Está aí: Saída de Emergência no Festival de BD de Beja

Olá a todos! Como não podia deixar de ser, venho todo quitado de dinamite para vos fazer explodir de alegria com a mais recente novidade da SDE. Estamos quase a chegar à mediática Feira do Livro de Lisboa, mas antes disso, a Edições Saída de Emergência vai estar representada no Festival de BD de Beja para lançar oficialmente o grande BOOM! desta primavera. Tananan!

A partir de 26 de maio, regressa o Festival de BD de Beja, este ano na 13.ª edição. Os fãs da BD nacional terão à sua disposição exposições, um Mercado do Livro com a presença de mais de 60 editoras, e programação paralela que inclui conversa à volta da BD, lançamento de livros, sessões de autógrafos e workshops. A Saída de Emergência estará presente pela primeira vez e no sábado, dia 27, às 15.15, no Pax Julia Teatro Municipal, apresenta a sua nova BD Nimona, a premiada graphic novel de Noelle Stevenson que foi finalista do Prémio Eisner e do National Book Award em 2015. O Festival decorrerá até 12 de junho no centro histórico da cidade.

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Vamos Viajar Com Robin Hobb: Ponto de Situação

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Do que se trata?

Vamos Viajar com Robin Hobb é um passatempo organizado pelo NDZ, que desafia bloggers e leitores de literatura fantástica a ler um ou mais livros de Robin Hobb de 8 de maio a 8 de julho. Os participantes devem escrever um comentário ao livro em questão, comentários esses que serão publicados aqui no NDZ quando terminar o desafio.

Ainda posso participar?

Não requisito nenhuma formalidade para a inscrição no passatempo, para além de me comunicar. Podes concorrer a qualquer momento, desde que leias um livro da autora californiana até ao término do concurso.

Como estamos de afluência?

Embora apenas tenha duas pessoas efetivamente a participar, existem mais três que já me deixaram clara a intenção de “apanhar boleia” deste desafio, pelo que considero já serem cinco.

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Vamos Viajar com Robin Hobb?

Não me parece que a autora esteja interessada a vir connosco, mas decidi que o tal encontro que vos havia falado, na Feira do Livro de Lisboa, seja estendido a todos os amigos do NDZ que tenham vontade em encontrar-se comigo. Estarei no Parque Eduardo VII no dia 3 de junho e espero encontrar mais amigos. Equaciono voltar à Feira posteriormente, mas ainda não tenho uma data certa para a minha segunda visita.

E que dia é hoje, mesmo?

19 de maio. A partir de hoje, podes encontrar nas bancas o livro O Assassino do Bobo pela Edições Saída de Emergência, o primeiro livro da série O Assassino e o Bobo que corresponde à terceira trilogia da autora Robin Hobb com FitzCavalaria Visionário como protagonista. Por isso, se já lestes tudo o que foi publicado pela autora no nosso país, toca a adquirir este livro e alista-te no nosso desafio. Eu, como estou um pouco atrasado, já cumpri a minha parte do desafio e li Os Dilemas do Assassino, mas pretendo ler pelo menos mais um livro da autora até 8 de julho.

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O regresso de Robin Hobb!

Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais.
Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja sempre forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual…

Vamos Viajar Com Robin Hobb: Conhece o Novo Desafio NDZ

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Sabes aquele momento em que as constelações se posicionam todas numa cunha e conspiram para seguires naquela direção? Pois é, a trama das estrelas pôs-me ao caminho e eu tomei a liberdade de seguir a dica. O Assassino do Bobo, o primeiro volume da terceira Saga do Assassino de Robin Hobb está já em pré-venda e será lançado em Portugal dia 19 de maio.

Então, e uma vez que eu terminei há pouco tempo o livro O Regresso do Assassino (Fool’s Errand) e irei em breve começar o segundo livro da segunda série – Os Dilemas do Assassino em português -, sabendo que muitos já leram esta saga e estão em pulgas para ler O Assassino do Bobo (Fool’s Assassin), decidi criar um desafio relacionado com a autora Megan Lindholm, mais conhecida no mundo da fantasia como Robin Hobb.

Em que consiste este desafio?

Durante dois meses, todos os que queiram participar terão de ler pelo menos um livro da autora e enviar-me o comentário ao mesmo, que publicarei num artigo especialíssimo. Não haverá vencedores nem vencidos, mas se alguém quiser participar terá mençãos de honra aqui no blogue e poderá habilitar-se a um sorteio. E agora é aquele momento em que vocês dizem “Nuno, estás com febre? Tu não és nada disso”, e eu respondo que será uma exceção à regra. Mas pormenores acerca disso só revelarei mais tarde.

Tenho ainda a vontade de realizar um encontro com os participantes (ou pelo menos com alguns) na Feira do Livro de Lisboa, que decorrerá entre 1 e 18 de junho no Parque Eduardo VII, o que será organizado mais para o final do mês. Agora, para que o desafio “Vamos Viajar com Robin Hobb” funcione, terão de participar.

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Ilustração da capa Assassin’s Fool

Como posso participar?

Para a inscrição no desafio, basta falares comigo, através de mensagem privada no facebook ou comentar aqui no blogue. Basta que leias um livro de Robin Hobb para estares incluído no passatempo. Irei postar todas as atualizações relevantes aqui no blogue, mas também na minha página e no grupo do blogue no facebook. Por isso, fica atento.

Quando irá decorrer o desafio?

Tens muito tempo para participar no desafio, e não precisas “alistar-te” logo de início. O passatempo decorrerá entre 8 de maio e 8 de julho, pelo que haverá muito tempo para ler Robin Hobb, com a maior calma. Junta-te ao “Vamos Viajar com Robin Hobb” e degusta da escrita maravilhosa da autora o tempo que te aprouver.

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Robin Hobb (Fonte: Agnes Meszaros em Fantasy-Faction Fantasy Books Discussion)

O que posso ganhar?

Para além de ganhares uma leitura proveitosa com a bela escrita da autora californiana, poderás ganhar boas conversas e interações sobre Fitz e as suas aventuras. Se concluíres a jornada, poderás ver o teu comentário promovido aqui no blogue, e, quem sabe, habilitares-te a um sorteio [façam figas, sou novo nisto]. Acima de tudo, espero que te possas divertir connosco e com os meninos da Hobb!!

Que livros posso ler?

Qualquer um que a autora tenha escrito com o pseudónimo Robin Hobb, seja em português, português do Brasil, espanhol, francês, italiano ou inglês. Em baixo tens uma lista dos livros publicados em Portugal, e um gráfico dos livros originais já publicados pela autora.

Saga do Assassino (Saída de Emergência):

#1 Aprendiz de Assassino

#2 O Punhal do Assassino

#3 A Corte dos Traidores

#4 A Vingança do Assassino

#5 A Demanda do Visionário

Saga O Regresso do Assassino (Saída de Emergência):

#1 O Regresso do Assassino

#2 Os Dilemas do Assassino

#3 Sangue do Assassino

#4 A Jornada do Assassino

#5 Os Dragões do Assassino

Saga O Assassino e o Bobo (Saída de Emergência):

#1 O Assassino do Bobo (lançamento 19 de maio)

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Sou uma menestrel. Sei mais sobre mentir do que tu alguma vez descobrirás. E os menestréis sabem que por vezes é de mentiras que um homem mais precisa. Para fazer delas uma nova verdade.

Junta-te ao NDZ e ao desafio “Vamos Viajar com Robin Hobb” e lança-te comigo numa aventura pelos Seis Ducados, cheia de conversas interessantes e momentos de leituras únicas. Conto contigo!

Lançamento “Os Monstros que nos Habitam”

Sem título 2Foi este fim-de-semana o lançamento da nova antologia da Editorial Divergência, Os Monstros que nos Habitam. No sábado, a acolhedora Biblioteca São Lázaro em Lisboa, e no domingo, o Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, receberam o duplo lançamento. Se Lisboa conheceu três dos seis autores da antologia, Nuno Ferreira, Ângelo Teodoro e Patrícia Morais, Vila Nova da Barquinha apenas teve a oportunidade de ouvir-me falar sobre o meu conto “A Maldição de Odette Laurie”. Claro está, ao Pedro Cipriano da Editorial Divergência coube a tarefa de falar pelos outros autores e apresentar os extraordinários contos publicados na antologia. Deixo-vos com as fotos possíveis do duplo lançamento.

Os Monstros Que Nos Habitam
Flyer: Editorial Divergência
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Foto: Cristina Alves
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Foto: Patrícia Morais
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Foto: Nuno Ferreira
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Foto: Nuno Ferreira
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Capa: Editorial Divergência

Está aí: Os Monstros que nos Habitam

É verdade! Estamos a chegar ao fim-de-semana do lançamento da antologia. “Os Monstros que nos Habitam” é uma antologia da Editorial Divergência focada no paranormal. Abre com um conto meu – A Maldição de Odette Laurie – e tem ainda mais cinco contos de cinco grandes talentos nacionais. Sábado, às 17h30, na Biblioteca São Lázaro em Arroios, Lisboa, e domingo, às 16h00, no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, podes comprar o teu exemplar e ficar a saber mais sobre este livro fantástico.

Confirma a tua presença nos eventos do facebook (aqui e aqui) ou compra online (aqui). Contamos contigo.

Os Monstros Que Nos Habitam

NO AR PAIRA ALGO MALIGNO…

Os mortos erguem-se das campas, os espíritos rondam a calçada, os demónios caçam almas para torturar e os cientistas tentam encontrar a fórmula para ressuscitar os mortos.

Os Monstros Que Nos Habitam é a mais recente antologia da Editorial Divergência, focada no paranormal. Nela estão incluídos seis contos de seis autores portugueses, e tem o lançamento previsto para o final de Abril de 2017.

Na Essência do Mal, de Alexandra Torres, após escapar das garras do marido, Clara encontra refúgio num casarão. Contudo, por detrás da aparência débil, Amadeu guarda um segredo do qual se quer ver livre. E Clara parece ser a pessoa idónea para o conseguir.

Em Vento Parado, de Ângelo Teodoro, César compra uma casa longe de tudo para escrever o seu novo romance. Mas um homem insiste que aquela casa lhe pertence e que César tem três dias para sair de lá. E o tempo já começou a contar: 3…

Páginas Assassinas, de Carina Rosa, descreve uma série de mortes que estão a acontecer numa faculdade enquanto Liliana e Sandra tentam descobrir quem é o autor dos homicídios.

A Maldição de Odette Laurie, de Nuno Ferreira, conta como Odette foi expulsa da sua aldeia após ter sido acusada de bruxaria. Anos mais tarde regressa para concluir a sua maldição.

No Canto da Sereia, de Soraia Matos, Amanda parte em busca de respostas em relação ao seu passado e aos seus pais, tentando fugir daqueles que a querem ver presa.

Em Génesis, de Patrícia Morais, Fiona descobre que o Doutor Darwin está a fazer experiência ilegais com humanos e só ela o poderá deter a tempo de evitar o caos.

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CRÍTICA:

Depois de ler, vai desejar não o ter feito. Um passaporte para noites de insónia. – Diogo Sal

Um livro mágico que agradará aos fãs do fantástico e que nos mostra que Portugal está repleto de vozes talentosas neste género literário. – Roberta Frontini, FLAMES

Qualquer antologia com talentos como esta vale a pena. E, por esta altura, já aprendemos que as da Editorial Divergência valem muito a pena. – Marco Lopes, O Senhor Luvas

Os Monstros Que Nos Habitam é uma antologia corajosa e promissora que combate o estigma que só lá fora se escreve boa ficção sobrenatural. Numa multiplicidade de narrativas que agradará não só aos amantes do paranormal aqui está a prova que ainda há muito bom talento em Portugal que merece ser explorado. – Mafalda Férias, Algodão Doce para o Cérebro

Dia Mundial do Livro: 50 Livros Que Todos os Fãs de Fantasia Devem Ler

Feliz Dia Mundial do Livro. Para comemorar mais um 23 de abril, e em vésperas da festa da Liberdade (o que seria da leitura sem ela!), decidi fazer uma lista de 50 livros que todos os fãs de fantasia deviam ler. É uma lista pessoal, de acordo com as minhas preferências, e como tal não deve ser vista como o melhor conselho do mundo ou verdade absoluta em termos qualitativos, mas como uma mera opinião pessoal. Por ordem decrescente de preferência, enumerarei 50 livros que certamente perdurarão nos tempos como obras de eleição da literatura fantástica.

50. O Silmarillion, J. R. R. Tolkien – Publicações Europa-América

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49. O Hobbit, J. R. R. Tolkien – Publicações Europa-América

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48. Tigana – A Lâmina na Alma, Guy Gavriel Kay – Edições Saída de Emergência

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47. Tigana – A Voz da Vingança, Guy Gavriel Kay – Edições Saída de Emergência

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46. A Irmandade do Anel (O Senhor dos Anéis #1), J. R. R. Tolkien – Publicações Europa-América

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45. O Regresso do Rei (O Senhor dos Anéis #3), J. R. R. Tolkien – Publicações Europa-América

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44. White Sand – Brandon Sanderson, Rik Hoskin, Julius Gopez e Ross Campbell – Dynamite [NÃO TRADUZIDO]

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43. As Duas Torres (O Senhor dos Anéis #2), J. R. R. Tolkien – Publicações Europa-América

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42. Os Leões de Al-Rassan, Guy Gavriel Kay – Edições Saída de Emergência

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41. Aprendiz de Assassino (A Saga do Assassino #1), Robin Hobb – Edições Saída de Emergência

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40. O Punhal do Soberano (A Saga do Assassino #2), Robin Hobb – Edições Saída de Emergência

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39. A Vingança do Assassino (A Saga do Assassino #4), Robin Hobb – Edições Saída de Emergência

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38. A Corte dos Traidores (A Saga do Assassino #3), Robin Hobb – Edições Saída de Emergência

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37. Poder e Vingança (Império das Tormentas #1), Jon Skovron – Edições Saída de Emergência

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36. A Demanda do Visionário (A Saga do Assassino #5), Robin Hobb – Edições Saída de Emergência

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35. Príncipe dos Dragões (Elric #1), Michael Moorcock – Edições Saída de Emergência

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34. Rei dos Espinhos (Trilogia dos Espinhos #2), Mark Lawrence – TopSeller

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33. O Terceiro Desejo (The Witcher #1), Andrzej Sapkowski – Edições Saída de Emergência

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32. Príncipe dos Espinhos (Trilogia dos Espinhos #1), Mark Lawrence – TopSeller

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31. A Lâmina (A Primeira Lei #1), Joe Abercrombie – 1001 Mundos

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30. Histórias de Aventureiros e Patifes, George R. R. Martin e Gardner Dozois – Edições Saída de Emergência

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29. Histórias de Vigaristas e Canalhas, George R. R. Martin e Gardner Dozois – Edições Saída de Ermergência

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28. O Mar de Ferro (Crónicas de Gelo e Fogo #6), George R. R. Martin – Edições Saída de Emergência

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27. Os Reinos do Caos (Crónicas de Gelo e Fogo #10), George R. R. Martin – Edições Saída de Emergência

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26. O Festim dos Corvos (Crónicas de Gelo e Fogo #5), George R. R. Martin – Edições Saída de Emergência

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25. A Muralha de Gelo (Crónicas de Gelo e Fogo #2), George R. R. Martin – Edições Saída de Emergência

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24. O Despertar da Magia (Crónicas de Gelo e Fogo #4), George R. R. Martin – Edições Saída de Emergência

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23. A Fúria dos Reis (Crónicas de Gelo e Fogo #3), George R. R. Martin – Edições Saída de Emergência

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22. O Herói das Eras Parte 1 (Mistborn – Nascida nas Brumas #3), Brandon Sanderson – Edições Saída de Emergência

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21. O Poço da Ascensão (Mistborn – Nascida nas Brumas #2), Brandon Sanderson – Edições Saída de Emergência

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20. O Herói das Eras Parte 2 (Mistborn – Nascida nas Brumas #4), Brandon Sanderson – Edições Saída de Emergência

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19. O Feiticeiro e a Bola de Cristal (A Torre Negra #4), Stephen King – Bertrand Editora

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18. A Lenda do Vento (A Torre Negra #4,5), Stephen King – Bertrand Editora

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17. A Canção de Susannah (A Torre Negra #6), Stephen King – Bertrand Editora

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16. As Terras Devastadas (A Torre Negra #3), Stephen King – Bertrand Editora

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15. O Pistoleiro (A Torre Negra #1), Stephen King – Bertrand Editora

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14. A Escolha dos Três (A Torre Negra #2), Stephen King – Bertrand Editora

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13. A  Dança dos Dragões (Crónicas de Gelo e Fogo #9), George R. R. Martin – Edições Saída de Emergência

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12. O Império Final (Mistborn – Nascida nas Brumas #1), Brandon Sanderson – Edições Saída de Emergência

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11. O Demónio de Ferro (Conan #2), Robert E. Howard – Edições Saída de Emergência

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10. Lobos de Calla (A Torre Negra #5), Stephen King – Bertrand Editora

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9. Mares de Sangue (Nobres Vigaristas #2), Scott Lynch – Arqueiro [NÃO PUBLICADO EM PORTUGAL]

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8. A Tormenta de Espadas (Crónicas de Gelo e Fogo #3), George R. R. Martin – Edições Saída de Emergência

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7. O Nome do Vento (Crónica do Regicida #1), Patrick Rothfuss – 1001 Mundos

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6. A Glória dos Traidores (Crónicas de Gelo e Fogo #6), George R. R. Martin – Edições Saída de Emergência

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5. Warbreaker (Warbreaker #1), Brandon Sanderson – brandonsanderson.com [NÃO TRADUZIDO]

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4. Jardins da Lua (Saga do Império Malazano #1), Steven Erikson – Edições Saída de Emergência

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3. República de Ladrões (Nobres Vigaristas #3), Scott Lynch – Arqueiro [NÃO PUBLICADO EM PORTUGAL]

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2. A Guerra dos Tronos (Crónicas de Gelo e Fogo #1), George R. R. Martin – Edições Saída de Emergência

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1. As Mentiras de Locke Lamora (Cavalheiros Bastardos #1), Scott Lynch – Edições Saída de Emergência

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Se é verdade que será difícil superar Scott Lynch, George R. R. Martin e Steven Erikson no topo das minhas preferências, também é verdade que ainda tenho muito caminho a desbravar neste mundo da fantasia pelo qual me apaixono diariamente. Daqui por uns anos, o meu top 50 será com toda a certeza diferente. O que não significa que a verdade do título deste artigo esteja em risco. Estes 50 livros são, claramente, para todos os fãs de fantasia.

Especial Páscoa: 5 Razões Para Ler Scott Lynch

Se para muitos Scott Lynch é considerado como um dos mais problemáticos casos de sucesso da literatura fantástica recente – obstáculos patológicos como ansiedade e depressão têm sistematicamente adiado o lançamento do seu próximo livro, o que o coloca em vias de se tornar mais um “Martin & Rothfuss da vida” – para mim ele é não só um dos mais promissores autores do género como um dos melhores. Efetivamente.

Perdoe-me o fandom de Brandon Sanderson, mas dos 6 livros que já li dele, nenhum me causou tanto impacto e vertigem quanto os bem mais despretensiosos livros de Scott Lynch. E isso porque Scott não dá destaque à magia e ao wordbuilding, ainda que estes sejam alicerces para a sua obra. Os mundos criados não são o mais importante, importa sim o maravilhamento do que está lá dentro. O próprio mistério em torno do seu passado coletivo só alimenta a imaginação dos leitores. E se o que estiver lá dentro forem personagens incríveis e credíveis, com uns pozinhos de magia como cereja no topo do bolo, então estamos no caminho certo. 

A ideia deste artigo é fazer um pequeno passeio pelos seus trabalhos e apontar razões válidas para que mais pessoas o possam ler. Convém, por isso, começar pelo início.

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Scott Lynch e Elizabeth Bear (Fantasy-Faction)

Quem é Scott Lynch?

Se és fã de fantasia e não sabes quem é Scott Lynch… espero que pelo menos já tenhas ouvido falar de As Mentiras de Locke Lamora, o seu único romance publicado em Portugal. Primeiro de três irmãos, Scott nasceu a 2 de abril de 1978, em St. Paul, Minnesota. Depois de passar por uma série de empregos, de barman a bombeiro, Scott viria a tornar-se um sucesso de vendas com o seu primeiro romance. Vive em Massachusetts e é casado com a também escritora Elizabeth Bear.

Completamente apaixonado por jogos de computador e RPG’s, Scott revelou-se desde cedo um ótimo contador de histórias. Tanto a escrita como a imaginação revelam uma tremenda irreverência, própria de um espírito vivo e enérgico que tenta, a todo o momento, sacudir o mundo em que vive. Essa inquietação e sede de mudança reflete-se nos seus personagens, ricos em carisma e em dissonâncias. Locke Lamora é o exemplo perfeito.

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Locke Lamora (scottlynch78.tumblr)

 

O NDZ dá-te 5 razões para leres Scott Lynch

UMA ESCRITA RICA E FLUÍDA

Scott Lynch começou a sua carreira literária em 2006, um início tão auspicioso que por si só fala muito sobre as suas capacidades. O romance de estreia, As Mentiras de Locke Lamora, foi finalista do Prémio World Fantasy Award em 2007. Também em 2007, e por dois anos seguidos, foi nomeado para o Prémio John W. Campbell para Melhor Novo Escritor. Em 2008, venceu o Prémio Sydney J. Bound para Melhor Recém-Chegado pela academia British Fantasy Society.

Só em 2014, porém, ouvi falar deste autor e, impulsionado pela extraordinária ressonância do seu sucesso, me adentrei neste mundo fantástico. As Mentiras de Locke Lamora tornou-se um dos meus livros preferidos de sempre.

Sem grandes saídas poéticas, Scott não deixa de ser fenomenal enquanto escritor. Ele consegue levar o sorriso aos lábios do leitor mais desprevenido ao cozinhar frases aparentemente simples de uma forma irreverente e divertida. Paralelamente à grande capacidade de narração, ele parece sempre imbuído de uma adrenalina altíssima, que faz parecer estar constantemente inspirado. Ritmo e riqueza de vocabulário caminham permanentemente, lado a lado.

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Locke Lamora (kejablank em deviantart)
UM MUNDO CREDÍVEL

The Gentleman Bastards é uma sequência de sete livros, dos quais apenas três estão escritos e publicados. Somos apresentados a um mundo credível, inspirado no Mediterrâneo renascentista, um mundo selvagem e insano baseado no salve-se quem puder que propicia a disseminação de toda a espécie de vigaristas e criminosos. Locke Lamora começa a narrativa como um menino problemático entregue a um padre cego, que se revela um treinador de ladrões disciplinado e munido de várias artimanhas e recursos, ensinando aos seus sequazes o seu míster.

É aí que Locke Lamora se torna prodigioso na arte de usar as mãos e a passar despercebido, ao mesmo tempo que encontra nos seus companheiros órfãos uma família. Pouco a pouco, vai reclamando um lugar silencioso à sombra dos canais, nas ruas esquálidas de Camorr. Os planos tornam-se mais ousados, um após o outro, de forma tão perigosa para os protagonistas que se torna viciante. E é aí, ao tocar nas “pessoas certas” que eles despertam a atenção dos poderes latentes na cidade.

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Capas originais de The Gentleman Bastards

Ainda que seja um mundo fantástico, a ousadia paga-se caro. Os personagens não têm aqui capacidades extra-humanas para os livrarem com facilidade de problemas criados. Eles sofrem abusos, estupros, espancamentos, tentativas de afogamento, e por aí fora. Exemplos são muitos. Uma menina é morta e entregue ao pai dentro de um barril cheio com urina de cavalo. O protagonista é completamente humilhado por uma boa dezena de vezes.

Se Camorr é inspirada na Veneza renascentista, outras cidades costeiras fazem-nos lembrar lugares preciosos da nossa História, banhados pelo familiar Mar Mediterrâneo. Karthain, a terra que serve de sede aos terríveis magos-servidores, surge no terceiro livro da sequência e recende à Grécia do período supra-citado. Scott revela mão para criar cenários reais. Sem descurar, claro está, a estoica política desses locais maravilhosos.

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Camorr (Fredrik Dahl)
UM AMBIENTE FANTÁSTICO

Embora bastante credível, o mundo construído por Scott Lynch não dispensa a sua boa dose de fantasia. As construções mantêm o remanescente de uma arquitetura milenar produzida com vidrantigo, uma substância de origem enigmática. Tão enigmática como os seus construtores, um povo antigo conhecido como os Ancestres, que por alguma razão desconhecida desapareceu do mundo.

Para além de uma boa série de animais originais, Scott também criou um desporto de gladiadores com tubarões, abrilhantado pelas irmãs Berangias. As ciências alquímicas também fazem parte da trivialidade do mundo. Mas é com os magos-servidores, porém, que o autor norte-americano mais explora o fantástico. Eles são uma estirpe de pessoas dotadas de uma grande variedade de recursos mágicos, capazes de controlar um indivíduo se souberem o seu nome verdadeiro. Com tais capacidades, dedicaram-se a um ofício: servir aqueles que os podem remunerar, em troca dos seus serviços. Daí vem o termo que lhes dá nome.

As origens de Locke Lamora também estão envoltas em fantasia e irrealidade, mas irei poupar-me às revelações do terceiro livro para não cair em spoilers. A mitologia criada revela tanto ou tão pouco que nos deixa a salivar por mais. Num total de treze deuses, os mais interessantes são Aza Guilla, a deusa da morte e do silêncio, Perelandro, o bondoso Pai das Misericórdias e o misterioso Treze Sem Nome, o senhor dos ladrões.

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Personagens de The Gentleman Bastards (scottlynch78.tumblr)
AUDÁCIA, HUMOR E ORIGINALIDADE

A audácia e a originalidade estão interligadas em toda a obra de Scott Lynch, e são uma constante. Se em As Mentiras de Locke Lamora assistimos a um sem-número de peripécias à Ocean’s Eleven protagonizadas por um miúdo franzino com alma de Jack Sparrow, o estratagema das cadeiras que permeia todo o livro Mares de Sangue e os jogos em volta de Requin e Selendri nunca serão esquecidos. Locke Lamora é um personagem incrível em cada livro. A culpa, claro está, é de Scott.

O risco a que submete os seus personagens aumenta a cada volume. De um afogamento, espancamento, envenenamento e quase morte, Locke Lamora prova os sabores mais amargos a que um ser humano pode ser submetido – incluindo a morte de entes-queridos – sem nunca perder o sentido de humor. Se há alguém que sabe entremear uma tragédia com uma boa dose de humor, é Scott Lynch. Os seus livros são trágicos, dramáticos e cruéis. E conseguem ser permanentemente divertidos.

 

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Jean Tannen e Locke Lamora (dottedmelonart.tumblr)

Scott entrou para a minha lista de autores preferidos de chapão, e parece quase karma que ele me responda às minhas perguntas interiores a cada livro que leio. As Mentiras de Locke Lamora fizeram-me rir num outono insalubre, Mares de Sangue deram-me inspiração num momento desinspirado e República de Ladrões falou-me como curar feridas de amor quando mais precisei de o fazer.

A relação incrível entre Locke Lamora e Sabetha Belacoros veio mostrar o lado mais sentimental do personagem, que ainda assim se transforma num combate de personalidades, uma disputa apaixonada nada lamechas. Jean Tannen é o protetor que todos gostariam de ter. Para além de esperto, o melhor amigo de Locke tem a força de braços e o poderio físico que ele não possui. E Calo e Galdo, os gémeos ladrões, são o alívio cómico que permeia toda a obra. Não há margem para dúvidas, o humor é um dos pontos fortes do autor.

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The Gentleman Bastards (scottlynch78.tumblr)
LOCKE LAMORA E AMARELLE PARATHIS

Os três volumes de The Gentleman Bastards e o conto Um Ano e Um Dia na Velha Theradane (publicado em Portugal na antologia Histórias de Aventureiros e Patifes) são os trabalhos mais conhecidos de Scott. Por isso, é impossível não comparar o Espinho de Camorr à Duquesa Invisível do seu conto.

Ainda que os mundos sejam substancialmente diferentes – o conto apresenta dragões, bestas e criaturas ainda mais estranhas – os genes do autor estão lá. Personagens muito bem construídos, originais e acima de tudo irreverentes. Desde um autómato fora de forma a uma mecânica lésbica, somos presenteados com um braço-de-ferro entre um ladrão – a super mundana Amarelle Parathis – e um feiticeiro. Algo que também assistimos no mundo de Locke Lamora, em que a magia ocupa um lugar bem menos importante.

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Scott Lynch (flyer da Phoenix ComiCon)

De qualquer forma, os dois personagens parecem ser a outra metade um do outro. Amarelle Parathis é a versão feminina de Locke Lamora, em toda a sua rebeldia e ostentação. E tudo se resume a golpes ousados e logros e canecas e gargalhadas e miséria. Por todos estes motivos e mais alguns, a obra de Scott Lynch é a minha preferida no mundo da fantasia e não me canso de recomendá-la como se se tratasse de um bom chocolate. Boa Páscoa a todos.

 

Resumo Trimestral de Leituras #9

O primeiro trimestre do ano chegou ao fim e com ele chegou a altura de fazer o habitual balanço trimestral de leituras. De Ken Follett a Neil Gaiman, passando por Brandon Sanderson e George R. R. Martin, revisitei alguns dos meus escritores favoritos e ainda tive o prazer de iniciar a Crónica do Regicida de Patrick Rothfuss. Vejam a lista de leituras dos meses de janeiro, fevereiro e março:

A Darkness Surrounds Him, Outcast #1 – Robert Kirkman e Paul Azaceta

The Whisperer War, The Walking Dead #27 – Robert Kirkman, Charlie Adlard, Cliff Rathburn e Stefano Gaudiano

Inimigos – Anton Tchekov

Um Jogo de Ti, Sandman #5 – Neil Gaiman

Fábulas e Reflexões, Sandman #6 – Neil Gaiman

Um Mundo Sem Fim, Vol. 1 – Ken Follett

Um Mundo Sem Fim Vol. 2 – Ken Follett

Vidas Breves, Sandman #7 – Neil Gaiman

A Estalagem no Fim do Mundo, Sandman #8 – Neil Gaiman

As Benevolentes – Parte 1, Sandman #9 – Neil Gaiman

As Benevolentes – Parte 2, Sandman #10 – Neil Gaiman

A Vigília, Sandman #11 – Neil Gaiman

Warbreaker, Warbreaker #1 – Brandon Sanderson

La Dueña – J. A. Alves

Vidas Secretas de Homens Mortos, Velvet #2 – Ed Brubaker, Steve Epting e Elizabeth Breitweiser

Autoridade, Área X #2 – Jeff Vandermeer

O Cavaleiro de Westeros – George R. R. Martin

White Sand #1 – Brandon Sanderson

Terrarium – João Barreiros e Luís Filipe Silva

Príncipe dos Dragões, Elric #1 – Michael Moorcock

Loki – Robert Rodi e Esad Ribic

Assombrações Sem Fim, Harrow County #1 – Cullen Bunn e Tyler Crook

Saga #6 – Brian K. Vaughan e Fiona Staples

Um Diamante Para o Além, Bouncer #1 – Alejandro Jodorowsky e François Boucq

O Nome do Vento, Crónica do Regicida #1 – Patrick Rothfuss

sem-tituloO ano iniciou-se com um desafio em mente: começar a série fantástica de Patrick Rothfuss e ler os dois volumes em português do famoso Mundo Sem Fim de Ken Follett. E não é que cumpri? Janeiro foi um mês rico em leitura de bandas-desenhadas. Comecei com o primeiro volume da BD Outcast de Robert Kirkman, o mesmo autor de The Walking Dead. A Darkness Surrounds Him apresenta Kyle Byrnes como protagonista, e uma narrativa sombria prenhe de possessões demoníacas e histórias de vida dramáticas e violentas. Muito diferente da história de mortos-vivos, a mais conhecida de Kirkman, agradou-me acima de tudo pela forma como toda a temática é explorada de forma fluída e misteriosa. Também li o mais recente volume de The Walking Dead, a edição 27. The Whisperer War mostrou ser apenas a primeira batalha entre as comunidades e os Sussurradores. O exército de Rick, liderado por Dwight e com Negan na linha da frente, vence o primeiro round. No entanto, Hilltop é completamente destruída e a muito custo Maggie, Carl, Aaron e Jesus conseguem derrotar os seus inimigos. Mais um volume genial, que tem direito ao “funeral” de Lucille.

sem-tituloAinda nos primeiros dias de janeiro li o conto de Anton Tchekov Inimigos, uma história tão curta que não achei necessidade de escrever uma opinião. Fala sobre Varka, uma jovem criada cuja tarefa de adormecer um bebé faz-lhe crescer uma intensa sensação de sonolência, que é incapaz de dominar. Li ainda, de uma assentada, o que faltava da coleção Sandman (Vol. 5, Vol. 6, Vol. 7, Vol. 8, Vol. 9, Vol. 10, Vol. 11) de Neil Gaiman, publicado pela Levoir em parceria com o jornal Público. Entremeando histórias soltas com uma linha narrativa central, Gaiman soube tecer toda a narrativa nos últimos volumes, que trouxeram inúmeras reflexões e uma sensação de renovação e esperança ao leitor. Apesar disso, Sandman não me apaixonou em nenhum momento e, por muito mérito que tenha, soou-me muito a “eterna promessa” e a histórias vagas.

sem-tituloDividido em Portugal em dois volumes, o livro Um Mundo Sem Fim (Vol. 1 e Vol. 2) de Ken Follett agarrou-me desde o primeiro momento. Apesar de repetir a receita de Os Pilares da Terra, adorei tanto um como o outro. Histórias dramáticas de amor e superação, sobre religião, política, medicina e sobrevivência. Uma história de época que retrata o drama da Peste Negra e a Guerra dos Cem Anos. Warbreaker é um livro de Brandon Sanderson, o autor do momento no que diz respeito à literatura fantástica. Uma espada falante, cabelos que mudam de cor mediante as emoções, soldados mortos-vivos que são comandados através de palavras de ordem, a capacidade de dar vida a objetos inanimados e, principalmente, um panteão de deuses que está bem vivo e habita entre os demais. Original e muito bem escrita, esta obra de fantasia consegue também acumular bons momentos de humor e imensas reviravoltas.

sem-tituloComecei fevereiro com La Dueña: Devoradora de Homens. Da autoria de J. A. Alves, o autor de Batalha Entre Sistemas, La Dueña mostra todo o esplendor dos llanos venezuelanos e uma história tensa de superstições locais e pactos com o demónio. Chris viaja até à Venezuela com a noiva, Ana Clara, para conhecer a fazenda que herdou do seu tio Miguel, mas quando lá chega encanta-se por Yolanda, a dona da fazenda vizinha. Dizem que essa mulher rouba a alma de todos que por ela se apaixonam. Gostei imenso. Vidas Secretas de Homens Mortos, o segundo volume da graphic novel Velvet traz-nos o melhor da equipa composta por Ed Brubaker (argumento), Steve Epting (ilustração) e Elizabeth Breitweiser (cores). Uma história de espionagem tensa que prende desde o primeiro momento. Velvet é uma antiga espia que se vê atirada para o centro da ação quando o seu superior é assassinado. Neste segundo volume, ela tenta descobrir quem a tramou e porquê, depois de saber que o seu esposo não era quem ela pensava. Entre soltar um prisioneiro, fazer uma viagem de comboio alucinante e fugir a cães-pisteiros, Velvet passa por várias amarguras neste excelente segundo álbum da trilogia.

sem-tituloAutoridade é o segundo volume da trilogia Área X de Jeff Vandermeer. Se esta história que mistura o terror psicológico ao bizarro (o new weird fiction) me fascinou no primeiro volume ao mostrar in loco as experiências vividas por quatro exploradoras numa zona frondosa alegadamente contaminada, este segundo livro vai mais além ao apresentar-nos Control, o novo diretor da agência que as enviou, e é através dele – tão ingénuo quanto o leitor – que vamos descobrindo, nos escritórios da Extensão Sul, os terríveis segredos que a agência guarda sobre aquela região tenebrosa. Passado 100 anos antes da ação de A Guerra dos Tronos, O Cavaleiro de Westeros (versão conto de George R. R. Martin e BD com adaptação de Ben Avery e ilustrações de Mike S. Miller) narra a ação no Torneio de Vaufreixo durante o reinado de Daenor II. Sor Arlan de Pataqueira morre de uma gripe a caminho do torneio, e o seu escudeiro Dunk resolve disputá-lo. Para isso, terá de contar com a ajuda do pequeno Egg e provar ser um cavaleiro, o que o irá colocar no cerne de várias disputas e provocar uma tempestade no reinado então calmo dos Targaryen. Excelente conto muito bem escrito, enquanto a BD se destaca pelas ilustrações cativantes e coloridas.

sem-titulo-2White Sand é uma graphic novel da Dynamite Entertainment. Com argumento de Rik Hoskin, ilustrações de Julius Gopez e cores de Ross Campbell, trata-se da adaptação de uma obra não publicada de Brandon Sanderson, com base numa revisão do seu primeiro livro, ambientado no universo Cosmere. Na verdade, este volume inaugural corresponde ao primeiro terço do livro. Em Taldain, um planeta inamovível – metade vive de dia e metade de noite – conhecemos Kenton, um jovem Mestre de Areia que desafia o mundo com a sua teimosia e determinação, vendo-se arrastado para uma conspiração terrível que pode acabar com o seu povo. Apesar de ser uma obra pouco convincente a nível de credibilidade, gostei do álbum. E terminei o mês de fevereiro da melhor forma. Vinte anos depois da publicação original, a Saída de Emergência vem publicar uma versão Redux, melhorada e ampliada de Terrarium, considerado por muitos como o melhor romance de Ficção Científica português. João Barreiros e Luís Filipe Silva são os autores. Estamos num futuro não tão distante assim, em que os exóticos, várias espécies de seres extraterrestres, foram atirados para o nosso planeta por entidades superiores. Quem são as Potestades, os IXytil, e esse tal de Mr. Lux? Uma guerra entre espécies dominantes poderá ser resolvida por meros humanos? Carregado de um humor ácido e termos futuristas, Terrarium é um hino à FC, indispensável para todos os fãs do género em Portugal.

sem-tituloMarço teve também um início auspicioso. Príncipe dos Dragões é o primeiro volume de Elric, uma série de fantasia épica publicada em 1972 por Michael Moorcock. Simples em prosa e carregado de dilemas morais, Príncipe dos Dragões apresenta-nos um Império em declínio e um imperador doente, dependente de drogas para se manter forte. Melniboné é o seu domínio, abrigo de dragões e de homens terríveis. A tradição relata os melniboneanos como sádicos e perversos, mas Elric parece uma alma generosa e cortês, o que provoca chispas de ódio no seu primo Yyrkoon, que lhe pretende usurpar o trono. O braço de ferro entre Elric e Yyrkoon arrasta-se até às últimas consequências, com Cymoril, a amada de Elric, no vértice de um triângulo inconstante de amor familiar. Com argumento de Robert Rodi e ilustração de Esad Ribic, a BD Loki mostra uma outra face da história de Thor, focada no seu meio-irmão. De inspiração trágica e enaltecendo a decadência de Asgard através da queda de Odin e dos múltiplos dilemas do personagem-título, foi uma boa leitura que se destaca pelos coloridos e traços fortes.

Sem títuloPrimeiro volume de Harrow County, Assombrações Sem Fim apresenta a história desta povoação isolada no sul dos E.U.A., envolta em superstições e crendices. O povo recorria a Hester para se livrar dos seus problemas domésticos, mas quando a natureza se virou contra eles, depressa atiraram-lhe as culpas e condenaram-na à morte, sob a acusação de bruxaria. A mulher demorou a morrer e jurou regressar. Pouco tempo depois, uma criança surgiu naquele lugar fatídico. Uma brilhante BD de terror, escrita por Cullen Bunn e com arte de Tyler Crook. Brilhante álbum da série Saga, o quinto volume da space opera gráfica de Brian K. Vaughan e Fiona Staples traz uma linguagem crua e brutal, momentos de grande ritmo e ação entremeados por muito humor. A pequena Hazel começa a sua educação numa prisão galática, enquanto os pais procuram desesperadamente por ela. Vontade está de regresso, disposto a vingar a morte da irmã, e nem Gus o consegue parar. Provocante e irreverente, esta série da Image Comics está bem e recomenda-se.

sem-tituloUm Diamante Para o Além é o primeiro volume da série de BD Bouncer de Alejandro Jodorowsky e François Boucq. Publicado pelas Edições ASA em 2007, trata-se de um western subversivo, que narra de forma ficcional os acontecimentos que se sucederam à Guerra da Secessão nos E.U.A. O Capitão Raltan reúne os seus mercenários, que se recusaram a render após o final do conflito militar, espalhando o terror nos ranchos. Mas o que ele procura é um diamante, que roubara anos atrás. Na sua busca, assassina um antigo subordinado, provocando assim a atenção de um familiar daquele. Bouncer é um velho maneta, conhecido por resolver problemas de forma abrupta e imprevisível. Uma BD muito boa, da qual tinha grandes expectativas e não me surpreendeu tanto. E terminei março com O Nome do Vento. Primeiro volume da Crónica do Regicida de Patrick Rothfuss, esta auto-biografia de um personagem fictício é brilhante. Desde a infância de Kvothe na trupe até aos seus estudos na Universidade, passando por várias privações como espancamentos, fome e dramas familiares, o personagem recorre à ardileza e ao poder da música para sobreviver. Somos apresentados a uma história única que fala sobre superação, música, ciência e amor. O mundo criado é original e misterioso, e os enigmas sobre o Chandrian, uma lenda que se revela real da pior forma, deliciosos. Cativante, fluído e profundo, este foi o livro que apresentou ao mundo a escrita maravilhosa de Patrick Rothfuss.

Depois deste início de ano excelente em leituras, estou a ler Poder e Vingança de Jon Skovron, o primeiro volume do Império das Tormentas, e deverei seguir com Robin Hobb, Mark Lawrence e Bernard Cornwell, pelo que o segundo semestre deve ser também ótimo. Por cá vou continuar a partilhar opiniões, espero que gostem.

10 Motivos Para Ler as Crónicas de Gelo e Fogo

Todos sabemos que as Crónicas de Gelo e Fogo são uma das sagas de fantasia mais conhecidas em todo o mundo, laureada pelos fãs do género. Empolado pela adaptação televisiva, a série Game of Thrones, o trabalho mais conhecido do autor George R. R. Martin é tema de estudos, rico em merchandising e, para além de ter inspirado milhares de escritores, é também utilizado como chamariz para lançar livros de economia, receitas gastronómicas ou documentários históricos. Um mundo fantástico envolvente e apaixonante, credível e real, que trouxe milhões de leitores para a ficção especulativa e devolveu a popularidade às histórias medievais.

Ainda assim, há um vasto público que nunca leu os livros, ora porque julgam que a série da HBO lhes conta toda a história, ora porque se sentem constrangidos pelo estigma erróneo de que a fantasia é um género menor, destinado para crianças e adolescentes, sem qualquer tipo de riqueza literária. É este um dos principais motivos pela falta de público literário no género fantástico. A maioria dos livros de fantasia atualmente são destinados ao público adulto, e este público continua a julgar que eles são para adolescentes.

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Trono de Ferro (Marc Simonetti)

Se queres fugir a este preconceito e descobrir prosas maravilhosas e temas tão envolventes como política, filosofia e relações humanas em mundos ficcionais, tens agora uma boa oportunidade para o fazer. A Edições Saída de Emergência está com uma campanha que não vais querer perder, válida até 9 de abril: 40% de desconto em livros da Coleção Bang!, como podes ver nesta página. Neste catálogo encontram-se livros como O Império Final, O Poço da Ascensão e O Herói das Eras (cujas opiniões podes ver aqui, aqui e aqui) de Brandon Sanderson ou as séries Acácia de David Anthony Durkham e O Mago de Raymond E. Feist. O Castelo de Gormenghast de Mervyn Peake e alguns volumes da obra completa de Lovecraft também estão disponíveis.

De George R. R. Martin, o autor das Crónicas de Gelo e Fogo, estão incluídos na promoção os livros Histórias dos Sete Reinos, A Ironia e Sabedoria de Tyrion Lannister, Windhaven e O Dragão de Inverno e Outras Histórias. No entanto, se queres iniciar a fantástica descoberta dos Sete Reinos, deves iniciar-te com as Crónicas de Gelo e Fogo, publicado em Portugal em 10 volumes até agora.

O NDZ dá-te 10 motivos para leres as Crónicas de Gelo e Fogo:

UM MUNDO QUASE REAL

Estávamos em 2011 quando as primeiras imagens promocionais de Game of Thrones ficaram disponíveis na imprensa e assisti a uma entrevista de George R. R. Martin, com vários separadores alusivos à série da HBO. A envolvente escura e a alusão a corvos e a batalhas aliciou-me de imediato. Um mundo fictício com Sean Bean como protagonista remeteu-me ao Senhor dos Anéis, a única fantasia que até então me havia arrebatado no grande ecrã e a única trilogia literária no género que me tinha apaixonado.

A frase chave de um artigo, que qualificava a série como “o Padrinho na Terra Média” foi o que me conduziu à série, e desde então comecei a segui-la. O caráter fanfarrão do personagem Robert Baratheon de Mark Addy e a crueldade do mundo – que fazia a série parecer ser passada na Idade Média não fossem as estações do ano durarem anos – foram as únicas coisas de que gostei realmente. Só nos últimos episódios da temporada fiquei preso. E isso coincidiu com o início da leitura dos livros.

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Mark Addy é Robert Baratheon (HBO)

É preciso perceber que estamos a falar de coisas bem diferentes. A série apresenta-nos tons cinzentos, desesperança e corrupção. Os livros dão destaque ao passado glorioso das nações, e embora possa dizer que a série é uma boa adaptação e todos esses cenários escuros estejam presentes, os livros trazem mais força, esperança e colorido, tendo nos dourados um poder que pouco se verifica nas temporadas iniciais do produto televisivo. A série literária foca-se na profundidade dos seus personagens e na memória coletiva, nos feitos terríveis e gloriosos dos antepassados, apresentando os conflitos políticos como algo decorrente do mundo extremamente bem criado e não o foco que a série apresenta, na tradição de outros filhos da produtora, como a extraordinária Rome.

Na minha opinião, se ambos são bons, os livros são superiores, porque incluem o que a série apresenta e muito mais. O mundo é extremamente plausível, mas em nenhum momento deixa de ser um mundo fantástico. Westeros e Essos vão revelando sinais claros de fantasia, quer através dos exércitos de mortos-vivos do outro lado da Muralha de Gelo, quer através das feitiçarias dos sacerdotes vermelhos, que podem executar proezas como a ressurreição, seguindo um código muito restrito que torna a magia em si algo raro neste mundo crível.

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Combate com White Walker (Fallonart em gameofthronesfanart)
PERSONAGENS MEMORÁVEIS

Se a adaptação televisiva contribuiu e muito para a popularidade do mundo, o mesmo se pode dizer dos personagens. Mesmo entre aqueles que não seguem a série, poucos são os que não sabem quem é Jon Snow, Daenerys Targaryen ou Tyrion Lannister. A popularidade destes personagens é tanta, que existe uma grande procura por figuras coleccionáveis, produzida por marcas de tradição no ramo.

A índole dos personagens é duvidosa. Se a série de tv nos apresenta pela rama alguns personagens importantes, os livros seguem o percurso de todos eles de forma categórica e profunda, fazendo-nos conhecer os seus medos e segredos, e até conhecer os feitos dos seus antepassados de uma forma apaixonante sem descurar qualquer detalhe.

Outro pormenor curioso, é que personagens apresentados na série como adultos, como Jon, Dany ou Robb, são descritos nos livros como meras crianças de 13, 14 anos, vindo a crescer lentamente no decorrer das aventuras. Daí que o ritual de matrimónio de Daenerys com Khal Drogo na série não pareça tão censurável quanto ele é descrito nas Crónicas. Cão de Caça, Davos Seaworth e Stannis Baratheon são personagens de grande profundidade nos livros, ombreando com Jorah Mormont e Melisandre na minha lista de preferidos. De destacar que vários personagens de relevo na trama foram afastados da série de tv, como Victarion Greyjoy, Arianne Martell ou Belwas, o Forte. Todos eles personagens incríveis.

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Arianne Martell e Arys Oakheart (pinterest)
UMA ESCRITA ENVOLVENTE

George R. R. Martin oferece nos seus livros sensações que a série não pode oferecer. Ímpar em descrição, Martin consegue incluir num só capítulo dezenas de nomes que nunca lemos sem que a leitura fique demasiado cansativa. Os seus capítulos ocorrem sob o ponto de vista de um personagem, fazendo-nos sentir as suas emoções, dúvidas e receios. É uma escrita elegante e apaixonante, crua e madura, dona de um vocabulário rico e de uma capacidade de envolvência rara.

Os diálogos são outro dos pontos fortes do autor. Sendo a maioria dos personagens opulentos em astúcia e arrogância, é comum o recurso ao sarcasmo e à metáfora no decorrer das conversas. Os duplos sentidos são uma constante com este autor, que usa e abusa da inversão e do imprevisível para surtir o efeito surpresa no leitor. Vários segredos encontram-se escondidos nas entrelinhas, o que contribuiu grandemente para todo o hype junto dos leitores. As teorias são muitas, e todas elas provocadas pelo senso subversivo da escrita de Martin, que já ensinou aos seus leitores que nada é colocado ali por acaso.

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Batalha do Tridente (Benden Nett em pinterest)
UMA IMAGINAÇÃO EXTRAORDINÁRIA

O dialeto dothraki, por exemplo, foi uma invenção exclusiva da série por David J. Peterson, embora George R. R. Martin tenha criado várias palavras que serviram de base a essa criação. Termos como khal, vaes dothrak, entre os dothraki, ou valar dohaeris, termo valiriano, são recorrentemente citados nos livros.

A imaginação de George R. R. Martin é de louvar. Ele criou dois continentes: Westeros, inspirado na Inglaterra medieval, e Essos, uma mistura de Ásia com a África da Antiguidade. Num lado sentimos frio com os protagonistas, nos Sete Reinos governados pelos Baratheon no início da saga, no outro calor sob grilhetas, caminhando descalços pelos desertos num regime aberto de escravatura.

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Daenerys Targaryen (team-daenerys em tumblr)

Westeros é um continente cinzento e cruel, cujo modo de vida assenta grandemente na forja de alianças entre casas. Porto Real é a capital, uma cidade portuária de grande envergadura que se estabeleceu como sede do poder nos Sete Reinos desde que os Targaryen ali se estabeleceram. A família real de George R. R. Martin recebeu grande inspiração dos melniboneanos de Michael Moorcock, embora a tradição incestuosa dos Targaryen beba também da nossa História, muito concretamente à Dinastia Ptolomaica que vigorou no Egito.

Uma traição terrível, conjurada entre os Baratheon e os Lannister, veio oferecer o trono aos Baratheon. Os Targaryen reduziram-se assim a duas crianças que foram levadas em segredo até ao outro lado do Mar Estreito, o continente de Essos. Ali, aparte as Cidades Livres, o esclavagismo vigora há muito, seguindo a tradição valiriana. É a remanescente Targaryen, Daenerys, uma adolescente cheia de sonhos e de bondade no coração, quem coleta exércitos à sua volta, alicerçada pelo mito que se criou a seu respeito aquando do milagre que a fez despertar três dragões dos seus ovos, para trazer justiça ao mundo. É, no entanto, como Martin transparece, uma rapariguinha que pouco sabe da vida, indecisa e muitas vezes questionável, ao contrário da mulher segura e badass que a série impõe de forma menos realista.

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Cena de Crónicas de Gelo e Fogo (keywordhut)
UMA CRÍTICA POLÍTICA E SOCIAL

Se há algo que Martin não deixa para outros, é colocar o dedo nas feridas da sociedade. A hipocrisia dos homens é frequentemente posta em discussão, e não são poucas as vezes em que os personagens cedem à facilidade da corrupção, através de propostas que lhe são vantajosas, abrindo as cancelas aos desígnios de outros de forma menos legal, ora através de contrapartidas sujas e alianças vis. O célebre “uma mão lava a outra” é usado por Martin por inúmeras vezes, fazendo destas Crónicas de Gelo e Fogo um grande jogo político mas principalmente um jogo azedo, pejado de injustiças e de crueldades, de interesses pessoais que ultrapassam os interesses do todo e de ações mesquinhas intermináveis.

Com uma mensagem clara no que diz respeito à crítica política e social, George R. R. Martin mostra o sofrimento do povo através dos personagens mais inóquos. Os bons não param de sofrer. Mas os perversos também provam do seu veneno. Um reflexo da realidade, as Crónicas de Gelo e Fogo mostram que ninguém escapa impune às crueldades da vida.

Para a Muralha de Gelo que separa os Sete Reinos das terras geladas, são mandados tanto os criminosos que procuram espiar os seus pecados, como os filhos bastardos, já considerados perjuros à nascença. Ali são “convidados” a representar a Patrulha da Noite, uma força militar que defende o mundo civilizado de hordas selvagens, embora o verdadeiro inimigo, que se tornou meramente lendário com o passar dos tempos, sejam os Outros, um mal muito antigo aparentemente adormecido. O ostracismo nas Crónicas representa claramente o preconceito da sociedade.

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Senhora Coração de Pedra (LynxFelidae em tumblr)
ÁRVORES GENEALÓGICAS INTERMINÁVEIS

A série só revela uma pequena amostra das ramificações imensas existentes no mundo de Gelo e Fogo. Se as árvores genealógicas dos Targaryen e dos Stark são as que mais importância têm na trama, devido aos feitos perpetrados pelos antepassados, determinantes no desenvolvimento da narrativa, existem outras famílias de grande peso histórico. Um dos personagens de grande envolvimento é Jorah Mormont, um westerosi exilado em Essos após um crime denunciado por Ned Stark.

Jorah viria a ser importante na trama por funcionar como conselheiro de Daenerys, por quem é apaixonado, mas se na série de tv não é fácil nem inicial a perceção de que estamos a falar do filho do Senhor Comandante da Patrulha da Noite, nos livros essa associação é mais flagrante, não só pelo apelido compartilhado. E se a linha genealógica Targaryen é a espinha dorsal da história, uma vez que o primeiro Targaryen a reinar Westeros chegou ali pousado num dragão, vindo da Valíria, dando origem a uma nova era e a um novo calendário, também os passados de Stark e Baratheon têm importância por aquilo que os une.

Os Stark reinaram no Norte, construíram monumentos imponentes até se ajoelharem aos Targaryen, enquanto os Baratheon, como uma ramificação bastarda da família real, viriam a entrar em conflito com esta quando Robert, apaixonado pela irmã de Ned, comprou uma guerra a Rhaegar Targaryen, com quem ela vivia um romance digno de canções. Esse conflito viria a despoletar a guerra sangrenta que resultaria na deposição dos Targaryen. Nessa peleja, também é de destacar Ned Stark como um dos lealistas da causa Baratheon, denunciando Jaime Lannister ao encontrá-lo sentado no Trono de Ferro quando matou o rei Aerys, e revelando um papel crucial na invasão das Ilhas de Ferro, onde tomou Theon Greyjoy como seu protegido, uma espécie de refém que garantia controle sobre a Casa que governava as ilhas. Vários comportamentos que incutiram uma opinião negativa sobre Stark, um homem honrado que apostou no cavalo errado.

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Stannis Baratheon como Azor Ahai (Jack Kaiser em tumblr)
ACONTECIMENTOS IMPREVISÍVEIS E PLOT-TWISTS

Pode-se considerar que os livros A Tormenta de Espadas e A Glória dos Traidores (Storm of Swords no original) são os mais cheios de acontecimentos inesperados e reviravoltas. A morte de personagens capitais, personagens principais e vilões, é de grande importância para o desenvolvimento da trama. O Casamento Vermelho é descrito por muitos como o acontecimento mais trágico da saga, e embora as diferenças entre o que acontece nos livros e na série sejam gritantes, ambos constituíram momentos de cortar a respiração para os fãs fervorosos do mundo de Gelo e Fogo.

Tyrion Lannister é um dos personagens fulcrais da história. Para além da sua língua afiada, este anão mordaz com um olho de cada cor, irmão da rainha, sofre os maiores preconceitos ao longo da narrativa. De um homem estigmatizado pelo mundo, ridicularizado pela própria família por conta das deformidades físicas e pelo mundo também pela Casa de tradições cruéis que representa, Tyrion Lannister tranforma-se num herói improvável. Ele é o Monstro que se vê casado com a donzela frágil, mas como esta história não é um conto de fadas, nem eles se amam, nem estão destinados a ficar juntos. Ele é o Corcunda de NotreDamme que se vê impelido a ajudar a menina, mesmo sabendo que ela nunca o amará. Mais do que isso, Tyrion é um génio político, que tem neste volume a sua revanche, mas uma transformação a nível de percurso que o conduzirá para longe de casa, claro está, com rameiras e vinho em mente.

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Os Lannister (Giacobino)
UMA MITOLOGIA SEM FIM

Dragões, mortos-vivos de gelo, troca-peles e afins são ingredientes que colocam as Crónicas de Gelo e Fogo num patamar de excelência dentro do género fantástico. Mas o que os torna realmente incríveis é que eles são raros no mundo em que estão inseridos, um mundo consistente e cruel. Se alguns anciãos, como a Velha Ama, descortinam fragmentos dessas criaturas do passado que podem estar bem vivas e escondidas no presente, a mitologia é apresentada pelas crenças das civilizações construídas de raiz.

Em Westeros, o culto aos Sete Deuses levou à criação de septos (as igrejas dedicadas aos Sete) e de septões (os padres). A Fé dos Sete reverencia o Pai, que representa o julgamento, a Mãe, dedicada à maternidade e à piedade, o Guerreiro, que oferece força em combate, a Donzela, representante da castidade e da inocência, o Ferreiro para os mesteres, a Velha para a sabedoria e o Estranho, que representa a morte e o desconhecido. Esta é a religião em voga nos Sete Reinos, exceto nas Ilhas de Ferro, onde se pratica o culto ao Deus Afogado, e no Norte, onde ainda se reverenciam os deuses antigos.

Em Essos a religião predominante é a que presta culto a R’hllor, o Senhor da Luz, conhecido como Deus Vermelho em Westeros. O seu símbolo é um coração flamejante, e a sua adoção por algumas figuras de poder em Westeros vem dar uma cobertura de guerra santa à Guerra dos Cinco Reis pelo Trono de Ferro.

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Ramsay Bolton (Aldo Katayanagi)
INFLUÊNCIAS LITERÁRIAS DE VULTO

Muito embora as Crónicas de Gelo e Fogo sejam sobejamente elogiadas pela ousadia e originalidade, pode-se dizer que apenas a forma como é abordada é original. A maioria dos personagens e tramas foram inspiradas por outras obras de destaque no género fantástico. Se já referi Moorcock como influência para os Targaryen, principalmente no que diz respeito às características físicas e passado grandioso, também posso estabelecer um paralelismo entre Tyrion Lannister e Elric. São duas figuras de poder, cada uma a seu jeito, que revelam grandes dilemas morais ao longo da sua jornada. São também vítimas da mesquinhez daqueles que os circundam e podemos somar a tudo isso as debilidades físicas. Se Tyrion é um anão feio, Elric de Melniboné é fraco e débil, recorrendo frequentemente a drogas para se manter enérgico. Pelo menos, até encontrar a espada Tormentífera, que pode ter sido também inspiração para a lendária Luminífera das Crónicas.

Os sacrifícios em nome de um Deus Vermelho, a existência de criaturas terríveis no Norte, que supostamente já teriam sido abolidas da face do mundo e a profecia de um inverno cruel, somados a uma menina que se disfarça de rapaz na sua fuga e a uma estrela com cauda nos céus que prenuncia mudanças, são​ elementos que Martin roubou a Tad Williams e à sua obra Memory, Sorrow and Thorn. Já a relação de amizade de Jon Snow com Sam, Pyp e Grenn é muito familiar se nos lembrarmos da obra do excelso senhor Tolkien e dos seus queridos hobbits. Os amigos de Frodo, Samwyse, Pippin e Merry partilham os nomes e a amizade juvenil.

A mitologia lovecraftiana de Ctulhu está também evidente nas crenças em redor do Deus Afogado nas Ilhas de Ferro. Várias Casas são também homenagem a autores dos quais George R. R. Martin é fã. São elas a Casa Vance (Jack Vance), a Casa Rogers (Roger Zelazny), a Casa Peake (Mervyn Peake), a Casa Costayne (Thomas B. Costain) e a Casa Jordayne (Robert Jordan), por exemplo. O Castelo dos Jordayne é o Tor, em homenagem à editora que publicou os livros de Jordan, e o seu senhor é Trebor, a inversão de Robert.

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Khal Drogo (Magali Villeneuve)
INFLUÊNCIAS REAIS

São imensas as influências na nossa História para as Crónicas de Gelo e Fogo. Não me refiro somente às inspirações para dar forma aos continentes e civilizações apresentados. A própria Guerra dos Cinco Reis foi inspirada pela Guerra das Rosas que dividiu o Reino Unido. Cersei Lannister é comummente comparada a Marguerite D’Anjou e a Elizabeth Woodville. Ambas tiveram papéis de destaque na Guerra das Rosas, ao colocarem mãos à obra para chegarem ao poder.

As características marcantes da sua fisionomia e o passado inglório fazem com que Daenerys Targaryen seja comparada a Elizabeth I, embora eu tenha mais tendência em compará-la a Cleópatra VII Philopator. A rainha do Egito era uma força da natureza que governou uma nação com garra, algo difícil de ver numa mulher na Antiguidade, o que estabelece um paralelismo com a heróina de Martin. Stannis Baratheon também é comparado a Constantino, que trouxe uma nova fé para a Europa, e a Antiga Valíria a Roma, um império caído. O triarca Horonno em Volantis é uma clara referência ao célebre romano Júlio César.

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Os Stark (Mathia Arkoniel)

Esta saga, porém, não possui apenas qualidades. O facto de serem muitos livros e de a série ainda não estar terminada – e possivelmente nem vir a ser – pode roubar-lhe público, mas ainda assim parece-me uma leitura obrigatória para os fãs do género. Com este artigo espero ter convencido os indecisos e até levar os que já leram a voltar a revisitar este mundo fantástico e empolgante.

Vozes do Fado 2017

Sem título 2Embora fuja ao tema do blogue, venho mais uma vez falar-vos de Fado, o que faço desde o início de 2015 sempre que apresento uma noite dedicada a esse património tão português que pertence ao mundo. Realizou-se no passado sábado, dia 25, mais uma bela noite de fados no “Clube União de Recreios de Moita do Norte”, onde uma vez mais tive o privilégio de ser o anfitrião. A gala Vozes do Fado contou com mais de 230 pessoas na assistência. Um espetáculo produzido pelos membros da direção da coletividade, com a preciosa ajuda de voluntários que trabalharam na cozinha e a servir às mesas, sem a qual seria impossível apresentar a qualidade verificada.

Começou pelas 22 horas, com um painel de relevo. Bruno Chaveiro é uma das maiores revelações na guitarra portuguesa, acompanhando várias celebridades do Fado pelo mundo. Ao seu lado, João Domingos na viola de fado e Miguel Silva no baixo arrancaram aplausos e mostraram que têm um futuro promissor à sua frente. Pedro Galveias foi o primeiro fadista a subir ao palco. Natural de Alcântara, em Lisboa, começou aos 8 anos de idade e não mais parou. Com mais de trinta anos de carreira, Pedro passou parte da sua carreira a cantar no restaurante “Os Ferreiras”, onde conheceu nomes de vulto do panorama artístico português. Já este ano publicou o seu quinto CD, chamado Ruas do Meu Fado, que levou para venda.

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Rute Soares foi a voz que se seguiu. Estudou História na Universidade Autónoma de Lisboa, mas foi no fado que se notabilizou, quer através dos seus trabalhos discográficos, quer em espetáculos como o Fado in Chiado e nas casas de fado que frequenta, como o “Marquês da Sé” ou o restaurante “Guitarras de Lisboa”. Seguiu-se outro lisboeta, Cristiano de Sousa. Figura habitual na nossa casa, Cristiano é um dos nomes em ascensão no género, levando-o a todo o mundo através da sua voz inconfundível. É também uma das vozes residentes no “Café Luso”. Ainda pudemos ouvir Célia Leiria. Natural de Alcanhões, Santarém, Célia foi lançada por Carlos Zel em 2001 e desde então nunca mais parou. Participou em vários eventos de prestígio, como a gala de solidariedade O Fado Acontece em 2008 ou o festival de Castilla y Leon de Zamora em 2011, por exemplo.

O intervalo aconteceu por volta das 23:20, com a distribuição de caldo verde, chouriço assado, arroz doce e café, tendo vindo a retomar-se o espetáculo próximo da meia-noite. A segunda parte começou da melhor maneira com O Encanto da Tristeza, maravilhoso instrumental levado a cabo por Bruno Chaveiro. Os restantes fadistas voltaram a coroar a noite com as suas vozes, desta feita com vários duetos e improvisos. Porque o Fado é uma forma de vida, vivemos intensamente mais uma noite cheia de emoções e de bons momentos em família. Em outubro há mais.