Fala-se de: Bohemian Rhapsody


O filme biográfico sobre a estrela maior dos Queen, Freddie Mercury, foi lançado nos EUA pela 20th Century Fox em 2018 e desde então arrecadou mais de 800 milhões de dólares de receitas. O drama foi produzido por Graham King e Robert De Niro, e escrito por Justin Haythe e Anthony McCarten, tendo direcção de Bryan Singer, que foi afastado do cargo após meses de filmagens, alegadamente pela sua constante ausência na produção do filme e pelos conflitos com equipa técnica e elenco. Dexter Fletcher substituiu-o e o filme ficou concluído em janeiro de 2018.

Protagonizado por Rami Malek (Mr. Robot), que ganhou já em 2019 o Golden Globe de Melhor Ator de Drama por este papel, Bohemian Rhapsody narra 15 anos da vida de Freddie Mercury, desde a formação dos Queen até ao mítico concerto solidário Live Aid do Wembley Stadium de Londres em 1985, seis anos antes da morte do cantor. O filme retrata a rápida ascensão de Freddie Mercury e dos Queen, explorando ainda a relação do cantor com os seus colegas de banda, Brian May (Gwilym Lee), John Deacon (Joseph Mazzello) e Roger Taylor (Ben Hardy).

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Fonte: https://www.elbaeventi.it/it/eventi-isola-delba/2018/12/05/bohemian-rhapsody-8528/

Atenção!!! Aqui há SPOILERS:

Tudo começa em 1970, quando Farrokh Bulsara, um estudante britânico de ascendência persa que trabalha como carregador de malas no aeroporto londrino de Heathrow, assiste ao concerto dos Smile, uma banda local. Logo conhece o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor e oferece-se para ser o novo vocalista da banda, depois do abandono do vocalista Tim Staffell. Também o baixista John Deacon veio adicionar valor à banda. Os quatro elementos rebatizaram o grupo de Queen e começaram a tocar em bares por toda a Inglaterra, até decidirem vender a sua carrinha para produzirem o álbum de estreia.

A banda assina contrato com a EMI Records e Farrokh muda o seu nome para Freddie Mercury, ao mesmo tempo que pede Mary Austin (Lucy Boynton) em casamento. No entanto, durante uma tournée nos Estados Unidos, começa a duvidar da sua orientação sexual. Freddie e Mary separam-se quando ele lhe revela que é bissexual, mantendo ainda assim uma relação próxima com a jovem. Posteriormente, inicia uma relação amorosa com Paul Prenter (Allen Leech), o seu agente pessoal.

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Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=Sj-KJdE1bNY

É em 1975, quando os Queen gravam o seu quarto álbum, A Night at the Opera, que abandonam a EMI, uma vez que Ray Foster (Mike Myers) se recusara a ter uma música de seis minutos como primeiro single do álbum. Freddie cede a música ao DJ Kenny Everett (Dickie Beau), da Capital Radio, que a estreia na rádio. Apesar das críticas, “Bohemian Rhapsody” torna-se um grande sucesso.

Os anos 80 vêm trazer um grande sucesso aos Queen, mas também acentuar as diferenças entre os membros da banda e uma alegada mudança de comportamento por parte de Freddie. Depois de se apaixonar por Jim Hutton (Aaron McCusker), empregado numa festa que dá em sua casa, Freddie é rejeitado e procura fugir dos holofotes e da constante perseguição à sua vida pessoal e acaba por aceitar um contrato de 5 milhões de dólares com a CBS Records para uma carreira a solo, para desgosto e crítica dos seus colegas de banda.

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Fonte: https://www.stereogum.com/2013071/queen-bohemian-rhapsody-movie-soundtrack/news/

Muda-se para Munique em 1984, trabalhando num álbum a solo e levando uma vida desregrada com Paul. Ao descobrir que o companheiro lhe ocultara informações sobre o concerto da Live Aid, e perceber ter contraído SIDA, Freddie regressa para a banda e organizam um concerto memorável em 85.

Na minha ótica, Bohemian Rhapsody é uma homenagem mais do que válida e quiçá até tardia a um dos nomes maiores da música mainstream. Freddie Mercury é um nome que marcou gerações e a sua morte em 1991 apenas o transformou num deus. Freddie não morrerá enquanto os Queen se mantiverem bem vivos na memória de todos. E, goste-se ou não do filme, é um filme que fazia falta em Hollywood. O filme vem preencher uma lacuna e, aparte todas as polémicas, é uma longa-metragem emocionante para todos os que cresceram a ouvir o cantor.

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Fonte: http://exclaim.ca/film/article/bohemian_rhapsody_is_getting_called_out_for_making_some_serious_factual_errors_about_queen

Apontado como um dos flops de 2018, Bohemian Rhapsody acabou por conquistar o público e ser até nomeado aos Óscares de 2019. Para isso muito vale a atuação de Rami Malek como o cantor nascido em Zanzibar, absolutamente incrível, da adaptação bem conseguida e da banda sonora incontornável dos Queen, como não podia deixar de ser. Contou ainda com a participação de atores incríveis como Tom Hollander (Taboo, O Gerente da Noite) e Aidan Gillen (Game of Thrones) como agentes de Freddie.

Goste-se ou não de Freddie Mercury, aprove-se ou não as cenas gay e constate-se ou não as incongruências narrativas (como exemplo, Mercury apenas descobriu que era vítima de SIDA após o Live Aid; mudar o rumo da história faz parecer que ele apoiou a causa social porque ele mesmo era vítima), Bohemian Rhapsody é um filme imperdível para todos os que gostam de Queen. Para todos os que gostam de cinema.

Avaliação: 7/10

 

Um comentário em “Fala-se de: Bohemian Rhapsody

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