Estive a Ler: New X-Men #4, Ascender #1, Death Note Black Edition #1 e #2 e Fahrenheit 451


Professor? Desculpe ter abandonado os X-Men! Eu depois explico.

O TEXTO SEGUINTE ABORDA OS LIVROS “PLANETA X” (NEW X-MEN #4], “A GALÁXIA ASSOMBRADA” [ASCENDER #1], DEATH NOTE BLACK EDITION #1 E #2 E FAHRENHEIT 451 (FORMATO BD)

O final épico da saga criada por Grant Morrison!

O enfant terrible escocês, argumentista de obras como Batman: Asilo Arkham, Animal Man, We3 ou All Star Superman, revolucionou os Filhos do Átomo no século XXI, arrancando com um ataque devastador a Genosha, a ilha destinada aos mutantes, mero ponto de partida para um épico vertiginoso e arrebatador. A G Floy Studio tem o prazer de apresentar o quarto e último volume da saga nomeada para os Prémios Eisner, incluindo a conclusão inédita em Portugal, ilustrada pelos bem conhecidos Phil Jimenez (Mulher Maravilha, The Invisibles) e Marc Silvestri (Uncanny X-Men, Darkness).

A história dos X-Men mistura-se com a do seu arqui-inimigo, o terrorista mutante conhecido como Magneto, o Mestre do Magnetismo, feroz opositor do ideal de coexistência pacífica entre mutantes e humanos preconizado pelo Professor Xavier. Quando tudo parecia indicar que Magneto tinha finalmente encontrado o seu fim, eis que este regressa das sombras com o plano definitivo de extermínio da raça humana, e caberá mais uma vez aos X-Men contrariar os desígnios da sua eterna Némesis.

Fonte: G Floy

Porém, num aparente epílogo, 150 anos no futuro, uma ameaça ainda maior faz perigar não só a existência dos mutantes, mas de toda a vida senciente e do próprio Universo. Qual será o papel da Fénix renascida, e que repercussões se farão sentir no presente dos X- Men e de toda a humanidade? Este é o quarto e último volume que colecta toda a fase escrita por Grant Morrison, em edições de luxo de capa dura e formato prestige.

Os Novos X-Men foi uma das sequências mais inovadoras na história dos X-Men, de uma forma que nunca mais foi replicada. A série renovou quase tudo sobre a equipa dos super-heróis mutantes mais famosos da Marvel, desde os seus uniformes até seu status público, e introduziu uma série de novas ideias que a franquia explorou a partir de então.

Opinião: Planeta X é a conclusão deste arco de história dos X-Men escrito por Grant Morrison e publicado em Portugal pela G Floy Studio. Neste último volume, a ilustração fica a cargo de Phil Jimenez e Marc Silvestri e posso dizer que a arte é absolutamente incrível e o que mais me arrebatou, ainda que o argumento de Morrison tenha sido bastante inventivo e arrebatador.

Avaliação: 8/10

Fonte: G Floy

Passou-se uma década desde os eventos da série Descender. Tudo mudou desde então. A magia destronou as máquinas, e as regras são agora bem diferentes. Mila, a filha de Andy e Effie, passa os dias a explorar as florestas do planeta Sampson, tentando manter-se a salvo dos discípulos malignos da toda-poderosa bruxa vampira conhecida como Mãe. Mas, tal como os pais, Mila não joga segundo as regras, e, assim que surge um certo amigo robótico do pai dela, tudo acaba virado do avesso.

Jeff Lemire é um autor best-seller do New York Times, que construiu uma carreira como argumentista e ilustrador de bandas desenhadas de sucesso como Essex County, The Underwater Welder, Sweet Tooth, Trillium e Roughneck, e como um dos populares argumentistas de comics das grandes editoras americanas, como Extraordinary X-Men, Green Arrow, Animal Man ou Hawkeye, para a Marvel e DC Comics. Jeff Lemire ganhou em 2008 e 2013 o Shuster Award for Best Canadian Cartoonist, que premeia o melhor artista de BD canadiano.

Fonte: G Floy

Recebeu também o Doug Wright Award for Best Emerging Talent e o Alex Award, atribuído pela American Library Association, que reconhece os melhores livros para adultos que apelem também a adolescentes. Venceu por duas vezes o prémio Eisner para Melhor Nova Série, em 2017 com a sua série de super-heróis Black Hammer e, em 2019, com a série de terror Gideon Falls. Em 2010, a BD Essex County foi a primeira banda desenhada a ser incluída no concurso Canada Reads, e chegou ao top cinco, vencendo a Escolha do Público dos Romances Canadianos Essenciais da Década. Essex County está atualmente a ser desenvolvida como uma série de TV para a CBC, com Jeff Lemire como produtor executivo. Jeff Lemire vive em Toronto com a sua mulher e filho.

Dustin Nguyen é outro artista de comics best-seller dos EUA, conhecido por obras como Wildcats version 3.0, The Authority Revolution, Batman, Superman/Batman, Detective Comics, Batgirl e Batman: Streets of Gotham. Também foi coargumentista (e desenhador) de Justice League Beyond, ilustrou o volume American Vampire: Lord of Nightmares, em colaboração com o escritor Scott Snyder, e foi cocriador da série juvenil da DC Batman: Lil’Gotham, que ele próprio escreveu com Derek Fridolfs.

Fonte: G Floy

Para além de ter ilustrado quase todas as capas das suas próprias bandas desenhadas, , é um dos mais requisitados artistas atuais de capas para as grandes editoras americanas, como DC, Marvel, Dark Horse, Boom, IDW e Image Comics, podendo a sua arte ser vista, por exemplo, em capas de Batman BeyondBatgirlJustice League: Generation LostSupernatural e Friday the 13th. Com Descender, a BD de que é cocriador em conjunto com Jeff Lemire, publicado pela Image Comics, Dustin Nguyen venceu por duas vezes o Prémio Eisner para Melhor Arte Pintada (em 2015 e 2019). Presentemente, desenha também Ascender, a sua sequela. Para além dos comics, Dustin também trabalha por vezes como artista conceptual para brinquedos e produtos de consumo vários, jogos e animação. Gosta de dormir, de conduzir, e de desenhar coisas que aprecia.

Opinião: Também pela G Floy li o primeiro volume de Ascender, A Galáxia Assombrada, com argumento de Jeff Lemire e arte de Dustin Nguyen. Trata-se de uma sequência da série Descender, dos mesmos autores, cujos eventos ocorrem uma década após o termo da mesma. Mila é uma protagonista carismática, filha de duas das personagens que mais me apaixonaram na série original; mas há outros. Ascender traz o melhor que Descender ofereceu, agora num mundo mais fantasioso e menos voltado para a ficção científica.

Avaliação: 9/10

Fonte: G Floy

Vol. 1: Light Yagami é um excelente estudante, com ótimas perspetivas de futuro, mas sente-se extremamente aborrecido… até encontrar um Death Note, o caderno que um Shinigami – um dos lendários Deuses da Morte – deixa cair na Terra… de propósito.

Vol. 2: Uma emergência familiar vem exigir a atenção de Light, que decide não perder a calma sob a apertada vigilância de L mas, embora Light não esteja a usar o Death Note nesta altura, alguém está!
Com o aparecimento de outro Kira, L pede a Light que se junte à equipa de investigação, para tentar aproximar-se da sua presa. Light aproveita os recursos da equipa para entrar em contacto com o novo Kira e descobre que este não é quem ele esperava.

Tsugumi Ohba nasceu em Tóquio, no Japão. O seu passatempo é colecionar chávenas de chá. Passa os dias e as noites a imaginar enredos para mangas, enquanto segura os joelhos apertados, sentado numa cadeira. Para além de Death Note, é igualmente o autor de Bakuman e Platinum End, séries publicadas na Weekly Shonen Jump.

Takeshi Obata nasceu em 1969 em Niigata, no Japão, sendo o artista responsável pelo extremamente popular manga da Shonen Jump Hikaru no Go, que ganhou o prémio cultural Tezuka Osamu na categoria Shinsei (“Revelação”), em 2003, o prémio de Manga da Shogakukan, em 2000 e Eagle Award. Obata é igualmente o artista dos mangas All You Need Is KillDeath NotePlatinum EndBakuman, entre outros.

Opinião: Death Note, o mangá com argumento de Tsugumi Ohba e ilustrações de Takeshi Obata, foi publicado numa black edition pela Devir. Estes dois primeiros volumes incluem os 34 primeiros números do mangá. Sempre tinha tido muita curiosidade sobre esta obra e penso que cheguei a ver alguns episódios do anime homónimo. Se ignorarmos alguns diálogos mais juvenis, sobretudo no início da história, é um produto de qualidade, com bastante mistério e enigmas, para além de ocasionais volte-faces que transformam a premissa mais fantasiosa num suspense com toques de policial.

Avaliação: 7/10

A adaptação autorizada, com introdução de Ray Bradbury.

«Na versão definitiva do romance, que é a aqui ilustrada, tornei a chamar ao palco todas as minhas personagens e a passá-las pela máquina de escrever, deixando que os meus dedos contassem as histórias e trouxessem à luz os fantasmas de outros contos e de outros tempos.» – do Prefácio de Ray Bradbury.

Ray Douglas Bradbury nasceu a 22 de agosto de 1920, em Waukegan, no Ilinóis, nos EUA, tendo falecido em junho de 2012, em Los Angeles. Bradbury começou a escrever muito novo, passando, na adolescência, muito tempo a ler na biblioteca da sua cidade natal. Aos dezassete anos, publicou a sua primeira narrativa de ficção científica na revista Imagination!. Após concluir os estudos secundários em Los Angeles, decidiu não frequentar a universidade. Em vez disso, vendeu jornais nas ruas, continuando a ler nas bibliotecas e a publicar contos de ficção científica. Em novembro de 1941, publicou Pêndulo, o primeiro trabalho que lhe foi pago.

Fonte: Relógio D’Água

Em 1942, era já escritor a tempo inteiro, tendo o seu primeiro livro, Dark Carnival, uma antologia de contos, sido publicado em 1947. Ray Bradbury tornou-se particularmente conhecido por Crónicas Marcianas, escrito em 1950, e sobretudo por Fahrenheit 451, um romance distópico saído em 1953. Além de ficção científica, frequentou ainda outros géneros, escrevendo vários argumentos televisivos e cinematográficos. O The New York Times considerou que Bradbury foi “o escritor que mais contribuiu para levar a moderna ficção científica ao mainstream literário”.

Tim Hamilton tem colaborado artisticamente com a New York Times Book Review, a Cicada, a King Features, a Boom! Studios, a Mad, a DC Comics, a Dark Horse Comics, a Toybiz e a Nickelodeon Magazine. É também membro fundador do coletivo de banda desenhada online activatecomix.com, onde serializou as suas histórias Pet Sitter e Adventures of the Floating Elephant. Adaptou em 2005 A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson a romance gráfico.

Opinião: A Relógio D’Água editou o mês de maio a adaptação do clássico Fahrenheit 451 por Tim Hamilton, publicada originalmente em 2009 com a aprovação do autor, Ray Bradbury, que inclusive escreveu o prefácio à obra. Ainda que não tenha ficado fã do ilustrador, ele consegue captar na perfeição a essência do livro e os vários escritores que deram o seu cunho à adaptação foram também eficazes, ainda que a BD não substitua, de forma nenhuma, a experiência do livro original.

Avaliação: 7/10

2 comentários em “Estive a Ler: New X-Men #4, Ascender #1, Death Note Black Edition #1 e #2 e Fahrenheit 451

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