Estive a Ler: O Garfo, a Bruxa e o Dragão


A montanha tinha muitos nomes.

O TEXTO SEGUINTE ABORDA O LIVRO O GARFO, A BRUXA E O DRAGÃO

Christopher Paolini nasceu no Sul da Califórnia e viveu a maior parte da sua vida em Paradise Valley, no Montana, com os pais e a irmã mais nova, Angela. Foi a sua paixão pela fantasia e a beleza natural do Montana que inspiraram o fantástico cenário de Eragon, o primeiro livro do Ciclo da Herança. Tinha quinze anos quando escreveu a primeira versão de Eragon, que acabou por ser publicado em 2003, transformando-se de imediato num sucesso mundial. Seguiu-se Eldest, o segundo capítulo do Ciclo que acompanha Eragon e o dragão Saphira, e depois Brisingr e Herança.

Artista talentoso, Christopher desenhou também as ilustrações dos livros. Nos seus tempos livres gosta de afiar facas, entreter-se com videojogos, levantar coisas pesadas, e procurar exemplares perfeitos de cadernos com capa em pele. Muitos anos após o Ciclo da Herança, Paolini regressa com uma série de histórias passadas no mesmo universo. O Garfo, a Bruxa e o Dragão foi publicado pelas Edições ASA, com tradução de Sofia Ribeiro e um total de 304 páginas.

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Saphira no filme Eragon | Fonte: https://gfycat.com/discover/eragon-gifs

O Garfo, a Bruxa e o Dragão é um regresso a Alagaësia, o mundo em que ocorre Eragon e as suas sequências. Se o Ciclo da Herança me agradou, apesar da franca imaturidade de Christopher Paolini na escrita e parca inventividade na narrativa, as minhas expectativas para com este livro eram algumas, uma vez que o autor cresceu e teve muito tempo para amadurecer.

O Garfo, a Bruxa e o Dragão foi uma leitura fácil, mas insatisfatória.

Acabei por notar alguma evolução ao nível da escrita, mas nada que me tivesse surpreendido. Por sua vez, o enredo deste livro passou-me completamente ao lado, não me empolgando minimamente. Se o regresso de Eragon e Saphira me podia mexer com as emoções, tal não aconteceu. Este é um livro tranquilo, um contar de histórias e de tradições que nos leva a conhecer mais sobre os povos de Alagaësia, mas só.

O volume traz-nos outros velhos conhecidos, como Murtagh e a misteriosa Angela, que deixa aqui novos mistérios. A trama ocorre um ano depois de Eragon partir em busca do lugar perfeito para treinar uma nova geração de Cavaleiros do Dragão. Depara-se então com inúmeras tarefas, todas elas bastante desafiantes. Passam elas por construir a Fortaleza do Dragão, entender-se com os fornecedores, cuidar dos ovos de dragão e lidar tanto com os aguerridos Urgals como com os arrogantes elfos.

Isto até ao momento em que uma visão dos Eldunarí, visitantes inesperados, e uma lenda Urgal trazem uma necessária distração e um novo desafio. O livro traz três histórias originais que decorrem em Alagaësia, a par com o desenrolar da aventura de Eragon, bem como um excerto das memórias da inesquecível bruxa e adivinha Angela, a herbalista, escrito por Ângela Paolini, irmã do autor e a mulher que serviu de inspiração à personagem.

Através dos ouvidos de Eragon, o conto mais interessante da narrativa coloca-nos na pele da lendária guerreira Kull Ilgra, que emerge-nos na sua estratégia contra um dragão. No original The Fork, the Witch and the Worm: Eragon, trata-se do primeiro volume de histórias chamadas de Tales from Alagaësia.

Pessoalmente, não me impressionou e penso que o ponto forte da saga era o seu enredo e ritmo, pelo que o autor não se deve limitar a explorar esse universo pobre através das suas mitologias e lendas, mas sim procurar novos universos em que possa trazer o melhor da sua obra. O Garfo, a Bruxa e o Dragão foi uma leitura fácil, mas insatisfatória.

Avaliação: 4/10

Histórias de Alagaësia (Edições Asa]

#1 Eragon

6 comentários em “Estive a Ler: O Garfo, a Bruxa e o Dragão

  1. Li esta série quando era garota e mesmo nessa altura nunca me encantou. Às vezes olho para os livros na estante e penso em reler mas, honestamente, acho que nunca vai acontecer. Praticamente não vi ninguém recomendar este livro e por isso também não tenho interesse em ler. Talvez um dia leia outros registos do autor, mas não tenho vontade de voltar a Alagaesia 🙂

    1. Acho que tens razão em não ter vontade. 😀 😀

  2. Viva amigo Nuno,

    Espero que esteja tudo bem por esses lados em especial a nível de saúde maldito Covid, mas vamos acreditar que tudo vai melhorar 🙂

    Eu inicialmente até gostava desta serie mas julgo nem ter lido o final da serie e nem sabia que havia continuação. Pena não haver grandes melhorias mas pronto acabaste por ler e matar a curiosidade.

    Abraço, boas leituras e tudo a correr bem

    1. Boas companheiro.

      Temos de pôr a conversa em dia.

      A saga em si tem certos problemas relacionados com a imaturidade do autor. Mas gostei qb. Este livro agora não acrescenta nada. 🙈

      Forte abraço.

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