Resenha: As Águias de Roma #5

Armínio é o Cavalo de Tróia dos germanos! Está na altura de o perceberem!

O texto seguinte contém spoilers do quinto volume da série As Águias de Roma (formato BD)

Enrico Marini é um autor já bem conhecido pelos portugueses. Depois da publicação de Rapaces, A Estrela do Deserto ou O Escorpião, a Edições ASA apostou na série As Águias de Roma, uma emocionante história de guerra, irmandade e amor situada nos anos conturbados da Roma Antiga. O Livro V foi lançado em dezembro do ano passado.

Marco e Armínio foram criados como irmãos, instruídos na educação romana. Mas Armínio não é o seu nome verdadeiro. Ele é um germânico, adotado e protegido por um senhor romano. Como as runas predisseram, será Ermanamer – nome de nascença de Armínio – quem irá unir as tribos da Germânia e contribuir para a capitulação de Roma. Para isso, tem de desafiar o Império, as suas convicções e as suas promessas. Assim como o seu irmão de criação.

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O princípio do fim

Depois de várias tentativas de alertar Varo para as intenções de Armínio, todas elas goradas graças à confiança cega do governador no seu sequaz, Marco é confinado a um transporte para cativos, onde é obrigado a tolerar um companheiro de cela provocador. No caminho, encontra Priscilla, a sua amada, e faz o seu segurança prometer que a protege, assim como ao filho de ambos, do pesadelo que está para vir. Lépido, o esposo de Priscilla, enfrenta um Marco enclausurado, e percebe que o seu rival é o verdadeiro pai de Tito, o menino que pensava ser seu.

A tensão emerge nas fileiras romanas com o crescente poderio militar dos germânicos. Armínio move as suas peças e consegue o apoio de Segestes, o pai da sua amada Thusnelda, o que reforça a sua posição. As forças romanas são desbaratadas. Também a formação que acompanha a cela de Marco é atacada, e o romano vê aí uma oportunidade para fugir.

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A vitória do lobo

O lobo e a águia digladiam-se mais uma vez, em termos metafóricos, tal como nas visões de Marco. Com bastante perícia, ele combate contra os germânicos e consegue escapar-se-lhes, ainda que a legião romana perca o embate. Marco corre para Varo com o relato do ocorrido.

O general guarda reservas em acreditar que Armínio o traiu, mas o relato de um outro sobrevivente, este sim de confiança, vem-lhe trazer a verdade amarga. Varo liberta Marco e ruge as suas ordens. Tardiamente. Ao descobrir que é filho de Marco, o pequeno Tito reage com horror e foge, mas o pai tudo faz para garantir a sua segurança. A investida de Armínio é letal. Ainda que Marco lute com valentia, o seu irmão de criação é um estratega militar sem igual, esmagando os exércitos romanos com a sua força de armas. As mortes de Varo e Lépido vêm, inevitavelmente, trazer mudanças na trama.

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SINOPSE:

Prestes a atacar, o lobo mantêm-se até ao fim ao lado das Águias de Roma…. Quem poderia imaginar que Armínio, em quem o general romano tinha absoluta confiança, se havia tornado chefe de guerra dos Germanos? O que é certo é que a sua traição surtiu efeito: o exército romano é atacado por todos os lados e Marco, prisioneiro, vê-se completamente impotente. Por detrás das grades, ele não consegue nem combater o seu antigo irmão de sangue nem proteger Priscilla e o seu filho…

OPINIÃO:

Dinâmico e intenso, o enredo de As Águias de Roma continua a narrar os feitos inesquecíveis de Armínio, a história de uma traição que embaraçou o Império Romano. Pelas mãos de Enrico Marini, esta série é um marco na BD francófona recente e com razões para isso.

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A história avança a bom ritmo. Simples e atraente, a narrativa de Marini envolve-nos numa sequência de ações de aparente casualidade que revelam não só uma fluidez de enredo como também a capacidade de contar histórias do autor franco-belga. A história não revela grandes novidades, mas consegue manter o leitor preso na vontade de saber o que se sucederá.

A arte de Marini tem na expressividade o seu maior destaque. Os desenhos são bem definidos e do que tenho visto em BD, poucos são os artistas contemporâneos que se lhe conseguem equiparar. A cor é outra da grande qualidade desta série. Não transmitindo “verdade”, transmite clareza, o que é, a bem dizer, o mais importante para o sucesso de um álbum gráfico.

Avaliação: 8/10

As Águias de Roma (Asa):

#1 Livro I

#2 Livro II

#3 Livro III

#4 Livro IV

#5 Livro V

Resumo Trimestral de Leituras #6

Passado mais um trimestre, é hora de fazer um novo resumo de leituras. Os meses de abril, maio e junho foram prósperos em muitas bandas-desenhadas, mas todos os livros lidos foram muito bons e espero conseguir ler ainda mais nos próximos meses. Nomes como Alan Moore, Frank Miller, Frank Herbert, Robert Kirkman, Stephen King e Mark Lawrence acompanharam-me nos últimos meses. Aqui fica a minha ordem de leituras:

Ao Gosto do Freguês, Tony Chu: Detective Canibal #1 –  John Layman e Rob Guillory

Sabor Internacional, Tony Chu: Detective Canibal #2 – John Layman e Rob Guillory

Enfarda Brutos, Tony Chu: Detective Canibal #3 – John Layman e Rob Guillory

Too Far Gone, The Walking Dead #13 – Robert Kirkman, Charlie Adlard e Cliff Rathburn

No Way Out, The Walking Dead #14 – Robert Kirkman, Charlie Adlard e Cliff Rathburn

We Find Ourselves, The Walking Dead #15 – Robert Kirkman, Charlie Adlard e Cliff Rathburn

A Larger World, The Walking Dead #16 – Robert Kirkman, Charlie Adlard e Cliff Rathburn

Something To Fear, The Walking Dead #17 – Robert Kirkman, Charlie Adlard e Cliff Rathburn

What Comes After, The Walking Dead #18 – Robert Kirkman, Charlie Adlard e Cliff Rathburn

A Balada de Antel – Eric M. Souza

Prelúdio Para as Trevas, Vampirella – Nancy A. Collins e Christian Zamora

The Statement of Randolph Carter – H. P. Lovecraft

March To War, The Walking Dead #19 – Robert Kirkman, Charlie Adlard e Cliff Rathburn

All Out War (Part 1), The Walking Dead #20 – Robert Kirkman, Charlie Adlard, Cliff Rathburn e Stefano Gaudiano

All Out War (Part 2), The Walking Dead #21 – Robert Kirkman, Charlie Adlard, Cliff Rathburn e Stefano Gaudiano

Colossus, X-Men Origins #1 – Chris Yost e Trevor Hairsine

Jean Grey, X-Men Origins #2 – Sean McKeever e Myke Mayhew

A New Beginning, The Walking Dead #22 – Robert Kirkman, Charlie Adlard, Cliff Rathburn e Stefano Gaudiano

Golpe em Argos Parte 3, Conan o Bárbaro #6 – Brian Wood, James Harren e Dave Stewart

300 – Frank Miller e Lynn Varley

Fúria na Fronteira, Conan o Bárbaro #7 – Brian Wood, Becky Cloonan e Dave Stewart

Whispers Into Screams, The Walking Dead #23 – Robert Kirkman, Charlie Adlard, Cliff Rathburn e Stefano Gaudiano

Life and Death, The Walking Dead #24 – Robert Kirkman, Charlie Adlard, Cliff Rathburn e Stefano Gaudiano

O Messias de Duna, Crónicas de Duna #2 – Frank Herbert

A Cidade do Pecado, Sin City #1 – Frank Miller

No Turning Back, The Walking Dead #25 – Robert Kirkman, Charlie Adlard, Cliff Rathburn e Stefano Gaudiano

Saga #4 – Brian K. Vaughan e Fiona Staples

As Águias de Roma #1 – Enrico Marini

Sopa de Letras, Tony Chu: Detective Canibal #4 – John Layman e Rob Guillory

Lobos de Calla, A Torre Negra #5 – Stephen King

As Águias de Roma #2 – Enrico Marini

As Águias de Roma #3 – Enrico Marini

Príncipe dos Espinhos, Trilogia dos Espinhos #1 – Mark Lawrence

Os Contos Inéditos de Dog Mendonça e Pizzaboy – Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa

As Águias de Roma #4 – Enrico Marini

A Morte Persegue-me, Fatale #1 – Ed Brubaker e Sean Phillips

V de Vingança – Alan Moore e David Lloyd

Sem TítuloSe terminei o mês de março a ler excelentes bandas-desenhadas, o mês de abril continuou na mesma senda. Li a graphic novel Tony Chu (Vol. 1, Vol. 2, Vol. 3 e Vol. 4).  É uma série muito divertida com argumento de John Layman e ilustração de Rob Guillory, em que somos apresentados a um detetive com um dom raro: ele vê o percurso de vida daquilo que come, e é utilizado no seu departamento de polícia para isso – ao provar as vítimas, descobre quem as matou. Numa realidade em que o consumo de frango foi proibido pelo governo após uma terrível gripe aviária, Chu tem a função de denunciar casos insólitos relacionados com uma rede ilegal de tráfico de frango. Uma história cheia de ação, intriga e muita comédia. Também prossegui com a leitura da BD The Walking Dead (Vol. 13, Vol. 14, Vol. 15, Vol. 16, Vol. 17, Vol. 18, Vol. 19, Vol. 20, Vol. 21, Vol. 22, Vol. 23, Vol 24 e Vol. 25). Com argumento de Robert Kirkman e arte de Charlie Adlard, Cliff Rathburn e Stefano Gaudiano, estes volumes lidos compreendem a ação desde pouco depois da chegada do grupo de Rick Grimes a Alexandria, até à atualidade dos lançamentos internacionais, ou, para quem segue a série de tv, corresponde à ação desde o final da 5.ª temporada, até ao que será, eventualmente, meados da 8.ª. Viciante e tensa, continua a manter-se a um nível altíssimo.

Sem título 2Vencedor do Prémio Bang! da editora Saída de Emergência, A Balada de Antel, escrito por Eric M. Souza, foi uma agradável surpresa. Somos apresentados a um mundo imaginário, inspirado na Antiguidade Clássica, onde duas nações defrontam-se há muito tempo, sem nenhuma sair vencedora. O advento de um novo senhor da guerra torna-se a mais-valia dessa civilização. Antel é o homem de quem todos falam. Armado de duas espadas com cristais que lhe dão vigor, e com um séquito de homens e mulheres fascinados pelo seu líder, Antel irá viver uma batalha de vida ou morte contra Ajedurala, uma governante fria e implacável, conhecida pelos seus métodos cruéis e pelo filho irresponsável. Vivendo uma homossexualidade clandestina, Ajedurala esconde muitos podres, mas também muitos trunfos na manga, o que não será suficiente para parar o carismático herói. Prelúdio Para as Trevas é a BD que nos leva a conhecer a fantástica personagem Vampirella, uma vampira que trabalha para uma agência secreta da Igreja, que visa combater demónios e outras criaturas das trevas. Com argumento de Nancy A. Collins e ilustração de Christian Zamora, esta revista mostrou duas aventuras. Na primeira, Vampirella disfarça-se de freira para desvendar a série de desaparecimentos misteriosos numa catedral francesa. Na segunda história, que acontece antes de ela se juntar à Igreja, encontramos Vampirella como ajudante de um mágico que, a bordo de um cruzeiro, torna-se a escolhida por um temível monstro como merenda sacrificial.

Sem título 2The Statement of Randolph Carter é mais um conto de terror de H. P. Lovecraft. Apesar de muito curto, foi também bastante saboroso. Randolph Carter é vítima de um interrogatório policial, após o desaparecimento do seu amigo Harley Warren. Os dois investigavam livros antigos em línguas ininteligíveis, e seguiram pistas até a um cemitério, onde Warren entrou numa cripta e pediu a Carter para ficar no exterior. O que ele encontrou foi algo medonho. O medo sentido por Carter é extremamente palpável. Gostei imenso da história e tive pena de ser tão curta. Ainda em abril li duas BD’s da série X-Men Origins. Colossus, escrita por Chris Yost e ilustrada por Trevor Hairsine, narra a origem do personagem dos X-Men Colossus. Piotr Rasputin ficou perturbado após a morte do seu irmão Michail, que o jurara proteger, e foi viver para uma quinta comunitária na Antiga União Soviética. Ali viu nascer a sua outra irmã, Ilyana, que viu como fuga para o seu desgosto. Às escondidas, num celeiro, ele transformava a sua pele em aço, uma habilidade que escondia do mundo, e a sua pequena irmã adorava vê-lo transformar-se. Revista boa a nível gráfico, história simples. Na BD dedicada a Jean Grey, com argumento de Sean McKeever e arte de Myke Mayhew, somos apresentados à origem da personagem dos X-Men. Tudo começou quando ela viu a melhor amiga a morrer atropelada e descobriu os seus dons de ler a mente. Fechou-se no quarto, completamente isolada do mundo. Os seus pais recorrem ao professor Charles Xavier, que a ajudou durante algum tempo, criando barreiras psíquicas e ensinando-a a controlar os seus poderes. A história foi arrastada, e a ilustração foi horrível para aquilo que a Marvel já me habituou. Não gostei.

Sem TítuloLi dois exemplares da BD Conan, o Bárbaro (Vol. 6 e Vol. 7) de Brian Wood. Após os eventos em Messantia, nos quais Conan e Belit vergaram os cruéis habitantes da cidade-portuária com a sua brutalidade, Conan leva a rainha dos piratas para a Ciméria, sua terra natal, onde ela não é aceite pela população. Ou, pelo menos, não da forma que ela esperava. Sou suspeito para falar, porque sou grande fã de Conan e as suas histórias raramente me desiludem. Icónica graphic novel de Frank Miller, 300 narra a Batalha de Termópilas, na qual 300 espartanos, sob o comando de Leónidas, mostram a Xerxes e aos exércitos persas que têm uma palavra a dizer. Um livro muito visual, que destaca o estoicismo dos espartanos e a forma como o seu sacrifício viria a mudar o rumo da Grécia Antiga. Messias de Duna foi um livro publicado originalmente em 1969, por Frank Herbert. É o segundo volume das Crónicas de Duna. Depois de Paul Atreides ter derrotado os seus inimigos Harkonnen e deposto o imperador do planeta Arrakis, tornando-se Imperador e Deus, neste volume vemos os acontecimentos 12 anos após a sua tomada de posse. Apesar do seu povo, os Fremen, serem responsáveis por imensos genocídios feitos em seu nome, Paul está de mãos e pés atados, dependente das suas visões e temente dos que o rodeiam. Uma conspiração é levada a cabo para o destruir, assim como à sua irmã Alia. Um livro mais calmo e meditativo do que o primeiro, com muitas questões filosóficas e políticas. Gostei bastante.

Sem título 2O mês de maio começou com o primeiro volume de Sin City, outra obra de Frank Miller. Destaque para os tons negros e brancos, imagens bastante fortes que conseguem, só por si, contar uma história. Marv é um perdedor nato que se vê envolvido numa perseguição sem limites, depois de ter a sorte, ou o azar, de passar uma noite com a maravilhosa Goldie. Um trama delirante em que as sensações de injustiça e de barbaridade são quase palpáveis. Voltei à graphic novel Saga. No quarto volume da famosa space opera com argumento de Brian K. Vaughan e arte de Fiona Staples, a história continua incrível, entremeando ação e humor nas doses certas. Este volume conta como Alana e Marko se separaram, e mostra uma versão da pequena Hazel mais crescida. Entretanto, no planeta Robot, o pequeno príncipe nasce e um servo mata a mãe e rapta-o. Li os quatro volumes publicados em Portugal da BD As Águias de Roma (Vol. 1, Vol. 2, Vol. 3, Vol. 4). Enrico Marini une uma narrativa adulta e coesa, com intriga, lutas e muito sexo, a uma arte gráfica cheia de cor e expressividade. Marco e Armínio foram criados juntos, mas depressa as suas diferenças vêm à tona quando Marco se apaixona e Armínio usa todas as armas ao seu alcance para prejudicar o amigo. Mais tarde, Marco percebe que o seu irmão de criação pode estar envolvido numa rebelião contra Roma.

Sem título 2Quinto volume da saga A Torre Negra de Stephen King, Lobos de Calla mostra o ka-tet formado por Roland, Eddie, Susannah, Jake e Oi a chegar à povoação de Calla Bryn Sturgis, uma comunidade de rancheiros onde é frequente as crianças nascerem gémeos. De tempos a tempos, um grupo de cavaleiros com cabeças de lobo visita a região, levando consigo um exemplar de cada par de gémeos. Passado pouco tempo, um comboio devolve as crianças, mas elas vêm com deficiências mentais e crescem de forma anormal até morrerem em agonia. O grupo é obrigado a resolver esse problema, ao mesmo tempo que descobrem que o padre esconde uma bola de cristal negra sob a Igreja, conduzindo-os a Nova Iorque quando adormecem. Gostei muito. Comecei junho com Príncipe dos Espinhos, o primeiro volume da Trilogia de Espinhos de Mark Lawrence. Narrado pelo personagem principal, o livro conta-nos a história do príncipe Jorg Ancrath, filho mais velho do Rei Olidar, que é atirado para um espinheiro por um membro da guarda, que o salva da chacina a que o irmão mais novo e a mãe são alvos. Com os espinhos a perfurar-lhe a pele, Jorg vê a família ser assassinada e jura vingança. À frente de uma companhia de saqueadores, Jorg jura a si mesmo que será Rei quando completar 15 anos. Gostei bastante do mundo criado – pós-apocalíptico com aparência medieval – e da escrita do escritor. Peca por desenvolver muito pouco os personagens secundários e o desenrolar dos acontecimentos. A edição da TopSeller é muito boa.

Sem TítuloEscrito por Filipe Melo, com ilustrações de Juan Cavia e cores de Santiago Villa, Os Contos Inéditos de Dog Mendonça e Pizzaboy é a primeira BD portuguesa a ser publicada primeiro nos E.U.A. que em Portugal, e a primeira deste século a tornar-se best-seller. Peca pelas poucas páginas, narrando as origens do lobisomem de Tondela, Dog Mendonça, de forma hilariante. Recomendo. Com argumento de Ed Brubaker e arte de Sean Phillips, o primeiro volume da BD Fatale, A Morte Persegue-me não tem muitos acontecimentos, mas apresenta-nos o mistério relacionado à morte de um escritor, à inscrição estranha na sua lápide e aos seus escritos mais antigos. Tudo gira em volta de uma mulher que parece atrair a fatalidade para onde quer que ela vá. Um volume promissor, carregado de ambiente noir. Chegou finalmente a Portugal a BD V de Vingança, do icónico Alan Moore, com arte de David Lloyd. Na Inglaterra distópica dos anos 90, um governo totalitário condena as minorias raciais e sexuais a campos de concentração e mantém as ruas vigiadas por câmaras. É nesse cenário que surge um anti-herói mascarado, que se apresenta como V e começa a fazer justiça pelas próprias mãos. Uma novela gráfica surpreendente, que vai melhorando no decorrer da leitura e só pecou por alguns problemas de revisão/ tradução.

Foi um trimestre em que acabei por ler mais BD’s, mas todos os livros que li foram bons. Quero deixar os meus parabéns à G Floy Portugal, Edições Tinta da China e TopSeller pela forte aposta atual no mercado. Neste momento estou a ler os dois últimos volumes da primeira Saga do Assassino de Robin Hobb. E vocês, já leram algum destes livros?