Resumo Trimestral de Leituras #20


O ano de 2019 chega ao fim e com ele é tempo de retrospetivas e de balanços. Acabei o ano com 111 leituras, entre BDs e bandas-desenhadas. O mês de dezembro foi aquele em que li menos, mas acabei por ter mais opiniões, muito porque os livros que li eram mais pequenos. Prossegui na minha tarefa de ler mais clássicos, e Frankenstein de Mary Shelley, Neuromancer de William Gibson (para mim é já um clássico) e As Aventuras de Tom Sawyer de Mark Twain foram os livros deste género que li durante o último trimestre do ano.

Consegui terminar nestes três meses várias séries, como a Rainha Vermelha de Victoria Aveyard, Saga do Império de Raymond E. Feist e Janny Wurts e Acácia de David Anthony Durham, bem como as BDs Tony Chu: Detective Canibal de John Layman e Rob Guillory e Y: O Último Homem, de Brian K. Vaughan e Pia Guerra. Os destaques mais positivos do último trimestre vão, porém, para os dois primeiros volumes de The Stormlight Archive de Brandon Sanderson, The Way of Kings e Words of Radiance, e o surpreendente N0S4A2 de Joe Hill.

Sem TítuloComecei outubro a ler O Feiticeiro e a Sombra, o primeiro volume da saga Terramar de Ursula K. Le Guin. O livro foi publicado em Portugal pela Editorial Presença e conta a história de Gued, um rapaz que é educado para ser um feiticeiro em escolas de magia e que, pouco a pouco, se destaca pelo seu comportamento. A sua juventude leva-o a mexer com magias que lhe são vedadas para provar algo a ele mesmo e aos outros, o que desperta uma sombra que o irá perseguir até à exaustão. Livro percursor na ideia que os nomes verdadeiros das pessoas e das coisas têm poder sobre elas, veio trazer também uma série de mensagens subliminares importantes para a época em que foram escritas. Pessoalmente achei que a história foi contada de maneira muito longínqua e não me trouxe nada de interessante, mas eu leria até livros de culinária ou crochet e sairia sempre regozijado pela escrita quentinha e madura de Ursula. Uma colectânea da autoria de João Ventura, Tudo Isto Existe colige a melhor ficção curta do escritor português. Um projeto que resulta da colaboração entre a Editorial Divergência e o Fórum Fantástico, evento onde foi lançado o livro em outubro de 2018. Apresenta-nos uma montra do seu trabalho, onde podemos encontrar distopias, ficções científicas de todos os géneros e sobretudo histórias que podiam ser reais, não tivessem os seus ingredientes de realismo mágico e de sobrenatural. As histórias são todas elas pequenas, fluídas e entusiasmantes, deixando-nos com um sorriso no rosto, ou não fosse o bom humor uma das características marcantes deste autor, mesmo que as histórias nos falem dos assuntos mais trágicos.

Sem TítuloNão é coincidência a maioria das BDs que leio terem a chancela da G Floy Studio. A editora publica muitas das que mais me despertam o interesse e não há trabalho da dupla Ed Brubaker e Sean Phillips que não me desperte interesse. Apesar da série Criminal ainda não me ter enchido tanto o olho como por exemplo The Fade Out, a publicação de Os Meus Heróis Foram Sempre Drogados, uma edição auto-contida passada no universo da série, não me passou ao lado. É no tom decadente e na determinação de uma personagem que somos guiados ao longo destas páginas, e é com o saudosismo e as n referências a artistas musicais, que ele nos ganha. Depois da morte da sua mãe, uma toxicodependente, Ellie tornou-se obcecada por famosos ligados ao vício das drogas o que, invariavelmente, a conduziu pelo mesmo caminho. O autor Jeff Lemire juntou-se ao artista italiano Andrea Sorrentino para uma nova série de banda-desenhada. O Celeiro Negro é o primeiro volume de Gideon Falls, uma história sombria e inquietante sobre um celeiro negro que aparece do nada numa pequena cidade do interior norte-americano, causando uma série de incidentes misteriosos. A ironia da obra incide no desenvolvimento de um plot que se centra num padre cético e num lunático devoto que procura pedaços de madeira e pregos enferrujados no lixo.  Melancólico e muito humano, vamos conhecendo as personagens e os seus demónios interiores à medida que o celeiro se manifesta. É uma aura pesada, sufocante, densa. Há um efeito de loucura até no desenho, com as suas inversões alucinantes.

Sem TítuloTambém pela G Floy e com a assinatura de Jeff Lemire, Mecânica Orbital é o quarto volume da série de fantasia científica Descender. Com arte de Dustin Nguyen, como habitual, este novo volume traz um ritmo e desenvolvimento assinaláveis, depois de um álbum anterior mais lento e retrospetivo. Andy e Effie lidam com as suas emoções, com o que sentem um pelo outro, pelo que foram e pelo que são. TIM-21, Telsa e o Dr. Quon conseguem finalmente escapar da Lua Máquina e partir em busca de um mítico robô ancião que pode ser a chave para o problema dos Colectores. A capitã e o cientista entram em desacordo, enquanto o menino mostra que nem tudo o que parece… é. Uma série que está entre as minhas preferidas no campo da banda-desenhada. Entrando no clima de Halloween, avancei para mais uma BD da G Floy. Desta vez, o sexto volume de Harry County, Magia de Raízes, com argumento de Cullen Bunn e arte de Tyler Crook. Neste álbum assistimos a vários eventos em redor das criaturas de Harrow County, a amizade entre Emmy e Bernice é posta à prova, uma personagem é morta e a identidade do assassino é um dos mistérios que permeiam o volume. A série gráfica é um enigma constante, oscilando entre a beleza visual e a inocência de certas personagens com as ilusões e revelações discretas de monstruosidades.

Sem TítuloPrometi a mim mesmo que leria Frankenstein nesta época de Halloween e assim foi. O livro de Mary Shelley está repleto de mensagens interessantes, com um pouco de horror, um pouco de thriller e um pouco de ciência. É notável pela idade que a autora tinha quando escreveu o livro e pela originalidade do mesmo à época. Li a edição de 2015 das Edições ASA, não me tendo entusiasmado nem sido uma leitura marcante, mas sem deixar de ser interessante acompanhar Victor Frankenstein e a sua ambição de criar um novo ser. Não é um livro assustador pela criatura em si, mas pelas questões levantadas sobre o futuro do ser humano enquanto ser criador e arrogante nas suas pretensões. Um livro intemporal e que nos faz reflectir sobre o que andamos a fazer com a Natureza. Pela Bertrand chegou-me The Shining de Stephen King. É um dos maiores clássicos do género de horror moderno, tendo sido o terceiro livro publicado pelo mestre do horror. King apresenta-nos Jack Torrance, um ex-professor de literatura que foi demitido por ter agredido um aluno após um acesso de fúria. Ao mesmo tempo que pretende lançar-se numa carreira de escritor, aceita um emprego como zelador de inverno de um hotel, para poder sustentar a carreira. Pretende desligar-se do vício do álcool, de modo a não perder a mulher Wendy e o filho Danny. Só que o Hotel Overlook está assombrado e ligado a uma série de suicídios e homicídios, levando aqueles que por ali passam à loucura. Não sendo um livro tão rico e impactante como esperava, The Shining não deixa de ser um dos mais aterrorizantes que já li.

Sem TítuloE a última leitura do mês foi um livro que ainda não foi traduzido em português mas que queria muito ler. N0S4A2 (lê-se Nosferatu) de Joe Hill é um livro que me faz lembrar os melhores de Stephen King, como It, ou não fosse o autor filho do mestre do terror. A escrita é bem fluída e a história desenvolve-se de forma bem agradável. Apesar do primeiro terço do livro não me ter entusiasmado tanto, ele melhora muito e faz justiça à premissa interessantíssima:  um vampiro sanguinário que sequestra crianças para, aparentemente, se apoderar da sua juventude. Atraindo-as com canções de natal e a promessa de as levar para um lugar onde tudo é mágico, sem restrições ou maus-tratos, a Christmasland. Sem dúvida, este está no meu TOP 5 de livros preferidos de 2019. O mês de novembro começou com Neuromancer de William Gibson, cuja versão nacional conheceu o nome Neuromante. É um livro que deixou marca para incontáveis gerações, para tudo o que veio e virá depois dele. Posso dizer sucintamente que é ele que nos apresenta o autor e não o contrário. Mostra-nos William Gibson como o profeta vivo da ficção científica, engendrando no início dos anos 80 tecnologias que ainda hoje estamos longe de reproduzir ou entender, bem como outras, que hoje nos parecem atuais e que absolutamente não eram à época em que o livro foi escrito. O livro em que a trilogia Matrix se inspirou apresenta-nos Case, um hacker que se vê impedido de entrar na matrix depois de ter tentado roubar a sua entidade patronal, até que alguém lhe “bate à porta” com uma proposta… irrecusável. Um livro algo confuso mas que me agradou.

Sem TítuloChegou ao fim Tony Chu: Detective Canibal, a publicação da G Floy Studio com argumento de John Layman e arte de Rob Guillory. Não podia desejar um final melhor para esta série que vim a acompanhar nos últimos anos e pela qual me fui apaixonando gradualmente. Loucos e fora da caixa, estes últimos dois álbuns premeiam os doze volumes que contam as aventuras e desventuras de um detective que deslinda casos ao sorver o sangue das vítimas, tudo isto num mundo em que o consumo de carne de frango pode ser alucinogéna. Tony Chu: Detective Canibal é uma série mais que recomendada. Finalmente decidi-me a ler The Stormlight Archive de Brandon Sanderson em inglês, numa publicação da Tor Books. The Way of Kings, o primeiro volume, foi absolutamente fenomenal. O primeiro livro de uma saga que deve ter dez tijolos a rondar as mil páginas foi uma das maiores surpresas literárias deste ano. Ele acompanha personagens incríveis e verosímeis em comportamento, como os badass Kaladin Stormblessed, Szeth-son-son-Vallano, Dalinar Kholin, Jasnah Kholin ou Shallan Davar, num mundo original repleto de rochas acossado por violentas tempestades. Até agora, eu via Brandon Sanderson como alguém que queria ensinar os outros a escrever quando ele próprio falhava em vários quesitos, mas The Stormlight Archive parece ser o seu melhor trabalho, e ainda estou apenas no início.

Sem TítuloPublicado pela Saída de Emergência em dois volumes, o quarto livro da saga Rainha Vermelha de Victoria Aveyard conheceu a sua conclusão oficial, apesar de se esperar ainda futuramente um livro de contos que mostra o que aconteceu posteriormente às personagens desta saga. Apesar de unir várias nuances já usadas ad nauseam por outros autores, como superpoderes ou intriga medieval, Victoria Aveyard tem muito mérito em conseguir mesclar tudo com verosimilhança. Esta série Rainha Vermelha apresenta-nos uma guerra entre reinos francamente medievais, em que armas de fogo, câmaras de vigilância, motas ou jatos fazem parte do dia-a-dia. A vibe é muito “X-Men em Westeros”, como já referi em recensões anteriores. Apesar de não ter gostado de um ou outro ponto que podia ter sido mais amadurecido pela autora, foi das poucas séries YA que gostei, devido ao ótimo desenvolvimento das personagens. Pela G Floy Studio chegou o nono volume de Saga, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples. O volume 9 assinala vários marcos na edição da série. A space opera chega à metade da publicação e os autores anunciaram que a série teria mais nove volumes para além deste, num total de dezoito, perfazendo assim a mais longa série que Vaughan já escreveu. Para além disso, os autores anunciaram que iam tirar umas férias e, por isso, o lançamento deste volume marca também o momento em que a edição portuguesa alcança a norte-americana. O que é um crime, tendo em conta que este álbum que destaca personagens como Marko, Robot e Vontade termina com um cliffhanger brutal sem misericórdia pelo leitor.

Sem TítuloUma novidade da Bertrand que li antes mesmo de ter chegado a livrarias, Belas Adormecidas é uma experiência a quatro mãos do mestre do terror Stephen King com o seu filho Owen. Ele apresenta uma premissa muito interessante. Em todo o mundo, num futuro próximo, as mulheres ficam envolvidas por casulos assim que adormecem. E não voltam a acordar. Se alguém lhes tocar no casulo, forem incomodadas ou acordadas à força, elas tornam-se verdadeiros assassinos, sem qualquer consciência do que estão realmente a fazer. São dominadas por uma fúria cega até voltarem a dormir. Em pouco tempo, a maior parte da população feminina do mundo adormeceu. Este livro foi uma boa leitura, mas em alguns momentos maçante e sem um pouco do terror que eu esperava. Metade dele é feito de considerações sobre a vida em sociedade, bem pertinentes, a outra metade é feita de tiroteios e a tentativa de ocupar uma prisão. Publicado pela G Floy Studio, com argumento de Brian Azzarello e arte de Eduardo Risso chegou o segundo volume da BD Moonshine. Comboio do Tormento foi a minha leitura da noite de Halloween, uma vez que esta série gráfica fala sobre gangsters e lobisomens, numa perspetiva social bem interessante sobre os anos 1920, em que vigorou a Lei Seca nos Estados Unidos da América. Com um argumento sólido e um traço particular delicioso, continuamos a seguir os passos do gangster conhecido como Torpedo. Pirlo e Delia conseguem escapar num comboio de carga para o Sul, para longe da máfia nova iorquina e dos hillbillies das Montanhas Apalache, mas o protagonista está longe de conseguir encontrar a paz desejada.

Sem TítuloNão consegui deixar de seguir The Stormlight Archive de Brandon Sanderson após o maravilhoso primeiro volume. Também pela Tor Books, o segundo livro intitula-se Words of Radiance e, não sendo tão bom como o primeiro, não deixa de ser bem superior a muito do que se faz por aí em fantasia. Sanderson convida-nos a assistir de camarote ao desenvolvimento de relações e ao estreitar de círculos. Posso dizer que aqui todos os protagonistas se conhecem e é desses cruzamentos, desse desenvolvimento de relações, que muito do livro se faz. É sem dúvida um pouco menos verosímil, com as magias a serem mais utilizadas e a religião a mostrar o seu rosto, mas deixou-me com uma vontade incontrolável de pegar no terceiro volume. Dezembro começou com As Aventuras de Tom Sawyer de Mark Twain. Numa edição da editora Fábula, conheci os icónicos personagens Tom Sawyer e Huckleberry Finn, já tão difundidos pelos media. Fiquei com a sensação de que, se tivesse lido este livro em mais novo, teria apreciado mais. Ou não. Foi uma leitura pouco empolgante, mas melancólica e que soube entreter. Apesar da dureza do cenário, afinal retrata o rescaldo da guerra civil e os tempos da escravatura, Twain consegue transmitir uma imagética feliz das memórias da infância, tempos de inocência e traquinice. É um livro destinado porventura a jovens, mas que só pode ser compreendido e apreciado por adultos, uma vez que são eles quem conseguirão entender na perfeição a repercussão de Tom Sawyer como personagem para a evolução da identidade humana, e como livro, para o seu papel na literatura norte-americana.

Sem TítuloPela Saída de Emergência chegaram-me os dois últimos volumes da saga Acácia de David Anthony Durham. Em A União Sagrada e Vozes da Profecia conhecemos o destino dos irmãos Akaran. O worldbuilding criado pelo autor foi das melhores coisas que esta saga trouxe, mas o desenvolvimento das personagens foi sofrível. Curiosamente, estes dois últimos livros, apesar do deus ex-machina, da falta de verosimilhança e de tudo o mais, foram os mais agradáveis de se ler. Podia ter tido uma conclusão melhor, mas dizer que é uma saga mediana acaba por ser um elogio face ao que nela foi acontecendo. Uma edição Casa das Letras, Kafka à Beira-Mar de Haruki Murakami veio cimentar a impressão que tinha ficado do autor com 1Q84. Apesar de ser um livro diferente, acaba por ser extremamente semelhante na forma deliciosa com que Murakami espelha questões culturais e as mescla com fantasia urbana, sem precisar de explicar grande coisa. Kafka à Beira-Mar é um livro mais envolvente, que apela ao coração e também polémico, devido às questões sexuais exploradas na trama. Mas adorei. Kafka é o protagonista, um rapaz que procura incessantemente a mãe que o abandonou em criança. Nakata é um velhote simplório que consegue falar com gatos. Duas personagens completamente diferentes que vêm o seu destino cruzar-se sem em momento nenhum estarem cara a cara. Um livro para mais tarde recordar.

Sem TítuloPela Levoir chegou os dois últimos volumes da BD Y: O Último Homem de Brian K. Vaughan e Pia Guerra. Mãe Terra e Os Porquês e os Portantos concluem com competência uma série que levei tempo a engrenar. Achei o início da série bem fraco, tendo em conta o pedestal em que a colocavam, mas senti que ela foi melhorando bastante com o amadurecimento das personagens e das relações entre elas. Destaco a qualidade dos diálogos, com um humor agradável, muitas referências musicais e cinematográficas e sobretudo uma arte que, a meu ver, teve os seus momentos melhores e outros piores mas que me agradou, num cômputo geral. Publicada em Portugal em quatro volumes pela Saída de Emergência, a Saga do Império de Raymond E. Feist e Janny Wurts, que pertence ao universo literário de O Mago, foi uma das minhas leituras de dezembro. Gostei bem mais desta série do que da primeira, passada em Midkemia, mas ainda assim senti um distanciamento muito grande das personagens e pouca empatia com elas, para que me agradasse por aí além. Não me caiu no goto, muito por apenas a personagem principal ser apresentada com maior dimensão, e nem ela conseguiu chegar a mim em muitos momentos. Ainda assim, Mara dos Acoma não deixa de ser uma personagem excepcional, que joga o Jogo do Conselho como ninguém. Uma saga importantíssima para quem aprecia jogos de estratégia política.

Sem TítuloPublicado pela G Floy Studio, Deadpool Mata Deadpool de Cullen Bunn e Salva Espín é mais um capítulo na tarefa obsessiva de Deadpool em exterminar universos. Depois de matar o Universo Marvel e os clássicos que os inspiraram, percebe que a sua existência tem de acabar. Mas porque existem Deadpools em todos os universos e o suicídio não basta, ele lança-se numa demanda pessoal para matar todos os Deadpools do universo, convencendo-se que talvez seja ele que esteja a criar todos esses mundos na sua cabeça. O que o obriga a tomar medidas drásticas e matá-los a todos.  Com um final em aberto, Deadpool Mata Deadpool foi mais uma experiência excelente de banda-desenhada, ideal para quem não procura uma trama complexa ou uma linha narrativa mas sobretudo para quem quer descomprimir, ver cabeças a saltar e o mundo a explodir à sua volta. Voltei a ler Agatha Christie, depois de assistir à mini-série de TV Os Crimes do ABC com John Malkovich. A Edição da ASA mostra um Hercule Poirot envolvido num dos casos mais misteriosos por que ele já havia passado: um assassino que lhe envia correspondência a avisá-lo dos crimes que irá cometer. Os Crimes do ABC é um thriller empolgante e emocionante, que nos faz desbravar caminho com uma curiosidade crescente à medida que os eventos se desdobram. Nem sempre conseguimos acompanhar o intelecto retorcido de Poirot, mas a sua perspicácia acaba sempre por sair ao de cima. É mais um livro muito bom de Agatha Christie, que mostra um Poirot já retirado mas com muito potencial para continuar a resolver casos, mais do que os novos inspetores.

Neste momento estou a ler A Canção de Kali de Dan Simmons, mas a sua opinião já sairá no novo ano de 2020. E vocês, o que têm lido?

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