Estive a Ler: Anjos

A missão já tinha terminado. Era tempo da recompensa há muito prometida. Muito mais valiosa do que a enorme soma monetária que lhe tinha depositado, muito mais prazerosa do que qualquer outra coisa que lhe poderiam oferecer. Finalmente, vingança!

O texto seguinte pode conter spoilers do livro Anjos

Lançado no passado dia 15 de julho no Instituto Superior Técnico de Lisboa, no âmbito do Sci-Fi Lx, Anjos foi o livro vencedor do Prémio Divergência 2015. Pelas mãos da Editoral Divergência, esta obra de Ficção Científica é rotulada como o primeiro livro de “solarpunk” made in Portugal. O autor, Carlos Silva, é uma das figuras proativas da Ficção Especulativa no nosso país, quer através da escrita, quer através dos inúmeros projetos em que se tem envolvido, sendo a Imaginauta, da qual foi um dos fundadores, um dos empreendimentos que tem obtido maior expressão.

Com 290 páginas e edição de Anton Stark, Anjos é o primeiro romance publicado de Carlos Silva, que já havia dado nas vistas não só com os vários projetos desenvolvidos, como também pelos inúmeros contos que publicou em antologias e revistas especializadas, tanto no nosso país como no Brasil. Mais recentemente, o autor começou também a escrever para BD e cinema.

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Fonte: http://divergencia.pt/balanco-do-sci-fi-lx-2017/

Que YHVH observe todos os teus passos. Boas leituras. Foi esta a mensagem que o Carlos Silva garatujou no meu exemplar quando o adquiri durante o Sci-Fi Lx. Se a vontade para conhecer o livro do Carlos já era muita, esta “dedicatória” enigmática deixou-me ainda com mais vontade de devorar o livro. Já conhecia a escrita do autor, nomeadamente da antologia Proxy, onde o conto “O Pecado da Carne” foi um dos meus favoritos, e garanto que Anjos não me desiludiu. Carlos Silva é uma das novas vozes da literatura de género em Portugal e a qualidade do seu trabalho merece o meu louvor.

Anjos é um livro com 38 capítulos plenos de ação e de reviravoltas, sob o ponto de vista de uma série de personagens que deixam bem ao critério do leitor quem deve ou não ser considerado o protagonista. Somos transportados para uma Lisboa futurista, onde o nosso país não é bem aquilo que podemos imaginar. Pessoalmente, tenho alguma dificuldade em escrever sobre Portugal, mas é inegável que faz falta ficção sobre a nossa identidade coletiva e o Carlos conseguiu fazê-lo com êxito e originalidade.

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Fonte: http://divergencia.pt

Algures no nosso futuro, um abanão tectónico com proporções maiores e mais terríveis do que o sismo de 1755 abalou os alicerces do nosso país. Monumentos como o Castelo de S. Jorge, por exemplo, disseram adeus à sua singela existência. Em seu lugar, foram construídos outros edifícios, mais sofisticados e de arquitetura vanguardista, mas também – e aqui fica uma das adições mais incríveis por parte do autor – ecológica. A Lisboa prenhe de arranha-céus que podes imaginar está lá, mas esses edifícios têm os terraços cheios de jardins, colorindo a cidade de verde, o que transforma este livro num “solarpunk”.

“Carlos Silva é uma das novas vozes da literatura de género em Portugal e a qualidade do seu trabalho merece o meu louvor.”

Pode-se dizer que estamos perante um mundo mais sofisticado e otimista, graças ao trabalho desmedido de uma mão cheia de pessoas que não olharam a esforços para construir um país melhor. A Reconstrução veio suprir muitas das dificuldades e falhas do mundo antigo, muito embora, com o passar dos anos, ninguém se lembre ou saiba muito bem quem foram aqueles que contribuíram para este avanço social/tecnológico. Nestes dias futuristas, a Internet tem um poder incomensurável, capaz de detetar ou de conhecer o perfil psicológico de qualquer pessoa, baseando-se meramente nos seus dados pessoais de registos eletrónicos ou perfis nas redes sociais.

O YHVH é o maior e o mais poderoso desses computadores, que poderia trazer o caos ao mundo se caísse nas mãos erradas. Foi para evitar isso que os Anjos se apoderaram dele. Uma sociedade restrita, os Anjos são, na prática, uma empresa de estafetas que transporta informações confidenciais manualmente, devido à impossibilidade de obter qualquer tipo de privacidade ou secretismo através da Internet. Pejados de interfaces e de um sem-número de recursos tecnológicos, estes mensageiros têm um papel ativo na sociedade, atuando clandestinamente como justiceiros.

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Fonte: http://hopesandfears.com

Serafim, Miguel e Raquel foram os fundadores deste grupo invulgar. Em tempos, foram os melhores amigos, cheios de ideias inovadoras e de soluções para os problemas do mundo. Juntou-se-lhes Rita, um génio informático. A relação de Serafim e Miguel, porém, foi-se degradando com os conflitos resultantes das suas diferenças ideológicas. Essa cisão acentuou-se com o homicídio de Raquel. Miguel enveredou por um grupo mais interventivo que os Anjos, chamado Socorristas, e Serafim ocupou-se da liderança dos Anjos. Com o tempo, o grupo evoluiu e novos formandos foram adicionados à equipa, como Isabel, Gabriel e Uriel. A história de Anjos tem início quando o jovem Uriel é cruelmente assassinado.

“A Reconstrução veio suprir muitas das dificuldades e falhas do mundo antigo, muito embora, com o passar dos anos, ninguém se lembre ou saiba muito bem quem foram aqueles que contribuíram para este avanço social/tecnológico.”

Ana é a inspetora encarregue do caso. As desconfianças de que a vítima mortal seja um membro da empresa de Serafim são alimentadas pelo inspetor João Noronha, com quem é obrigada a dividir o caso. Noronha foi um dos homens responsáveis pela Reconstrução, de quem quase ninguém se lembra, e apesar de se mostrar cética em relação às suas crenças, Ana segue os seus impulsos. Em boa verdade, porque Noronha é uma das suas referências, o exemplo que a levou a seguir aquela profissão. Para o inspetor, os Anjos estão metidos naquilo até ao pescoço; um dos trabalhos da sua vida tem sido reunir provas sobre os trabalhos clandestinos do grupo.

Gostei imenso do trabalho desenvolvido pelo autor. A história é muito interessante e até inesperada, tanto a nível de estrutura base como a nível de desenvolvimento narrativo. Também a escrita é fluída e competente. Se, em alguns momentos, pareceu que o passado dos personagens era demasiado vincado pelo autor, de forma talvez repetitiva, temo que o corte dessas informações pudesse criar maior confusão ao leitor. O mundo é novo, mas somos inseridos nele de forma gradual e perfeitamente esclarecedora.

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Fonte: http://alchetron.com/Cyborg-2318169-W

Anjos faz-nos refletir sobre a sociedade e sobre o futuro que nos espera, sobre corrupção, sobre justiça e sobre partilha de informação. Acima de tudo, porém, é um thriller pleno de investigações e de perseguições, em que tanto a identidade do herói como a do vilão permanece incógnita até ao final. A revelação do rosto por detrás dos homicídios é, na verdade, a única desilusão do livro. Não só faz todo o sentido, como foi a minha primeira suspeita, mas entra em choque narrativo com uma cena anterior, passada sob o ponto de vista do personagem.

Outra crítica a apontar é a falta de profundidade de alguns personagens. Ana precisava de mais alguns capítulos com destaque. Isabel e Gabriel tiveram os seus picos de protagonismo, mas não consegui distingui-las uma da outra, quer através de perfil físico ou psicológico, quase inexistentes. Na verdade, seria difícil dar igual ênfase a tantos personagens num livro único e de dimensões reduzidas como o é Anjos, mas ainda assim penso que o autor se saiu bem. Pessoalmente, escolheria menos personagens para lhes dar pontos de vista.

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Fonte: http://businessinsider.com/teenage-mutant-ninja-turtles-is-all-about-megan-fox-2014-8

Por outro lado, temos em Serafim o personagem mais bem construído e desenvolvido. Tanto a forma como é apresentado como desenvolvido são fenomenais, tornando-o facilmente o meu personagem preferido de todo o livro. Aquilo que ele foi, aquilo que ele é e aquilo em que se torna, leva-nos a refletir se o que somos consiste no que sentimos ou naquilo que fazemos. Rita, Miguel, Noronha ou Ana são outros personagens que trago com apreço deste livro.

“A história é muito interessante e até inesperada, tanto a nível de estrutura base como a nível de desenvolvimento narrativo.”

Os últimos três capítulos são qualquer coisa de muito bom. A ação é permanente ao longo das páginas, mas no terço final ela supera-se. O ritmo é altíssimo e os acontecimentos sucedem-se de forma fluída, com eventos inesperados e volte-faces de tirar o fôlego. Anjos pode não ser um livro arrebatador, mas não perde para alguns best-sellers mundiais. Deixo os meus parabéns ao Carlos e à Editorial Divergência, mas acima de tudo um aviso à navegação: no duvidoso mercado nacional há livros com qualidade e o Anjos é um claro exemplo disso.

Avaliação: 7/10

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Sci-Fi Lx 2017

Boas! E que tal começar as férias com uma ida ao Sci-Fi Lx? Foi o que eu fiz. A Editorial Divergência havia-me convidado para estar a representar Os Monstros que nos Habitam na sessão de autógrafos de dia 15, mas por motivos profissionais e falta de preparativos, acabei por não conseguir comparecer. Ainda assim, não podia faltar ao evento e fiz a minha appearence hoje, no Pavilhão Central do Instituto Superior Técnico de Lisboa.

Entre vários eventos dedicados à Ficção Científica, o destaque vai para a palestra “Por Favor, Senhor Escritor, Não Faça Isto!” levada a cabo pelo distinto Luís Filipe Silva, no Auditório 1. Num debate cheio de boas dicas e caminhos a “não seguir”, fiquei com a sensação de que a preleção merecia um maior número de público. Estimados autores nacionais, não sabem aquilo que perderam. A conversa foi pertinente e bem construtiva.

Logo de seguida, assisti à apresentação do livro As Nuvens de Hamburgo do sempre inventivo Pedro Cipriano. A apresentação foi muito agradável e, quanto ao livro publicado pela Flybooks, irei escrever sobre ele muito, muito em breve. Para além de privar com o Pedro e com o Luís Filipe Silva, que só conheci no dia em que lhe “saquei” um autógrafo no Fórum Fantástico de 2014, ainda tive a oportunidade de adquirir o mais recente livro da Editorial Divergência, o Anjos do Carlos Silva, outro grande entusiasta da Ficção Especulativa que é sempre agradável encontrar. Claro está, tive direito a dedicatórias. Fiquem com as fotos:

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Flyer do evento
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Apresentação “As Nuvens de Hamburgo”
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“Por favor, Senhor Escritor, Não Faça Isto!” com Luís Filipe Silva

 

A Divulgar: “Anjos” pela Editorial Divergência

A maior convenção de ficção científica nacional está a chegar e o primeiro dia do Sci-Fi Lx conta com um lançamento há muito aguardado. Vencedor do Prémio Divergência 2015, Anjos de Carlos Silva é o primeiro livro de solarpunk português. O co-fundador da Imaginauta é um dos grandes entusiastas da ficção especulativa em Portugal e já publicou contos em Portugal e no Brasil, entre os quais está o “Pecado da Carne”, da antologia Proxy, comentado aqui no blogue em outubro do ano passado.

O lançamento está marcado para dia 15, o primeiro dia de um fim-de-semana dedicado à ficção científica com um programa bem interessante, no qual a Editorial Divergência estará muito bem representada. Poderás encontrar o Carlos e o seu Anjos no Instituto Superior Técnico de Lisboa, pelas 16:30, no Auditório 1.

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Capa Editorial Divergência

SINOPSE:

Numa Lisboa futurista, reconstruida após um terramoto ainda maior do que o de 1755, a informação é mais preciosa do que nunca. A mais delicada e desejada não pode correr o risco de circular pela omnipresente Internet — tem de voar sobre ela, nas mãos inefáveis daqueles que se auto-intitulam de Anjos. Mas nem eles estão seguros, agora que os seus inimigos sabem da terrível arma da qual são guardiões. Um engenho apenas possível no passado, capaz de inverter a balança do poder da nova cidade. O círculo está a apertar, cada vez mais letal. Ninguém sairá ileso.

Proxy

E um vírus? Ébola, influenza? Saca-se num torrent, faz-se facilmente num laboratório amador!

O texto seguinte pode conter spoilers do livro Proxy – Antologia Cyberpunk

Com prefácio de João Barreiros e contos de Vítor Frazão, Júlia Durand, Carlos Silva, Marta Santos Silva, José Pedro Castro e Mário Coelho, Proxy – Antologia Cyberpunk é uma experiência original no sub-género em Portugal e traz-nos um conceito pouco conhecido no nosso país, alimentado sobretudo pela cultura mangá e anime.

O cyberpunk é um braço da ficção científica, caracterizado por apresentar mundos em elevados níveis de desgaste ou depressão, mudanças tecnológicas imersivas e muitos, muitos corpos reconstruídos – total ou parcialmente – com recurso à cibernética avançada. Redes de alta tecnologia surgem normalmente ligadas a cérebros humanos e o virtual mescla-se ao autêntico em tons sombrios. Claro está, escusado será dizer que a grande maioria dos trabalhos apresentados pelo cyberpunk são passados num futuro distante ou em pleno espaço sideral.

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Olho ciperpunk (nikolasbadminton)

O prefácio de João Barreiros, com o título A Carregar… é uma triste constatação do espaço que este sub-género, e a FC no seu todo, ocupam nas prateleiras das nossas livrarias e nas bibliotecas dos portugueses. Um espaço ínfimo, para não dizer inexistente. Barreiros, na sua já habitual toada sardónica, lança a farpa às editoras pela sua falta de catálogo no que concerne ao género (que se foca em fast-foods como Star Wars), e sobretudo ao povo que ignora as poucas alternativas que vão surgindo. O relato das suas experiências do passado não podia ser mais atual, uma vez que a mentalidade coletiva pouco evoluiu nesse aspeto.

Não gosto desta chicha – berrou a criança, empurrando o prato para longe de si.

Os seis contos apresentados nesta antologia trazem-nos jovens autores nacionais cheios de talento. Vítor Frazão é arqueólogo. Júlia Durand musicóloga e guionista. Carlos Silva trabalha em laboratório e é um dos fundadores da Imaginauta. Marta Silva é jornalista, transmontana deslocada na capital e estreia-se na ficção. O madeirense José Pedro Castro é crítico literário e estudante de línguas. Mário Coelho é tradutor. Por fim, temos Anton Stark como editor deste pequeno livro da Editorial Divergência.

Em comum, contos cyberpunk muito bem escritos, com mulheres como protagonistas. São elas a Cleo, uma vendedora ilegal capaz de tudo para encher os bolsos; a Irissa, funcionária exemplar de uma multinacional, obstinada em ser promovida; a Kali, uma andróide determinada em denunciar o pecado da carne; a y e a t, duas amigas de infância com visões diferentes sobre a vida que levam; a sexagenária Maria, responsável por uma grande evolução tecnológica, que se esconde sob capa de livreira; e a Beatrice, líder natural de um grupo de hackers que se vê arrastado para uma armadilha bem montada. Cada um destes contos é um bom motivo para ler esta antologia.

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Capa Editorial Divergência
SINOPSE:

Bem-vindo, [Utilizador/a].

Proxy é o culminar de vários anos de trabalho e de estudo em leitura psico-criativa. Seis mentes, seis futuros que nunca existiram. Seis mundos. Os pináculos de Nova Oli e as entranhas de VitaVida. Modulações eléctrico-sonoras e o dilema da artificialidade. O poder da máquina e o desmoronar de uma simples equação.

Preste atenção. Aquilo que vai ler é estritamente confidencial.

Proxy é a primeira experiência antológica de cyberpunk em Português. Seis autores acompanharam-nos nesta viagem: Vitor Frazão, Júlia Durand, Carlos Silva, Marta Santos Silva, José Pedro Castro e Mário Coelho – seis dos melhores jovens autores de Ficção Especulativa nacional.

OPINIÃO:

Precisamos falar sobre esta antologia. Comprei-a no “Fórum Fantástico” e não é mais que um pequeno livrinho de 200 páginas, que se lê em dois dias. Proxy é uma iniciativa muito interessante por parte da Divergência, fruto de um trabalho exaustivo de investigação. É também a primeira antologia nacional com a temática do cyberpunk e foi recrutar alguns dos melhores jovens escritores de Ficção Especulativa do nosso país. Mas Proxy é muito mais do que isso. Os seis contos não têm qualquer filiação entre si, a não ser o sub-género apresentado. Coesos e extremamente visuais, acabam, no entanto, por ser bastante equilibrados, sendo difícil destacar um ou outro dos demais. Não vou, por isso, falar da escrita dos autores, porque qualquer um deles é ótimo. Vamos falar de conteúdo.

Deuses como Nós, de Vítor Frazão, tem um dos conceitos mais interessantes do livro. A venda ilegal de antiguidades, e uma vendedora em sarilhos, que se vê no meio de uma batalha entre os dois T-Rex lá do sítio. O conto pecou por um início algo confuso, que me atrasou a perceção da história. Os personagens também não conseguiram agarrar-me, por falta de aprofundamento, talvez. Modulação Ascendente, de Júlia Durand, consegue dar destaque ao poder da música numa envolvente cyberpunk, mas sobretudo fala-nos de competição no trabalho. Uma luta pelo poder original e muito bem tecida. Mas posso dizer que foi o Pecado da Carne de Carlos Silva que me injetou um maior entusiasmo pela antologia. Uma delegada de saúde andróide é trazida à vida, contra a sua vontade, e o mundo que agora vê mais não é que uma conspiração global. Como é hábito, contra o Zé – diga-se, a ralé.

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y+t é um conto muito original da autoria de Marta Silva (que escreve apenas com minúsculas). Cheio de cores cinzentas, é-nos apresentado um mundo marginal, onde duas amigas de infância vivem num alvéolo, uma construção “favo de mel”, como uma colónia de abelhas. Um ambiente fabril e de beco, uma narrativa cheia de debates morais e questões interessantes, e uma grande esfera como possível resposta para todas as perguntas. Não me fascinou, mas louvo o excelente trabalho da autora. Alma Mater de José Pedro Castro é uma divertida visita a uma Lisboa futurista, cheia de segredos por revelar, relações de soltar belas gargalhadas, fugas e tiroteios. Um conto à minha medida. Por fim, Bastet de Mário Coelho. Um grupo de hackers informáticos (os taditos não têm culpa de já não haver trabalhos honestos) é “convidado” a roubar uma caixa-negra com material tecnológico super importante. Um conto com um início algo arrastado, mas que me agradou no seu todo, a fazer lembrar um pouco as histórias de Scott Lynch.

Acabaram por ser os últimos dois contos a marcar-me mais pela positiva, graças ao tom leve e humorístico dos autores e por serem histórias mais ao meu jeito. Parabéns, Editorial Divergência.

Avaliação: 7/10