As Escolhas de 2019


Olá a todos! 2019 passou a fugir e as leituras foram muitas. Acabei por ler menos do que em 2018, mas mesmo assim ultrapassei as 100 leituras, entre prosa e BDs, como podes ver na minha lista de leituras anual. Voltei a apostar nos meus autores preferidos, mas também conheci outros e dediquei-me a sagas menos bem cotadas na fantasia, assim como à leitura de alguns grandes clássicos da literatura. Os autores que mais li em 2019 foram Raymond E. Feist (8 livros), David Anthony Durham (6 livros), Stephen King (5 livros), Brian K. Vaughan (5 BDs) e Jeff Lemire (5 BDs).

Este ano finalizei um grande número de séries, como a Saga Assassino e o Bobo de Robin Hobb, o Ciclo dos Demónios de Peter V. Brett, Rainha Vermelha de Victoria Aveyard, Acácia de David Anthony Durham, a Saga do Mago e a Saga do Império de Raymond E. Feist, a trilogia Bill Hodges de Stephen King e as BDs Y: O Último Homem de Brian K. Vaughan e Pia Guerra, Tony Chu: Detective Canibal de John Layman e Rob Guillory e a colossal The Walking Dead de Robert Kirkman.

Fiquem com as minhas escolhas de 2019:

MELHOR LIVRO

Sem Título

Capustan, Saga do Império Malazano #5, Steven Erikson

aqui a opinião.

Este ano o posto de melhor leitura foi de difícil escolha. Os dois livros de Brandon Sanderson que opinei em novembro levaram-me a duvidar imenso sobre a quem deveria atribuir o voto de melhor leitura, mas uma vez que a magnífica Saga do Império Malazano de Steven Erikson tem tradução em português, acabou por levar vantagem. Estes volumes mais recentes da saga, que não foram adaptados do brasileiro, estão muito bem traduzidos e o trabalho com as capas tem sido fenomenal.

Resta falar do argumento, como é óbvio. Publicada no nosso país pela Saída de Emergência, a Saga do Império Malazano é, por larga margem, das melhores coisas que já se fizeram em fantasia épica e é uma questão de tempo até deixar de ser apenas idolatrada pelos fãs de nicho. Mas a saga precisa de vender muito, muito mais, para poder voltar a ser publicada em português, e isso é um trabalho de todos.

MELHOR FANTASIA

Sem Título

Capustan, Saga do Império Malazano #5, Steven Erikson

aqui a opinião.

Li Capustan em junho, depois de dois meses a desesperar por que me chegasse às mãos. E depois deste livro, achei que dificilmente outro livro lhe chegasse aos calcanhares em 2019. Chego ao fim do ano com menos certezas. Foram muitos os livros de fantasia que adorei e The Way of Kings de Brandon Sanderson podia levar o troféu com mérito. Os dois livros deixaram-me completamente arrebatado e a precisar de mais.

Num patamar ligeiramente inferior, destaco o emocionante e lindíssimo final da Saga Assassino e o Bobo de Robin Hobb, O Destino do Assassino, o primeiro da sua saga Os Mercadores de Navios-Vivos, O Navio Arcano, que ainda não está traduzido em pt-pt, a trilogia 1Q84 de Haruki Murakami, A Torre da Andorinha, sexto volume de The Witcher de Andrzej Sapkowski, e Words of Radiance, o segundo de The Stormlight Archive de Sanderson. Estas revelaram-se as melhores leituras que tive este ano no que diz respeito à fantasia.

MELHOR FICÇÃO CIENTÍFICA

Sem Título 3

Ubik, Philip K. Dick

aqui a opinião

Na ficção científica também li algumas coisas boas. Neuromancer e O Periférico, ambos de William Gibson, foram boas surpresas neste género. Achei o primeiro volume da série Fundação, de Isaac Asimov, ainda melhor, tanto pela prosa genial do autor como pelo imaginário, mas a melhor leitura que tive no que diz respeito à ficção científica acabou por ser Ubik de Philip K. Dick, edição da Relógio D’Água. Curiosamente, um autor que ainda não me tinha conquistado por aí além.

Houve mais alguns livros deste género de que não desgostei. As BDs da G Floy continuam ótimas, como são caso as séries Saga e Descender ou o incrível Starlight. Concluí a BD Y: O Último Homem da Levoir, que terminou muito melhor do que começou, simpatizei com The City & The City de China Miéville e também com o clássico distópico Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley.

MELHOR HORROR

Sem Título

N0S4A2, Joe Hill

aqui a opinião.

Em 2019 li algum terror e Stephen King foi o mais visitado mas, para surpresa minha, o filho conseguiu superar o pai, dentro das minhas leituras preferidas. Joe Hill, filho de King, conquistou-me com este N0S4A2 (Nosferatu), a história de um homem e de um carro que atraem criancinhas para a chamada Christmasland, transformando-as em verdadeiros vampiros pelo caminho. Este entrou facilmente para o meu TOP 5 do ano. Dentro do género, destaco ainda os livros Samitério de Animais e The Shining de Stephen King, A Fome de Alma Katsu e a série de BD Harrow County, de Cullen Bunn e Tyler Crook, que não pára de melhorar. Belas Adormecidas, que King escreveu com o filho Owen, já não achei tão bom nem lhe vi qualquer indício de terror.

MELHOR ROMANCE HISTÓRICO

Sem Título

O Lorde Pagão, As Crónicas Saxónicas #7

aqui a opinião.

Este ano li mais romances históricos. Destaco alguns clássicos intemporais, como Moby-Dick ou Nossa Senhora de Paris, mais virados para o novelesco, ícones da literatura russa como Doutor Jivago e Guerra e Paz ou aqueles mais virados para o fantasioso, como A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafon. Mas este ano entrego o prémio a Bernard Cornwell. Para mim, O Lorde Pagão foi o melhor livro das Crónicas Saxónicas até agora, estive quase a dar-lhe nota 10, e o autor beneficia ainda de eu não ter lido Ken Follett em 2019. O livro foi publicado pela Saída de Emergência.

MELHOR THRILLER / POLICIAL

Sem Título

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, Jöel Dicker

aqui a opinião.

Este ano li mais thrillers, mas A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert vence disparado o prémio de melhor livro neste género. Adorei o thriller de Jöel Dicker, publicado pela Alfaguara em Portugal, e não vejo a hora de ler mais romances do autor. Dentro do género, destaco ainda Perdido e Achado e Fim de Turno de Stephen King, o lindíssimo Rebecca de Daphne du Maurier ou A Rapariga do Tambor de John le Carré, que tiveram também o seu lugar nas minhas preferências.

MELHOR YOUNG ADULT

Sem Título

Tempestade de Guerra, Rainha Vermelha #4, Victoria Aveyard

aqui a opinião.

Talvez Victoria Aveyard tenha sido a grande surpresa do ano. Tempestade de Guerra da Saída de Emergência é apenas o coroar de uma saga que assim de repente pode não parecer ter nada de mais, não fazendo com especial proeza a união de um mundo medieval a um futurista, com mutantes divididos em estratos sociais, mas sendo bastante competente. É uma série consistente e imersiva que me conquistou sobretudo pelo desenvolvimento dado às personagens. Sou muito averso a YAs e posso dizer que esta saga foi das poucas que realmente gostei.

MELHOR ANTOLOGIA / COLETÂNEA

Sem Título

Tudo Isto Existe, João Ventura

aqui a opinião.

Este ano li apenas uma única coletânea ou antologia, por isso não tinha qualquer outra resposta para preencher esta categoria. De qualquer forma, Tudo Isto Existe de João Ventura, publicado pela Editorial Divergência em 2018, foi uma excelente experiência de leitura, toda ela permeada por contos curtos e acutilantes, que me fizeram terminar o livro com um sorriso nos lábios. Por serem todos curtos, e não conseguir decidir qual o melhor, abstenho-me a atribuir a categoria de melhor conto. Possivelmente elegeria Tudo Isto Existe, mesmo se tivesse lido mais alguma coletânea. Fica o desafio para ler mais contos em 2020.

MELHOR BD

sem título 3

Refúgio, Monstress #3, Marjorie Liu e Sana Takeda

aqui a opinião.

Não só foi a melhor BD como foi uma das melhores leituras do ano, logo em fevereiro, publicada pela Saída de Emergência. Monstress de Marjorie Liu e Sana Takeda é uma das minhas séries preferidas em atividade na área das bandas-desenhadas, e este terceiro volume foi absolutamente louco. Destaco ainda o nono volume de Saga, que terminou com um cliffhanger brutal, a BD Descender que está cada vez melhor, Criminal de Ed Brubaker e Sean Phillips, Harrow County ou Moonshine, excelentes leituras de Halloween, todas estas pela G Floy Studio. Black Hammer tem também os dois primeiros volumes publicados pela Levoir, que vieram a meus olhos confirmar o potencial do argumentista Jeff Lemire, que foi extremamente acarinhado este ano no nosso país.

MELHOR LANÇAMENTO

Sem Título

Capustan, Saga do Império Malazano #5, Steven Erikson

aqui a opinião.

Uma vez que foi publicado este ano e foi a melhor leitura do mesmo, é óbvio que tenho de atribuir a categoria de melhor lançamento a Capustan. O terceiro volume da BD Monstress, Refúgio, os muitos lançamentos nessa área pela G Floy Studio e pela Levoir, a aposta contínua da Bertrand em Stephen King mas sobretudo o vasto catálogo sempre a ser actualizado, pela Saída de Emergência, são dignos de salutar. Elogio a aposta consistente em nomes como Robin Hobb e Andrzej Sapkowski, e tenho esperança que Steven Erikson seja um nome a regressar à Coleção Bang! num futuro breve. A Companhia Negra de Glen Cook foi outra boa aposta por parte da editora.

MELHOR NACIONAL

Sem Título

Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago

aqui a opinião.

Ler José Saramago é sempre uma experiência… devastadora. Goste-se ou não, é um autor que nos faz pensar e ter lido Ensaio Sobre a Cegueira apenas em 2019 fez-me ter a certeza imediata que esta seria a minha melhor leitura do ano no que diz respeito a autores nacionais. Não sendo fácil, foi um livro que mexeu com as minhas idiossincrasias e é mais do que recomendado. Nesta categoria, menciono ainda Tudo Isto Existe de João Ventura, ou a máquina de fazer espanhóis de Valter Hugo Mãe. Este último não me agradou, por conta das expectativas que havia ganho com o autor depois de ler A Desumanização em 2018, mas não deixa de ser um livro a ler.

Resta-me deixar-vos os votos de um Santo Natal e que 2020 vos traga muitos livros nas prateleiras e sorrisos nos rostos. Boas Festas!

Um comentário em “As Escolhas de 2019

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