Fala-se de: A Dama e o Vagabundo (2019)


A Dama e o Vagabundo (Lady and the Tramp no original) é a adaptação em live-action do filme de animação da Disney de 1955, baseado na história da revista Cosmopolitan de “Happy Dan, The Cynical Dog” de Ward Greene. O filme foi dirigido por Charlie Bean, a partir do argumento de Andrew Bujalski e Kari Granlund. O filme foi dedicado a Chris Reccardi, um artista de storyboard que morreu em maio de 2019, vítima de ataque cardíaco.

O filme foi lançado a 12 de novembro de 2019, em exclusivo para a plataforma de streaming Disney +, tornando-o o primeiro remake em live-action a não receber um lançamento nas salas de cinema. A Dama e o Vagabundo tem Tessa Thompson (MiB, Thor Ragnarok, Vingadores: Endgame) e Justin Theroux (American Psycho, A Rapariga no Comboio) como protagonistas, oferecendo voz às personagens que dão título à longa-metragem.

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A Dama e o Vagabundo | Fonte: https://www.zimbio.com/Disney%27s+New+%27Lady+And+The+Tramp%27+Is+Better+Than+The+Original

Kiersey Clemons e Thomas Mann dão corpo aos donos de Lady (a Dama), Yvette Nicole Brown é a tia Sarah e os destaques vão ainda para F. Murray Abraham como Tony, o dono do restaurante que oferece a mítica refeição de esparguete aos protagonistas, Sam Eliott dá voz a Trusty, o cão melhor amigo de Lady e Benedict Wong, de Doutor Estranho, dá a voz ao bulldogue Bull. Destaque ainda para Adrian Martinez como Elliot, o caçador de cães do canil municipal.

Dama vive uma vida de sonho com os donos e os cães vizinhos, mas certo dia os donos têm um bebé e a cocker spaniel não percebe nada do que se passa. Rapidamente deixa de ser a prioridade da família, o que faz com que se sinta excluída. A fugir do perseguidor de cães rafeiros, Vagabundo passa pela casa onde vive Dama e ela confunde-o com o seu vizinho Trusty, desabafando através da cerca os seus problemas. Quando ele se revela, adverte-a que, em qualquer família, quando a criança entra, o cão sai.

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Os Dear | Fonte: https://www.polygon.com/reviews/2019/11/12/20961761/lady-and-the-tramp-review-disney-plus-remake

Sem querer acreditar nisso, Dama repele-o e volta para a família, mas um incidente que envolve a tia da sua dona e os seus gatos mesquinhos leva Dama a cair nas ruas, onde tem em Vagabundo o seu melhor – e único – amigo. A partir daí, Dama ver-se-á perante um dilema difícil de resolver. O argumento não traz grandes novidades para com o original de 1955, mas A Dama e o Vagabundo é uma excelente homenagem ao original, e uma adaptação bem fiel.

Não é uma adaptação que me tenha enchido tanto o olho como outros remakes em live-action, como por exemplo Aladino, A Bela e o Monstro ou até mesmo Dumbo, talvez por me parecer um pouco mais low-cost, facto que muito possivelmente se deve a não ser projectado para uma emissão nos cinemas, logo com um retorno financeiro menor. A nível de argumento, porém, é sensivelmente 1h40 a um bom ritmo, muito divertido e emocional, sem tempos mortos.

Os olhos também comem e, a esse nível, penso que não há assim um grande espectáculo ou aliciante visual neste filme. Não há nenhuma adição que me tenha apaixonado. O argumento é bem fiel ao original, daquilo que me recordo. É uma versão mais politicamente correta, com um matrimónio interracial (irrealista para a época que o filme retrata) e com a omissão de que os terríveis gatos siameses sejam de origens chinesas. O que é algo a lamentar.

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A Dama e o Vagabundo | Fonte: https://www.justwatch.com/us/movie/lady-and-the-tramp-2019

No entanto, e apesar de perder alguma magia face à animação, foi um filme que quase me fez chorar. A expressividade dos animais, muito bem treinados por sinal, bem como os seus dramas e dilemas, fazem apertar o coração de qualquer um e deixam de forma bem conseguida um sinal de alerta para com os maus-tratos e abandono aos animais. A Dama e o Vagabundo é um filme para emocionar pessoas de todas as idades, e para  fazer lembrar aos humanos que os animais também fazem parte da família.

Nunca apreciei filmes que misturem pessoas com animais que falam, sinceramente. Mas Disney é Disney e, mais uma vez, consegue chegar-me ao coração com mais um trabalho que nos remete a memórias de infância. A Dama e o Vagabundo é um grande clássico para toda a família e, embora considere a animação melhor, este live-action é mais um indispensável da marca, mais uma produção que, onde quer que estejamos, nos faz sentir em casa.

Avaliação: 6/10

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