7 Pais Que o Mundo da Fantasia Não Esquecerá

Dia 19 de março é o 78.º dia do calendário gregoriano. O dia em que a dinastia Sung terminou na China, a Suécia assinou a paz com Münster e os irmãos Lumiére filmaram o seu primeiro filme. É também o dia dedicado pela Igreja Católica a São José de Nazaré, esposo de Maria e pai de criação de Jesus Cristo. Por essa razão, foi estipulado como o dia internacional do pai.

Em homenagem a todos os pais, venho fazer um artigo dedicado àqueles que, embora ficcionais, deixaram um sentimento de afeição e calor paternal a todos os que os conheceram, através dos mais diversos livros de fantasia. São 7 pais que o mundo da fantasia não esquecerá. Personagens memoráveis que permanecerão na memória coletiva dos fãs do género. Se ainda não conheceste algum deles, do que estás à espera?

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Denethor (Tiziano Baracchi)
DENETHOR

O pai de Boromir e Faramir, em O Senhor dos Anéis, famigerada trilogia de J. R. R. Tolkien, não é o melhor exemplo de um pai extremoso. Filho de Ecthelion II, foi Mordomo de Gondor, a posição de regência da nação humana nos tempos em que aguardaram pelo Rei prometido. Denethor II casou com Finduilas, a filha de Adrahil de Dol Amroth, e do seu matrimónio nasceram Boromir e Faramir.

A predileção de Denethor pelo primogénito, Boromir, era evidente. Por sua vez, desdenhava do filho mais novo, que era muito próximo de Gandalf. A morte do filho mais velho tornou-o ainda mais céptico em relação a Faramir, que ainda assim viria a substituí-lo como regente de Gondor. Durante algum tempo, Denethor usou a bola Palantír, o que tornou mais frágil e o levou à loucura. Já debilitado mentalmente pela morte de Boromir, e ao julgar que também Faramir estava condenado, este pai viria a falecer ao queimar-se com a Palantír nas mãos durante o Cerco de Gondor.

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Príncipe Cavalaria (Myblack em deviantart)
PRÍNCIPE CAVALARIA

Apesar de a narrativa se iniciar com este personagem morto, a Saga do Assassino de Robin Hobb não seria a mesma se ele não tivesse existido. O Príncipe Cavalaria era o substituto natural do Rei Sagaz no trono dos Seis Ducados, uma vez que era o filho mais velho. Tendo como irmãos os príncipes Veracidade e Majestoso, Cavalaria era respeitado por todos e visto como um homem de valores e princípios. Daí que tenham sido surpreendentes os boatos e a confirmação de uma traição e da existência de um bastardo. Trata-se de Fitz, o protagonista da história.

Cavalaria assumiu a traição e colocou à disposição o seu lugar hereditário, pelo constrangimento que isso conferia ao reinado e à esposa. O príncipe era casado com a Dama Paciência, que nunca lhe havia conseguido dar filhos. Por conseguinte, após o seu desaparecimento, Paciência criou Fitz como o protocolo exigia, ainda que tenha vindo a ser Castro, um bom trabalhador e lealista ao príncipe, a vestir a pele de progenitor.

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Steven Deschain (Towerwikia)
STEVEN DESCHAIN

O pai de Roland, o protagonista da saga A Torre Negra de Stephen King, foi um pistoleiro bastante poderoso na terra de Gilead. Era um descendente de Arthur Eld, o ancestral que fundara aqueles domínios e uma clara alusão ao célebre Rei Artur do Ciclo Bretão. Filho de Deirdre e Alaric Deschain, Steven era um líder entre os pistoleiros.

Casou-se com Gabrielle, de quem viria a ter um filho, Roland. Apesar de tentar formar o filho nas leis dos pistoleiros, Roland revelou-se uma desilusão, acabando por derruir todas as suas expectativas. Na verdade, Roland descobrira que a mãe e um dos seus homens de confiança, Marten Broadcloak, eram amantes. Tentou alertar o pai para a traição, mas este nunca lhe deu ouvidos, o que resultou na sua morte. Roland, porém, regeu-se durante toda a vida pelos seus conselhos, e uma das suas máximas é: não te esqueças do rosto do teu pai.

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James Potter (Michelle Winer)
JAMES POTTER

Criado por J. K. Rowling, James é o pai de Harry Potter na famosa série de fantasia com o mesmo nome. Estudou em Hogwarts com aquela que viria a ser a sua esposa, Lilian, e os seus melhores amigos eram Sirius Black, Remus Lupin e Peter Pettigrew. Sempre fora apaixonado por Lilian, embora ela mostrasse especial predileção pelo seu amigo Severus Snape.

James e Lilian casaram após saírem de Hogwarts, vindo a juntar-se à Ordem da Fénix onde revelaram um papel fundamental no apoio a Dumbledore. Posteriormente, teriam o seu único filho, Harry, que viria a tornar-se uma peça capital para a salvação da Ordem e da própria escola de magia. Tal como a esposa, James viria a ser morto pelo terrível Lorde Voldemort.

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Ned Stark (io9)
NED STARK

Quem gosta de fantasia não esquece Ned Stark, o pai que todos gostariam de ter se vivessem em Westeros. Um dos protagonistas do volume inaugural das Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin, Eddard “Ned” Stark foi sempre um homem íntegro e valoroso, de educação firme e mão de ferro. Apesar disso, ou também por isso, nunca deixou de amar os filhos e tratá-los com afeto e preocupação.

O patriarca dos Stark casou com Catelyn por amor, e ainda que todos julgassem que traíra a esposa e que dessa traição nascera Jon Snow – que viria a criar à sombra dos restantes filhos – Ned escondera um segredo terrível envolvendo a sua irmã Lyanna. Muito provavelmente, Ned manchou a sua honra para proteger a irmã. Ainda assim, a suposta traição foi perdoada por Catelyn, mesmo que esta nunca aceitasse o bastardo. Ned Stark foi vítima de uma armadilha cruel e morreu precocemente, mas todos nos recordamos da sua presença terna e da extrema afeição para com os filhos Robb, Jon, Sansa, Arya, Bran e Rickon.

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Arliden e Laurian (Corade Laurian em deviantart)
ARLIDEN

Arliden, o Bardo, é um personagem importante das Crónicas do Regicida de Patrick Rothfuss. Pai do protagonista, Kvothe, tem destaque no primeiro terço do livro O Nome do Vento, revelando-se um Edema Ruh de renome, famoso pelas suas cantigas de maldizer e por liderar uma trupe que se passeia de terra em terra para entreter os locais.

Esposo de Laurian, a filha de um nobre, é descrito pelo próprio filho como o melhor cantor e ator que este já viu. Dono de um humor mordaz e de feições afáveis, Arliden educou Kvothe com o máximo de subtileza e profundidade, vindo a preocupar-se com o dom inusitado do filho em aprender rapidamente. Em busca de uma nova música, Arliden colige vários relatos sobre o mito do Chandrian, o que vem a despertar atenções e resulta na sua morte, bem de como a da esposa.

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Jaime Lannister (Amok)
JAIME LANNISTER

Sei que já falei nas Crónicas de Gelo e Fogo, mas o Regicida é outro pai de quem nos lembramos facilmente. Ele teve três filhos com a sua irmã Cersei Lannister, ainda que estes tivessem sido criados por outro: o ébrio e fanfarrão rei Robert Baratheon.

Desde muito cedo que Jaime e Cersei estabeleceram uma relação de afinidade a roçar o erótico. Os irmãos sempre foram obcecados um pelo outro, da mesma forma que foram por si mesmos. Viram-se como o espelho um do outro – o espelho da perfeição. Apesar de nunca se preocupar em educar Joffrey, Tommen e Myrcela, Jaime sempre soube que eram seus filhos e, quando a vida levou um revés e o tornou mais humano, o que coincidiu com a perda de uma mão e a morte do filho mais velho, Jaime revelou-se mais preocupado com os outros filhos e com o real significado da palavra pai.

E vocês, têm algum “pai de estimação” no mundo da fantasia?

Resumo Trimestral de Leituras #8

Chego ao final do ano com a sensação de objetivos cumpridos e um ano pleno de excelentes leituras. Este último trimestre foi rico em obras diversificadas, com algumas das melhores avaliações do ano a ocorrerem neste período. Podem ver a lista anual aqui e segue em baixo os livros lidos no último trimestre:

Proxy: Antologia Cyberpunk – Vários Autores

O Cavaleiro da Morte, Crónicas Saxónicas #2 – Bernard Cornwell

Fome de Vencer, Tony Chu: Detective Canibal #5 – John Layman e Rob Guillory

A Canção de Susannah, A Torre Negra #6 – Stephen King

Suíte do Apocalipse, Umbrella Academy #1 – Gerard Way e Gabriel Bá

As Primeiras Quinze Vidas de Harry August – Claire North

Saga Vol. 5 – Brian K. Vaughan e Fiona Staples

A Lâmina, A Primeira Lei #1 – Joe Abercrombie

Dallas, Umbrella Academy #2 – Gerard Way e Gabriel Bá

Prelúdios e Nocturnos, Sandman #1 – Neil Gaiman

Jardins da Lua, Saga do Império Malazano #1 – Steven Erikson

Casa de Bonecas, Sandman #2 – Neil Gaiman

Terra do Sonho, Sandman #3 – Neil Gaiman

Rei dos Espinhos, Trilogia dos Espinhos #2 – Mark Lawrence

The Horror in the Museum – H. P. Lovecraft

Aniquilação, Área X #1 – Jeff Vandermeer

The Walking Dead: The Alien – Brian K. Vaughan e Marcos Martin

Estação das Brumas, Sandman #4 – Neil Gaiman

O Terceiro Desejo, The Witcher #1 – Andrzej Sapkowski

sem-tituloO mês de outubro começou com a leitura de uma excelente coletânea de contos portugueses. Antologia da Editorial Divergência, Proxy: Antologia Cyberpunk conta com alguns dos autores nacionais mais talentosos. Reúne seis histórias mirabolantes passadas em mundos futuristas que conquistam pela originalidade. Todos os contos são protagonizados por mulheres; os que mais me agradaram foram Alma Mater de José Pedro Castro e Bastet de Mário Coelho. Logo depois li O Cavaleiro da Morte. O segundo volume das Crónicas Saxónicas de Bernard Cornwell traz-nos um Uthred imaturo e intempestivo, que continua dividido entre o sangue saxão que lhe corre nas veias, e o fervor guerreiro dos viquingues, que o criaram. As contingências colocam-no do mesmo lado que Alfredo, o Rei saxão, e contra o seu irmão de criação. Uma escrita brilhante, um dos melhores romances históricos que já li.

sem-titulo-2Em Fome de Vencer, com argumento de John Layman e ilustração de Rob Guillory, a banda-desenhada Tony Chu: Detective Canibal volta a surpreender. Neste quinto volume, a filha de Tony Chu é raptada pelo terrível Mason Savoy, enquanto ele e o seu parceiro são despromovidos. Mais tarde, o próprio Chu é raptado por um jornalista desportivo, que quer usar os seus dons cibopáticos para descobrir os podres das principais estrelas de futebol. A Canção de Susannah é o penúltimo volume da saga visionária de Stephen King, A Torre Negra. Soberbo em toda a sua largura, King consegue oferecer um livro cheio de ação e suspense, dividindo o ka-tet (grupo de protagonistas) em três grupos. Susannah, grávida de um demónio, caminha para o parto na Nova Iorque de 1999; Jake, Oi e o Padre Callahan seguem as pistas na sua peugada, enquanto Roland e Eddie viajam para o passado, onde se encontram com um jovem escritor chamado Stephen King e o obrigam a escrever a história de A Torre Negra. Um livro cheio de referências e twists deliciosos, como o autor já nos habituou. Umbrella Academy (Vol. 1 e Vol. 2) é uma série de banda-desenhada divertidíssima, escrita pelo vocalista da extinta banda My Chemical Romance, Gerard Way, e com ilustrações do brasileiro Gabriel Bá. 43 crianças nascem do ventre de mulheres que não teriam dado qualquer sinal de gravidez, e todas mostram super-poderes. Ou… quase todas. Reginald Hargreeves, um cientista, recolhe 7 dessas crianças e educa-as na sua mansão, criando uma escola de super-heróis, The Umbrella Academy. Porém, as relações entre eles virão a fraturar-se, com o passar dos tempos. O segundo e último volume já publicado revelou-se ainda melhor que o primeiro.

sem-titulo-2Em novembro comecei por ler As Primeiras Quinze Vidas de Harry August, livro de Claire North, pseudónimo da britânica Catherine Webb. Harry August é um jovem ruivo, fruto de uma violação, criado por um casal de origens humildes. Não sabe nada sobre as suas origens, até morrer. Mas Harry volta à sua data de nascimento, e poucos anos depois, tem consciência de que tudo aquilo já lhe aconteceu. Morte após morte, Harry volta ao ponto de partida, recordando-se de tudo o que ficou para trás. Certo dia, descobre que não é o único a possuir esse dom. Brilhante livro de suspense e mistério, contado na primeira pessoa, o livro perde por saltar de vida para vida como alguém que conta uma história e volta para trás por se ter esquecido de algum pormenor. Li também o quinto volume da série de banda-desenhada Saga, escrita por Brian K. Vaughan e ilustrada por Fiona Staples. Mais uma vez brilhante, neste volume acompanhamos a demanda de Marko e Robot IV, declarados inimigos, em busca dos seus filhos raptados por Dengo, enquanto Gwendolyn e Marca procuram sémen de dragão para curar o freelancer Vontade. Claro está, cenas hilariantes, disparates, sexo e sátiras não faltam. Simplesmente delicioso.

sem-tituloHá muito que queria ler Joe Abercrombie e a trilogia A Primeira Lei. Sand dan Glotka foi em tempos um soldado promissor, mas a guerra inutilizou-lhe a perna e foi capturado pelo temido Império Gurkhul. Quando regressou, coxo e sem dentes, tornou-se um inquisidor, aplicando a tortura a prisioneiros para conseguir as confissões que mais fossem convenientes aos seus superiores. Logen Novededos é um guerreiro famoso no Norte, bárbaro sanguinário que incutiu massacres às ordens do terrível Bethod. Agora, com o advento de criaturas horripilantes no norte e a perda dos seus companheiros, Logen decide lutar contra Bethod. Jezal dan Luthar é um jovem capitão de linhagem nobre. Egoísta e vaidoso, prefere passar os dias a jogar e a embebedar-se, do que a cumprir os seus deveres. É Bayaz, o famigerado Primeiro dos Magos, que irá unir estes três homens tão diferentes, com um único propósito. A Lâmina não me conquistou, porque tinha as expectativas altas e esperava algo mais credível, ainda assim os personagens são incríveis, e a história promissora. Continuei o mês a ler boa fantasia. Escrito por Steven Erikson, Jardins da Lua é o primeiro volume da Saga do Império Malazano. O continente de Genabackis está sob fogo cruzado. De um lado, o Império em expansão, com os exércitos de Dujek Umbraço a ganhar terreno graças ao apoio dos moranthianos e dos Altos Magos. Do outro, as últimas cidades livres, com a proteção dos Tiste Andii liderados por Anomander Rake e Caladan Brood. A cidade de Pale é destruída e ocupada pelos homens de Umbraço; entre eles está o sargento Whiskeyjack, que inclui no seu pelotão uma recruta possuída por um Ascendente. Após o cerco a Pale, Darujhistan torna-se a única cidade livre. Repleta de personagens riquíssimos, Darujhistan é uma cidade governada por um conselho corrupto e por uma sociedade de assassinos, embora sejam os magos a deter o verdadeiro poder, vinculados a Anomander Rake. Um grupo de amigos que se reune frequentemente numa taberna torna-se o centro de toda a ação. Esta foi, de longe, a melhor leitura do ano de 2016.

sem-titulo-3Terminei novembro e comecei dezembro a ler a BD Sandman de Neil Gaiman (Vol. 1, Vol. 2, Vol. 3 e Vol. 4). Se o primeiro e o terceiro volumes da icónica série de banda-desenhada não me conquistaram, parecendo mantas de retalhos cheias de referências e com pouco conteúdo, o segundo e o quarto volumes apresentaram histórias bem amarradas, cheias de tramas paralelas que se entrelaçaram e revelações credíveis sobre os personagens apresentados. Prelúdios e Noturnos é focado no cativeiro em que o Senhor dos Sonhos esteve submetido, depois de ter sido convocado acidentalmente para o mundo real, onde permaneceu durante 70 anos sob uma redoma de vidro. Casa de Bonecas foca-se em várias mulheres (e no seu papel para a sociedade). Rose Walker é uma menina que, por uma qualquer estranha razão, causou um distúrbio no mundo dos sonhos, de onde fugiram vários pesadelos. Terra do Sonho divide-se em várias short stories intrigantes que, ainda assim, não me encheram as medidas, limitando-se a aumentar o significado simbólico da mitologia concebida por Gaiman.  O quarto volume, Estação das Brumas, foi melhor. Com genialidade, o autor humaniza o protagonista ao colocá-lo com problemas de consciência. Lúcifer comunica a Sonho que libertou todas as criaturas, e entrega-lhe as chaves do Inferno para que ele possa fazer dele o que quiser.

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Rei dos Espinhos é o segundo volume da Trilogia dos Espinhos de Mark Lawrence. Aliando uma escrita cuidada e de qualidade a um background pós-apocalíptico cheio de deliciosas referências, Lawrence escreveu mais um livro com um dos personagens mais badass da fantasia moderna, Jorg Ancrath. No entanto, as boas ideias não conseguiram cativar-me. As várias linhas temporais confusas e uma condução de história deficiente e pouco credível desiludiram-me. Já o elegi The Horror in the Museum como o melhor conto que li este ano. Escrito por Lovecraft como ghost writer de Hazel Heald, apresenta-nos um protagonista cético que julga louco o escultor de um museu de cera, uma vez que este alega que as criações que apresenta não são esculturas mas sim monstros que caçou e enbalsamou. É uma fantástica narrativa que consegue inspirar ao leitor o mais profundo e inquietante dos terrores. The Alien é um volume isolado da BD The Walking Dead escrito por Brian K. Vaughan, o autor de Saga. Sem uma história propriamente original ou muito diferente, apresenta-nos dois personagens na cidade de Barcelona, no início da propagação do vírus. Apesar de pequeno e cliché, apresentou algumas surpresas.

sem-titulo-3Li este mês aquele que elegi o melhor livro de ficção científica deste ano. Primeiro volume da trilogia Área X de Jeff Vandermeer, Aniquilação é o relato de uma bióloga que se voluntariou para estudar uma área selvagem abandonada pelos humanos, depois de o seu esposo ter regressado de lá como uma sombra do que um dia foi. Envolvente e cheio de suspense, faz-nos pensar sobre os segredos da natureza e da evolução humana. A última leitura do ano foi O Terceiro Desejo. O primeiro volume de The Witcher apresenta uma sequência de contos protagonizados por Geralt de Rivia, um bruxo que mata monstros a troco de pagamento. Obstinado em afirmar que não trabalha como assassino a soldo, Geralt enfrenta vampiros, elfos e génios, num livro muito bem escrito por Andrzej Sapkowski. Para o ano há mais. Votos de um 2017 cheio de felicidades e boas leituras para todos os seguidores do blogue.