Sessão de Autógrafos na Feira da Ascensão (Chamusca)

Chegamos a maio e maio abre-nos a porta às épocas festivas com a grande Feira da Ascensão, na Chamusca, uma das mais famosas do Ribatejo. Este ano tive o prazer de estar presente, não só como espectador, como é habitual, mas também como autor convidado da Feira do Livro do certame. Depois de já ter tido o privilégio de ser convidado pela Rota do Livro para a Alpiagra, em setembro, voltei a aceitar o convite da organização. Ao lado da autora Cátia Salvado Fonseca, enfrentei a noite de temporal, que não impediu que fossem vários os transeuntes a chegar e a adquirir o meu livro Espada que Sangra. Uma noite de autógrafos para recordar e repetir. Aqui ficam as fotos:

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Dia Mundial do Livro

Dia 23 de abril de 2016. 20:45. Passei aqui para comemorar este Dia Mundial do Livro, que se traduz naquilo que, afinal de contas, vivemos diariamente – nós, bookaholics, os que não passamos sem um bom volume aveludado entre os dedos, alimentando os olhos e polindo a mente.

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E assim, em jeito de quem não quer a coisa, despeço-me com um anúncio: dia 7 de Maio, pelas 21 horas, espero por vocês no edifício do Centro Cultural da Chamusca, para uma sessão de autógrafos do meu livro Espada que Sangra, incluída na Feira do Livro da Feira da Ascensão. E ainda estão a tempo de aproveitar os descontos do Dia Mundial do Livro, nas lojas online da FNAC e Bertrand.

Não percam a oportunidade.

Sessão de Autógrafos na ALPIAGRA

Pois é, foi com uma grande honra que acedi ao convite da Rota do Livro para estar presente na 33.ª Feira Agrícola e Comercial de Alpiarça – a ALPIAGRA – em mais uma sessão de autógrafos. Tive a oportunidade de privar com os escritores Paulo Gomes (Quadras de Amor Vol I e II) e Maria João de Sousa Carvalho (Jantei Ontem em Seattle), pessoas muito gentis e bem-humoradas, com quem passei um momento de reflexão e convívio. O tempo não estava convidativo e a afluência pecou por escassa, mas foi um evento interessantíssimo a nível cultural. Acutilante e irónico pormenor, os exemplares do “Espada que Sangra” chegaram à Feira pelas minhas mãos, e não pelas da editora como seria suposto. Este pormenor daria azo a uma série de parágrafos sobre o funcionamento da editora e sobre a aparente falta de profissionalismo, mas prefiro ficar-me por aqui. Resta-me a garantia de que nunca mais trabalharei com ela, a não ser que a senilidade me embarace, não por esta, mas por inúmeras razões.

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Depois de um fim de semana pacífico, com a apresentação de um concurso de Vestidos de Chita e uma sessão de autógrafos que decorreu durante a tarde e princípio da noite de domingo, resta-me dedicar ao trabalho, à escrita, à leitura e à vida do dia-a-dia. Novos eventos e peripécias me aguardam. Aqui ficam algumas fotos do evento:

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3.º Aniversário do Blogue

É verdade, parece que foi ontem que comecei o blogue e já faz três aninhos. Três anos de vitórias e derrotas, e muita história para contar. Comecei na blogosfera com um blogue de desabafos, em que não falava mais do que assuntos triviais do dia-a-dia, o Deixa-me Dormir, um blogue que ainda durou bastantes anos, paralelamente a outro que criei dedicado ao teatro e a todo o tipo de artes cénicas. Com o tempo, perdi o interesse em ambos os blogues e percebi que começava a escrever apenas posts relacionados com literatura. Percebi também que blogues genéricos acabam por ser um “nem sim, nem sopas”, e apesar dos vários seguidores que me comentavam regularmente, acabei por cancelá-lo sem despedidas nem anúncios. Iniciei um wordpress, o Deixa-me Ler-te, onde apenas postava opinião aos livros que lia. E é esse blogue que estão a ler neste momento. Em Setembro do ano passado publiquei o meu primeiro livro, e o blogue do leitor transformou-se no blogue do leitor e autor. O Deixa-me Ler-te passou a ser diário de leituras e apresentações do Nuno Ferreira, Notícias de Zallar.

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O visual do blogue não foi nem é a minha maior preocupação. Aproveitei o verão para fazer testes, depois de largos meses com o mesmo tema, e estou num período de experimentação para decidir aquele que será o visual mais comum na próxima temporada. Preocupo-me, acima de tudo, em manter o blogue atualizado, não só sobre novidades sobre os meus livros como também sobre as minhas presenças e opiniões a livros e séries que leio. Este blogue é apenas um pedacinho de mim, que não queria de maneira nenhuma deixar de fomentar e de partilhar convosco. Trabalho para que se sintam em casa e que gostem de ler os meus artigos com mais ou menos curiosidade. Nunca trabalhei para ter seguidores, não tenho muitos e isso não me preocupa. As pessoas que sei que lêem e (algumas) comentam são as suficientes. Mais do que fazer o blogue para as pessoas, faço principalmente para mim. É algo que me dá muito gozo e faço-o sem esperar qualquer contrapartida. Pelo menos até ao momento em que publiquei o Espada que Sangra. A partir daí as coisas só mudaram porque o blogue tornou-se também um meio de fazer chegar ao público o meu livro, e por isso cada vez mais as partilhas são necessárias. Gostaria de comemorar este terceiro aniversário do blogue com um anúncio sobre o segundo livro, mas ainda não tenho novidades para vós. Estou a avaliar as possibilidades de mercado, alguns problemas editoriais estão a condicionar-me mas só posso dizer com segurança que qualquer escolha que eu possa fazer, será para dar uma maior projeção e condições de sucesso às minhas Histórias Vermelhas de Zallar. Estou quase a meio do quarto volume da saga, o final está próximo e já definido, e a confiança com que escrevo dá-me grandes garantias internas. É sem grandes problemas que afirmo sem hesitações que a minha obra melhora de livro para livro, e os desfechos finais serão imprevisíveis.

Por tudo isto, espero que continuem a acompanhar-me e eu cá estarei para ouvir as vossas opiniões e também publicar convosco todo o tipo de opiniões a leituras que, são, antes de um hobbie, um material de trabalho. Ler é uma paixão que nos une, uma paixão tão venerável como a paixão pela escrita. São dois elos de uma mesma corrente.

Que Aan vos abençoe. 😀

Deus… Menor

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O medo enfraquece o homem. Torna-o reativo, apaixonado mas lento, torna-o parvinho. Simplesmente acontece. São palavras escritas no computador portátil de um simples autor; um deus criador para o mundo que escreve e que, quase inexplicavelmente, ganha vida própria. Pergunto-me se o Criador do nosso universo se sente assim tão perplexo ao redigir as tramas das nossas vidas. É com agradável entusiasmo que me encontro já a garatujar o quarto volume das Histórias Vermelhas de Zallar, cujo título de trabalho (e muito possivelmente o definitivo) será Deus Menor. Os meus personagens ganharam vida própria, é verdade, mas continuam meus, e a corresponder às expectativas que criei para eles. Sob um teto de estrelas, a ação avança e as histórias interligam-se. Os personagens seguem os trajetos que desenhei e convergem no caminho de um final coerente e verosímil. Não sei se é a minha vontade a falar quando digo isto, ou se é mesmo a minha análise de autor a concordar com essa mesma vontade, mas sinto-me empolgado com o rumo da obra e sinto que não negligenciei nenhum núcleo. Sou um autor muito perfeccionista e sentir isto é formidável. Se há alguém que se pode queixar, é o meu computador, pelas dedadas esmagadoras de um autor assassino de personagens – e, claro está, essas mesmas personagens que se encontram a dormitar para a eternidade no cemitério dos que já se foram.

Sou um homem pragmático em algumas coisas, em outras nem tanto, mas gosto de ir ao cerne da questão. Para os que gostam do meu trabalho, e para os que não gostam sem terem tocado sequer nele, posso dizer que as Histórias vão continuar o seu percurso de brutalidades e a intensidade vai aumentar. Agradeço todo o carinho com que aquele importante núcleo de pessoas que admira o meu trabalho continua a tratar-me. Apesar de estar a escrever o quarto volume, o segundo não foi esquecido e acendam uma velinha a Aan para que ele saia este ano. Todos os meus esforços vão nesse sentido e a revisão do livro está a caminhar a passos de gigante. Gostava de vos falar mais sobre ele, sobre o que vem por aí, mas só vos posso dizer que os próximos livros são volumes cheios de emoção, aliando uma fantasia verosímil baseada na Antiguidade Clássica, Civilizações Meso-americanas e Egípcias a uma análise profunda do comportamento humano, com personagens tão ambíguos quanto apaixonantes. Como diz Stephen King na tão famosa Dark Tower Saga que estou a ler neste momento, o mundo avança, e acrescento: à medida que ficamos mais experientes naquilo que fazemos, forçamo-nos a saudar o passado com a humildade de quem erra e a sabedoria de quem sabe que tem muito ainda para aprender. A vida é como uma bola, quantos mais pontapés lhe dás, mais ela enfraquece e definha.

Ergam as espadas e tenham um mês de Maio cheio de grandes leituras, boa gente de Zallar. 😛

100 Posts, Peça a Peça

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Costumo dizer que a minha vida é uma grande construção de Lego e que dia-a-dia tento colocar mais uma peça no seu devido encaixe. É com grande satisfação que sinto que o meu percurso é uma evolução constante, e este blogue faz parte (ou é um pequeno testemunho) dessa evolução. Tive dois blogues antes deste: o Deixa-me Dormir, que servia única e exclusivamente para desabafar e partilhar notícias (ainda durou uns aninhos), e o Reticências da Arte, que servia para divulgar e promover todo o tipo de eventos relacionados com teatro e artes cénicas, que me serviu um pouco para desenvolver o projeto da escola de teatro que ainda tenho em gaveta e que espero vir a concretizar um dia. Acabei por dar um termo nos dois blogues que geria em simultâneo, por falta de tempo para os gerir, e criei o wordpress, dedicado à literatura. Este blogue – que até eu me tornar “escritor” chamou-se Deixa-me Ler-te – começou em Agosto de 2012 com publicações pontuais, onde apenas postava opiniões aos livros que lia, e não com tanta frequência quanto hoje. Depois de publicar o “Espada que Sangra” e me tornar mais conhecido na blogosfera, graças à boa divulgação de (hoje) amigos como o Paulo (Fiacha) e a Sofia (Delícias à Lareira), tornei-me muito mais assíduo no blogue. Tornou-se o blogue Notícias de Zallar, mais do que isso o blogue do autor Nuno Ferreira. Neste momento não tenciono fazer parcerias com editoras, passatempos, nem competir com ninguém. Quero ter um blogue moderno com tudo aquilo que gosto. Divulgar as minhas sessões de apresentação e o meu livro, levantar pontinhas do véu, redigir artigos interessantes sobre Zallar (costumas ler As Origens de Zallar?), mas também falar sobre séries de televisão e bd’s que acompanho, acima de tudo continuar a comentar os livros que leio. Porque tudo o que um escritor lê é bagagem, faz parte também do seu trabalho de pesquisa e desenvolvimento.

Sem Título 2Ao longo destes 100 artigos escritos no blogue, aconteceram várias mudanças na minha vida pessoal e profissional. Hoje, a par do meu trabalho no Hospital, tornei-me um autor, o que me realizou imenso pessoalmente mas também roubou tempo e energia para outras atividades. Tento, no entanto, continuar os meus hobbies, e nesse aspeto o Clube União de Recreios de Moita do Norte é uma casa para mim. Continuo a frequentar, com mais ou menos frequência, os treinos de dança, começo a avançar com Troféu 2mais projetos de teatro, e os trabalhos na direção, embora os tenha negligenciado um pouco ultimamente, nunca páram. No passado fim de semana, a direção do Clube e a Escola de Dança organizaram o primeiro campeonato regional de dança no nosso concelho, no recém-estreado Pavilhão Municipal de Vila Nova da Barquinha. Foi o 1.º Troféu José Casebre de 2015, campeonato regional de danças de salão do distrito de Santarém. Apesar de não ter ajudado grande coisa, não pude deixar de estar presente e apoiar os nossos atletas, que conquistaram nada mais, nada menos, que seis primeiros lugares. Um orgulho. Vejo o trabalho que a organização do evento deu, e acima de tudo, o sentimento de missão cumprida.

Com mais ou menos trabalho, as atividades surgem e é muito bom, entre tantos presentes que me chegam, sentir o reconhecimento dos que me rodeiam, e de outros que pouco ou nada me conhecem. Sou um ser pequenino quase desconhecido do mundo, e há pessoas que eu não conheço e que me admiram. Isto dá-me muita moral para continuar. E porque a vida não pára, o próximo mês de Maio está cheio de eventos. Não vos irei revelar nada para já, mas depressa terão novidades. Ah, e não se esqueçam, Maio termina da melhor maneira, com a Feira do Livro de Lisboa.

Encontro com Nuno Ferreira – Divulgação

Amanhã, dia 18 de Março, pelas 10:45 estarei com os alunos do secundário da escola D. Maria II de Vila Nova da Barquinha para um encontro literário. O objetivo é, mais do que divulgar o meu livro, falar sobre o processo de criação de um autor e tentar despertar naqueles alunos o bichinho pela leitura e pela escrita. O encontro faz parte do programa da Semana da Leitura e tenho a certeza que será um momento muito bem passado. Deixo em baixo a calendarização do evento.

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Os Mil e Um Fenómenos da Fonética Zallariana

Tem sido com um grande sorriso no rosto que recebo o feedback ao meu primeiro livro, Espada que Sangra. E não resisto a uma boa gargalhada quando alguém me pronuncia o nome de um personagem de uma forma completamente diferente àquela que eu pensei. Por um lado, um bichinho dentro de mim morde e torce-me as entranhas, e só me apetece gritar: “não é assim que se pronuncia”. Mas por outro, acho muita piada e deixo que cada um dos fãs leia os nomes como prefere. Não vou dizer que não existe um cânone fonético que os leitores de “Histórias Vermelhas de Zallar” devem seguir, até posso adiantar que tenho a intenção de incluir um guia de pronunciação no segundo volume, mas gosto de deixar cada pessoa criar a sua própria visão do meu mundo, tal como sei que muitos dos cenários que “ilustrei” são vistos de outra forma por quem os lê. Abordo esta questão sempre com um grande sentido de humor e ligeireza, porque apesar de ser o mundo que eu criei, não é só meu, é um pouco de todos os que o lêem e gosto que assim seja. Agrada-me que cada um molde o meu mundo à sua perspectiva, para além de serem versões alternativas à “oficial”, sempre me colocam um sorriso nos lábios.

Aqui podem ver alguns dos nomes zallarianos e os fenómenos que os seus seguidores têm criado:

Hymadher

Fonética correta: Aimádére

Outras versões: Ímádére, Ai mádre, Ímatére

Hamsha

Fonética correta: Ámecha

Outras versões: Ancha, Íâmecha

Ezzila

Fonética correta: Ézíla

Outras versões: Éssila

Goròn

Fonética correta: Góróne

Outras versões: Górôn

Ul’Uljktr

Fonética correta: Ule Uljequetre

Outras versões: Ule Ultre, Uljéquér

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E vocês, pronunciavam algum personagem de forma diferente? Deixem as vossas impressões.

Palavras Soltas com Nuno Ferreira – Divulgação

O Centro de Estudos de Arte Contemporânea de Vila Nova da Barquinha convidou-me para a sua sessão mensal do Palavras Soltas, um espaço informal na Sala Estúdio do CEAC onde falarei sobre mim e a minha obra literária, e onde tentarei responder da melhor forma ao desafio lançado pelo organizador Carlos Vicente. É já na próxima quinta-feira pelas 18h30. Não faltem. 😀

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