Estive a Ler: Últimas Ceias + Maus Vinhos, Tony Chu: Detective Canibal #11 e #12


Não, a sério. Bazem. Estão a interromper. Ponham-se a andar.

O TEXTO SEGUINTE ABORDA OS LIVROS “ÚLTIMAS CEIAS” E “MAUS VINHOS”, VOLUMES 11 E 12 DA SÉRIE TONY CHU: DETECTIVE CANIBAL [FORMATO BD]

Os volumes 11 e 12, Últimas Ceias e Maus Vinhos, são os últimos da saga escrita por John Layman e ilustrada por Rob Guillory, que inclui os números #51 a #60, para além do crossover Chew / Revival e os bónus de fim de série. Chew foi uma das três séries de banda-desenhada com que a G Floy Studio Portugal inaugurou a sua nova fase de edição em Portugal, no Outono de 2014: Fatale, concluída em 2016 com cinco volumes e Saga, que ainda não concluiu nos EUA, com um total anunciado de dezoito álbuns, que se encontra em publicação.

O argumentista John Layman escreveu comics para inúmeras personagens das principais editoras americanas. Mas Tony Chu: Detective Canibal (no original Chew) tornou-se facilmente na sua série mais popular, valendo-lhe dois Prémios Eisner e dois Prémios Harvey. Rob Guillory nasceu, foi criado e vive no Louisiana.  Era, até ao momento em que foi escolhido por John Layman para artista de Chew, um relativo desconhecido. Desde então, Guillory dedicou-se à série, tendo encerrado os doze volumes em finais de 2016.

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Fonte: G Floy Studio

A série chega finalmente ao fim. O que foi na realidade a gripe das aves que matou milhões de pessoas? Quem foi responsável por ela? E as misteriosas letras de fogo que surgiram no céu, o que têm que ver com isso tudo? Tony Chu, o agente federal cibopata capaz de obter impressões psíquicas daquilo que come, começa a aproximar-se das respostas e da revelação sobre a conspiração para impedir o mundo de saber a verdade sobre tudo isto. E a única coisa que se interpõe entre ele e a verdade é Mason Savoy, outro cibopata. Mas… nem tudo é o que parece.

No volume 11, as Últimas Ceias, vemos a irmã-gémea do protagonista, Antonelle, a divertir-se no céu com Napoleão Bonaparte, seguimos a senda de Olive, relutante em ser colega da agente Genevieve Cardante, e a sua incursão no mundo do crime. Chu e Savoy sentam-se à mesa de um restaurante para comer carne de dinossauro, o que os leva a uma aventura na Pré-História. E vemos o Papa a proibir o consumo de carne de frango. Sério!

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Fonte: G Floy Studio

Pelo título, sabemos já de antemão que alguém importante vai morrer. Quem será? O próprio Chu, Mason Savoy, ou o grande amor de Tony, Amelia Mintz, que se encontra a terminar o seu livro de gastronomia? A pergunta fica em suspenso até ao final assustador, mas, nem mesmo ali é tão conclusivo como parece. Nesta série, nada de nada é tão seguro assim, o que podemos compreender ao ler o último volume.

O penúltimo álbum termina com um crossover incrível com a saga Revival, que espero vir a ler em breve. Com argumento de Tim Seeley e arte de Mike Norton, a série fala de uma pequena vila no Wisconsin rural em que os mortos regressaram à vida. A vila encontra-se isolada do exterior pelas autoridades e os habitantes precisam encontrar maneiras de conviver com os recém-ressuscitados amigos, parentes, vizinhos, e também com a hoste de fanáticos religiosos, jornalistas e média, e agentes secretos do governo que tentam manter, ou furar, a quarentena! Parece bem, não?

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Fonte: G Floy Studio

Em Maus Vinhos, o álbum final da série, vemos uma das personagens principais enforcada, da mesma forma com que terminámos a narrativa anterior. Essa mesma personagem indica a Tony que este o coma, e ele não tem mais, come-lhe uma orelha. O seu irmão cozinheiro, que tem de lidar com o desgosto amoroso de Paneer depois da morte de Antonelle, prepara um cozinhado… no mínimo grotesco.

As dicas deixadas levam Tony e o seu velho parceiro John Colby novamente a Yamapalu, onde encontram o cadáver de Cioppino e o “guia morto” de Tony lhe comunica que tem de comer – literalmente – Amelia, a sua namorada. É aqui que se compreende que Tony pode ter passado por uma ilusão. Vemos o consumo de frango a provocar vítimas, o início do que será um verdadeiro Apocalipse.

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Fonte: G Floy Studio

Após um salto temporal, vemos Chu na terceira idade, junto a personagens como Joe Applebee e Caesar Valenzano, e descobrimos a espécie dominante que acaba de aterrar no nosso planeta numa nave espacial, bem como os seus propósitos ficam bem visíveis. A família de Tony assiste ao momento icónico na TV, onde o nosso protagonista tenta um ato desesperado. Brilhante!

Não podia desejar um final melhor para esta série que vim a acompanhar nos últimos anos e pela qual me fui apaixonando gradualmente. Louca, fora da caixa, a história hilariante de um detective que deslinda casos ao sorver o sangue das vítimas num mundo em que o consumo de carne de frango pode ser alucinogéna é qualquer coisa de incrível. Tony Chu: Detective Canibal é uma série mais que recomendada.

Avaliação: 9/10

Tony Chu: Detective Canibal (G Floy Studio Portugal):

#1 Ao Gosto do Freguês

#2 Sabor Internacional

#3 Enfarda Brutos

#4 Sopa de Letras

#5 Fome de Vencer

#6 Bolos Janados

#7 Maçãs Podres

#8 Receitas de Família

#9 Granda Frango

#10 Galo de Cabidela

#11 Últimas Ceias

#12 Maus Vinhos

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