Especial: “O Reino dos Antigos” de Robin Hobb


Há artigo especial dedicado à rainha da fantasia épica? Há sim. Sentem-se nas cadeiras, amarrem os cintos e encomendem as pipocas, porque vamos ter muito do que falar. Publicada em Portugal pela Edições Saída de Emergência, a série Realm of the Enderlings tem encantado leitores em todo o mundo, e o NDZ está disposto a escrutinar o mundo que levou Robin Hobb a ser considerada essa coca-cola toda. FitzCavalaria Visionário, um dos protagonistas, carrega aos ombros uma coleção literária a que nenhum fã de literatura fantástica consegue ficar indiferente.

O Reino dos Antigos divide-se em 5 trilogias, sendo que em Portugal só conhecemos a 1.ª, a 3.ª e a 5.ª (a ser publicada atualmente). Nomeadamente, as séries protagonizadas por FitzCavalaria. A Saída de Emergência tem publicado cada uma das trilogias em 5 livros, mantendo o primeiro volume de cada igual ao original e dividindo os restantes dois volumes. Vamos saber mais sobre este reino e sobre aquilo que o diferencia dos demais.

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Fonte: http://www.telegraph.co.uk/culture/books/bookreviews/11048552/Fools-Assassin-by-Robin-Hobb-review-high-art.html

Quem é Robin Hobb?

Nascida Margaret Astrid Lindholm Ogden, na cidade de Berkeley, na Califórnia, Hobb começou por escrever para publicações infantis, mas foi com o pseudónimo Megan Lindholm que publicou vários romances de fantasia contemporânea, de 1983 a 1992. A notoriedade, porém, chegou com o pseudónimo Robin Hobb e a sua incursão na fantasia épica. Atualmente, vive em Tacoma, no Washington, e é uma das mais famosas autoras de literatura fantástica mundial.

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Fonte: http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Creator/RobinHobb?from=Creator.MeganLindholm
O Reino dos Antigos

Muitas vezes criticada pela lentidão narrativa dos seus livros, Robin Hobb acumula fãs em todo o mundo tanto pela beleza da sua prosa, como pela profundidade com que caracteriza os seus personagens, oferecendo-lhes toda a sorte de dilemas, incertezas e dramas que uma pessoa pode sentir na pele.

É esse factor emocional o que mais agarra os leitores aos seus livros, muito mais do que cenas de batalha ou assassínios que, esporadicamente, acontecem. Vamos então analisar cada uma das sagas publicadas. Ocultarei algumas mortes e acontecimentos importantes para não prejudicar a experiência de leitura a quem não leu, mas se considerarmos que o plot de cada livro já entrega algumas revelações, então sim, podes contar com vários spoilers.

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Fonte: https://chazillah.deviantart.com/art/fitzchivalry-farseer-687746838

Saga do Assassino

É aqui que tudo começa. Os Seis Ducados vivem a chamada Guerra dos Navios Vermelhos contra os piratas das Ilhas Externas que sondam as suas costas. Quebal Pancru é o líder desse movimento estratégico que planeia dominar os Seis Ducados através da arte da Forja, uma espécie de magia que rouba o discernimento às vítimas e os deixa escravos dos seus apetites mais primários.

A sede dos Seis Ducados é Torre do Cervo, em cujo castelo vive a família real, composta pelo Rei Sagaz Visionário e os seus filhos. São eles Cavalaria, Veracidade e Majestoso, este último fruto da relação do rei com a segunda mulher, Desejo. A ação começa quando se descobre que Cavalaria, esposo de Paciência, teve um filho bastardo com uma plebeia do Reino da Montanha. Como ele é o Rei Expectante, ou seja, o primeiro na linha de sucessão ao trono, tal mancha na sua honra obriga-o a renunciar, e essa renúncia resulta no seu exílio e morte.

“Através da magia da Manha, Robin Hobb elabora uma crítica social contra o preconceito, que atravessa grande parte da sua obra.”

O filho bastardo, Fitz, é levado então para Torre do Cervo e colocado sob a proteção de Castro, mestre cavalariço que, para além de sentir uma ligação de lealdade genuína para com Cavalaria, viveu em tempos um romance com Paciência, a esposa deste. Castro acolhe Fitz com todo o carinho e dedica-se inteiramente à sua educação. Aquilo que os separa chama-se Manha.

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Fonte: https://www.tumblr.com/search/elderling%20fan%20art

A Manha é uma magia congénita que fundamentalmente passa pela ligação fraternal entre pessoa e animal, levando ambas as partes a unir-se de uma forma que conseguem partilhar pensamentos e sentirem-se como um só. Acontece que os portadores da Manha são vistos como aberrações, e quando Castro suspeita do dom do pequeno bastardo, decide cortar o mal pela raiz. Através da magia da Manha, Robin Hobb elabora uma crítica social contra o preconceito, que atravessa grande parte da sua obra.

A dureza de Castro molda a personalidade do jovem Fitz, que acaba por ser aceite no castelo e conhecer os meandros da corte, das fragilidades e subtilezas do velho rei à mesquinhez do príncipe Majestoso. Fitz é treinado na arte do Talento, uma magia hereditária entre os Visionário que recende aos Antigos, uma civilização primordial que fora versada na magia. O Talento permite a quem o dominar o contacto mental com outras pessoas, curar ferimentos físicos ou até influenciar sonhos.

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Fonte: https://www.pinterest.com/fallingleaves24/fitz-and-the-fool/

Todavia, o Mestre de Talento, Galeno, tudo faz para que Fitz seja um desastre, acabando por feri-lo gravemente. É Veracidade, que se torna Rei Expectante, quem acaba por passar algumas das noções teóricas do Talento para o jovem bastardo, usando-o como fonte de força, enquanto o velho Breu, meio-irmão do rei e chefe da equipa de espionagem e assassinos do Trono Visionário, visita Fitz durante a noite e o treina… nas artes do assassínio.

Entre todas as intrigas palacianas e maquinações de Majestoso, que planeia tomar o trono, Fitz acaba por afeiçoar-se ao Bobo do Rei Sagaz, um rapaz muito pálido e de formas esquálidas, por Olhos-de-Noite, um lobo com quem se vincula na Manha, e ainda por Kettricken, a princesa do Reino da Montanha. Por dever político, Kettricken acaba por casar-se com Veracidade, e a pouco e pouco começa a amá-lo.

Acusado de Manha, esconjurado e dado como morto, FitzCavalaria só pode contar com o amor dos que o viram crescer e com as suas capacidades inatas para ajudar Veracidade a libertar os Seis Ducados, seja contra os piratas dos Navios Vermelhos, seja contra o seu próprio irmão. Descobre ainda que o Bobo é, na verdade, um Profeta Branco, destinado a prenunciar os acontecimentos do mundo, e que ele, Fitz, é o seu Catalisador, aquele que está destinado a alterá-los.

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Fonte: http://www.john-howe.com/portfolio/gallery/details.php?image_id=770

Os Mercadores de Navivivos

Um Navivivo é feito de Madeira de Feiticeiro, uma substância antiga com propriedades mágicas. Quando três gerações de proprietários de um navio morrem a bordo, um navio desperta e torna-se um ser sensível, agarrado às lembranças dos seus antepassados. A avó do capitão Vestrit ordenou dar vida a Vivácia, e a família Vestrit ainda está em dívida para com os comerciantes de Ermos Chuvosos, a quem compraram a madeira.

Pai de Althea, o capitão Ephron Vestrit encontra-se gravemente doente. A filha está preocupada com a saúde do pai, mas também com a ideia de que, após sua morte, Vivácia irá despertar e ela tornar-se-á a capitã do navio, posição que deve disputar com o calcediano Kyle Porto, esposo da sua irmã mais velha, Keffria.

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Fonte: https://www.pinterest.com/pin/61220876157559801/

Com a morte de Ephron, a família Vestrit desmorona, atolada em dívidas. Malta, filha de Keffria, segue as pisadas do pai, pisando quem quer que se coloque no seu caminho. Desesperada e incapaz de se afirmar digna de Vivácia, Althea afasta-se, procurando uma forma de provar que é uma marinheira competente. Entretanto, Kyle descobre que é incapaz de controlar Vivácia sem alguém de sangue Vestrit a bordo.

Sem Althea, a sua única alternativa é forçar o seu filho Wintrow, que quer ser sacerdote, a juntar-se-lhes a bordo do navio. Wintrow tem dificuldade em adaptar-se à vida no navio, mas apesar de se sentir amargurado por ser arrancado ao mosteiro, nele cresce um vínculo fortíssimo com Vivácia.

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Fonte: https://doctorpiper.deviantart.com/art/Althea-Vestrit-599832010

Em simultâneo, o ambicioso pirata Kennit deseja tornar-se mais do que um pirata: deseja ser rei entre eles. Ele persegue os navios escravos para libertá-los. Os escravos libertos tripulam então os navios capturados como uma frota de piratas sob o comando de Kennit. Dirige-se a Vivácia, que se tornou um navio de escravos sob o controlo de Kyle, consegue capturá-lo e tornar-se seu capitão.

Enquanto Kennit estabelece uma relação com Vivácia e com Wintrow, que realmente acreditam que Kennit tem motivos válidos e boas intenções em tornar-se Rei dos Piratas, Althea tenta recuperar o navio da sua família, navegando contra o pirata a bordo de um Navio Louco. Uma sequência de revelações desvendam uma horrível crueldade nos Ermos Chuvosos, onde fora abortada pelas mãos dos homens aquilo que poderia ser uma nova linhagem de dragões, através de um sistema de evolução das serpentes marinhas.

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Fonte: https://sephinka.deviantart.com/art/Fitz-Nighteyes-and-Fool-479136188

Saga O Regresso do Assassino

Quinze anos passaram-se desde o final da Saga do Assassino. O mundo pensa que FitzCavalaria morreu, e este está escondido do mundo, com o seu lobo, Olhos-de-Noite, e o filho adoptivo, Zar, com quem vive humildemente. De quando em quando, Fitz é alvo da visita da menestrel Esporana, sua amante. Mas quando o velho Breu o visita e lhe pede para regressar a Torre do Cervo, este recusa determinantemente. Um dos plot-twists mais deliciosos de toda a série é que a rapariga que ama, Moli, caiu nos braços do homem que o criou, e com ele teve os seus filhos.

Na forma de um lobo, Fitz contacta em sonhos com a filha que tiveram juntos, Urtiga, mas esta não sabe que ele é seu pai e olha para Castro como se o fosse. Se soubessem que Fitz estava vivo, Moli e Castro nunca se perdoariam. No entanto, o entusiasmo de Zar para com a cidade, onde deseja aprender um ofício, e a visita do seu velho amigo Bobo, agora um excêntrico homem dourado que se diz proveniente da Jamaília, fazem-no mudar de ideias.

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Fonte: https://www.pinterest.com.au/pin/91479436158698406/

Fitz ruma a Torre do Cervo como Tomé Texugo, criado de Dom Dourado, a nova identidade do Bobo. Ali, Fitz torna-se mais uma vez peça da rede de espionagem de Breu, mas também constata como tudo mudou na sua ausência. Com a morte de Sagaz, Veracidade e Majestoso, a cidade evoluiu. Kettricken é agora a Rainha por direito, ao lado do seu filho com Veracidade, o príncipe Respeitador.

“Muito mais fluído e surpreendente que a primeira série, a Saga Regresso do Assassino marca uma fuga aos clichés e a questão do preconceito volta a assumir um lugar de destaque”

Respeitador está prometido em noivado à narcheska Eliânia das Ilhas Externas, um negócio muito importante para manter a paz que se conseguiu com aquele povo após o final da Guerra dos Navios Vermelhos. No entanto, o príncipe desapareceu. Segundo todas as pistas de Breu, Respeitador pode ter a magia da Manha, e ter seguido uma gatinha que lhe fora oferecida até às mãos dos Pigarços, um perigoso grupo de manhosos que se envergonha dos que renegam sê-lo e atentam a várias personalidades famosas denunciando serem portadores do mesmo dom.

Após uma tortuosa perseguição, Fitz e o Bobo conseguem recuperar o príncipe e desbaratar as forças pigarças, pagando um preço alto por isso, com a morte de um ente-querido. Pouco a pouco, os problemas de Fitz centram-se nos desaires amorosos do filho adoptivo Zar com a oportunista Esvânia, e com a falta de motivação de Respeitador para com a narcheska Eliânia. Quando uma comitiva de Vilamonte alerta Kettricken dos problemas em Ermos Chuvosos e para a existência do dragão Tintaglia, os problemas adensam-se.

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Fonte: https://www.deviantart.com/tag/fitzchivalry

Ao ofender a narcheska, o príncipe é desafiado por ela e esta só aceita casar-se consigo se este cortar a cabeça a um dragão, Fogojelo, alegadamente enterrado na ilha de Aslevjal. Respeitador ruma às Ilhas Externas à frente de uma imensa comitiva, onde se destaca o Círculo de Talento do príncipe, que inclui Fitz, Breu e Obtuso, um simplório criado de Breu que forja uma relação de amor-ódio para com Fitz.  Em Aslevjal, Fitz encontra pessoas do seu passado, e também a temível Mulher Pálida, uma das principais responsáveis pela Guerra dos Navios Vermelhos.

Muito mais fluído e surpreendente que a primeira série, a Saga Regresso do Assassino marca uma fuga aos clichés e a questão do preconceito volta a assumir um lugar de destaque, tanto na apreensão dos comuns para com a Manha, como para com a sexualidade do Bobo, cuja nuvem de dúvida que se produz à sua volta cria uma cisão entre este e o protagonista.

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Fonte: https://www.pinterest.com/pin/255860822558329604/

As Crónicas dos Ermos Chuvosos

O ano chegou ao fim e o último dragão conhecido, Tintaglia, supervisiona mais uma tentativa de trazer os dragões ao mundo através das velhas serpentes. O Conselho dos Ermos Chuvosos concorda em ajudá-la, com a contrapartida que ela os auxilie na guerra contra Calcede. Sisarqua, uma rainha-serpente, luta para terminar o seu processo de evolução.

O capitão do barco Tarman, Leftrin, encontra o embrião de um dragão que foi levado pelo rio. No início, ele pensa em vendê-lo para obter lucro, mas depois decide levá-lo para o navio tendo em vista a sua própria proteção futura.

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Fonte: https://daria-ts.deviantart.com/art/Thymara-566178187

Thymara, uma menina de 11 anos, acompanha o pai para assistir à incubação dos dragões, mas fica chocada ao descobrir que as novas crias são fracas e deformadas. Entra em contacto com uma quando o seu pai é quase comido vivo. Sisarqua transformou-se num dragão, agora chamado de Sintara, e mostra-se preocupada em perceber que as suas proporções estão erradas e que não é o que deveria ser. Infelizmente, é muito provável que nunca voe.

Alise Kincarrion, por sua vez, é uma jovem solteirona que ocupa a maior parte do seu tempo a estudar dragões e a história dos Antigos. Sente-se alvo de um comerciante local bem parecido, de seu nome Hest Finbok, mas quando o aborda acerca das suas intenções, ele garante-lhe que, embora não esteja apaixonado, deseja casar-se com ela por conveniência. Finbok deseja um herdeiro, em troca oferece-lhe o financiamento para os seus estudos.

A jovem fica inicialmente entusiasmada com a ideia, mas depressa percebe que ela veio da cabeça da sua amiga de infância, Sedric. Quando a relação revela-se de um total e terrível embaraço, Finbok acusa-a de infertilidade, mas depressa Alise descobre que o marido e a sua amiga Sedric são amantes. Quando ameaça espalhar boatos sobre a sua virilidade, ele decide enviá-la em viagem, e uma vez que Sedric toma o partido da amiga, decide mandá-la com ela.

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Fonte: https://thereseofthenorth.deviantart.com/art/Sintara-and-Alise-324608770

Por sua vez, o capitão Leftrin quer dar um contrato vitalício a todos os seus trabalhadores para proteger o segredo do uso ilegal da Madeira de Feiticeiro, então proibida. O único homem com reservas para assinar é Swarge, que admite estar noivo e não querer separar-se da sua futura esposa. Leftrin admite então a esposa de Swarge a bordo do navio, de modo a que, dessa forma, eles possam estar juntos e Swarge assine o contrato.

Entretanto, os dragões estão fracos e incapazes de se alimentar, dependendo de caçadores para fornecer-lhes alimentos. À medida que os dragões mais fracos morrem, os mais fortes comem-nos para obter as suas memórias. Tintaglia encontra-se em parte incerta, havendo rumores de que finalmente encontrou um parceiro, e ninguém acredita que regresse. Os dragões começam a trabalhar para encontrar o caminho secreto para a cidade perdida de Kelsingra, que pertencera aos Antigos. Mercor elabora um plano para convencer o Conselho dos Ermos Chuvosos de que é sua a ideia de transportar os dragões para a cidade perdida, usando as suas memórias ancestrais como guia.

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Fonte: https://9gag.com/gag/adjpyAj/fitzchivalry-farseer-from-the-realm-of-the-elderlings-series-by-robin-hobb-any-fans

Saga Assassino e o Bobo

A série Assassino e o Bobo é o coroar da obra de Robin Hobb. Após o desaparecimento de Castro, Fitz reconquistou o seu lugar ao lado de Moli e da filha Urtiga. É para as terras que esta herdou de Paciência, Floresta Mirrada, que o casal vai viver, com os filhos que Moli gerara com Castro. Muitos anos passaram-se, e Fitz nunca mais voltou a ver o Bobo, depois de um incidente com um Portal de Talento que os levou a desencontrarem-se no dia em que se iriam despedir para sempre.

“Refrescante, emocionante, coeso e incrivelmente bem escrito, o primeiro volume, O Assassino do Bobo, foi a minha melhor leitura de 2017.”

Entretanto, uma mensageira chega a Floresta Mirrada no Festival de Primavera para falar urgentemente com Fitz. Só que não passa pela cabeça dele deixar Moli à sua espera para dançar. A visita que espere um pouco, na biblioteca. Quando, ao final da noite, vai ao encontro da mensageira, tudo o que encontra é um rasto de sangue. Os seus esforços por resolverem o incidente, porém, morrem sem resultados. E os anos continuam a passar, e eles a envelhecer. E nada de Bobo.

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Fonte: http://www.laespadaenlatinta.com/2016/11/assassins-fate-robin-hobb-vatidico.html

Devido à cura de Talento, Fitz parece mais jovem que Moli, e acaba por achar que a sua mulher está a ficar senil, quando esta lhe diz que está grávida, porque há muito passou a idade que o permitiria. Com a ajuda do mordomo Pândego, da sua filha Urtiga e do seu amigo Enigma, Fitz tenta manter a ordem em Floresta Mirrada, mas nada daquilo é fácil para ele. Urtiga tornou-se Mestra do Talento em Torre do Cervo, e parece nunca ter conseguido totalmente aceitá-lo como pai.

Um Filho Inesperado, várias mensagens que dificilmente chegam ao destino, e mortes, chocantes e imprevisíveis, culminam com o retorno tão aguardado do Bobo, no local onde menos seria expectável encontrá-lo. Dois filhos bastardos, FitzVigilante e Esquiva, são enviados por Breu para que Fitz lhes encontre utilidade, mas tornam-se mais obstáculos do que prestáveis, e as suas origens permanecem misteriosas.

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Fonte: https://www.pinterest.co.uk/torilou81/realm-of-the-elderlings/

É uma menina, Abelha de seu nome, quem carrega as responsabilidades aos ombros e quem tem de ajudar Fitz a ser o homem que precisa ser. Mas quando um grupo de Profetas Brancos chamados Servos lhe põem as mãos em cima, o que poderá fazer Fitz para a salvar?

Dar-lhes caça, juntando velhos amigos e conhecendo novos, requerendo a ajuda dos dragões de Ermos Chuvosos e dos Vestrit de Vilamonte, unindo os personagens das histórias anteriores de Robin Hobb e completando assim o intrincado puzzle que é este Reino dos Antigos. Refrescante, emocionante, coeso e incrivelmente bem escrito, o primeiro volume, O Assassino do Bobo, foi a minha melhor leitura de 2017.

Enquanto que no Brasil foi publicada a 1.ª trilogia e já saiu o primeiro volume da 2.ª, O Navio Arcano, em Portugal serão lançados, no primeiro semestre de 2018, o segundo e terceiro volume da 5.ª série. Claro está, pelas mãos da Saída de Emergência, que trará a autora a Portugal para o Festival Bang! deste ano. Ansiosos? Eu estou.

18 comentários em “Especial: “O Reino dos Antigos” de Robin Hobb

  1. celiamarteniano 11 jan 2018 — 6:56 pm

    Excelente artigo, Nuno. Parabéns!
    Gostava muito que as séries que não incluem o Fitz fossem publicadas em Portugal. Adorei a trilogia Liveship Traders, é fantástica. A dos Raiwilds também é bastante boa, mas não gostei tanto.

    1. Muito obrigado, Célia. 🙂
      Eu também gostava muito que as publicassem, quem sabe quando terminarem esta série.
      Boas leituras 🙂

  2. Viva,

    Ai que soube tão bem ler este artigo e recordar tantas horas passadas neste universo, estou a ver mais ou menos o que irá dar esta saga que está a ser publicada por cá, seja como for muitos parabéns pelo artigo, adorei 😉

    Que as sagas em faltas sejam publicadas por cá, um dia, merecemos 🙂

    Abraço

    1. Ainda bem que gostaste. É uma série lindíssima.
      Abraço e esperemos que seja tudo publicado por cá.

  3. Aqui no Brasil, na tradução, Castro chamou-se BRONCO… e Infelizmente aqui não temos todas estas sagas… e quem é pobre em Ingles, fica difícil ter boas leituras aqui…Li apenas a primeira saga do Assassino do REi e me apaixonei… Ele escreve muito bem, muito bem mesmo, tenho 49 anos e já li muita coisa, de fantasia, de ficção, e outras coisitas mais…. entretanto, esta escritora me marcou profundamente.

    1. Amigo Ivair, em Portugal só existem as sagas do Fitz. No Brasil ainda estão na segunda. Sinceramente penso que no Brasil ainda há mais quantidade e diversidade de livros de fantasia do que aqui. 🙂
      Verdade, a escrita de Hobb é mesmo apaixonante 😍
      Obrigado pela visita e continuação de boas leituras.

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