Entrevista a Nuno Ferreira por Maria Inês Nunes

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Boas! Hoje trago-vos uma entrevista que a professora e jornalista Maria Inês Nunes me fez a semana passada, no âmbito da revista escolar “Ler Portugal”. Aqui vai:

Olá Nuno. Vamos começar pelas perguntas mais básicas: o que te levou a ser escritor?

Olá. Acho que a paixão pela escrita está comigo desde que me conheço enquanto indivíduo. Na adolescência já escrevia histórias de aventura que pouco tinham de prosa, em boa verdade, mas foram o início de algo. Fui muito embalado pelo primeiro filme do “Senhor dos Anéis”, pelos livros-jogo “Aventuras Fantásticas” do Ian Livingstone e pelos livros das “Crónicas de Allaryia” do Filipe Faria, nos meus 17, 18 anos, mas posso dizer que foram os romances policiais da Agatha Christie e “O Código DaVinci” do Dan Brown que me fizeram apaixonar pela arte de escrever. Lá pelos 20 já tinha decidido que iria ser tão bom quanto os meus ídolos.

Uma pequena pretensão (risos).

Um autor terá sempre dificuldade em ultrapassar os seus ídolos, mas é a trabalhar para isso que conseguirá ser pelo menos bom. Eu neste momento ando a trabalhar para ser melhor que Brandon Sanderson, George R. R. Martin ou Steven Erikson, que são os nomes mais sonantes do género a que me dediquei. Não significa que venha algum dia a sê-lo, mas obrigatoriamente significa que amanhã serei melhor escritor do que sou hoje. É uma competição comigo mesmo, estabelecendo balizas e desafios constantes. Um autor só melhora se nunca permanecer estanque. Metade da graça disto é permanecer um fanboy pela vida toda, afinal estamos sempre a aprender.

O “Espada que Sangra” obteve algum sucesso na internet aquando da sua primeira edição. O que falta para que o Nuno seja mais reconhecido?

O “Espada que Sangra” obteve algum sucesso porque eu fui atrás dele, instiguei meia dúzia de bloggers a ler o livro e como estes tinham parceria com a Chiado Editora acabaram por ler e espalhar a palavra. Houve muita gente que não comprou por não quererem “dar dinheiro” a editoras vanity-press, e percebo isso perfeitamente, mas agora que ele foi publicado pela Editorial Divergência, já não há essa desculpa. Mas ainda há preconceitos. Preconceito por autores nacionais, preconceito pelo género fantástico, e ainda tenho de juntar a isso o preconceito por ter publicado originalmente numa vanity. A única coisa que falta para o “Espada” ter mais sucesso é as pessoas lerem o livro.

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O ano passado publicaste um livro online, correto? De alguma maneira ele e o “Espada que Sangra” interligam-se? 

Em meados de 2016 acabei de escrever as “Histórias Vermelhas de Zallar”, que é a saga de cinco livros do “Espada que Sangra”, e tive vontade de escrever algo diferente, fazer um exercício de escrita que me desafiasse e, ao mesmo tempo, que mostrasse ao mundo o meu trabalho de forma gratuita. Publiquei um capítulo quinzenalmente no Wattpad e terminei-o em setembro de 2017. Atualmente, só se encontra disponível para leitura no meu site e chama-se “Língua de Ferro: Um Sacana Qualquer”. Apesar de ser um tipo de fantasia diferente, está relacionado com o “Espada que Sangra” porque pertencem ao mesmo universo. Na minha saga, uma das crenças do povo namantisquano é que o mundo resultou da violação de Khsem a Mallaya, e desse ato nasceram três planetas gémeos. Eles são Zallar, Semboula e Bhaset. Enquanto o “Espada” se passa em Zallar, o “Língua de Ferro” passa-se em Semboula.

Um pouco à semelhança do que Brandon Sanderson faz com o seu universo compartilhado. 

Inspirado por essa ideia incrível do Sanderson, seguramente, mas uma visão astronómica muito mais ligada à mitologia. Sanderson eleva homens a deuses, mostra-nos os deuses, assegura-nos de que eles são reais. Eu não. Sou muito mais Martin neste aspeto. A questão de fundo é: será que existe um deus por detrás de tudo, ou uma variedade deles? Os deuses de Zallar serão os mesmos de Semboula e de Bhaset? Haverá um deus verdadeiro, ou são os homens que criam os seus próprios deuses? É muito uma questão de crença. No que diz respeito ao universo, já escrevi um conto futurista em que alguns destes planetas são referidos e se, no futuro, me dedicar a alguma space opera, seguramente que todos eles serão incluídos.

Então existem mais mundos, para além destes três. Li aqui que escreveu um conto para a Divergência em 2017. Ele também faz parte deste universo?

Escrevi “A Maldição de Odette Laurie” na antologia “Os Monstros que nos Habitam”. É um conto de zombies, passado num mundo que podia ser perfeitamente o nosso, mas não é. A que mundo ele pertence, eu ainda não decidi, e se tenho uma ideia para isso, não a quero revelar para já. Prefiro que se surpreendam com um futuro crossover.

Já falamos em Martin e em Sanderson. Estes autores são uma inspiração?

Obviamente. Brandon Sanderson tem uma linha de produção invejável, ideias incríveis e sabe explodir com a mente dos leitores. George R. R. Martin faz a fantasia parecer real. Li as “Crónicas de Gelo e Fogo” enquanto escrevia o “Espada que Sangra”. Mas há ainda melhores. Scott Lynch é o meu escritor favorito. O humor, a irreverência, o mundo, tudo fora da caixa. Robin Hobb é a melhor escritora que eu conheço. O que dizer de Steven Erikson, que une ideias brutais, crueldade à flor da pele e uma escrita do “outro mundo”? E depois, fora da fantasia, temos Ken Follett, Bernard Cornwell, John le Carré, Maurice Druon, que eu adoro.

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Quando começas a escrever um livro, já sabes como vai acabar?

Posso ter uma ideia vaga, mas seguramente que não. Quando começo a escrever, penso quais serão os fios narrativos e onde eles me podem levar. Faço um esquema simples da história central até ligeiramente a meio, e as ramificações que daí podem surgir. Um esqueleto. Depois, pouco a pouco, vou enchendo esse esqueleto com carne e ao escrever estou a dar-lhe músculo. Quando chego ao primeiro terço do livro, reavalio aquilo que tinha pensado, mas é certo e seguro que quando chegar à metade, já tenho outras ideias para as personagens e para a história. Nessa altura defino os finais e como chegar a eles, porque a segunda metade de um livro tem de ser bem estudada e confeccionada de modo a confluir no final desejável. Se continuar a escrever ao sabor do vento, chego ao último terço com imensos pontos de interrogação e não conseguirei escrever um final credível, na menos má das hipóteses será um final apressado. Por isso gosto de definir os finais e como chegar a eles a meio de um livro.

Quais são as principais diferenças entre o “Espada que Sangra” e o “Língua de Ferro”?

O “Espada que Sangra” é uma série, o que te dá a liberdade de expandires o mundo a teu bel-prazer. No “Espada que Sangra” apresento-te Zallar, mas não tenho a preocupação de te mostrar cada cantinho daquele mundo. Ele foca-se em duas ou três cidades, uma muralha e um deserto. É o que basta, porque sabes que a seu tempo tudo o resto terá terreno desbravado. Consegues ser fluído, consistente, incisivo, e é isso que mais me agrada. O “Língua de Ferro” foi… complicado. Um desafio a todos os níveis. Tinha de apresentar aquele mundo num único volume, e uma vez que foi publicado quinzenalmente, não podia voltar para trás para corrigir acontecimentos anteriores. Aquele esqueleto de que falei antes era muito frágil. Foi um livro escrito ao sabor do vento, e se fosse hoje tomaria outras decisões narrativas, mas considero que correu muito bem para o expectável.

E quando voltaremos a ler mais de Zallar? Estás a escrever algum livro neste momento?

A saga de Zallar está escrita, mas ainda tenho muito trabalho pela frente com revisões. Este ano irei trabalhar no segundo volume, “Garras Gélidas”, para que fique pronto o quanto antes. Estou a terminar de escrever um livro passado em Bhaset, “Embaixada”, uma trama onde política, mistério e poderes sobrenaturais andam de mãos dadas. Inspirei-me na Europa pós-Revolução Francesa, com referências a Napoleão, Hitler e até a Fernando Pessoa, mas mais não posso dizer. Depois penso em escrever alguns contos.

Para terminar, o que dirias a alguém que está indeciso em ler o “Espada que Sangra”?

Diria que comprem, que leiam, e que espalhem a palavra. Sinto-me realmente afortunado por ter encontrado uma editora que apostasse em mim, a Editorial Divergência, que tem feito um trabalho incrível na divulgação da Ficção Especulativa nacional, mas isso não basta. Se não querem que vivamos num país em que os autores nacionais tenham obrigatoriamente que pagar para publicar o seu trabalho (o que é um contra-senso terrível), temos de apoiar os autores nacionais e as editoras tradicionais. Mais do que isso, o “Espada que Sangra” tem tido um reconhecimento incrível por aqueles que o lêem, por isso não vais querer ficar de fora.

Obrigado, Nuno!

Obrigado à Maria Inês pela entrevista e pela simpatia.

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Espada que Sangra: Lançamento

Palácio Baldaya, um edifício peculiarmente vestido de azul na Estrada de Benfica, em Lisboa. 7 de abril de 2018, pelas 14 horas. Teve início o lançamento do meu livro Espada que Sangra, primeiro volume da série Histórias Vermelhas de Zallar, integrado no Festival Contacto, organização da Imaginauta, Palácio Baldaya e Junta de Freguesia de Benfica. Após uma pequena e lisonjeira apresentação por parte do editor Pedro Cipriano em nome da Editorial Divergência, tive o prazer de falar à assistência sobre os primórdios de Zallar, as minhas fontes de inspiração e o processo que culminou neste “pequeno” livro de fantasia adulta.

Aquilo que começou como a ideia de uma fantasia inspirada em “Dragon Ball na Grécia Antiga” ganhou uma identidade muito própria a partir do momento em que, em finais de 2011, a série Game of Thrones me instou a escrever uma fantasia credível, mínima em elementos fantasiosos e que conseguisse captar os traços mais vívidos da nossa História. Assim nasceu o Espada que Sangra, um livro publicado inicialmente em 2014 numa vanity-press, que viria a conquistar primeiro a blogosfera até chegar a proposta da Divergência. Agora, chegou a vez do monstro brilhar numa edição de referência. Uma versão reduzida e melhorada, para todos os que adoram fantasia.

SINOPSE:

São loucos aqueles que pensam que as espadas não sangram.

Que o digam Ameril Hymadher e Lazard Ezzila, herdeiros de uma nação portentosa que se vê a braços com um descalabro militar sem paralelo. Quando os mahlan, hominídeos reptilianos que vagueiam pelos desertos, organizam uma investida que faz tremer as muralhas da Liga Parda, é a idoneidade de toda a raça humana que fica em perigo. Mas, por entre a poeira das estepes e os tiros de mosquetes, serão os movimentos subtis dos traidores a fazer sangrar as cidades?

LANÇAMENTO:

Espada que Sangra: First Look

Através do site da Divergência, podes já encomendar o teu exemplar do meu livro Espada que Sangra. Trata-se de uma fantasia adulta sem qualquer complacência pelos seus personagens, comparada a ícones do género como As Crónicas de Gelo e Fogo ou Saga do Império Malazano. A edição de 2018 inclui uma lista de personagens, bem como um mapa de Zallar, mundo em que decorre a ação do livro.

Primeiro volume da série Histórias Vermelhas de Zallar, o Espada que Sangra começou a ser trabalhado em 2011, com a ideia de ser uma fantasia inspirada em Dragon Ball passada numa Grécia Antiga alternativa, mas essa matéria inicial foi moldada várias vezes até ganhar uma identidade muito própria. Após a publicação original, que em 2014 conquistou a blogosfera, o livro foi revisto e melhorado até chegar à versão que conhecemos hoje.  Fica com a sinopse e vê as magníficas imagens do livro disponibilizadas pela editora:

São loucos aqueles que pensam que as espadas não sangram.

Que o digam Ameril Hymadher e Lazard Ezzila, herdeiros de uma nação portentosa que se vê a braços com um descalabro militar sem paralelo. Quando os mahlan, hominídeos reptilianos que vagueiam pelos desertos, organizam uma investida que faz tremer as muralhas da Liga Parda, é a idoneidade de toda a raça humana que fica em perigo. Mas, por entre a poeira das estepes e os tiros de mosquetes, serão os movimentos subtis dos traidores a fazer sangrar as cidades?

Fonte: http://divergencia.pt/espada-que-sangra-primeiro-olhar-sobre-os-livros/

Espada que Sangra: Press Release

Ser publicado numa editora credível e respeitada como a pequena Divergência é um sinal de reconhecimento que não posso deixar passar ao lado. Depois de anos a batalhar na disseminação dos meus escritos, a “vendê-los porta a porta”, é com a sensação de mais um objetivo cumprido que vejo o reconhecimento já encontrado na blogosfera a chegar também à casa das editoras. Aproveitem que o livro está já em pré-venda com 15% de desconto e fiquem com o press release da Editorial Divergência.

Festival Contacto 2018. Um evento produzido pela Imaginauta, que inclui Feira do Livro com a presença de diversas editoras, escape room, jogos de tabuleiro, uma área dedicada a Star Wars, outra a Harry Potter, exposições, oficinas e sessões de contos. Tudo isto dia 7 de abril, no revigorado Palácio Baldaya, em Lisboa, onde poderás também assistir ao lançamento do meu livro Espada que Sangra pelas mãos da Editorial Divergência. É o primeiro volume da minha série Histórias Vermelhas de Zallar, publicado originalmente em 2014, agora numa versão revista e melhorada.

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Pré-venda e Lançamento de

Espada Que Sangra, Histórias Vermelhas de Zallar (Volume I)

de Nuno Ferreira

19 de Março de 2018

A Editorial Divergência tem o prazer de anunciar que está aberta a pré-venda do livro Espada Que Sangra, Histórias Vermelhas de Zallar (Volume I), do nosso autor Nuno Ferreira.

Adquira o seu exemplar com 15% de desconto aqui

SINOPSE

zallar

São loucos aqueles que pensam que as espadas não sangram.

Que o digam Ameril Hymadher e Lazard Ezzila, herdeiros de uma nação portentosa que se vê a braços com um descalabro militar sem paralelo. Quando os mahlan, hominídeos reptilianos que vagueiam pelos desertos, organizam uma investida que faz tremer as muralhas da Liga Parda, é a idoneidade de toda a raça humana que fica em perigo. Mas, por entre a poeira das estepes e os tiros de mosquetes, serão os movimentos subtis dos traidores a fazer sangrar as cidades?

BIOGRAFIA DO AUTOR

Nuno Ferreira nasceu em 1985 e é licenciado em Gestão de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional. Desde cedo que se dedicou a actividades de cariz cultural, com predominância para o teatro, mas a sua paixão sempre foi a literatura. É o autor da fantasia adulta “Espada que Sangra”.

BLURBS

Posso dizer que são poucos os livros que tenham tido um início de saga tão bom como este.

Leituras do Fiacha O Corvo Negro

http://leiturasdofiachaocorvonegro.blogspot.pt/2014/10/espada-que-sangra-de-nuno-ferreira_16.html

Um livro arrebatador, para todos os que adoram fantasia.

Buczov Alexandria

http://bryseyas-ordemdavis.blogspot.pt/2014/11/espada-que-sangra.html

Oh Meu Deus, que personagens!

Páginas Encadernadas

http://p-encadernadas.blogspot.pt/2015/04/espada-que-sangra.html

Fiquei bastante surpresa com a escrita de Nuno Ferreira, deliciosamente surpresa.

Eu e o Bam

http://eu-e-o-bam.blogspot.pt/2015/05/espada-que-sangra-de-nuno-ferreira.html

LANÇAMENTO

Espada Que Sangra (Histórias Vermelhas de Zallar I), de Nuno Ferreira, tem lançamento marcado para o dia 7 de Abril, no Palácio Baldaya, em Benfica, integrado no Festival Contacto 2018.

Espada que Sangra: Da Cover Reveal ao Festival Contacto 2018

Em 2011, quando o Game of Thrones me convenceu de que era possível escrever fantasia e ser verosímil em simultâneo, pus de lado os meus rascunhos de policiais inacabados e decidi-me a construir o meu “Dragon Ball na Grécia Antiga”. E então, transformei o Son Goku num rei cobarde e medroso, o Coraçãozinho de Satã num mensageiro negro com duas línguas e dois sexos, o Trunks num jovem mosqueteiro cheio de dúvidas e tirei-lhes todos os poderes que podessem vir a ter, para que se tornassem homens e mulheres com forças e fraquezas, pessoas reais. E coloquei-os na Grécia Antiga.

Bem… digamos que voltei a fazer das minhas e coloquei as cidades-estado da Grécia Antiga na África, com traços de incas, astecas, babilónicos e egípcios na sua génese. Dei-lhes nomes ingleses, espanhóis e italianos, e como se não bastasse, ofereci-lhes armas de fogo do século XVIII, ainda que eles tenham todos os traços da Antiguidade Clássica. Às cidades-estado, chamei-lhes de espadas. E assim nasceu Zallar. Assim nasceu o Espada que Sangra. Porque…

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São loucos aqueles que pensam que as espadas não sangram.

Que o digam Ameril Hymadher e Lazard Ezzila, herdeiros de uma nação portentosa que se vê a braços com um descalabro militar sem paralelo. Quando os mahlan, hominídeos reptilianos que vagueiam pelos desertos, organizam uma investida que faz tremer as muralhas da Liga Parda, é a idoneidade de toda a raça humana que fica em perigo. Mas, por entre a poeira das estepes e os tiros de mosquetes, serão os movimentos subtis dos traidores a fazer sangrar as cidades?

Em 2014, publiquei o Espada que Sangra pela Chiado Editora, mas o sucesso do livro ditou que a série não deveria continuar a ser publicada numa editora em que é o autor quem paga, e eu realmente não tinha como sustentar essa política de publicação. Graças à Editorial Divergência, o Espada que Sangra limou arestas e o nosso trabalho conjunto tornou o livro bem mais clean, bem mais comercial. O lançamento ocorrerá dia 7 de abril, incluído no novo Festival Contacto (Palácio Baldaya, Benfica), organizado pela Imaginauta.

A poucas semanas do grande lançamento, só posso conferir que de 2011 a 2018 Hymadher, Ezzila, Hamsha e companhia cresceram, ganharam carne e osso e saltaram das páginas.

O novo Espada que Sangra está a chegar. Conto com todo o vosso apoio e divulgação.

 

“Espada que Sangra” no Catálogo Divergência 2018

A Editorial Divergência lançou o seu press release habitual de início do ano, e um dos destaques da editora para 2018 é a publicação do meu livro Espada que Sangra. «Mas… Nuno, esse livro não foi já publicado?» Alguns dos meus seguidores mais distraídos podem mesmo ficar com esta dúvida. De facto, o livro foi publicado em setembro de 2014 pela Chiado Editora, mas assim que percebi o mecanismo de funcionamento da empresa, do não retorno financeiro de um investimento inicial, à quebra de expectativas no que diz respeito a apoio editorial, percebi que, mais do que um esforço incomportável da minha parte, continuar a publicar pela Chiado seria alimentar um negócio com o qual não concordava.

A excelente crítica ao livro, porém, fez-me adentrar por certos círculos literários, onde conheci pessoas e janelas abriram-se. Houve projetos que se iniciaram e não chegaram a vias de facto, muitos caminhos foram trilhados mas, de repente, chegou-me o interesse de uma editora independente, a Editorial Divergência, em publicar o Espada, sem qualquer contrapartida para além do meu trabalho. Claro que seria em outros moldes, o livro teria de ser bem mais reduzido em tamanho, mas… ser publicado pela editora que mais apoia os autores nacionais de Ficção Especulativa foi para mim uma honra, mas também a prova que me faltava de que tinha mesmo algum talento.

Depois de várias reticências na nossa relação, acabei por me congratular por conseguir rescindir contrato com a Chiado de forma amigável. O primeiro passo estava dado. O ano de 2017 foi passado em grande proximidade com a Divergência. Publicamos o conto “A Maldição de Odette Laurie” na antologia Os Monstros que nos Habitam e trabalhamos bastante no novo Espada que Sangra. Ainda estamos a trabalhar nele. Mas não se assustem. A história do livro é a mesma e poucos foram os capítulos cortados. Simplesmente, muita informação era dispensável e atenuava o prazer da leitura. Mesmo a minha escrita melhorou bastante em três anos. Tenho para mim que, quem quiser reler este livro, irá gostar ainda mais da nova versão.

Se me perguntarem se é necessário ler a versão nova para compreender o segundo volume, eu respondo que não. Como disse, a história é a mesma. Mas aposto que a experiência de leitura será significativamente maior se o fizerem. O novo Espada que Sangra está a chegar (façamos figas para que seja em abril) e faz parte de um catálogo ambicioso por parte da Divergência, que inclui antologias em parceria com editoras da Finlândia e do Reino Unido, assim como novas obras de autores consagradíssimos como João Barreiros ou António de Macedo, falecido em outubro. Consulta o site aqui.

Sessão de Autógrafos na Feira da Ascensão (Chamusca)

Chegamos a maio e maio abre-nos a porta às épocas festivas com a grande Feira da Ascensão, na Chamusca, uma das mais famosas do Ribatejo. Este ano tive o prazer de estar presente, não só como espectador, como é habitual, mas também como autor convidado da Feira do Livro do certame. Depois de já ter tido o privilégio de ser convidado pela Rota do Livro para a Alpiagra, em setembro, voltei a aceitar o convite da organização. Ao lado da autora Cátia Salvado Fonseca, enfrentei a noite de temporal, que não impediu que fossem vários os transeuntes a chegar e a adquirir o meu livro Espada que Sangra. Uma noite de autógrafos para recordar e repetir. Aqui ficam as fotos:

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Dia Mundial do Livro

Dia 23 de abril de 2016. 20:45. Passei aqui para comemorar este Dia Mundial do Livro, que se traduz naquilo que, afinal de contas, vivemos diariamente – nós, bookaholics, os que não passamos sem um bom volume aveludado entre os dedos, alimentando os olhos e polindo a mente.

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E assim, em jeito de quem não quer a coisa, despeço-me com um anúncio: dia 7 de Maio, pelas 21 horas, espero por vocês no edifício do Centro Cultural da Chamusca, para uma sessão de autógrafos do meu livro Espada que Sangra, incluída na Feira do Livro da Feira da Ascensão. E ainda estão a tempo de aproveitar os descontos do Dia Mundial do Livro, nas lojas online da FNAC e Bertrand.

Não percam a oportunidade.

Sessão de Autógrafos na ALPIAGRA

Pois é, foi com uma grande honra que acedi ao convite da Rota do Livro para estar presente na 33.ª Feira Agrícola e Comercial de Alpiarça – a ALPIAGRA – em mais uma sessão de autógrafos. Tive a oportunidade de privar com os escritores Paulo Gomes (Quadras de Amor Vol I e II) e Maria João de Sousa Carvalho (Jantei Ontem em Seattle), pessoas muito gentis e bem-humoradas, com quem passei um momento de reflexão e convívio. O tempo não estava convidativo e a afluência pecou por escassa, mas foi um evento interessantíssimo a nível cultural. Acutilante e irónico pormenor, os exemplares do “Espada que Sangra” chegaram à Feira pelas minhas mãos, e não pelas da editora como seria suposto. Este pormenor daria azo a uma série de parágrafos sobre o funcionamento da editora e sobre a aparente falta de profissionalismo, mas prefiro ficar-me por aqui. Resta-me a garantia de que nunca mais trabalharei com ela, a não ser que a senilidade me embarace, não por esta, mas por inúmeras razões.

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Depois de um fim de semana pacífico, com a apresentação de um concurso de Vestidos de Chita e uma sessão de autógrafos que decorreu durante a tarde e princípio da noite de domingo, resta-me dedicar ao trabalho, à escrita, à leitura e à vida do dia-a-dia. Novos eventos e peripécias me aguardam. Aqui ficam algumas fotos do evento:

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3.º Aniversário do Blogue

É verdade, parece que foi ontem que comecei o blogue e já faz três aninhos. Três anos de vitórias e derrotas, e muita história para contar. Comecei na blogosfera com um blogue de desabafos, em que não falava mais do que assuntos triviais do dia-a-dia, o Deixa-me Dormir, um blogue que ainda durou bastantes anos, paralelamente a outro que criei dedicado ao teatro e a todo o tipo de artes cénicas. Com o tempo, perdi o interesse em ambos os blogues e percebi que começava a escrever apenas posts relacionados com literatura. Percebi também que blogues genéricos acabam por ser um “nem sim, nem sopas”, e apesar dos vários seguidores que me comentavam regularmente, acabei por cancelá-lo sem despedidas nem anúncios. Iniciei um wordpress, o Deixa-me Ler-te, onde apenas postava opinião aos livros que lia. E é esse blogue que estão a ler neste momento. Em Setembro do ano passado publiquei o meu primeiro livro, e o blogue do leitor transformou-se no blogue do leitor e autor. O Deixa-me Ler-te passou a ser diário de leituras e apresentações do Nuno Ferreira, Notícias de Zallar.

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O visual do blogue não foi nem é a minha maior preocupação. Aproveitei o verão para fazer testes, depois de largos meses com o mesmo tema, e estou num período de experimentação para decidir aquele que será o visual mais comum na próxima temporada. Preocupo-me, acima de tudo, em manter o blogue atualizado, não só sobre novidades sobre os meus livros como também sobre as minhas presenças e opiniões a livros e séries que leio. Este blogue é apenas um pedacinho de mim, que não queria de maneira nenhuma deixar de fomentar e de partilhar convosco. Trabalho para que se sintam em casa e que gostem de ler os meus artigos com mais ou menos curiosidade. Nunca trabalhei para ter seguidores, não tenho muitos e isso não me preocupa. As pessoas que sei que lêem e (algumas) comentam são as suficientes. Mais do que fazer o blogue para as pessoas, faço principalmente para mim. É algo que me dá muito gozo e faço-o sem esperar qualquer contrapartida. Pelo menos até ao momento em que publiquei o Espada que Sangra. A partir daí as coisas só mudaram porque o blogue tornou-se também um meio de fazer chegar ao público o meu livro, e por isso cada vez mais as partilhas são necessárias. Gostaria de comemorar este terceiro aniversário do blogue com um anúncio sobre o segundo livro, mas ainda não tenho novidades para vós. Estou a avaliar as possibilidades de mercado, alguns problemas editoriais estão a condicionar-me mas só posso dizer com segurança que qualquer escolha que eu possa fazer, será para dar uma maior projeção e condições de sucesso às minhas Histórias Vermelhas de Zallar. Estou quase a meio do quarto volume da saga, o final está próximo e já definido, e a confiança com que escrevo dá-me grandes garantias internas. É sem grandes problemas que afirmo sem hesitações que a minha obra melhora de livro para livro, e os desfechos finais serão imprevisíveis.

Por tudo isto, espero que continuem a acompanhar-me e eu cá estarei para ouvir as vossas opiniões e também publicar convosco todo o tipo de opiniões a leituras que, são, antes de um hobbie, um material de trabalho. Ler é uma paixão que nos une, uma paixão tão venerável como a paixão pela escrita. São dois elos de uma mesma corrente.

Que Aan vos abençoe. 😀