Fala-se de: Vikings T6


A sexta temporada de Vikings termina esta saga que conquistou milhares de fãs em todo o mundo. Desta feita, o detalhe estético desliza para segundo plano, abrindo espaço à reflexão e ao debate moral. Afinal, tudo termina, não só na série como na vida, e cada personagem precisa conhecer qual o seu lugar no mundo e o papel a desempenhar antes de abandonar o palco. Nesse sentido, o último arco amarrou de forma consistente a vida fictícia ou não destas personagens, com uma toada filosófica de encontro ao pouco que a História tem a dizer sobre estas lendas que um dia foram vivas.

Pessoalmente, foi uma temporada que me arrebatou exatamente por ser a sua conclusão. Não teve as melhores batalhas nem os melhores diálogos, outras temporadas foram efectivamente melhores, mas a melancolia e a sensação de adeus culminou numa sequência de fins emocionantes, impossíveis de deixar indiferente quem acompanha a série desde o primeiro minuto. Por isso, o balanço final é muito positivo. É daquelas séries que qualquer amante de guerra, dramas familiares e história não pode perder.

Seis meses após a batalha de Kattegat, Bjorn (Alexander Ludwig) é agora rei. Enquanto se esforça para lidar com as responsabilidades da realeza, descobre que não pode confiar em ninguém, nem na própria mãe. Lagertha (Katheryn Winnick), goste-se ou não do seu desfecho, encheu o ecrã de cada vez que aparecia. Nesta última temporada encontramo-la enfranquecida, desejosa de assentar e deixar de lado as armas, ainda que a guerra venha ao seu encontro como um imã. O seu destino fica também ligado ao de Gunnhild, a esposa de Bjorn interpretada pela nadadora olímpica Ragga Ragnars, que terá de dividir o esposo com uma escrava, Ingrid (Lucy Martin).

Por sua vez, Ivar (Alex Høgh) cai nas mãos dos Kievan Rus e do príncipe Oleg (Danila Kozlovsky), um governante cruel e imprevisível. Se, por um lado, testemunhamos a ascensão de Bjorn até ser ultrapassado na votação para governar a Noruega unificada, devido a uma armadilha de Harald Cabelos Belos (Peter Franzen), por outro acompanhamos um Ivar mais humano, que mesmo com a sua agenda própria em mente acaba por se afeiçoar a um menino e ver a sua esposa morta no rosto da esposa do seu grande aliado.

Ubbe (Jordan Patrick Smith) e Torvi (Georgia Hirst, filha do criador da série) têm um papel preponderante na série. Apesar de passarem ao lado dos principais acontecimentos, eles são o elo de ligação entre o espectador e as maiores lendas da história. Claro está que, na fase final, também encetam a sua jornada pessoal, com um papel preponderante no que seria o futuro do mundo e a expansão territorial. O meu destaque vai sobretudo para o sofrimento que passam e que faz a sua ligação ficar cada vez mais forte; são muitas as perdas que o casal precisa enfrentar ao longo deste último ano.

Gostei de ver várias adições interessantes ao elenco nesta última temporada. O conhecido actor Ray Stevenson entra no elenco como Othere, que levantou várias teorias de fãs que acreditam tratar-se de uma personagem presumivelmente morta lá no começo da série, ou mesmo de uma forma sobrenatural de Floki (Gustaf Skarsgård). Danila Kozlovsky de Vampire Academy apresenta-se como um vilão sádico e instável e Eric Johnson da saga Cinquenta Sombras como um traficante de escravos imprevisível, difícil de saber de que lado se encontra.

Criado por Michael Hirst, o drama histórico Vikings estreou no History Channel em 2013 e foi originalmente planeado para ser uma minissérie. No entanto, foi rapidamente renovada para uma segunda temporada, devido a positiva resposta dos fãs. Assim, pudemos acompanhar mais da saga de Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel), Rollo (Clive Standen), Lagertha, Bjorn e muitas outras personagens.

Em 4 de janeiro de 2019, foi anunciado que a sexta temporada seria a última temporada da série, com um total de 20 episódios, cujo ultimo episódio ficou disponível a 30 de dezembro de 2020 na Amazon Prime. Uma co-produção irlandesa-canadense, Vikings foi desenvolvida e produzida pela Octagon Films e pela Take 5 Productions. Michael Hirst, Morgan O’Sullivan, John Weber, Sherry Marsh, Alan Gasmer, James Flynn e Sheila Hockin foram creditados como produtores executivos.

Avaliação: 8/10

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