Estive a Ler: Moonshine #3, Faithless #2, Stumptown #4 e The Promised Neverland #8


“Sonhei, embora mal tenha dormido.” Moonshine #3

O TEXTO SEGUINTE ABORDA OS LIVROS “QUERER A LUA”, TERCEIRO VOLUME DE MOONSHINE, O SEGUNDO VOLUME DE FAITHLESS, O QUARTO VOLUME DE STUMPTOWN E “JOGOS PROIBIDOS”, OITAVO VOLUME DE THE PROMISED NEVERLAND

Delia, a amante do gângster Lou Pirlo, parte numa demanda para o libertar da sua maldição licantrópica. Para esse efeito, pede ajuda a duas bruxas, que lhe cobrarão um preço bem elevado, mas Lou é um homem cheio de recursos e está disposto a fazer o que for preciso para pagar. No entanto, quando já nem alma se tem para vender, coisas más tendem a acontecer.

Dos antros sórdidos de Nova Orleães aos mais tenebrosos pântanos do bayou, este novo volume de Moonshine está recheado de acção policial sobrenatural!

Brian Azzarello é um um dos mais conhecidos argumentistas dos comics americanos. A sua carreira iniciou-se na Vertigo, e um dos seus primeiros sucessos foi Johnny Double, que marcou também a sua primeira colaboração com Eduardo Risso, e que levaria pouco tempo depois ao lançamento de 100 Balas, talvez a mais conhecida obra desta dupla. Depois de muitos anos de trabalhos diversos para as principais editoras americanas, DC e Marvel, notabilizou-se entre 2015 e 2017 pela sua colaboração com Frank Miller em Batman – O Cavaleiro das Trevas III: Raça Suprema, a terceira parte da (atualmente) tetralogia de O Regresso do Cavaleiro das Trevas.

Fonte: G Floy

Eduardo Risso construiu uma longa carreira de sucesso na sua Argentina natal e na Europa, com destaque para os mercados italiano e espanhol, mas depois de ter ilustrado Johnny Double para Azzarello, o bom entendimento entre ambos levou a que iniciassem a série 100 Balas, que os propulsou para o estrelato dos comics. Ao longo dos anos colaborou extensamente com Azzarello, embora tenha também assinado álbuns para outros escritores, de que um exemplo é Wolverine: Logan, publicado pela G. Floy, com argumento de Brian K. Vaughan. Em 2018, Risso desenhou também o primeiro álbum de Torpedo em quase quinze anos. Na série Moonshine, assina também as cores.

Opinião: A G Floy voltou a publicar Moonshine em Portugal; nos últimos anos tornou-se a minha leitura de Halloween, mas o verão também casa muitíssimo bem com esta história de gangsters e lobisomens com argumento de Brian Azzarello e ilustrações de Eduardo Risso. Este terceiro volume é o meu preferido de todos até ao momento; destaco a personagem Delia, que desenvolve aqui os seus contornos mais místicos, dividida entre as tradições e o amor.

Avaliação: 9/10

Fonte: G Floy

O poder tem um preço. E Faith só agora começou a pagar…

Faith embarca numa viagem ao interior do exclusivo mundo da arte com consequências demoníacas. Depois de embarcar para Turim, o epicentro da magia negra, com os seus amantes Poppy e Louis, enquanto arrisca com novas tintas e novos parceiros, o seu próprio poder começa a mostrar quem ou o que é, e o Diabo estará do seu lado para a conduzir pela mão…

O argumentista e campeão de vendas do New York Times Brian Azzarello (Batman: Maldito, 100 Balas) e a artista María Llovet (Heartbeat, Luna) apresentam-nos o próximo capítulo do seu aclamado tríler erótico, onde Faith desce ao mundo da magia negra e aos recantos ainda mais negros da alma humana.

Fonte: G Floy

María Llovet é uma autora, ilustradora e animadora nascida em Barcelona, mais conhecida pela sua banda desenhada Heart Beat. Ela ilustrou a capa do livro da BD Poppy’s Inferno, bem como a arte da capa do EP A Very Poppy Christmas da cantora Poppy. Luna é uma nova série de BD da Boom!Studios, na qual, além da arte, o argumento também é da sua autoria.

Opinião: Também com argumento de Brian Azzarello e também pela G Floy, desta feita com ilustrações de María Llovet, o segundo volume de Faithless chegou às bancas nacionais. Esta BD ainda provoca sentimentos dúbios dentro de mim. A proposta é agradável e Llovet tem um estilo de desenho que, não sendo dos meus preferidos, é muito particular. Sinceramente, e ainda que seja uma série de pendor erótico, sinto muita falta de um fio narrativo que justifique tantas cenas de sexo gratuito e insano.

Avaliação: 6/10

Fonte: G Floy

A melhor detective privada de Portland – Dex Parios – está de volta, mas desta vez as respostas à altura e um pouco de sorte não são suficientes para resolver outro caso!

Quando Dex aceita garantir a segurança do fornecimento de um tipo extremamente raro de café, não faz ideia de que está a ser seguida pela Má a Barista e por homens ricos, excêntricos e sem escrúpulos, dispostos a tudo para obter os grãos mais cobiçados do mundo. Mas não é tudo! A irmã de Dex chega à cidade, complicando ainda mais a vida pessoal de uma detective tensa…

“As melhores histórias de detectives privados têm sempre duas coisas: um protagonista cativante e memorável e um ambiente vívido, palpitante e vibrante. O local é tão importante quanto a personagem. Por exemplo, Marlowe e a Los Angeles manchada de batom depois da II Guerra Mundial. Matt Scudder e a Nova Iorque violenta e perigosa. Tess Monaghan e as esquinas peculiares da mortífera Baltimore. São mundos por si mesmos, locais que nós, enquanto leitores, queremos explorar através dos olhos de personagens humanas e falíveis com quem nos preocupamos e com quem gritamos. Não é fácil de conseguir. Foi por isso que quase me senti enganado quando abri a minha cópia do primeiro número de Stumptown. Algumas coisas são boas demais para ser verdade, certo?” – Alex Segura (do prefácio)

Greg Rucka é um escritor famoso de romances policiais e argumentista de banda desenhada. É fã de comics desde a mais tenra idade, e depois de ter trabalhado em inúmeros empregos de todo o género, atingiu o sucesso com a sua série de romances policiais protagonizados por Atticus Kodiak, um guarda-costas que acaba invariavelmente a resolver crimes, e de que escreveu até à data sete volumes. Rucka lançou-se nos comics em 1998 com Whiteout, um policial passado numa base perdida da Antártida (com arte de Steve Lieber), mais tarde adaptado ao cinema.

Fonte: G Floy

Ao longo da década seguinte, Rucka trabalhou sobretudo para a DC Comics, assinando fases aclamadas da Mulher Maravilha ou da revista Detective Comics, para além da série Gotham Central (coescrita com Ed Brubaker), uma das suas séries mais conhecidas. Nesses anos assinou também uma sequela de Whiteout, bem como as séries Queen & Country e Stumptown, sempre na Oni Press, que na altura editava os seus livros independentes. Mais recentemente, tendo continuado a escrever para a DC Comics (regressando há poucos anos à Mulher-Maravilha, por exemplo), Rucka tem também lançado várias séries suas na Image: LazarusBlack Magick e Old Guard.

Justin Greenwood é um artista de banda desenhada da Bay Area, mais conhecido pelo seu trabalho em séries de criadores como The FuseStumptownStringersWasteland e Ressurection. Quando não está a desenhar, ele pode ser encontrado a correr ao redor de East Bay com a sua esposa Melissa e os seus dois selvagens, rastreando produtos incomuns e um ocasional jogo de cartas com igual vigor.

Opinião: Ainda pela G Floy li o quarto e último volume da BD Stumptown, de Greg Rucka e Justin Greenwood. Esta série gráfica, já transformada em série com Cobie Smulders no papel principal, é bem-humorada e refrescante, sem perder o seu foco policial. Confesso que a série me tem agarrado mais desde que Greenwood pegou na arte, as suas ilustrações são bastante atrativas, e este “O Caso da Chávena de Café” foi mais um bom álbum da dupla.

Avaliação: 8/10

Fonte: Devir

No local definido na mensagem oculta de Minerva, Emma e Ray descobrem estar rodeados de demónios mortais.

Eles terão que aprender a defender-se rapidamente, para conseguir sobreviver…

Kaiu Shirai é um mangaká japonês conhecido principalmente por escrever a história de The Promised Neverland. Em fevereiro de 2019 foi um dos 11 indicados ao Prémio Cultural Osamu Tezuka, que comemora as contribuições do pioneiro do mangá Osamu Tezuka reconhecendo o mangá que melhor segue a sua tradição.

Posuka Demizu é uma artista de mangá japonesa em ascensão, mundialmente famosa por The Promised Neverland. Fez a sua estreia no mangá em 2013 na série da CoroCoro Oreca Monster Bouken Retsuden. Uma colecção de ilustrações intitulada The Art of Posuka Demizu foi lançada em 2016 pela PIE International.

Opinião: Publicado pela Devir, o oitavo volume de The Promised Neverland, mangá com argumento de Kaiu Shirai e arte de Posuka Demizu tem o título de Jogos Proibidos. É um álbum cheio de acção e com novos encontros, mas não me cativou por aí além. Continuam a surgir novas personagens, a enredar ainda mais a trama, com novos elementos para compreender. Fico na esperança que haja uma continuidade menos “deus ex machina” e maior fluidez.

Avaliação: 7/10

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