Sobre

Sobre o NDZ:

Do que trata?

Fundado a 4 de agosto de 2012, Notícias de Zallar é o título do meu website/weblog oficial. Inicialmente chamado Deixa-me Ler-te, apenas uma plataforma de crítica literária, o blogue sofreu uma modificação de ADN em setembro de 2014, quando publiquei o meu primeiro livro, intitulado Espada que Sangra. Desde então, à formulação de opiniões juntei também a divulgação dos meus projetos literários. Em 2016 comecei a partilhar, quinzenalmente, um livro de fantasia que publico também na plataforma Wattpad, com o título Língua de Ferro: Um Sacana Qualquer. Também em 2016 iniciei parceria com uma das minhas editoras preferidas, a Edições Saída de Emergência, para opinar e promover os seus livros.

Quem escreve?

Chamo-me Nuno Ferreira. Sou telefonista/rececionista na Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento, apresento eventos, faço teatro (muito) pontualmente e desempenho um cargo de direcção no Clube União de Recreios de Moita do Norte. Nunca exerci na minha área de licenciatura, “Gestão de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional”, gosto de chocolates, mantas, lareiras, praia e livros (ainda não tinham reparado?). Ah, e conheci uma italiana maravilhosa que é só a minha namorada, a minha melhor amiga e um dos pilares da minha vida. Considero-me fã de filmes, séries, BD’s e animes – “Dragon Ball” é o meu eterno hype –, e sou apaixonado pela marca LEGO © desde tenra idade. Mais importante, escrevo críticas literárias e livros de adult fantasy; será escusado dizer que a literatura é a minha grande paixão. Comecei a trabalhar pela Chiado Editora, mas virei a página e neste momento escrevo para a Editorial Divergência.

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Sobre Zallar e o processo de escrita:

O que é Zallar?

É o mundo em que se passa a minha série fictícia Histórias Vermelhas de Zallar. É um dos três planetas gémeos que nasceram da violação de Khsem (a luz) a Mallaya (o universo). Os outros dois mundos são Semboula, mundo apresentado no meu livro online Língua de Ferro: Um Sacana Qualquer e Bhaset, ainda inexplorado.

Porque o primeiro livro se chama Espada que Sangra?

Espada que Sangra é o primeiro volume das Histórias Vermelhas de Zallar, uma saga de alta fantasia. Apesar de também existirem armas de fogo neste livro, também são usadas espadas e como seria de esperar, fazem escorrer sangue pelas suas folhas de lâmina. O título é um trocadilho. Os humanos de Zallar chamam às suas cidades-estado de espadas, e Espada que Sangra significa que aquela cidade-estado em particular está a sangrar, ou seja, a sua segurança ou até mesmo a sua política interna está gravemente ferida. Isso está relacionado com o facto de existirem conspirações muito bem urdidas para destituir os monarcas dos seus cargos de poder.

Quantos volumes tem “Histórias Vermelhas de Zallar”?

Serão cinco volumes, já escritos. A complexidade do mundo que eu criei não me permite terminar a saga em três livros, e quatro parece-me pouco para atar todas as pontas soltas. Cinco é o número. E como muito do meu mundo fantástico tem conotações simbólicas, também o número de volumes o tem. Cinco é o número do equilíbrio, da união entre o céu e a terra, o número da perfeição, e é com cinco volumes que eu atinjo o Quinto Império de Zallar.

Como qualifico o meu estilo e ritmo de escrita?

Acima de tudo, escrevo como gosto de ler. Gosto de fornecer ao leitor uma caraterização de personagens e descrição riquíssima, para dar verosimilhança aos cenários que crio, mas sem descurar a importância enorme que os diálogos têm na materialização desses mesmos cenários e no molde dos personagens. Não gosto de escrever capítulos muito grandes, porque maçam o leitor e também a mim quando os escrevo. É muito importante dar ao leitor aquilo que ele deseja/necessita para ter uma ótima leitura e isso só é possível colocando-nos na sua pele. Também prefiro começar a escrever um livro já com um esqueleto do que pretendo para ele, e à medida que o vou escrevendo, outras ideias apenas vão encher de músculo essa mesma estrutura; caso contrário corro o risco de chegar ao fim sem conseguir algo de convincente. Para mim, gostar daquilo que escrevo é essencial para obter bons resultados, daí que me seja muito difícil escrever a partir das ideias e exigências de outros.

Quais as minhas maiores referências?

As minhas grandes referências literárias são Scott Lynch, Stephen King, Ken Folett, Bernard Cornwell, John le Carré, Agatha Christie, H. P. Lovecraft, Robert E. Howard e inevitavelmente George R. R. Martin, o autor de “Crónicas de Gelo e Fogo” que muito me impulsionou a escrever as Histórias Vermelhas de Zallar. Ultimamente, nomes como Steven Erikson e Brandon Sanderson têm ganho também algum destaque nas minhas preferências.

Inspiro-me em alguém real para criar personagens? 

Verdadeiramente? Não. Não há uma só pessoa que eu tenha já conhecido que esteja presente nestes mundos fictícios. Penso no mundo que criei e pergunto-me: que tipo de pessoas poderiam viver aqui? E então, vou beber influência a personagens históricas, personagens de filmes, de séries de tv, de livros ou até de bandas-desenhadas. Tenho um especial carinho por histórias de aventura, espada e feitiçaria, espionagem e western, e posso dizer que fui buscar aí também a sua quota-parte de influência.

Faço muita investigação?

Hoje em dia fazer investigação para mundos fictícios exige muita dedicação. É necessário ler muito – muito mesmo. Ideias novas jorram a todo o momento na minha mente, ao pesquisar por algo na internet, ver um anime ou uma série. Uma vez que gosto de criar mundos credíveis e a minha principal fonte de inspiração é a própria História, utilizo mais vulgarmente livros de consulta para fundamentar o meu mundo. Mas guardo todo o tipo de informações que possam enriquecer a obra para uma segunda fase da escrita, barrando-a como a cobertura de um bolo.