Fala-se de: A Ascensão de Skywalker, Star Wars IX


Se há space opera que ficará para a posteridade será aquela que, alimentada por clássicos da literatura que beiraram o fantástico, trouxe consigo um fandom considerável para o multiverso da Ficção Científica. Star Wars começou por ser uma aventura pouco credível de aventura espacial, ficção pura e dura, e é dessa forma que ela se despede da saga Skywalker, ao nono filme da mesma. Os efeitos especiais e o ritmo elevado são uma marca da franquia e A Ascensão de Skywalker cumpre bem com tudo o que a saga quis mostrar até agora.

O Episódio IX foi dirigido por J. J. Abrams e escrito também por ele em colaboração com Chris Terrio. Trata-se da terceira e última parte da trilogia sequela, para além de ser o último filme da saga como um todo. O filme foi produzido pela Lucasfilm Ltd. e Bad Robot Productions e distribuído pela Walt Disney Studios Motion Pictures. No elenco estão nomes como Daisy Ridley, Adam Driver, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong’oKelly Marie Tran, Joonas Suotamo, Anthony Daniels, Mark Hamill, Billy Dee Williams, Carrie FisherDominic Monaghan ou Ian McDiarmid.

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Fonte: https://www.aintitcool.com/node/82675

Curiosamente, este último filme teve menos estrelas meteóricas do que o filme anterior, com a perda de nomes como Laura Dern, Benicio Del Toro, Gwendolyn Christie ou Andy Serkis. É um filme bastante corrido e até um pouco apressado, se o considerarmos como um filme individual, mas acaba por ser uma conclusão mais do que competente para a franquia, sem ser exuberante ou que me tenha deixado de boca aberta. É um capítulo final bem cosido, mas está longe de ser o mais emocionante.

“Teve lutas com sabre-luz, explosões e perseguições espaciais, problemas de parentesco e dramas pessoais. Isto é Star Wars.

É também um filme diferente de The Last Jedi, ou não tivesse J. J. Abrams pegado ele mesmo no guião da história por desaprovar o capítulo anterior de Rian Johnson, o que aqui e ali me deu a sensação que o argumento se quis decalcar do episódio anterior. Ainda assim, gostei de ambos, de cada um à sua maneira, sem que nenhum deles conseguisse me arrepiar, como a saga fez em outros tempos. O futuro da franquia é um mistério, mas a saga Skywalker conheceu aqui o seu termo.

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Fonte: https://www.framerated.co.uk/star-wars-rise-skywalker-2019/

A Ascensão de Skywalker tem os seus problemas, mas eles são bem disfarçados pelo ritmo altíssimo e pelo apelo ao saudosismo com o protagonismo dado a Chewbacca (Joonas Suotamo) e a C3PO (Anthony Daniels), à participação de Lando Calrissian (Billy Dee Williams) e às várias passagens, tanto em Kijimi como a bordo da nave de Kylo Ren (Adam Driver), que fizeram justiça a tantos outros momentos épicos da saga. Houve sempre uma homenagem subliminar à primeira trilogia, apesar de que ela devia ter sido mais evidente.

Adorei as passagens no deserto, as areias movediças e o plot da adaga, a fazer-me lembrar o lado mais Indiana Jones que George Lucas sempre revelou. A caça ao planeta sith também foi bem explorada e executada. O papel de Palpatine (Ian McDiarmid) e o arco final de Rey (Daisy Ridley) e Ren também me agradaram bastante, encerrando com honra esta história.

Acabei por não gostar tanto da forma como Leia (Carrie Fisher) desapareceu e gostaria de ver personagens como Yoda ou Obi-Wan a aparecerem no filme como espíritos, não só as suas vozes. Digamos que fiquei com a sensação de que, apesar de ter sido um final competente, Star Wars merecia um bocadinho mais. Mas aplico essa ideia a toda a trilogia sequela, que apesar de me ter agradado q.b., não me encantou como as outras duas.

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Fonte: https://insidethemagic.net/2019/12/star-wars-rise-of-skywalker-box-office-kc1/

Ficou a faltar mais tempo de antena para os meus queridos porgs e o humor ácido que o episódio anterior tinha revelado. Faltou também uma conclusão mais consistente para as personagens de Finn (John Boyega) e Poe Dameron (Oscar Isaac), apesar de não me parecer descabido que estas personagens venham a aparecer no futuro da franquia, com a adição de uma nova saga. Os efeitos especiais e a banda sonora continuam a ser a imagem de marca de Star Wars, sem desiludir em nenhum momento.

O blockbuster acabou por funcionar muito para mim como um tijolo final, e apesar de não me ter agradado tanto durante a visualização como The Last Jedi, acabou por fazer mais sentido para a saga Skywalker como um todo, com todas as suas referências, homenagens e mão na massa. Foi um filme que não se perdeu em subtramas, soube dar tempo de antena justo aos personagens em voga e foi direto às questões importantes. Teve lutas com sabre-luz, explosões e perseguições espaciais, problemas de parentesco e dramas pessoais. Isto é Star Wars.

Avaliação: 8/10

Imagem de capa: https://www.xtrafondos.com/en/wallpaper/3840×2400/4233-star-wars-el-ascenso-de-skywalker.html (Reprodução)

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