Fala-se de: Aquaman


Aquaman é um dos filmes sensação dos últimos tempos e não podia deixar de ver mais uma das personagens icónicas da DC adaptadas ao cinema. O filme foi lançado em 3D e IMAX em 21 de dezembro do ano passado e arrecadou mais de um bilhão de dólares, acabando por ser a terceira produção da DC a conseguir o feito, superando inclusive as receitas de The Dark Knight Rises. As filmagens começaram em maio de 2017 na Gold Coast e o filme foi distribuído pela Warner Bros. Pictures, o sexto do Universo Estendido da DC Comics.

Posso começar por dizer que tinha as expectativas a mil, dada a repercussão positiva do filme, e que saíram bem frustradas. Não desgostei do filme, tem qualidade, mas fica aquém de tudo o que a Marvel tem feito, e mesmo na DC significativamente abaixo dos Batman de Christopher Nolan e da Wonder Woman protagonizada por Gal Gadot. Vale sobretudo por algumas prestações bem conseguidas. A estrutura narrativa pareceu-me um copy+paste dos filmes do género e os efeitos especiais deixaram a desejar.

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Fonte: https://medium.com/scene-missing/aquamamma-mia-here-we-gif-again-998b07c31edf

O filme foi dirigido por James Wan, com argumento de Will Beall, a partir de uma história de Wan e Geoff Johns. O elenco é composto por Jason Momoa, Amber Heard, William Dafoe, Patrick Wilson, Yahya Abdul-Mateen II, Randall Park, Temuera Morrison, Ludi Lin, Nicole Kidman e Dolph Lundgren. E podemos dizer que este elenco de peso vale só por si e foi o que bastou para que lhe dê uma nota positiva. O desempenho dos actores foi o que mais me agradou.

É impossível não ficar indiferente à relação das personagens de Kidman e Morrison, pais do protagonista, nem à química entre Momoa e Heard. Os sorrisos do galã e a sensibilidade de menino certamente não passaram indiferentes à maioria dos espectadores, bem como a beleza aquática das protagonistas. Mas melhor do que isso, foi ver traços de humor decentes numa película da DC, algo que até então só podíamos esperar da magnífica Marvel. Apesar de curto, o humor apresentado foi bom e deixa antever uma evolução neste Universo Estendido.

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Fonte: https://cinepop.com.br/aquaman-confirmado-envolvimento-de-zack-snyder-no-filme-saiba-mais-187172

Mas isso não salva a película. Esperava ver mais Dolph Lundgreen, esperava um papel mais ativo de William Dafoe, esperava que o vilão protagonizado por Yahya Abdul-Mateen II tivesse um papel mais marcante neste primeiro filme ou simplesmente que o filme não fosse praticamente todo passado com Momoa e Heard aos saltinhos de um lado para o outro. Nem as participações de Djimon Hounson e Julie Andrews foram significativas. Os momentos altos do filme acabaram por ser os confrontos e perseguições na Sicília.

A história de Aquaman não me é nova, mas esperava uma adaptação que trouxesse mais do que uma dualidade à Thor-Loki entre as personagens de Momoa e Wilson, e não queria tantas reminiscências à lenda do Rei Artur. Valem as referências visuais a monstros lovecraftianos, mas todos os efeitos especiais usados no mundo aquático soam tão a artificial que dói. Se aquilo são efeitos especiais de última geração, deixem-me dizer que George Lucas fez melhor com o reino dos seus anfíbios Gungan.

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Fonte: https://alo.com.br/aquaman-deve-passar-a-marca-de-us-1-bilhao-na-bilheteria-esse-fim-de-semana/

Há ainda mais elogios a tecer, porém. A banda sonora do filme é incrível, e foi ela uma das razões por que não me cansei do filme. Adorei cada música e achei que foram empregues nos sítios certos, sem exceção. De referências religiosas a literárias, pouco percetíveis a olho nu, o filme consegue também oferecer uma protagonista feminina com pouco a dever ao personagem título, fazendo esquecer o jurássico modelo de donzela desprotegida. E diga-se de passagem de Amber Beard cumpriu bem o papel.

Mas, no meio de tudo isto, acaba por ser Jason Momoa o mais positivo de todo o filme. O ator parece estar permanentemente em cena e consegue apresentar uma variedade de nuances sem cair em qualquer contradição. O Arthur Curry / Aquaman de Momoa tem presença visual e consegue comunicar com os olhos de forma ímpar, o que justifica plenamente a aposta continuada no ator, que já havia brilhado antes em produtos de grande envergadura.

Avaliação: 6/10

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