a pele de cabril e calças largas. Ravella, um corpete simples de tom magenta. Logo atrás, Vance Cego, com um colete revestido a lã sobre o torso nu. Mal desceu a carruagem, ergueu a cabeça na sua direção. Estavam muito longe para que homens normais se pudessem vislumbrar, tinham os olhos vazios e, no entanto, pareceram reconhecer-se com facilidade. Jupett Vance assentiu com uma breve reverência.

Para ler pelo Wattpad:

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