Festival Bang! 2018


Olá a todos! Aconteceu no dia 27 de outubro a segunda edição do Festival Bang! no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa. Com início pelas 11:00 e encerramento de portas às 21:00, o Festival teve atividades para os gostos de todos os que, de uma forma ou de outra, se alimentam da cultura geek. Do acolhimento fantástico por parte do staff à organização metódica do evento (por exemplo, todas as sessões aconteceram à hora marcada), a equipa da Saída de Emergência está de parabéns. O Festival teve casa cheia e foi merecidíssimo.

Após a troca do bilhete pela pulseira, explorei a Sala Assassino, onde estavam as bancas de venda de livros. Todos os que entraram no Festival puderam ali receber um saco com brindes, um pin Bang!, o pequeno livro A Esposa Minúscula de Andrew Kaufman, a tão famigerada Revista Bang!, já no número 25 e ainda um voucher de 5€ que pôde ser utilizado na compra de qualquer livro da Coleção Bang! à venda no certame. Na mesma sala estavam disponíveis vários jogos de mesa.

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Na Sala Bobo a diversidade de acontecimentos era ainda maior. Havia um grupo dedicado ao Harry Potter, outro ao cosplay, a Liga Steampunk de Lisboa esteve também muito bem representada, e havia imensos jogos, LEGOs e FUNKOs à venda, entre outros. Logo depois estava a Sala H. P. Lovecraft, onde se podiam ver em exposição as várias artes que ilustram o livro Os Contos Mais Arrepiantes de Howard Phillips Lovecraft, que foi lançado no mês de setembro.

Após uma visita pelos recantos do piso térreo, dirigi-me ao primeiro andar, à chamada Sala Robin Hobb. Foi muito engraçado ter encontrado várias pessoas que só conhecia pela Internet, como a leitora Maria João Soares, a autora Inês Botelho ou o tradutor Jorge Candeias, que primaram pela simpatia, já para não falar no pessoal do staff do festival, que foram de uma acessibilidade extraordinária.

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Foto de Maria João Soares.

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REVISTA BANG!

Pelas 11:30, o fundador da Saída de Emergência Luís Corte Real apresentou o Catálogo Bang! 2019, com uma série de novidades de que já vos falei no artigo a propósito. Algumas dessas novidades encontram-se no número 25 da Revista Bang! que foi lançada no evento. Durante a manhã desfolhei a revista e encontrei, ao lado da opinião de outros bloggers, a minha pequena avaliação ao livro Quem Teme a Morte de Nnedi Okorafor. Quem adquirir esta revista, que se encontra disponível gratuitamente em qualquer FNAC, verá por lá a minha opinião.

SESSÕES MUITO INTERESSANTES

Os realizadores do pequeno vídeo promocional do Festival Bang! foram chamados a falar sobre o processo de realização do mesmo. Se ainda não o viram, procurem na página de facebook da Saída de Emergência. Das dificuldades em encontrar uma igreja para filmar, às limitações do ator que interpretou o padre em dizer os nomes de A Guerra dos Tronos, a sessão primou pela descontração e boa onda dos participantes. Mais interessante achei a sessão de Jorge Palinhos Ursula é o Nome do Mundo. Como fã de Ursula K. Le Guin, acho que ele tocou nos pontos essenciais da sua obra e frisou a importância daquela senhora nas vidas de todos os que escrevem e lêem Ficção Especulativa.

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Os bloggers Patrícia Caetano do Bookaholic Kingdom e Pedro Miguel Silva do Deus Me Livro falaram sobre Da Grécia Antiga a Sansa Stark: A Longa Viagem da Mulher na Literatura Fantástica. Tenha ou não partilhado da opinião dos bloggers, gostei bastante das escolhas literárias que trouxeram a público. Mais ou menos nos mesmos tópicos, mas mais interessante, foi a sessão As Raparigas Vão aos Mundos Todos? que nos mostrou a excelente visão da autora Inês Botelho e da Cristina Alves do blogue Rascunhos sobre a literatura de género escrita por mulheres.

Achei também muito interessante a sessão Arte Fantástica: Da Ideia à Imagem Final, que sob a batuta de Nuno Duarte nos trouxe uma visão muito particular do dia-a-dia de um ilustrador, mais particularmente nos casos dos já famosos Luís Melo e Tiago Lobo Pimentel. Também muito focado na área da ilustração foi o meu painel favorito da tarde. A Apresentação de Os Contos Mais Arrepiantes de Howard Phillips Lovecraft teve moderação de Luís Corte Real e a participação de Ricardo Cabral e Fábio Veras, dois ilustradores que falaram bastante e bem sobre o seu trabalho e sobre a inspiração que é a obra lovecraftiana.

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Pelo meio, houve um duelo da Liga Steampunk, um skit da Associação de Cosplay e um combate de sabres-luz da Silver Blade Academy. Também foram revelados os vencedores dos jogos que ocorreram no piso térreo. Pelas 16:30 a sala já estava cheia e, quem sabe porque seria?

ROBIN HOBB

A autora californiana Margaret Ogden, também conhecida como Megan Lindholm ou Robin Hobb, na minha opinião a melhor autora de fantasia viva, esteve connosco e ficamos a amá-la ainda mais. Doce e terna, com uma experiência de vida tatuada nos seus olhos e na ponderação com que fala, ficamos a conhecer um pouco da sua rotina, das suas expectativas, dos seus planos ou falta deles e do quanto tanto a vida como as suas leituras são uma inspiração para o que escreve.

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Aparte a crítica de Luís Corte Real sobre o tamanho dos seus livros, que acrescentou um toque de humor à conversa, Hobb frisou que as suas histórias não são uma crítica política, pelo menos intencionalmente, e que tudo o que escreve flui de acordo com as suas experiências pessoais. Mais dificuldade teve em recomendar outros autores, mas acabou por elencar alguns nomes, como Jack Vance, da velha guarda, ou Brandon Sanderson, da nova geração.

Fica a melhor imagem possível de uma senhora que escolheu viver com um pescador, junto do mar e da natureza, que se dedicou à família, à ruralidade e à literatura como formas de viver, e continua a fazê-lo com uma tranquilidade humilde e generosa. Fico contente que tenha estado um mar de gente lá para a ouvir. O Festival Bang! acabou, e saí de lá com o coração cheio.

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2 comentários em “Festival Bang! 2018

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