Fala-se de: The Last Kingdom T1


Produzida inicialmente pela BBC America para a BBC Two e, desde 2018, para a Netflix, The Last Kingdom é uma série de TV britânica baseada na série literária As Crónicas Saxónicas de Bernard Cornwell. A primeira temporada estreou em 2015, adaptando os dois primeiros livros, O Último Reino e O Cavaleiro da Morte. Os oito episódios contêm episódios dirigidos por Nick Murphy, Anthony Byrne, Ben Chanan e Peter Hoar.

Comecei a assistir esta série depois de ler já nove livros da saga literária e logo após ver a última temporada de Vikings, do canal History. O meu nível de exigência estava pois muito lá em cima, uma vez que seria difícil igualar a qualidade tanto da obra literária de Cornwell como da produção criada por Michael Hirst. De facto, nenhum dos episódios desta série conseguiu igualar as emoções que tive com qualquer uma das outras experiências. Ainda assim, não posso dizer que tenha sido uma desilusão.

The Last Kingdom cumpre aquilo que promete. Através de boas interpretações e de um ritmo elevado (foi uma boa aposta adaptar dois livros em cada temporada) a série acompanha o protagonista fictício Uthred de Bebbanburg e coloca-o no centro de uma luta bem real, a da formação de Inglaterra e os conflitos entre saxões e dinamarqueses, ao mesmo tempo que enfrenta uma jornada pessoal, a de tentar recuperar as terras que são dele por direito, a icónica Bebbanburg.

Decorre o ano de 866, e a grande armada pagã chega à Bretanha para redefinir as relações entre os viquingues e os anglo-saxões. A série ocupa-se bastante da resistência do reino do Wessex face às incursões dinamarquesas no sul de Inglaterra. Ainda que a primeira temporada decorra entre o ano de 866 e o de 878, as diferenças que ocorrem no protagonista intepretado por Alexander Dreymon são sobretudo ao nível de prioridades.

Uthred nasce saxão, mas depois de ver o pai assassinado é sequestrado pelos bárbaros dinamarqueses, que se preparam para o entregar ao tio a troco de uma quantia avultada. Mas o Padre Beocca (Ian Hart) alerta-o de que o tio o pretende assassinar e o convence a fugir. Mas Ragnar (Peter Gantzler) decide ficar com o rapaz e educa-o, bem como a Brida (Emily Cox), outra das crianças feitas reféns, como protegidos. Assim, o jovem Uthred é educado nas tradições viquingues e aprende a amar os seus deuses.

Um evento que irá influenciar o futuro de todos é quando a filha de Ragnar, Thyra (Julia Bache-Wiig) é vítima da crueldade de Sven (Ole Christopher Ertvaag) que a quer ver nua, e o jovem Uthred defende-a e denuncia-o a Ragnar. O earl decide então ir a casa do pai de Sven, o vingativo Kjartan (Alexandre Willaume) e esmaga um olho ao menino. Anos mais tarde, Kjartan manda incendiar a casa de Ragnar, matando toda a família, com excepção de Thyra, a quem faz escrava, de Uthred e Brida, que se encontravam a namorar no bosque.

Rutger Hauer participou no primeiro episódio como Ravn | Fonte: https://www.bbcamerica.com/shows/the-last-kingdom/cast-crew/ravn

Sozinhos e sem poder fazer nada para vingar a morte dos seus ente-queridos, Uthred e Brida decidem procurar Ubba (Rune Temte), aliado de Ragnar que os poderá ajudar. Mas Ubba (como grande parte do mundo) está convencido que foi Uthred quem matou os seus amigos dinamarqueses e, junto de Guthred (Thure Lindhardt), procura persegui-lo e matá-lo. As circunstâncias fazem Uthred colocar-se no caminho de Alfredo (David Dawson), a conselho de Beocca, que o aconselha. Ao mesmo tempo que Alfredo se torna rei, uma relação de respeito mútuo cresce entre os dois homens, e Uthred junta-se aos saxões para enfrentar aqueles que cresceu a amar.

Apesar de ter gostado desta primeira temporada, de a julgar bem executada, é difícil chegar ao nível de qualidade de Vikings e é difícil não comparar as duas séries. E, como sempre, depois de lermos os livros, também é raro que as adaptações consigam fazer justiça ao nosso imaginário. Assim sendo, a minha vontade em desbravar esta série não é tão grande quanto sentia antes de a iniciar, mas não deixa de ser uma série imperdível para os fãs do género.

Avaliação: 7/10

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