A Divulgar: Novidades de Março pela G Floy Studio


Já está em distribuição desde o início do mês o extraordinário romance gráfico do ator Ethan Hawke, que uniu forças ao artista Greg Ruth para escrever a história terrível, nua e crua, deste conflito cruel da “conquista” do Oeste. Trata-se duma banda desenhada tremenda e bem documentada, contada do ponto de vista de Naiches (o filho do chefe Cochise) e do chefe guerreiro Gerónimo.

Março foi também mês de Coimbra BD, com imensas novidades e notícias. Em primeiro lugar, o lançamento de uma nova colecção com a qual a G Floy nos traz livros um pouco fora do catálogo normal, começando por uma série dedicada a Dylan Dog, uma das mais famosas personagens de BD de sempre! Dois volumes, e um autor presente, Fabio Celoni, que apresentou o livro O Velho que Lê, que ele escreveu e desenhou (maravilhosamente!).

Temos também a continuação de algumas das suas séries de sucesso, com o terceiro volume de Descender, de Jeff Lemire e Dustin Nguyen, e o segundo volume de Astonishing X-Men, que encerra a fase de Joss Whedon e John Cassaday. Mas houve também um dos grandes lançamentos do ano em termos de BD americana, Kick-Ass, de Mark Millar e John Romita Jr. finalmente disponível em português!

Mas em Coimbra estiveram também muitos dos melhores autores de BD nacionais (e autoras, com uma magnífica exposição dedicada à BD no feminino), e aqui também há novidades, em parceria com a ComicHeart: Filhos do Rato é o álbum de estreia de Luís Zhang, com arte do talentoso Fábio Veras, e a G Floy lançou também em parceria com a Kingpin Books e a ComicHeart, O Outro Lado de Z, de uma dupla já conhecida dos leitores portugueses, Nuno Duarte e Mosi!

Indeh: Uma História das Guerras Apache

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SINOPSE:

INDEH: Uma História das Guerras Apache

Argumento de ETHAN HAWKE e arte de GREG RUTH

O actor Ethan Hawke concebeu inicialmente este argumento para um filme que queria fazer, que revelasse a verdade nua e crua das guerras que opuseram os colonizadores e soldados americanos aos índios Apache. Nunca conseguiu concretizar esse projecto, e decidiu então transformá-lo num romance gráfico, aliando-se ao artista Greg Ruth e à sua magnífica arte a preto e branco, criando uma narrativa potente e terrível sobre um episódio complexo e cruel da conquista do Oeste.

O ano é 1872, na nação Apache, uma região dividida por décadas de guerra. Goyahkla, um jovem guerreiro, perdeu a sua família e todos os que alguma vez amou. Mas, depois de uma visão, vai pedir ao chefe Apache Cochise que o deixe comandar um ataque contra a vila Mexicana de Azripe. Será esta manifestação feroz de coragem que irá transformar o jovem Goyahkla no famoso herói índio Gerónimo. Os índios Apache iriam combater os seus inimigos, as forças do Exército Americano, ao longo de décadas, perdendo aqueles que amavam, tentando salvar as terras dos seus antepassados e a sua cultura, até estarem reduzidos a chamarem-se a si próprios “Indeh”, ou “aqueles que estão mortos”.

INDEH captura a narrativa riquíssima de nações em guerra – contada pelos olhos de Naiches, filho do chefe Apache Cochise, e de Gerónimo, dois homens que procuraram encontrar a paz e o perdão neste conflito, e revela-nos também o tremendo custo espiritual e emocional das Guerras Apache. Fruto de investigações exaustivas, INDEH permite-nos aperceber de maneira notável as diferenças culturais, o horror da guerra, a busca pela paz, e, em última instância, a vingança, nesta grande saga. Os Apaches deixaram uma marca indelével na nossa percepção do Oeste Americano, e INDEH mostra-nos porquê.

“Este fabuloso romance gráfico mostra-nos todo o orgulho e a nobreza de um povo cuja cultura está emprenhada de ritos, crenças, regras sociais e mesmo da astúcia necessária para sobreviver. Longe dos clichés da mitologia Holywoodesca, Indeh coloca-se com empatia no lugar do índio americano, algo que ainda hoje parece ser raro nos Estados Unidos.” Le Figaro

“Este romance gráfico é um verdadeiro murro no estômago, e uma leitura obrigatória e bem-vinda para introduzir os leitores às realidades do ‘Destino Manifesto’ e da expansão Americana pelo continente. (…) Belíssimo, mas brutal, este livro é um olhar desolador e terrível sobre como o Oeste foi na realidade ‘conquistado’.” Jennifer Rothschild, Biblioteca Pública de Arlington (cidade onde se situa o cemitério militar oficial dos EUA, onde são enterrados desde a Guerra Civil os mortos das guerras americanas).

ETHAN HAWKE é um actor, realizador e argumentista famoso, bem como um grande romancista, com três livros publicados. Apareceu já em mais de quarenta filmes, e foi já nomeado para Óscares, para um Tony Award e um Drama Desk Award.

GREG RUTH é um ilustrador e autor premiado de banda desenhada, que trabalha em comics desde 1993, tendo também ilustrado inúmeros livros infantis. Em Portugal está editado o seu livro Freaks: No Coração da América, com argumento de Steve Niles (Devir).

Indeh: Uma História das Guerras Apache

240 páginas, preto e branco, capa dura. Formato: 21,50 x 27,50.

ISBN 9978-84-16510-90-0

PVP: 22€

Dylan Dog

Sem Título

SINOPSE:

Dylan Dog regressa a Portugal numa nova colecção da G. Floy Studio!

Criado por Tiziano Sclavi, DYLAN DOG é o célebre investigador do paranormal, o detective dos pesadelos, uma das mais conhecidas personagens de BD de sempre, cujas aventuras ao mesmo tempo aterradoras, inquietantes e melancólicas, têm encantado leitores – e leitoras – em todo o mundo.

Detective privado especializado no sobrenatural e no paranormal, ex-agente da Scotland Yard e alcoólico recuperado, Dylan Dog é uma das mais fascinantes personagens da banda desenhada europeia e, juntamente com Tex, um dos maiores símbolos da qualidade das produções da editora italiana Bonelli. É também, de certa maneira, um anti-herói, cuja personalidade melancólica e reflexiva, cuja ocasional insegurança aliada à sua inteligência penetrante, souberam granjear a admiração e fidelidade de milhões de leitores – e leitoras, ou não fosse Dylan uma das personagens mais populares junto do público feminino – levando inclusive o grande Umberto Eco a declarar “Sou capaz de ler a Bíblia, Homero e Dylan Dog durante dias e dias sem me aborrecer” (Umberto Eco que apareceria na série sob a forma do prof. Humbert Coe).

Dylan Dog surge pela primeira vez em 1986, na história L’Alba dei Morti Viventi (O Amanhecer dos Mortos Vivos), uma história de zombies onde o terror se misturava com o humor, e cedo se tornou uma personagem de culto, capaz de conquistar tanto as leitoras, com a sua aura romântica, como os intelectuais como Umberto Eco, até aos apreciadores dos filmes de terror, que não ficavam indiferentes ao lado por vezes gore da série. E a época de ouro do cinema de terror italiano, representado por nomes como Dário Argento, Mário e Lamberto Bava e Michele Soavi, é uma das grandes referências de Tiziano Sclavi, o criador da série. Confirmando as ligações de Dylan Dog e do seu criador com o cinema, o herói emprestou o nome ao Dylan Dog Horror Fest, um festival de cinema de terror, que teve quatro edições, entre 1987 e 1993, onde os desenhadores de Dylan Dog partilhavam o protagonismo com grandes nomes do cinema de terror, como Dario Argento, que recentemente escreveu uma aventura do Investigador do Pesadelo.

Foi precisamente nos anos 90 que Dylan Dog passou de série de culto para verdadeiro fenómeno de massas, aspecto a que não será estranha a grande qualidade dos seus principais desenhadores, como Angelo Stano, Fabio Celoni, Bruno Brindisi e Corrado Roi. O sucesso de Dylan Dog foi tal, que chegou mesmo a ultrapassar Tex como título mais vendido da casa Bonelli, com vendas superiores a meio milhão de exemplares da revista mensal, aos quais se acrescentavam outro meio milhão com as edições especiais e reedições, ao mesmo tempo que a personagem era adaptada a outros meios de comunicação, desde o cinema e jogos de computador, ao teatro radiofónico.

Em Portugal, e depois de um período em que chegava apenas em edições brasileiras distribuídas em bancas do nosso país, Dylan Dog estreou-se em 2017 na colecção Novela Gráfica da Levoir, com Mater Morbi, uma história de enorme impacto e sucesso em Itália, para no ano seguinte protagonizar o terceiro e décimo volumes da colecção que a Levoir dedicou aos fumetti da Bonelli. Finalmente, em 2019 Dylan Dog chega ao catálogo da G.Floy, abrindo a nova Colecção Aleph, dedicada a explorar outras latitudes do universo da BD. Uma estreia que se fará em dois tempos: primeiro, no Coimbra BD, com a apresentação dos dois volumes iniciais da colecção, O Velho que Lê, de Fabio Celoni, este com a presença do autor, e Até que a Morte Vos Separe, história desenhada por Bruno Brindisi. E em segundo lugar, em finais de Abril, com a apresentação na 6ª Mostra do Clube Tex Portugal, que contará com a presença de Bruno Brindisi, desenhador do segundo volume. Serão álbuns num formato próximo do original, com cerca de 17×22 cms, capa dura, e 120 páginas a preto e branco, que recolherão uma história principal, e quando o espaço o permita, histórias mais curtas que complementarão os volumes.

Convidamos assim os nossos fãs a descobrirem o universo desta genial personagem, emblemática de um verdadeiro novo mundo da banda desenhada que se abre aos nossos leitores, o dos fumetti italianos!

Astonishing X-Men Livro 2

 

Sem Título

SINOPSE:

OS SURPREENDENTES X-MEN: LIVRO DOIS

Argumento de JOSS WHEDON e arte de JOHN CASSADAY

O final de uma das mais célebres e aclamadas fases dos X-Men, criada por dois dos pesos pesados dos comics!

A épica série de Joss Whedon e John Cassaday conclui neste volume que reúne as sagas: Destroçados e Imparável! Na primeira história, o comportamento errático de Emma Frost está à beira de ser desvendado, quando o novo Clube do Inferno entra finalmente em acção contra os X-Men, depois de meses de se esconderem dos olhares dos mutantes do Instituto Xavier. E na segunda história, os X-Men têm de partir para o perigoso mundo Ruptura, naquela que será a sua última oportunidade de proteger a Terra dum terrível ataque. E, quando tudo acabar, nada será como dantes!

Quando esta série dos X-Men começou, em 2004, a crítica era unânime que seria difícil para a nova equipa igualar a fase anterior, escrita por Grant Morrison. Mas, com o passar dos anos, Astonishing X-Men de Joss Whedon e de John Cassaday tornou-se num dos maiores clássicos de sempre dos mutantes da Marvel. As duas fases são perfeitamente distintas, mas de algum modo complementam-se, e é adequado que Whedon siga Morrison na continuidade. Grant Morrison é um dos grandes “desconstrutores” de super-heróis dos comics, Whedon é um dos seus maiores fãs. Morrison destruiu e arrasou parte do mundo dos mutantes, Whedon reconstruiu a equipa e voltou a dar-lhe um propósito. E se Morrison puxou os X-Men um pouco para o realismo, Whedon procurou devolvê-los às suas origens como super-heróis – e escreveu uma das mais potentes cartas de amor aos X-Men de todos os tempos.

Combinando uma saga típica de mutantes, com inimigos tradicionais como o Clube do Inferno, conflitos conhecidos e recorrentes, a caça aos mutantes, a discriminação, os eternos triângulos amorosos entre X-Men, alguns deles… telepáticos? – com uma incrível saga de ficção-científica ao “estilo Joss Whedon”, Astonishing X-Men é também uma história que vai aprofundar tremendamente a caracterização de alguns dos maiores heróis da Marvel: a história da redenção e ressurgimento de Ciclope, da humanização de Emma Frost, e sobretudo, mais que todos os outros, é a história de Kitty Pryde, do seu regresso, da sua história de amor com Colossus, e do seu destino final.

“Poderá dizer-se que estas histórias já foram contadas… E se isso é inegável, parece-me que nunca tinham sido contadas desta forma. Na verdade, Whedon fez deste regresso dos X-Men, ocupados com a reconstrução do grupo e da sua escola e a braços com um invulgar inimigo, um dos arcos mais interessantes dos últimos anos. De sempre, na minha óptica.”

Pedro Cleto, AsLeiturasdoPedro.com

Nomeada para inúmeros prémios Eisner, venceu em 2006 o prémio para Melhor Série em Continuação, e por duas vezes, em 2005 e 2006, o prémio foi para Cassaday como Melhor Desenhador.

Reúne os comics Astonishing X-Men #13-24 e Giant-Size Astonishing X-Men #1 (correspondentes às histórias Torn e Unstoppable)

Álbum, formato deluxe (19 x 28), 344 pgs a cores, capa dura. PVP: 28€

ISBN:  978-84-16510-94-8

Kick-Ass

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SINOPSE:

KICK-ASS

Argumento de MARK MILLAR e arte de JOHN ROMITA JR.

O maior herói do mundo chega finalmente a Portugal! Ou pelo menos… um dos mais jovens, e mais convencidos! Mais de dez anos depois da sua estreia nos EUA, a comédia negra super-heróica de Mark Millar chega finalmente ao nosso país numa edição da G. Floy.

Alguma vez quiseram ser um super-herói? Não, a sério, nunca quiseram MESMO ser um super-herói? Dave Lizewski queria ser um super-herói, não queria ser banqueiro ou cozinhar hambúrgueres ou estudar direito. Queria ser SUPER-HERÓI, e ao contrário de vocês, decidiu que ia tomar o seu destino nas mãos, e seguir o seu sonho! E um fato de mergulho e uma máscara depois, a cidade começou a reparar no seu novo super-herói… KICK-ASS!

 Mas agora, à medida que a moda dos super-heróis alastra pela cidade e pelas redes sociais, e que aparecem cada vez mais aventureiros mascarados, a realidade vai apanhar Dave Lizewski e exigir-lhe que demonstre a coragem que um super-herói tem de ter, mesmo que isso signifique chegar atrasado às aulas e desapontar o seu pai.

O livro que deu origem ao filme de sucesso!

O enorme sucesso desta série de comics levou a que fosse rapidamente adaptada ao cinema, num filme de Matthew Vaaghn, que aliás originou uma colaboração entre o realizador e o escritor que duraria até hoje, com mais filmes, incluindo sequelas de Kick-Ass e os filmes da série Serviço Secreto. Kick-Ass continua a ser uma das séries de maior sucesso de Millar, e junta-se à mão cheia de títulos que escreveu de super-heróis (e desconstrução de super-heróis!) e que se tornaram clássicos do género: Super-Homem: Herança Vermelha (Superman: Red Son), Guerra Civil, Os Supremos (The Ultimates), Velho Logan, e a sua mais recente série O Legado de Júpiter (editada pela G. Floy, com arte de Frank Quitely).

Uma história de super-heróis num mundo real, que se tornou famosa pelo nível de violência que mostra, e por explorar sem hesitações as consequências dessa violência.

“Uma história ao mesmo tempo hilariante e divertida, e terrivelmente angustiante e assustadora, ilustrada pelo talento enorme de John Romita Jr.” – Tom McLean, Variety.com

Reúne os números #1-8 da série Kick-Ass, de Mark Millar e John Romita Jr.

Kick-Ass

Argumento de Mark Millar e arte de John Romita Jr.

208 páginas, formato comic (17 x 26), cor, capa dura.

ISBN  978-84-16510-96-2

PVP: 20€

Nota: Todas as imagens foram gentilmente cedidas pela editora

 

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