Estive a Ler: Stumptown #3, Criminal #4 e One-Punch Man #12


“Ele diz que um homem com uma criança atrái menos atenção…”, Criminal #4

O TEXTO SEGUINTE ABORDA O TERCEIRO VOLUME DE STUMPTOWN, O QUARTO DE CRIMINAL E O DÉCIMO SEGUNDO DO MANGÁ ONE-PUNCH MAN (FORMATO BD)

O Caso do Rei de Paus reúne o terceiro número de Stumptown, a série aclamada pela crítica, de Greg Rucka, vencedor do Prémio Eisner, e do novo artista da série Justin Greenwood (The Fuse, Image Comics). Dex Parios, detective privada e proprietária da Stumptown Investigations está de volta à acção mas desta vez, é pessoal. Quando um dos seus amigos mais próximos é espancado depois de um jogo dos Portland Timbers, Dex está determinada a encontrar os responsáveis pelo ataque, não importa quem se intrometa no seu caminho. Com a ajuda de CK Banes, uma detective privada de Seattle, Dex pode ter apenas uma oportunidade de apanhar os agressores sem infringir demasiadas leis e regras pessoais.

Greg Rucka é um escritor famoso de romances policiais e argumentista de banda desenhada. É fã de comics desde a mais tenra idade, e depois de ter trabalhado em inúmeros empregos de todo o género, atingiu o sucesso com a sua série de romances policiais protagonizados por Atticus Kodiak, um guarda-costas que acaba invariavelmente a resolver crimes, e de que escreveu até à data sete volumes. Rucka lançou-se nos comics em 1998 com Whiteout, um policial passado numa base perdida da Antártida (com arte de Steve Lieber), mais tarde adaptado ao cinema.

Fonte: G Floy

Ao longo da década seguinte, Rucka trabalhou sobretudo para a DC Comics, assinando fases aclamadas da Mulher Maravilha ou da revista Detective Comics, para além da série Gotham Central (coescrita com Ed Brubaker), uma das suas séries mais conhecidas. Nesses anos assinou também uma sequela de Whiteout, bem como as séries Queen & Country e Stumptown, sempre na Oni Press, que na altura editava os seus livros independentes. Mais recentemente, tendo continuado a escrever para a DC Comics (regressando há poucos anos à Mulher-Maravilha, por exemplo), Rucka tem também lançado várias séries suas na Image: LazarusBlack Magick e Old Guard.

Justin Greenwood é um artista de banda desenhada da Bay Area, mais conhecido pelo seu trabalho em séries de criadores como The Fuse, Stumptown, Stringers, Wasteland e Ressurection. Quando não está a desenhar, ele pode ser encontrado a correr ao redor de East Bay com a sua esposa Melissa e os seus dois selvagens, rastreando produtos incomuns e um ocasional jogo de cartas com igual vigor.

Opinião: “O Caso do Rei de Paus” é o terceiro volume da série Stumptown de Greg Rucka. A partir deste volume, Justin Greenwood passou a ser o ilustrador, substituindo Matthew Southworth que havia ilustrado os dois primeiros. Mais uma genial publicação da G Floy Studio, este álbum volta a mostrar Dex Parios na sua melhor forma, aqui envolvida sentimentalmente num enigma doloroso. Senti-me mais ligado a este álbum do que aos anteriores, também já me habituei à “cena” de Rucka e fiquei mais satisfeito do que com os anteriores.

Avaliação: 7/10

Fonte: G Floy

Teeg Lawless é uma das personagens mais imorais e violentas deste universo criminoso e regressa em duas histórias que nos transportam para questões como as expectativas – as de um filho para com o pai ou um criminoso para os chefes – neste quarto volume de Criminal, que abre sob o signo… da banda desenhada, apenas para fechar com uma convenção de comics!

Em “Altura Errada”, Teeg está na prisão, em 1976, preso por um pequeno delito, e não por um dos seus crimes a que foi condenado, mas alguém pagou para ele ser assassinado, e um mês transforma-se numa luta pela sobrevivência. Em ” Lugar Errado”, viajamos até ao ano de 1972, quando Teeg leva o seu filho de doze anos, Tracy, numa road trip de vingança e morte que o marcará para sempre.

Finalmente, saltamos para os anos 90 e reencontramos Jacob, o cartunista e criador de Frank Kafka. Ele vai ter de acompanhar o seu ídolo, o lendário artista Hal Crane, num “Fim de Semana Mau”, durante uma convenção de comics, apenas para descobrir que dois dias são suficientes para uma espiral de assaltos, roubo e falsificação.

Fonte: G Floy

Ed Brubaker venceu cinco vezes os prémios Eisner e Harvey para Melhor Escritor. O seu trabalho com Sean Phillips em SleeperCriminalFatale, IncognitoKill or Be Killed e The Fade Out: Crepúsculo em Hollywood (que venceu um Galardão BD do Comic Con Portugal) foi traduzido em todo o mundo, com grande sucesso crítico e comercial. Vive atualmente em Los Angeles com a sua mulher, onde trabalha em comics, filmes e televisão e, mais recentemente, na série da HBO Westworld e na série Too Old to Die Young, que cocriou com Nicolas Winding Refn.

Sean Phillips desenha comics profissionalmente desde os seus quinze anos, tendo vencido vários Eisner e trabalhado para a maioria das grandes editoras. Depois de ter desenhado séries como SleeperHellblazerBatmanX-MenMarvel Zombies e The Dark Tower de Stephen King, tem-se concentrado em séries de criação pessoal sua, como CriminalIncognitoFatale e Seven Psychopats, entre outras. Sean Phillips vive no Reino Unido com a sua mulher e três filhos.

Opinião: Criminal é um prato cheio de emoção, violência e criminalidade. A banda desenhada de Ed Brubaker e Sean Phillips publicada em Portugal pela G Floy Studio continua a sua senda de corrupção. Apesar de ser mais adepto da qualidade gráfica e dos diálogos do que das histórias em si apresentadas nesta série, este volume acabou por ser algo divertido, ao ler bandas-desenhadas de fantasia e de terror pelos olhos das personagens de Criminal. O arco de Teeg Lawless na prisão foi o meu preferido das três histórias apresentadas.

Avaliação: 8/10

Durante o torneio de artes marciais, um grande número de monstros testa os limites dos heróis que defendem a cidade Z! Inconsciente do que se passa fora do estádio, Saitama prepara-se para a partida contra Bakuzan!

ONE é o pseudónimo do argumentista que iniciou a publicação de ONE-PUNCH MAN na internet em 2009. Em junho de 2012, a série tinha mais de 10 milhões de hits. Começou a ser publicada em volumes, a partir de 2014. É também autor de Mob Psycho 100 e Makai no Ossan, entre outros.

Yusuke Murata (desenho) é mais conhecido pelo seu trabalho em Eyeshield 21. Ganhou o 122.º Prémio Hop Step com Partner, em 1995; e ficou em 2.º lugar com Samui Hanashi, em 1998. Iniciou a colaboração em ONE-PUNCH MAN, em 2012, redesenhando a série para a Young Jump Web Comics.

Opinião: O décimo segundo álbum do mangá One-Punch Man, com argumento de One e arte de Yusuke Murata, editado em Portugal pela Devir, trouxe novos desenvolvimentos nomeadamente no que diz respeito aos preparativos de Saitama para o embate com Bakuzan. Os adversários mostram-se cada vez mais fortes e o nosso protagonista não parece propriamente empenhado em arregaçar as mangas. Pareceu-me mais um volume de show-off, sem grande conteúdo.

Avaliação: 5/10

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