Resumo Trimestral de Leituras #15


Como se tornou tradição, os meses de julho, agosto e setembro passam a fugir e aqui estou eu para vos trazer mais um resumo trimestral de leituras. Este ano fiquei bastante satisfeito com o meu ritmo, talvez até demasiado acelerado para o que seria recomendável, mas bookaholic, já sabem como é. O que significa isto na prática? Que pela primeira vez ultrapassarei as 100 leituras num só ano, em princípio lá para novembro. Ainda assim, tive um mês de agosto com menos opiniões escritas, por opção pessoal, se bem que vários dos livros que opinei em setembro foram lidos no mês anterior.

Quanto a nomes, destaco ter lido pela primeira vez Valter Hugo Mãe e Mia Couto, dois autores de quem tinha bastante curiosidade, que não saiu minimamente defraudada. A Desumanização e Mulheres de Cinza foram duas ótimas leituras, bem como Perdido Street Station de China Miéville. Tive ainda oportunidade de ler duas boas antologias, o Steampunk Internacional da Editorial Divergência e o Nada Enfurece Mais Uma Mulher e Outros Contos de Mulheres Perigosas, a segunda parte do Dangerous Women de George R. R. Martin e Gardner Dozois. Mas os meus preferidos foram o livro de Bernard Cornwell Terra em Chamas, O Terror de Dan Simmons e a BD The Fade Out: Crepúsculo em Hollywood.

Melhor Livro: O Terror #1, Dan Simmons

Melhor BD: The Fade Out: Crepúsculo em Hollywood, Ed Brubaker e Sean Phillips

Pior Avaliação: Um Estranho Numa Terra Estranha, Robert A. Heinlein

b965a-42Comecei julho a ler Príncipe das Trevas, o primeiro volume da Guerra da Rainha Vermelha de Mark Lawrence, publicado entre nós pela TopSeller. Não é nenhuma maravilha da literatura fantástica nem traz nada de novo ao género, mas foi uma leitura agradável. O livro passa-se no mesmo mundo pós-apocalíptico da Trilogia dos Espinhos e na mesma linha temporal, surgindo até pontas em que as narrativas das duas trilogias se cruzam. O protagonista é Jalan Kendeth, décimo na linha de sucessão ao trono e um dos inúmeros netos da Rainha Vermelha. Leva uma vida despreocupada, baseada em bebida e mulheres, até ao dia em que uma maldição o une a um bárbaro viking, obrigando-o a abandonar a vida que sempre conheceu e a rumar ao norte gelado para tentar quebrar o sortilégio. Depois agarrei num livro que queria muito ler. Publicado pela Saída de Emergência, O Terror de Dan Simmons voltou este ano à ribalta com a adaptação da AMC para uma série de TV. Foi dividido em dois volumes no nosso país, sendo a primeira metade excelente, começando já a meio da ação e convidando-nos pouco a pouco a conhecer o passado das personagens, e uma segunda parte mais morosa, com um último terço demasiado arrastado. Trata-se de um romance que narra as experiências catastróficas dos navios HMS Erebus e HMS Terror, encalhados no gelo quando tentavam descobrir o caminho para a China através do Ártico. Simmons adicionou às circunstâncias já por si terríveis uma boa dose de fantasia, como um monstro semelhante a um urso gigante, o que resultou numa história incrível.

Sem títuloCom adaptação de Ben Avery e arte de Mike S. Miller, A Espada Ajuramentada é uma das noveletas de George R. R. Martin sobre Sor Duncan, O Alto, e o seu escudeiro Egg, passado em Westeros 100 anos antes dos eventos de A Guerra dos Tronos. Dunk é um cavaleiro andante e Egg, um rapazinho Targaryen. Nesta história, publicada em formato novela gráfica pela Saída de Emergência em 2013, Dunk e Egg vêm-se arrastados para um conflito antigo entre os Osgrey e os Webber, quando Sor Eustace os pretende usar como diplomatas. Mas a contenda, com origens na Rebelião Blackfyre, acaba por ter um resultado imprevisível para Dunk. O Cavaleiro Misterioso foi já publicado este verão. Nesta BD, Dunk encontra um grupo de cavaleiros durante uma das suas viagens, e é convidado para estar presente no casamento de Ambrose Butterwell com uma Frey, onde haverá um torneio. O vencedor receberá como prémio um ovo de dragão, e John, o Rabequista, parece bastante interessado nele. Uma história de alto nível, onde uma conspiração muito bem tecida para usurpar o ovo pode até ameaçar o Trono de Ferro. Em seguida, voltei a ler Brandon Sanderson. Publicado no Brasil pela editora Aleph, Tormenta de Fogo é o segundo volume da série Executores. Depois de vencerem Coração de Aço, os Executores controlam Nova Chicago, com a ajuda de alguns Épicos menores. Porém, outros mais hostis surgem para os enfrentar, enviados por Realeza, uma Épica aquática que controla Babilar, a cidade submersa que foi um dia Nova York. Prof leva David e Thia para Babilar, onde segredos são revelados e Tormenta de Fogo volta a aparecer. Uma história bem fluída, com uma escrita simples e um ritmo digno de um blockbuster.

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Granda Frango é o nono volume de Tony Chu: Detective Canibal, publicado entre nós pela G Floy Studio. Com argumento de John Layman e arte de Rob Guillory, este álbum foi mais focado em personagens como John Colby, Mason Savoy ou mesmo Mike Applebee do que propriamente no protagonista Tony Chu, para além de uma investigação pouco convencional a uma submarino. Claro está, o grande destaque é o galo Poyo, que volta a afirmar-se como o mais extravagante e implacável agente da autoridade. A Editorial Divergência vira-se para o mercado internacional com uma antologia publicada em três países e contos de autores portugueses, britânicos e finlandeses, todos enquadrados no género steampunk, o Steampunk Internacional. Os três contos portugueses são de autores que dispensam apresentações no meio. Falo de Anton Stark, Diana Pinguicha e Pedro Cipriano. Foram nove contos extremamente equilibrados, em que destaco pela positiva “Augustine” de J. S. Mereesma, o “Quatro Estações de Wither” de George Mann e o “Videri Quam Esse” de Anton Stark.

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Da autoria de Valter Hugo Mãe e publicado pela Porto Editora, A Desumanização é um livro que nos mexe no âmago. Passado nos fiordes da Islândia, ele é protagonizado por Halla, uma menina atormentada pela morte da sua irmã gémea, Sigridur, que questiona a sua existência bem como a existência de Deus. Outra das perguntas que levanta é de que jeito pode ela sobreviver num mundo em que vive pela metade. É um livro ao mesmo tempo belo e macabro, que nos faz refletir a cada passagem, que nos faz pensar nas metáforas extremamente bem conseguidas do autor e nos obriga a concordar com elas. Trazido até nós pela Arte de Autor, a BD Druuna de Paolo Eleuteri Serpieri é passada num futuro pós-apocalíptico, onde um vírus transforma os homens em monstruosos mutantes sanguinários. Bela, jovem e desejável, Druuna parte em busca de um soro milagroso que salve o seu amor, Schastar, gravemente atingido pelo vírus. Enfrentando as criaturas mais repugnantes e disponibilizando-se para o sexo com todos os machos que encontra, Druuna protagoniza uma história de ficção científica envolvente e repleta de erotismo. O Tomo 1 inclui as histórias Morbus Gravis e Delta, enquanto o Tomo 2 as histórias Creatura e Carnivora.

terraComecei agosto da melhor forma. Obra new weird do autor China Miéville, Perdido Street Station é um livro de fantasia com traços de steampunk, cyberpunk, vaporpunk e noir, inspirado na Era Vitoriana. Uma narrativa cuidada, envolvente e complexa que oferece ao leitor grande multiculturalidade nas múltiplas raças e mutações apresentadas, sexo, sujidade e sangue, política e teorias que misturam tecnologia e magia em larga escala. Homens-cato, hominídeos aviários e criaturas que se dissipam na água são apenas algumas das muitas espécies que habitam New Crobuzon, uma das maiores construções literárias da Ficção Especulativa atual. Já o quinto volume da série As Crónicas Saxónicas de Bernard Cornwell, Terra em Chamas traz Uthred de Bebbanburg na sua melhor forma. Publicado entre nós pela Saída de Emergência, este livro narra mais uma reviravolta surpreendente na relação entre Uthred, que foi criado entre os dinamarqueses, e Alfredo, o rei dos saxões. Com o rei à beira da morte, Uthred vê o fim do juramento que o liga à cristandade aproximar-se, mas não se conseguirá ver livre da untuosidade e falsidade dos padres com facilidade. Repleto de personagens fascinantes e estratégias de batalha incríveis, é um dos melhores livros que já li do autor.

Sem Título 3Depois de ter lido o ano passado a primeira parte da antologia Dangerous Women, editada por George R. R. Martin e Gardner Dozois, nunca pensei gostar tanto desta segunda metade. Isto porque a primeira publicação tinha contos de alguns dos meus autores preferidos, deixando para esta apenas um nome que me dizia “algo”: Robin Hobb. Mas o conto de Megan Lindholm acabou por ser apenas um dos meus preferidos. “Virgens” de Diana Gabaldon e “Segundo Arabesco, Muito Devagar” de Nancy Kress, dividem com o seu “Vizinhos” o meu top de contos preferidos da antologia Nada Enfurece Mais Uma Mulher e Outros Contos de Mulheres Perigosas. Apesar da morte de Dozois, espero que a Saída de Emergência continue a apostar no incrível trabalho que ele nos deixou. Publicado este verão pela G Floy Studio foi aquela que é considerada a obra-prima da dupla Ed Brubaker e Sean Phillips: The Fade Out. Com o subtítulo Crepúsculo em Hollywood, a editora traz até nós a edição integral de um livro que se tornou, sem meias medidas, a minha BD preferida. A história apresenta um filme noir que não consegue ser terminado, preso em filmagens que nunca acabam. Charlie Parish é o protagonista, um guionista atormentado pelo passado de guerra em Pearl Harbour que se vê arrastado para a morte misteriosa de uma jovem atriz que lhe era bastante próxima, Valeria Sommers. Mergulhamos de cabeça numa narrativa densa e impactante, tanto a nível de argumento como de imagem.

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Publicado pela Editorial Caminho em 2015, Mulheres de Cinza é o primeiro volume da trilogia moçambicana As Areias do Imperador, de Mia Couto. Através de dois pontos de vista, o de um português e de uma moçambicana, o autor faz-nos viajar pelo passado multicultural que uniu Portugal e África, das crenças enraizadas das suas civilizações à tentativa brutal de devorar crenças. A ação do livro passa-se na Nkokolani de 1985, a aldeia natal de Imani, a protagonista. Um livro lindíssimo, que vale sobretudo pela prosa fascinante do autor. Pelas mãos da Edições ASA chegou a minha primeira leitura de Setembro, A Música do Silêncio. Trata-se de um spin-off da Crónica do Regicida de Patrick Rothfuss focado na misteriosa personagem Auri, mostrando-nos um pouco da vida nos túneis sob a Universidade. A Música do Silêncio é uma narrativa bastante introspectiva sobre uma rapariga sui generis que vive focada nas suas rotinas, metódica e organizada no seu mundo de ferrugem, lodo e sujidade. Um livro cansativo e parado, muito parado, mas que nos consegue chegar ao coração.

Sem TítuloDeadpool Mata o Universo Marvel é mais um magnífico trabalho em volta do mercenário desbocado que a G Floy traz até nós. Com argumento de Cullen Bunn, o autor de Harrow County, não se podia esperar outra coisa. A arte é de Dalibor Talajić, com alguns pormenores interessantes e sem comprometer a qualidade Marvel da mesma. Neste volume, visado pelos tratamentos de um psiquiatra com vontade de conquistar o mundo, Deadpool torna-se ele mesmo uma arma de destruição e pouco a pouco vai eliminando as personagens mais carismáticas do Universo Marvel. Também pela G Floy li Acima do Limite, a edição nacional do famoso MPH de Mark Millar. Com arte de Duncan Fegredo, esta história explora uma droga que permite àqueles que a tomam deslocar-se a grandes velocidades, entre outros prodígios. Roscoe, o protagonista, vai parar à prisão de Detroit, depois de ter sido vítima das circunstâncias sociais, e é lá que conhece essa arma em potência. Na luta pelo fim das desigualdades e pelo futuro da sua comunidade, ele e a sua gangue utilizam a droga para enfrentar as autoridades. Uma BD que não me cativou muito mas que está bem organizada e executada.

coraçãoUm dos maiores clássicos da ficção científica, Um Estranho Numa Terra Estranha de Robert A. Heinlein foi publicado pela Saída de Emergência este ano em dois volumes, que tive a oportunidade de ler em sequência. Ele apresenta-nos Valentine Michael Smith, um jovem fruto da relação entre dois astronautas que faleceram quando uma missão espacial a Marte falhou. Foi o único sobrevivente, tendo sido resgatado e criado pelos marcianos. Agora que foi encontrado, o seu regresso à Terra é uma fonte de descobertas, mas tão impressionante é para ele aquilo que encontra, como para nós a filosofia e o modo de vida que sempre conheceu. Denso, com bom ritmo e repleto de boas questões, foi uma leitura que não me agradou, talvez por possuir um protagonista pouco carismático e demasiada imposição religiosa. A Saída de Emergência trouxe também até nós o famoso e galardoado Uprooted de Naomi Novik, com o título Coração Negro. Agnieszka é uma menina que vive na aldeia de Dvernik e espera, como todos, que o terrível Dragão chegue para levar uma rapariga para a sua torre. Todos pensam que será Kasia, a sua melhor amiga. Também ela o pensa. Afinal, ele sempre escolhe as mais especiais e não há outra como Kasia. Por isso, Agnieszka não podia ficar mais surpresa quando ele a escolhe a si. Uma história muito bem escrita e até enternecedora, sobre uma rapariga que se torna vital para a sobrevivência do mundo. Com uma aura meio Disney, é um YA que não faz bem o meu género, mas tem qualidade.

Sem TítuloDe uma Naomi para outra, li O Poder de Naomi Alderman. Livro importantíssimo para as questões da emancipação da mulher, o vencedor do Baileys Women’s Prize 2017 traz a visão única de um mundo futurista onde as mulheres ganharam o poder de dar choques elétricos, o que veio revolucionar a estratificação e organização social. Apesar de ser um relato voltado para o passado, é quase narrado em forma de documentário, rápido e intenso, fazendo-nos correr páginas atrás de páginas. Allie, Tunde, Roxy e Margot são quatro personagens fantásticas que nos fazem crer ser não o género, mas o poder, o que molda o carácter das pessoas. Clássico da ficção científica, O Homem do Castelo Alto de Philip K. Dick mostra-nos que, por muito que nos sintamos confortáveis no nosso castelo, não podemos virar as costas aos problemas da sociedade. Excelente visão de um mundo distópico onde as forças do Eixo venceram os Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, e onde encontramos o nosso mundo alternativo nas mãos de duas super-potências, a Alemanha Nazi e o Japão. Nobusuke Tagomi, Robert Childan, Frank Frink, a sua ex-mulher Juliana e Mr. Baynes são os protagonistas de um livro que não me envolveu tanto quanto gostaria, mas que é indubitavelmente bom.

Sem TítuloPublicado entre nós na Coleção Via Láctea da Editorial Presença, O Oceano no Fim do Caminho de Neil Gaiman conduz-nos à infância de uma personagem e aos caminhos de que se havia esquecido. Na terra onde viveu em criança, ele recorda-se das Hempstock, três mulheres que o marcaram e das quais não tinha mais recordações. Em especial da mais nova, Lettie, que fora sua amiga e o ajudara a livrar-se de um demónio. Um livro ao mesmo tempo terno e inquietante, leva-nos a viajar por um imaginário original e vívido onde monstros se podem alojar na sola de um pé e transformar-se em amas mesquinhas. Uma linda metáfora para o quanto estamos tão embrenhados nos assuntos do dia-a-dia que nos esquecemos muitas vezes das nossas origens. O Tempo do Desprezo é o quarto volume da série The Witcher de Andrzej Sapkowski, que se popularizou através do videojogo. Neste livro da Saída de Emergência vemos pela primeira vez juntos os quatro protagonistas, Geralt, Ciri, Yennefer e Jaskier. Bem mais organizado que os livros anteriores, com muitos tropeços, intrigas e acontecimentos difíceis de perceber, somos convidados a torcer para que os senhores de Nilfgaard não encontrem a pequena leoazinha de Cintra e acreditem que esteja morta. Sem dúvida, o melhor volume da série até agora, que só tende a melhorar.

Sem TítuloTerminei setembro com uma muito aguardada BD da G Floy Studio, com autoria de Kieron Gillen e arte de Jamie McKelvie. Fandemónio é o segundo volume de The Wicked + The Divine, uma verdadeira convenção de deuses armados em superestrelas. A narrativa segue a história de Laura, uma adolescente que se torna próxima do Panteão, um grupo de pessoas que descobrem ser a reencarnação dos deuses. Essa descoberta garante-lhes fama e poderes sobrenaturais, com a condição de que morrerão em dois anos. Se já havia gostado do primeiro volume, este segundo excedeu as minhas expectativas. Li recentemente Jonathan Strange & o Sr. Norrell de Susanna Clarke, cuja opinião publicarei na próxima semana. Para a semana sairá também a opinião às BDs Lua Máquina, o segundo volume de Descender de Jeff Lemire e Dustin Nguyen e Saga Vol. 8 de Brian K. Vaughan e Fiona Staples. Neste momento encontro-me a ler A Grande Caçada, segundo volume da saga A Roda do Tempo de Robert Jordan, e Os Irmãos Karamazov de Fiódor Dostoiévski. Espero que continuem desse lado para ler todas as minhas opiniões naquele que será o último trimestre de 2018.

4 comentários em “Resumo Trimestral de Leituras #15

  1. Oie,

    Bem isso é que foi sem duvida coisas boas e outras que fiquei com curiosidade de ler em especial Coração Negro e O Tempo do Desprezo, quem sabe venha a ler, mas para já ainda não.

    Espero que gostes desse livro do Jordan e gostava ainda de poder ler esse do Rofhuss 🙂

    Abraço e boas leituras

    Corvo

    1. Boas amigo corvo. Segue as minhas recomendações que vais bem 😛😂😂😂
      Abraço e boas leituras.

Comentário

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