Estive a Ler: M. Ainsel, Deuses Americanos #2


Desculpe, querida, mas posso pedir-lhe outra chávena do vosso chocolate quente sublime?

O TEXTO SEGUINTE ABORDA O LIVRO “M. AINSEL”, SEGUNDO VOLUME DA SÉRIE DEUSES AMERICANOS (FORMATO BD)

Deuses Americanos é a comic publicada na Coleção Bang! da Saída de Emergência que adapta a famosa road trip de Neil Gaiman, que deu origem a uma série de TV pela Starz, que conhecerá este ano a sua segunda temporada. Nascido no Reino Unido e residente nos E.U.A., Gaiman escreveu livros como Mitologia Nórdica, O Oceano no Fim do Caminho, Coraline, Bons Augúrios, Neverwhere: Na Terra do Nada ou a série gráfica Sandman.

Formado em pintura pela Universidade de Cincinnati, o ilustrador P. Craig Russell distinguiu-se ao serviço da Marvel por trabalhos como Killaraven ou Doutor Estranho, sendo um dos pioneiros ao adaptar para o universo dos comics óperas de Mozart (A Flauta Mágica), Strauss (Salomé) e Wagner (O Anel dos Nibelungos). O seu trabalho mais recente inclui adaptações em banda desenhada de Coraline e The Graveyard Book de Neil Gaiman.

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Fonte: Saída de Emergência

Scott Hampton nasceu em 1959 em High Point, Carolina do Norte, e cresceu embrenhado em literatura clássica, romances de horror e banda desenhada. Com o seu irmão mais velho, Bo, enveredou pelo mundo dos comics e chegaram a estagiar com o icónico Will Eisner. Além de ilustrar as suas histórias, Scott ilustrou livros de alguns dos melhores autores de fantasia, incluindo Neil Gaiman (Books of Magic), Robert E. Howard (Pigeons from Hell), Clive Barker (Tapping the Vein), Archie Goodwin (Batman: Night Cries) e David Brin (The Life Eaters).

“Sendo uma leitura proveitosa, o segundo volume de Deuses Americanos vale sobretudo pela ilustração e pelos diálogos.

Enquanto se preparam para guerra iminente entre deuses, Shadow e Wednesday deixam a Casa na Rocha e continuam a sua viagem pela negra e austera América, reunindo aliados e conhecendo novos deuses. Um ano depois do lançamento do primeiro volume, a Saída de Emergência lança o segundo álbum da adaptação gráfica. Já nas livrarias, Deuses Americanos é uma comic que tenta reproduzir o sucesso de uma fatia de público que já se tornou fandom junto do autor britânico. O romance venceu os Prémios Hugo, Bram Stoker, Locus, World Fantasy e Nebula!

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Fonte: Saída de Emergência

Na recensão ao primeiro volume desta série gráfica afirmei que achava o comic superior ao livro original, de que não gostei assim tanto. Apesar de não encontrar neste segundo volume tantos aliciantes, continuo a gostar muito mais do comic. Deuses Americanos é uma narrativa que, com uma mensagem importante a direcionar e um caminho muito próprio traçado, ficou-se pela tentativa de acertar em cheio. Podia ser muita coisa, mas não foi.

A adaptação gráfica de Deuses Americanos tem argumento de Neil Gaiman, o autor do romance, ilustrações de P. Craig Russell e Scott Hampton. Desde logo destaca-se pelo trabalho dos dois artistas. O grande factor de relevo desta comic é mesmo a arte. Visualmente arrebatadora, ela assume uma preponderância de detalhes quer a reproduzir monstros e criaturas mitológicas quer nos pormenores mais sórdidos e episódios de nudez declarada.

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Fonte: Saída de Emergência

As opiniões acabam por variar consoante as plataformas em que as analisamos e o primeiro volume, Sombras, acabou por me propiciar uma leitura muito mais agradável que o romance. Neste segundo álbum senti a mesma empatia na riqueza dos diálogos, sem aquela aleatoriedade do plot que encontrei no livro, onde as deidades acabam por não conseguir desenvolver a Humanidade essencial para que o leitor se possa identificar com elas.

No livro, as personagens têm um papel cabível dentro do imaginário de Neil Gaiman, senhoras de grande potencial face às roupagens que o autor lhes deu, mas também posso dizer que elas não foram suficientemente desenvolvidas. Ficaram-se por uma caminhada aleatória que podia ser mais trabalhada nos seus objetivos. O comic não carece dessa afinidade, acabando por se fazer valer da imagem e de uma acuidade nos diálogos para prender o leitor. E esta prende. Sendo uma leitura proveitosa, o segundo volume do Deuses Americanos vale sobretudo pela ilustração e pelos diálogos.

Avaliação: 7/10

Deuses Americanos (Saída de Emergência):

#1 Sombras

#2 M. Ainsel

5 comentários em “Estive a Ler: M. Ainsel, Deuses Americanos #2

  1. Oie,

    Gosto muito do Gaiman mas este não devo ler, há quem goste muito do livro mas não estou para ai virdao, quem sabe faça mal

    Abraço

    Fiacha

    1. Eu gosto muito do Gaiman por aquilo que ele é e representa na arte, aprecio-o como ser humano e gosto muito de ler entrevistas dele mas por muito que tente gostar dos livros dele é um imaginário que não me consegue agradar muito.
      Abraço.

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