Fala-se de: The Witcher T2


The Witcher é ums série de televisão por streaming da Netflix que se baseia na série literária homónima, mais conhecida pelos seus videojogos. Wiedźmin é o título original do autor polaco Andrzej Sapkowski e é passado num mundo fictício de inspiração medieval. Geralt de Rivia é o protagonista, aqui interpretado por Henry Cavill, enquando Freya Allan e Anya Chalotra interpretam respectivamente a princesa Cirilla de Cintra e a bruxa Yennefer de Vengerberg.

A segunda temporada foi lançada na plataforma em dezembro de 2021, mas só este ano a consegui ver. É uma série que segue a mesma linha de outras desde Revolution, com uma forma de desenvolvimento mais destinada a um público mais jovem. Neste caso, muito mais do que a obra literária. Ela não consegue seguir firmemente a linha de acção dos livros, ou cumprir a linguagem adulta a que eles se destinam, como outras como Game of Thrones ou The Terror tiveram êxito.

É por isso, uma série transversal, que apesar das ocasionais cenas sangrentas pode ser vista por qual pessoa a partir dos 18 anos. O que distingue esta série de outras como Shannara ou The Wheel of Time é a qualidade do material de origem, que oferece múltiplos recursos para as mais distintas guinadas de enredo sem perder de vista o eixo central da história, o amor de Geralt por Yennefer e o amor dos dois por Ciri.

A série conseguiu ganhar alguns pontos com a forma como foi adaptada: as surpresas em torno da Chama Branca e as maquinações de Djisktra (Graham McTavish), mas também o desenvolvimento de personagens como Fringilla Vigo (Mimi Ndiweni), destaque que os livros não tiveram oportunidade de oferecer na mesma medida. Da mesma forma, a série focou-se mais em combates contra monstros, valendo-se das vantagens que o CGI e os efeitos de tela conseguem obter no espectador.

As relações entre as personagens são bem emotivas, e qualquer um dos três protagonistas conheceram aqui bons desenvolvimentos e desdobramentos de trama. As ligações ao passado são muito bem escrutinadas, e os mistérios acabam por ser esbatidos por uma perceção de vida; o espelho que cada uma das personagens vê nas outras em relação ao seu próprio passado.

A série é boa e a segunda temporada consegue ser melhor, ou pelo menos mais agradável de ver, que a primeira. Mesmo assim, fica a sensação de que não entregam o suficiente, que os livros são melhores, ou talvez seja a mera visão de quem conhece ambas as obras e pensa que o original não é desenvolvido o suficiente.

A nível de desempenho dos actores, não tenho razões de queixa. Henry Cavill, venha quem vier futuramente, será sempre o Geralt de Rivia e é sem dúvida a melhor personagem de todas. Não só porque o ator é fã dos livros e se percebe que gosta muito da personagem, mas também porque é de facto, um ótimo ator. A seu lado, outros atores parecem ganhar vulto e um destaque meritório.

E Anya Chalotra? Sensual e bonita em qualquer cena, faz da sua Yennefer uma personagem apaixonante, tão femme fatale como doce e querida, mesmo nos momentos em que a sua personagem erra. Mérito da atriz, que terá decerto um futuro promissor. Freya Allan e Mimi Ndiweni têm desempenhos também muito positivos, mas Eamon Farren rouba a cena. Já fiquei adepto do seu trabalho em Os Crimes do ABC, e é um dos meus atores preferidos desta série.

Venha a próxima temporada.

Avaliação: 7/10

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