Este Natal, compra o Espada que Sangra


A literatura fantástica mundial vive dias felizes e a multiplicidade de alternativas chegou também ao mercado nacional. Espada que Sangra, o meu primeiro romance, é mais um exemplo vívido do sub-género grimdark, cheio de realismo e de morais duvidosas. No mercado populado da fantasia adulta, é importante também colocar uma “impressão digital” para personalizar e tingir de originalidade a nossa obra.

A minha série, denominada Histórias Vermelhas de Zallar, conduz-vos por um mundo inspirado na nossa Antiguidade, com vários elementos extraídos das culturas greco-romanas, persas, mesopotâmicas, egípcias e meso-americanas para a composição das diferentes civilizações existentes nos continentes fictícios de Namantisqua, Terras Altas e Velho Continente.

O romance começa com o acordo duvidoso entre uma delegação da principal cidade-estado do Velho Continente, Welçantiah, com uma tribo de indígenas canibais. Vemos também dois emissários hurkk, uma raça de homens alados, a chegar a Hyldegard para avisar a rainha de que os exércitos reptilianos estão mais bem organizados do que pensavam e que alguns ultrapassaram já as três muralhas limítrofes que, em forma de garra, separam Terra Parda dos desertos.

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Acontece que essa invasão acontece no pior momento possível, uma vez que a relação entre as várias cidades-estado não é a melhor e qualquer passo em falso pode provocar grandes celeumas e desastres políticos. A trama acompanha esta rainha de Hyldegard, manietada pelas vontades de um marido traiçoeiro, o rei de Welçantiah, com quem ela vivera um amor na juventude, a esposa deste, uma escrava que se tornou rainha, bem como um estratega político bestial, um mensageiro el’ak corroído pelo ressentimento e um mosqueteiro desapontado com a vida militar.

Ao largo de mais de 400 páginas, apresento uma história com pouquíssimos elementos mágicos, onde fragmentos de ciência começam a despontar. Como exemplo mais inusitado, o uso de armas de fogo num contexto de Antiguidade. A fé nos deuses é outra das questões mais profundas desta série, ainda que estes não pareçam preocupar-se minimamente com os seus adeptos.

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Neste primeiro volume, centrei-me nas questões políticas e na estratégia militar, na rivalidade entre dois irmãos por um trono, na sede de liberdade e no excesso dela, como ilustra a Ocupação Dyekken à fortaleza de Torre das Harpas. Tentei aliar uma narração cuidada e realista sem perder as suas doses de epicidade nas cenas de batalhas. No quesito irrealidade, pesam as raças que criei, dos mahlan, que com tantas características reptilianas possuem penas, aos hurkk de asas nas costas e pele azulada, passando pelos honrados el’ak, inspirados na cultura egípcia, com uma peculiar duplicidade de vozes, línguas e órgãos sexuais.

Cabe-me realçar o trabalho de edição desta versão de 2018, que teve a ajuda importantíssima de outros dois escritores, o Pedro Cipriano e o Mário Coelho, que têm contribuído com conselhos muito pertinentes ao longo do processo de revisão. Façam um favor a Aan e comprem este livro. Se não, que as gralhas vos biquem!

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