Estive a Ler: Luta de Poderes, O Legado de Júpiter #1

Ah, sabes como é o meu tio. Ainda não me perdoou por ter saído com aquela mulher que salvei de um incêndio o ano passado.

O TEXTO SEGUINTE ABORDA O LIVRO “LUTA DE PODERES”, PRIMEIRO VOLUME DA SÉRIE O LEGADO DE JÚPITER (FORMATO BD)

O Legado de Júpiter é a nova publicação da G Floy Studio Portugal. Após o sucesso de Kick-Ass e Kingsman, tanto nos cinemas como nas bandas-desenhadas, Mark Millar tornou-se uma figura de referência e Millarworld uma chancela de qualidade reconhecida pelos leitores. Publicado entre abril de 2013 e janeiro de 2015, o primeiro volume de O Legado de Júpiter é um retorno ao mundo dos super-heróis por parte do autor, que já havia trabalhado em Fantastic Four, Superman, Wolverine: Old Man Logan e Civil War, entre outros.

Desta feita, surge ao lado de Frank Quitely (Batman & Robin, All Star Superman e Flex Mentallo), um artista já veterano dentro do género. O Legado de Júpiter tem sido, ao longo dos últimos anos, reconhecido pela crítica como um dos trabalhos mais importantes dos dois autores, muito embora apenas dois volumes tenham sido lançados nos states. O primeiro volume, em Portugal, intitula-se Luta de Poderes.

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Fonte: https://hiveminer.com/Tags/frank,quitely

Muito embora super-heróis mais tradicionais não sejam a minha praia, fui aliciado pelas críticas positivas que li ao livro, e acabei constatando que o álbum tem mesmo uma aura adulta, violenta e muito pouco dócil. Ainda que não me tenha arrebatado – e tenha achado sinceramente que foi num sentido decrescente em termos de ligação narrativa – gostei bastante da forma como a questão dos poderes foi abordada e o contexto em que todas as temáticas foram trabalhadas.

“A capa e a capacidade de voar é apenas um ingrediente secundário neste trabalho bem conseguido da dupla Millar e Quitely.

Neste primeiro volume, abraçamos um mundo de super-heróis atípico, com uma forte componente de crítica social e política. A história começa em 1932, quando uma expedição liderada por Sheldon Sampson, a sua família e amigos, encontra uma misteriosa ilha no Oceano Atlântico com que Sheldon havia sonhado. Ele é uma figura a quem todos parecem seguir sem reservas, e que nutre o profundo desejo de participar ativamente na resolução de vários problemas reais decorrentes da Grande Depressão nos E.U.A.

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Fonte: G Floy

A ilha oferece a todos os que ali chegam vários poderes e então somos desde logo alavancados para o presente, onde Sheldon é um super-herói envelhecido, casado com a sua esposa Grace, quase uma versão Mulher-Maravilha de O Legado de Júpiter. O casal tem dois filhos, Chloe e Brandon, e é neles que a história se foca. Ao contrário dos pais, usam os seus poderes para serem vistos como celebridades, explorando as respectivas imagens e ganhando milhões à sua custa.

“É realista e sério, sem deixar de ser uma fantasia urbana com ocasionais momentos de combate mais inverosímeis.

Chloe é budista e vegetariana, não se cansando de se autopromover para alimentar a fundação de solidariedade social que criou, enquanto Brandon procura afirmar-se, mas não passa de um sedutor problemático que acaba por ser sucessivamente envergonhado pelo pai. Sheldon tem ainda um outro problema grave em mãos. Enquanto ele procura não interferir nos assuntos governamentais, o seu irmão Walter, também ele um velho super-herói, busca avidamente por resoluções e desafia-o permanentemente com o seu comportamento e atividade social.

O álbum possui uma narrativa abrangente, que consegue mesclar temas e géneros com inventividade, falando de assuntos sérios como o capitalismo, a ecologia, a volatilidade do Homem e o plasticismo da sociedade, ao mesmo tempo que joga com a ideia que temos de um super-herói. A capa e a capacidade de voar é apenas um ingrediente secundário neste trabalho bem conseguido da dupla Millar e Quitely.

Fonte: G Floy

Parece-me por isso que não é uma série que agrade apenas aos fãs mais tradicionais de Superman, Batman ou X-Men, porque aqui o objetivo não é combater monstros ou vilões tenebrosos. Luta de Poderes explora a noção de família, conflitos ideológicos e o que pode resultar, na visão das gerações seguintes, de um evento de extrema notoriedade como é o acesso a super-poderes. É realista e sério, sem deixar de ser uma fantasia urbana com ocasionais momentos de combate mais inverosímeis.

O que me agradou mais no álbum foi, no entanto, a arte de Quitely, que mostra que o artista escocês, habitual companheiro de Grant Morrison, sabia ao que vinha e trabalhou as personagens na perfeição. O Legado de Júpiter parece-me um excelente início para uma série que lamento não estar a ser publicada com grande assiduidade lá fora. É, ainda assim, mais uma excelente publicação da Image e mais uma boa aposta da G Floy em Portugal.

Avaliação: 7/10

O Legado de Júpiter (G Floy Studio Portugal):

#1 Luta de Poderes

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A Divulgar: “Potter’s Field: O Cemitério dos Esquecidos” pela G Floy Studio

Bom dia de S. Valentim a todos os seguidores do NDZ. Já está a chegar às livrarias a mais recente novidade da G Floy Studio, um belíssimo romance gráfico a meio caminho entre o thriller noir e a história de vigilantes e vingança… quase no limite da história de super-heróis! Com argumento de Mark Waid e arte de Paul Azaceta, é a história de um indivíduo misterioso, decidido a devolver o nome e a dignidade aos mortos anónimos enterrados em Potter’s Field, um cemitério para todos os que a lei e a justiça esqueceram perto de Nova Iorque.

Mark Waid é um dos mais aclamados escritores de comics da actualidade, com uma extensa obra para as duas grandes editoras de super-heróis, DC e a Marvel. Depois de se tornar escritor a tempo inteiro, escreveria para a Marvel uma extensa série de números da revista do Capitão América (com arte de Ron Garney), que ainda hoje é considerada como uma das fases definitivas da personagem. O seu romance gráfico Kingdom Come, para a DC, que mostra um futuro possível distópico da Liga da Justiça, é considerado uma das grandes histórias de sempre dos super-heróis da DC.

Assinou muitas outras séries para ambas as editoras, incluindo histórias importantes para a Liga da Justiça (Heaven’s Ladder, JLA: Year One), Fantastic Four, Superman: Birthright, e muitos mais. Mais recentemente, a sua fase na revista do Demolidor tornou-se uma das mais populares de sempre, e granjeou-lhe uma mão-cheia de prémios Eisners, para além de escrever também este Potter’s Field, bem como o romance gráfico Strange Fruit, também para a editora Boom!

Paul Azaceta é um desenhador já conhecido dos fãs da G Floy, que edita dele a série Outcast (com argumento de Robert Kirkman). Azaceta é bem conhecido pelo seu estilo em simultâneo contido e dinâmico, e depois de uma série de trabalhos em que a sua sensibilidade noir apareceu em toda a força na indústria, em títulos como Daredevil, Spider-Man, Punisher Noir, e B.P.R.D. 1946, assina esta belíssima história de vingança em nome dos que a lei e a justiça esqueceram.

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SINOPSE:

Mark Waid (Kingdom Come) e Paul Azaceta (Outcast) assinam este romance gráfico bem negro, a meio caminho entre o policial noir e o thriller, e a história de vigilantismo no limite do super-herói:  a história de um indivíduo misterioso, decidido a devolver o nome e a dignidade aos mortos anónimos enterrados em Potter’s Field, um cemitério para os esquecidos perto de Nova Iorque.

John Doe. Um homem que não tem identidade. Que não tem história. Que não deixa impressões digitais. Fazendo apelo a uma rede de agentes que agem fora dos circuitos tradicionais e que não se conhecem uns aos outros, deu a si próprio a missão de descobrir o passado e o nome de todos aqueles que foram assassinados injustamente e enterrados neste cemitério.

Mas que passado é que John Doe está a tentar esconder? E como é que ele conseguirá encontrar as chaves desse passado neste cemitério dos esquecidos? Investigações, ruas e vielas escuras, perigos, conspirações… POTTER’S FIELD é um thriller negro raramente visto nos comics.

“Mark Waid coloca toda a história em movimento com uma premissa bem sólida e um mistério intrigante, mas é Azaceta quem dirige a história, pintando-nos um mundo negro para esse mistério habitar.” – Ain’t It Cool News

POTTER’S FIELD: O Cemitério dos Esquecidos

Formato comic (17 x 26), capa dura, 104 pgs. a cores.

PVP: 12€

ISBN:  978-84-16510-52-8

PREVIEWS:

Nota: Todas as imagens foram gentilmente cedidas pela editora.

 

A Divulgar: “O Legado de Júpiter Vol. 1: Luta de Poderes” pela G Floy Studio

Viva! Já chegou às bancas O Legado de Júpiter Vol. 1: Luta de Poderes, um dos maiores sucessos críticos e comerciais de Mark Millar, uma saga notável com arte do grande Frank Quitely. Mark Millar opera neste livro uma desconstrução fenomenal das histórias de super-heróis, com uma simples pergunta: o que acontece num mundo em que existem super-poderes, quando a primeira geração de super-heróis, os idealistas, os que lutaram pela democracia, pela sua nação, os que acreditaram que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, cede o lugar aos descendentes, os cínicos, mimados e privilegiados, que se habituaram a ter tudo?

Mark Millar é o escritor de séries de comics aclamadas como Kick-Ass, Kingsman: Serviço Secreto, O Legado de Júpiter e O Círculo de Júpiter, Nemesis, etc…. Muitos destes livros já foram adaptados ao grande ecrã, e muitos outros estão em adaptação para o cinema, após a recente aquisição da Millarworld pela Netflix, para a televisão. O seu trabalho para a DC inclui o aclamado Superman: Red Son (em português Super-Homem: Herança Vermelha), e para a Marvel Comics criou The Ultimates (Os Supremos), Wolverine: Old Man Logan (Velho Logan) e Civil War (Guerra Civil) – a série de super-heróis mais vendida em quase duas décadas.

Frank Quitely é um artista de comics escocês, conhecido pelas suas frequentes colaborações com Grant Morrison em títulos como Novos X-Men, WE3, All-Star Superman e Batman and Robin, bem como pelo seu trabalho com Mark Millar em The Authority e O Legado de Júpiter. A sua carreira internacional começou na DC Comics, com séries para a Vertigo, incluindo Flex Mentallo, bem como séries regulares para o universo DC e para a Wildstorm, incluindo Batman, JLA e The Authority. Depois de ter ilustrado Os Novos X-Men durante dois anos para a Marvel, voltou para a Vertigo e produziu uma curta para uma antologia de Sandman, bem como uma série de que foi co-criador, WE3. Seguiram-se títulos para a DC como All-Star Superman, Batman and Robin, etc… Já completou o segundo volume de O Legado de Júpiter e está a trabalhar no terceiro, com uma série de projetos pessoais a caminho.

Sem Título

SINOPSE:

Chloe e Brandon são filhos dos maiores heróis e vilões deste mundo. Mas será que estão à altura do seu legado?

Em 1932, a busca por uma misteriosa fonte de energia e poder leva Sheldon Sampson, bem como o seu irmão Walter e um pequeno grupo de companheiros, numa viagem arriscada a uma estranha ilha perdida. Décadas mais tarde, Sheldon e Walter tornaram-se em super-heróis celebrados por todo o mundo. Mas uma nova geração de super-humanos tem de seguir os seus passos, e a missão anuncia-se difícil… sobretudo quando dois lados da família iniciam uma luta terrível pelo poder. Quanto tempo poderá o mundo sobreviver a uma guerra entre seres super-poderosos?

O LEGADO DE JÚPITER  vol. 1: LUTA DE PODERES

Reúne os números #1-5 de Jupiter’s Legacy (primeira série).

Formato deluxe, capa dura, 136 pgs. a cores.

PVP: 14€

ISBN:  978-84-16510-54-2

PREVIEWS:

Nota: Todas as imagens foram gentilmente cedidas pela editora.

Estive a Ler: A Encantadora de Serpentes, Harrow County #3

Olha lá, Clinton… as amoras não se apanham sozinhas.

O TEXTO SEGUINTE ABORDA O LIVRO “A ENCANTADORA DE SERPENTES”, TERCEIRO VOLUME DA SÉRIE HARROW COUNTY (FORMATO BD)

A Encantadora de Serpentes é o mais recente volume de Harrow County. E é também o menos bom dos três volumes já publicados em português. Talvez por contar três histórias diferentes, a sensação de encorajamento e desfrute embalado da narrativa pareceu-me ter-se perdido algures, mas de facto foi o álbum que achei menos apelativo. O álbum compreende os números 9 a 12 da edição original publicada nos EUA pela Dark Horse Comics, que planeia um total de seis volumes. 

Nenhuma das histórias me apaixonou (embora tenha achado interessante a intriga das serpentes), mas continuo a achar a narrativa de Cullen Bunn o melhor da série. Como romancista, Bunn já foi nomeado para o Bram Stoker Award (que distingue a melhor ficção de terror), e como escritor de comics para dois Eisners, um dos quais por Harrow County.

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Fonte: http://www.comicsbeat.com/cullen-bunn-exits-aquaman-announces-more-news-on-ama/

Publicado em Portugal pela G Floy Studio, Harrow County é uma bem-sucedida série de horror sobrenatural passada na povoação com o mesmo nome. Desde o primeiro número que é escrita por Cullen Bunn (Uncanny X-Men, Deadpool, The Damned), enquanto a arte é entregue a Tyler Crook (Petrograd, Hellboy), vencedor de um Russ Manning Award, prémio atribuído durante os Eisners, que premeia o trabalho de um estreante no mundo da BD. Este terceiro volume conta ainda com histórias ilustradas por Carla Speed McNeil e Hannah Christenson.

“Posso afirmar sem reservas que a arte das ilustradoras convidadas foi o que menos gostei neste volume.”

Nas três histórias a que somos apresentados, Cullen Bunn apresenta uma panóplia de elementos sobrenaturais com que facilmente nos familiarizamos. Na primeira história vemos que o Rapaz sem Pele continua sem compreender os mistérios do passado. Na peugada da verdade, é difícil não simpatizar com aquela figura, ao mesmo tempo bizarra e empática, da criança que foi esfolada, mas cuja alma continua tão arraigada ao corpo como à pele.

Emmy continua, porém, a ser a protagonista da série. Num das histórias apresentadas, investiga uma casa assombrada, enquanto que na outra, tem de lidar com as serpentes malévolas que semeiam loucura e maldade na mente da população. O espetro da “irmã gémea”, porém, continua a marcar os seus passos.

Sem Título
Fonte: G Floy

Foi interessante ver como os habitantes de Harrow County continuam a trabalhar em prol de Emmy e em como eles a vêm, depois de tudo o que aconteceu. Não obstante a falta de vigor narrativo que registei durante a leitura, achei que as pontas acabaram por se interligar, e não posso deixar de considerar a história coesa e bem delineada, muito embora me agradasse ver uma base mais sólida e credível no meio de todos aqueles elementos mirabolantes.

“Os leitores vão ser expostos a um bizarro desfile de esqueletos fantasmagóricos em chamas, árvores grávidas e crianças sem pele, uma verdadeira bandeja de iguarias do folclore macabro à moda do Sul.”

Paste Magazine

Fonte: G Floy

Posso afirmar sem reservas que a arte das ilustradoras convidadas foi o que menos gostei neste volume. Achei o argumento inferior ao dos volumes interiores, mas ainda assim considero-o bom. Senti-me permanentemente à espera que esta história me apaixonasse, o que não aconteceu, embora tenha gostado bem mais quando ela se focou na amiga de Emmy, Bernice, que coincidiu também com um dos melhores trechos na arte de Tyler Crook.

Infelizmente, o trabalho de Hannah Christenson na casa assombrada deixou muito a desejar, parecendo não jogar bem com a narrativa de Bunn. Em suma, foi um livro que me deixou com um sabor meio agridoce na boca, mas que terminou com o sentimento quase agradável de “quero mais”.

Avaliação: 6/10

Harrow County (G Floy Studio Portugal):

#1 Assombrações Sem Fim

#2 Duas Vezes Contado

#3 A Encantadora de Serpentes

A Divulgar: “Thor: Os Últimos Dias de Midgard” e “Harrow County Vol. 3: A Encantadora de Serpentes” pela G Floy Studio

Chega esta quarta-feira dia 31 às bancas o volume Thor: Os Últimos Dias de Midgard, o mais recente álbum da colecção Marvel Deluxe da G Floy, por dois dos autores preferidos da editora: o artista bósnio Esad Ribic, de que já haviam lançado Loki, e o escritor Jason Aaron, de quem editaram Má Raça e três volumes da série Southern Bastards, cujo quarto volume está programado para o verão. Os Últimos Dias de Midgard é uma história auto-conclusiva que encerra uma parte importante da saga do Deus do Trovão, antes do relançamento em She-Thor.

Entretanto, chegará às livrarias também nos próximos dias o terceiro volume da nossa série Harrow County: A Encantadora de Serpentes, a série de horror “southern gothic” de Cullen Bunn e de Tyler Crook, que desta vez se afasta dos caminhos batidos da série e explora algumas das personagens e locais secundários. Uma história central ilustrada por Tyler Crook e duas histórias soltas com artistas convidadas, Carla Speed McNeil e Hannah Christenson.

Sem Título

SINOPSE:

THOR: OS ÚLTIMOS DIAS DE MIDGARD  (Col. MARVEL DELUXE)

Argumento de JASON AARON e arte de ESAD RIBIC

Por esta altura já todos os fãs sabem que Jason Aaron e Esad Ribic são dois dos nossos autores preferidos, e podem por fim ser encontrados em português juntos no mesmo álbum, desta feita numa saga do Deus do Trovão!

Thor luta para salvar o planeta, mas lutar contra quem, se o planeta está a morrer? Mas a agente Roz Solomon, da SHIELD, sabe quem é o inimigo: a nefasta megacorporação Roxxon e o seu implacável e malévolo novo CEO, “o Minotauro”! Terá Thor encontrado o seu igual sob a forma de uma supercorporação multinacional? Entretanto, milhares de anos no futuro, o Rei Thor de Asgard e as suas netas, as Guerreiras do Trovão, travam uma batalha muito diferente para salvar o que resta da Terra – mas de Galactus!

“A série Thor: Deus do Trovão  continua a ser digna de um deus.”

ComicVine.com

Thor: Os Últimos Dias de Midgard é uma saga auto-conclusiva do Deus do Trovão, que encerra uma das fases mais aclamadas das suas histórias, e que serve de prelúdio ao relançamento que Aaron fez na saga She-Thor!

THOR: Os Últimos Dias de Midgard

Reúne os títulos Thor: God of Thunder #19-25.

Formato deluxe, capa dura, 168 pgs. a cores.

PVP: 15€

ISBN: 978-84-16510-56-6

PREVIEWS:

A segunda novidade é o terceiro volume de Harrow County. Cullen Bunn é um autor de comics americano, bem conhecido pelas histórias que escreveu para a Marvel, em particular as suas mini-séries de Deadpool, que a G Floy irá editar já a partir desta Primavera. Como romancista, Cullen Bunn já foi nomeado para o Bram Stoker Award (que distingue a melhor ficção de terror), e como escritor de comics para dois Eisners, um dos quais por Harrow County.

Tyler Crook trabalhou durante anos na indústria de videojogos, até ao lançamento, em 2011, de Petrograd, uma novela gráfica escrita por Phillip Gelatt, que marcou a sua estreia na BD. Crook venceu também um Russ Manning Award, um prémio atribuído durante os Eisners, e que premeia o trabalho de um estreante no mundo da BD.

A Encantadora de Serpentes reúne os #9 a 12 de Harrow County. Originalmente prevista para seis volumes, o sucesso da série levou a que fosse prolongada para um total de nove.

Sem Título

SINOPSE:

HARROW COUNTY volume 3: A Encantadora de Serpentes

 Argumento de Cullen Bunn e arte de Tyler Crook, Carla Speed McNeil e Hannah Christenson

O Rapaz sem Pele tenta compreender os mistérios do seu passado, Emmy investiga uma casa assombrada, e umas serpentes maléficas infectaram as mentes dos habitantes do Holler. E só Bernice poderá opor-se a este novo mal – mas será que pedir ajuda à sombria e temível Lovey Belfont a vai colocar num perigo ainda maior?

Este volume reúne os números #9-12 de Harrow County, uma história de terror ao estilo southern gothic, criada pelo escritor Cullen Bunn e assombrosamente desenhada e pintada pelo artista Tyler Crook, e desta vez inclui duas histórias desenhadas por artistas convidadas, Hannah Christenson que ilustra um conto clássico de casa assombrada, mas com uma surpresa final importante para a nossa heroína, e Carla Speed McNeil que explora a natureza e passado do Rapaz sem Pele. E se juntarmos uma história de Bernice, a melhor amiga de Emmy, temos um álbum que faz uma pausa na saga central e que nos revela outros aspectos e segredos dos locais e personagens secundários de Harrow County.

“Os leitores vão ser expostos a um bizarro desfile de esqueletos fantasmagóricos em chamas, árvores grávidas e crianças sem pele, uma verdadeira bandeja de iguarias do folclore macabro à moda do Sul.”

Paste Magazine

Harrow County foi considerada:

Melhor Série em Continuação 2015

Melhor Escritor 2015 – Horror News Network

Melhor Série em Continuação 2015

Melhor Escritor 2015 – Ghastly Awards

Harrow County volume 3: A Encantadora de Serpentes

Álbum, 136 pgs a cores, capa dura. PVP: 11€

ISBN: 978-84-16510-51-1

PREVIEWS:

Nota: Todas as imagens foram gentilmente cedidas pela editora.

 

A Divulgar: Catálogo G Floy 2018

O ano que passou foi cheio de boa banda desenhada no nosso país e a G Floy Studio foi uma das principais impulsionadoras do mercado. 2017 foi um dos melhores anos de BD em Portugal e a G Floy quer continuar ao mesmo ritmo em 2018. Aqui têm então uma pequena antevisão do que o ano vai trazer de novo. Até ao verão, se tudo correr como o previsto, serão cerca de 25 livros. As séries de sempre continuarão, claro está, mas pelo menos duas delas não estão incluídas nas novidades mais próximas: Saga 8 ainda não saiu nos EUA, tal como Southern Bastards 4, pelo que a editora decidiu empurrar esses dois títulos para setembro.

Tony Chu: Detective Canibal deverá ter mais dois volumes até ao verão, assim como Harrow County (o volume 3 que tinha sido originalmente previsto para dezembro sai já em janeiro), e Outcast e The Wicked + The Divine terão mais um volume. Serão também iniciadas novas séries: Descender, de Jeff Lemire e Dustin Nguyen, Os Malditos (The Goddamned), de Jason Aaron e RM Guéra e O Legado de Júpiter, por Mark Millar e Frank Quitely, de que serão lançados dois volumes até julho. Por falar em Mark Millar e na Millarworld, muito na berra depois de ter sido adquirida pela Netflix, a G Floy irá lançar também outros livros do autor: Imperatriz, com arte de Stuart Immonen, já em janeiro, MPH, com arte de Dencan Fegredo, e Starlight, com ilustrações de Goran Parlov.

Em termos de romances gráficos e de histórias auto-contidas, os grandes relevos vão para: Afirma Pereira, com arte do francês Pierre-Henry Gomont, que adapta o romance de Antonio Tabucchi com o mesmo nome, um dos maiores sucessos do ano de 2016 em França; e o magnífico The Fadeout, de Ed Brubaker e Sean Phillips, multi-vencedor nos Eisners, numa edição completa com cerca de 400 páginas! Destaque ainda para Indeh: Uma História das Guerras Apache, com argumento do actor Ethan Hawke e arte do veterano Greg Ruth. Temos também já em janeiro Potter’s Field: O Cemitério dos Esquecidos, história a meio caminho entre o policial noir e a história de super-heróis (de Mark Waid e Paul Azaceta), e mais para o final da Primavera, The Empty Man, uma história de terror com argumento de Cullen Bunn e arte de Vanessa Del Rey, que irá em breve tornar-se num filme.

Na Marvel, as sagas já iniciadas terão continuação, com mais volumes de Uncanny X-Force e de Imortal Punho de Ferro (um de cada antes do verão, um de cada depois). Mas haverá também Jessica Jones: O Pulso, numa edição integral de mais de 300 páginas que junta toda a saga da personagem num volume, em preparação do lançamento da nova série AKA Jessica Jones, mais para o fim do ano. Já em janeiro conheceremos também Thor: Os Últimos Dias de Asgard, uma saga auto-contida escrita por Jason Aaron e com arte de Esad Ribic (mas que abre caminho para uma série que a Goody editará mais tarde durante o ano).

Mas a novidade grande é o lançamento de novas séries da Marvel: Cullen Bunn continua a constituir o seu catálogo, desta vez com a fenomenal série de livros de Deadpool que escreveu, de que o primeiro, Deadpool Mata o Universo Marvel (com arte de Dalibor Talajic) sai antes do verão; e Ms. Marvel, uma das mais aclamadas e premiadas séries da Marvel de sempre chegará também na mesma altura à G Floy. Por fim, há ainda de referir que Wolverine regressará mais para o fim do ano, mas sobre isso, as novidades chegarão a seu tempo.

Desta lista ficam de fora os lançamentos de BD de autores portugueses que a G Floy lançará em conjunto com a ComicHeart, que serão anunciados em breve em post separado.

Sem Título
Fonte: G Floy Studio

Resumo Trimestral de Leituras #12

O ano de 2017 chegou ao fim com 96 leituras no seu total, entre livros, BDs e contos avulsos. Foram em geral ótimas leituras, cujas opiniões podes consultar na minha lista anual, assim como podes conferir os Prémios NDZ atribuídos em As Escolhas de 2017. Este último trimestre foi maravilhoso, com três ou quatro leituras a destacarem-se em cada mês. Robin Hobb, Neil Gaiman, Brandon Sanderson, Dan Brown, Brent Weeks e Steven Erikson são os autores que merecem o maior relevo. As antologias e coletâneas também tiveram o seu tempo, e participei ainda de um ciclo de leituras em torno dos contos de Robert E. Howard. Fica com o meu balanço do último trimestre do ano:

Mitologia Nórdica – Neil Gaiman

Elantris, Elantris #1 – Brandon Sanderson

Maçãs Podres, Tony Chu: Detective Canibal #7 – John Layman e Rob Guillory

A Espada do Destino, The Witcher #2 – Andrzej Sapkowski

Os Melhores Contos de Edgar Allan Poe – Edgar Allan Poe

Mulheres Perigosas – Vários Autores

A Torre do Elefante – Robert E. Howard

Origem – Dan Brown

Solomon Kane – Robert E. Howard

Liberdade e Revolução, Império das Tormentas #2 – Jon Skovron

Nocturno – Tony Sandoval

O Deus no Sarcófago – Robert E. Howard

O Assassino do Bobo, Saga Assassino e o Bobo #1 – Robin Hobb

O Acto de Fausto, The Witched + The Divine #1 – Kieron Gillen e Jamie McKelvie

Os Portões da Casa dos Mortos, Saga do Império Malazano #2 Parte 1 – Steven Erikson

Caminho das Sombras, Anjo da Noite #1 – Brent Weeks

Patifes na Casa – Robert E. Howard

Uma Pequena Luz, Outcast #3 – Robert Kirkman e Paul Azaceta

À Margem das Sombras, Anjo da Noite #2 – Brent Weeks

Saga Vol. 7 – Brian K. Vaughan e Fiona Staples

Deuses Americanos – Neil Gaiman

A Filha do Gigante de Gelo – Robert E. Howard

Mission in the Dark, The Dark Sea War Chronicles #2 – Bruno Martins Soares

Lines We Cross, The Walking Dead #29 – Robert Kirkman, Charlie Adlard, Cliff Rathburn e Stefano Gaudiano

A Rainha da Costa Negra – Robert E. Howard

Sem TítuloComecei outubro com Mitologia Nórdica da Editorial Presença, livro adquirido no Fórum Fantástico deste ano. Uma homenagem de Neil Gaiman à mitologia que tanto inspira as suas obras, o livro é de leitura fácil e conta a versão suave e bem-humorada do autor britânico sobre a história de Thor, Odin, Loki e companhia, desde a criação dos mundos até ao tão temido Ragnarok. Um dos livros que mais gostei de ler do escritor, que prima sobretudo pela simplicidade da composição. O primeiro livro publicado por Brandon Sanderson, Elantris revela algumas deficiências a nível estrutural e, sobretudo, alguma inexperiência na forma como resolveu as situações finais do livro, recorrendo a forças inexplicáveis para “salvar o dia”. Ainda assim, adorei. A forma como Sanderson nos apresenta Raoden, Sarene e Hrathen e os desenvolve é simplesmente genial. Um príncipe que se transforma, da noite para o dia, num morto-vivo, uma princesa prometida que chega ao reino do noivo e descobre que ele morreu e um sacerdote de armadura vermelha destinado a converter um povo à doutrina dos seus superiores são os personagens centrais de uma história envolvente e encantadora com um ritmo cada vez mais entusiasmante a cada virar de página. Foi publicado no Brasil pela Leya.

Sem títuloO sétimo volume de Tony Chu: Detective Canibal, intitulado Maçãs Podres, continua a boa senda da BD publicada em Portugal pela G Floy. Agora que nos adentramos pela segunda metade da série, as aventuras do detective mais irreverente das BDs tendem a dispersar-se, mas vários caminhos entrecruzam-se e a morte da sua irmã gémea é o mote para mais um álbum hilariante, em que tudo (ou nada) pode acontecer. De pessoas que adquirem a expressão facial daquilo que comem a um menage a trois inusitado protagonizado pelo colega ciborgue do protagonista, Maçãs Podres é mais uma prova do talento de John Layman, argumentista que esteve no último fim-de-semana de outubro no Festival de BD da Amadora. Já o segundo volume da saga The Witcher de Andrzej Sapkowski, A Espada do Destino trouxe seis contos passados no mundo de Geralt de Rivia, servindo também de prólogo para a saga que será iniciada no terceiro volume. Alguns contos têm ideias muito boas, como o divertido “O Fogo Eterno”, em que o ananico Biberveldt descobre que um doppler adquiriu a sua forma e anda a fazer negócios em seu nome, ou os últimos dois, que nos apresentam a excelente personagem Ciri, uma menina cujo destino está entrelaçado ao de Geralt. Ainda assim, a prosa de Sapkowski não me convenceu como havia feito no primeiro volume, achei os diálogos excessivos e sem conteúdo, e sobretudo pareceu-me um livro infantil com muitos palavrões para parecer adulto. Tem qualidade, mas foi uma leitura bem mediana a meu ver.

Sem título28 dos melhores contos de Edgar Allan Poe coligidos numa edição maravilhosa em capa dura e ilustrada por 28 artistas nacionais, Os Melhores Contos de Edgar Allan Poe foram uma prenda da Edições Saída de Emergência para todos os leitores. E se a edição é lindíssima, os contos fazem-lhe justiça. Poe foi um autor único e o precursor de vários géneros, como o policial e o horror e até contribuiu para o ascender da ficção científica, com uma escrita intimista capaz de mexer com os medos mais primários do leitor. Alguns contos são melhores do que outros, mas destaco “Os Crimes da Rua Morgue”, “A Queda da Casa de Usher” e “O Coração Delator” como os meus preferidos. Também publicada pela Saída de Emergência, Mulheres Perigosas foi uma antologia organizada por George R. R. Martin e Gardner Dozois, incluindo contos de Joe Abercrombie, Brandon Sanderson, Melinda M. Snodgrass e Megan Abbott, entre outros. Muito embora explore vários géneros, o que certamente fará os leitores preferir uns em detrimento de outros, os contos que mais me agradaram foram “Sombras Para Silêncio nas Florestas do Inferno”, ambientado no universo Cosmere de Brandon Sanderson, “Dar Nome à Fera” de Sam Sykes e “A Princesa e a Rainha ou Os Negros e os Verdes” de George R. R. Martin, passado no mundo de Westeros.

Sem títuloIniciei um ciclo de leituras em torno de Robert E. Howard, um dos meus autores de eleição. Em A Torre do Elefante, o conquistador Conan entra em litígio com um malfeitor numa taberna, acabando por salvar uma aristocrata da escravidão. O cimério persegue um tesouro escondido na icónica Torre do Elefante, aliando-se a ladrões e enfrentando monstros terríveis para o alcançar. Dono de uma prosa maravilhosa, Howard volta a brilhar neste conto, que já havia lido inicialmente na coletânea A Rainha da Costa Negra da Saída de Emergência. Terminei o mês de outubro a ler o mais recente livro de Dan Brown, mas só consegui escrever a opinião no início de novembro. Origem, publicado em Portugal pela Bertrand, foi o livro de Brown que menos gostei, mas não posso dizer que tenha desiludido. Seguindo os ingredientes clássicos que lhe deram sucesso, Dan Brown coloca Robert Langdon numa corrida pela sobrevivência, desta vez com menos códigos ligados à Antiguidade e mais virado para o futuro e para as tecnologias. Mais fraco que os outros livros da série, valeu sobretudo pela ação dentro da Basílica da Sagrada Família, em Barcelona.

Sem TítuloContinuando a leitura dos velhos clássicos de Robert E. Howard, decidi-me a ler na versão italiana a coletânea de contos, poemas e fragmentos póstumos protagonizados por Solomon Kane, o puritano inglês que enfrenta homens e monstruosidades para fazer justiça com as próprias mãos. Com um sentido de moral muito profundo, as aventuras de Solomon Kane revelam Howard na sua melhor forma e escondem várias peculiaridades do pensamento da época. Publicado pela Saída de Emergência no início do mês, Liberdade e Revolução é o segundo volume da trilogia Império das Tormentas de Jon Skovron. Enquanto Ruivo se encontra confinado à cidade de Pico da Pedra, onde se tornou o melhor amigo do príncipe, Esperança Sombria tornou-se uma temível pirata, tentando ganhar nome e prestígio para, finalmente, enfrentar os biomantes e resgatar o seu amado. A história melhorou em relação ao primeiro volume, parecendo mais madura e mais fluída, com algumas adições deliciosas, como Merivale Hempist, Vassoura ou o Senhor Chapeleira.

Sem TítuloPelas mãos da Kingpin Books chegou-me o livro Nocturno de Tony Sandoval. De tons fortes e negros e desenhos adoráveis, ela traz-nos a história de um cantor rock perseguido pelo fantasma do seu pai que, depois de ser espancado e dado como morto, se transfigura como um justiceiro. Gostei bastante do conteúdo e da forma como foi apresentado, assim como da arte incrível do autor mexicano, mais do que podia adivinhar da premissa. O Deus no Sarcófago é um conto de Robert E. Howard que incluí no ciclo de leituras em redor do escritor norte-americano. Ele conta como Conan se infiltrou num templo nemédio para roubar e acabou sendo acusado do homicídio do conservador do museu, ao mesmo tempo que um mal de outras eras desperta. Policial, thriller, horror e aventura permeiam uma das histórias de Howard que mais me encantaram, um pouco por não esperar ver Conan metido numa aura de Agatha Christie.

Sem títuloPrimeiro volume da terceira trilogia de Robin Hobb focada em FitzCavalaria Visionário, O Assassino do Bobo é uma sequência incrível de acontecimentos surpreendentes. Passado maioritariamente nas propriedades de Floresta Mirrada, pertences a Urtiga e que Fitz e Moli gerem com amor, este novo livro de Hobb mantém a toada lenta e perscrutadora dos anteriores volumes, de uma forma que em vez de entediar, delicia. Constantemente a surpreender-me, este livro de Robin Hobb trouxe momentos de ação, amor, amizade, reencontros, lutas, paixões e mortes e foi, seguramente, o melhor livro que li este ano. Uma das mais recentes surpresas da G Floy Studio, O Acto de Fausto é o primeiro volume de The Wicked + The Divine, mais uma das grandes séries publicadas pela Image Comics a chegar ao nosso país. Escrita por Kieron Gillen e ilustrada por Jamie McKelvie, este volume inaugural apresenta Laura, uma rapariga normal que se envolve com os deuses do Panteão. Trata-se de um grupo de doze pessoas que descobrem ser a reencarnação de deuses. Essa descoberta garante-lhes fama e poderes sobrenaturais, com a condição de que morrerão em dois anos. Apesar de não ser grande apreciador de fantasia urbana, esta é mais uma série a seguir.

Sem TítuloComecei dezembro com Os Portões da Casa dos Mortos de Steven Erikson. Publicado pela Saída de Emergência, o segundo volume da Saga do Império Malazano foi dividido em duas partes. Nesta primeira metade, deixamos a ação em Genabackis e acompanhamos a viagem de Violinista, Kalam, Apsalar e Crokus até ao continente das Sete Cidades, onde uma profecia está no cerne de um movimento rebelde às forças da Imperatriz Laseen. Acompanhamos também a jornada de Duiker, um historiador, Coltaine, um comandante intrépido, e a jovem Felisin, uma exilada. Morte e desolação seguem os passos de todos estes personagens, à medida que nos vamos envolvendo num novelo de conspiração em que a guerra e o sobrenatural se misturam. O mundo é incrível e a escrita de Erikson maravilhosa, mas não senti qualquer empatia pelos personagens, pelo que espero que a segunda parte me prenda mais. Primeiro volume da série Anjo da Noite de Brent Weeks, Caminho das Sombras é um livro de fantasia que segue os passos de um menino órfão chamado Azoth, que vive nas Tocas da cidade de Cenária. Certo dia, ele testemunha um massacre e fica obcecado com a ideia de tornar-se como o assassino, Durzo Blint. Com uma premissa muito interessante e uma escrita boa, achei Caminho das Sombras um livro mediano. As cenas foram expectáveis e o leque imenso de personagens tornou a narrativa um tanto ou quanto confusa. Ainda assim, para quem gosta de livros inebriantes e cheios de ritmo, fica a indicação. O livro foi publicado no Brasil pela Arqueiro.

Sem títuloO ciclo de leituras em torno de Robert E. Howard prossegue, desta feita com o conto Patifes na Casa. Não é dos contos protagonizados por Conan que mais me fascinaram, mas ainda assim proporcionou alguns bons momentos de suspense, ação e aventura, condimentados com uns salpicos de intriga política. A história ocorre numa cidade-estado entre Zamora e Corinthia durante uma aparente luta de poder entre dois líderes poderosos: Murilo, um aristocrata, e Nabonidus, o Sacerdote Vermelho, um clérigo com uma forte base de poder. Depois de o sacerdote o ameaçar com uma orelha cortada, Murilo ouve falar da reputação de Conan como mercenário e decide pedir-lhe ajuda. Pelas mãos da G Floy chegou até nós Uma Pequena Luz, terceiro volume de Outcast. Robert Kirkman volta a surpreender com a história de Kyle Barnes, um homem que desde a infância vê a família ser possuída por demónios. Com a ajuda de um padre, tenta descobrir a razão destas manifestações sobrenaturais e porque aparenta ter poderes especiais sobre elas. Uma Pequena Luz é um volume sólido e expansivo, cada vez mais à altura do seu próprio autor, para quem as provas dadas são “que baste” para o idolatrar. Já a arte de Paul Azaceta tem vindo a melhorar. Confesso que gosto das suas ilustrações desde o primeiro volume, mas está longe de ser dos meus artistas favoritos no género. Ainda assim, grande parte da qualidade do seu trabalho está na pintura.

Sem TítuloContinuando a série Anjo da Noite de Brent Weeks, li À Margem das Sombras, publicado no Brasil pela editora Arqueiro. Se achei o primeiro volume mediano, este segundo foi francamente bom. A escrita fluída e rica é uma das maiores virtudes de Weeks. Os diálogos estão cheios de humor e sarcasmo, as descrições de batalhas, movimentos e ambientes, incríveis. O set é absolutamente apelativo. Os dedos das mãos não chegam para nomear as frases de efeito. Se À Margem das Sombras fosse um filme, seria um blockbuster. Confesso que preferi a primeira metade, mais lenta e verosímil, que a segunda, cheia de volte-faces e ritmo elevado. Mas o que dizer daquele final? O cliffhanger é de deixar qualquer um a babar pelo terceiro volume. Perto de alcançar a publicação norte-americana, o 7.º volume de Saga foi, provavelmente, um dos melhores até agora. Subversivo e original, o argumento de Brian K. Vaughan convence e a arte de Fiona Staples é um espetáculo à parte. Aliando o bom humor às cenas mais chocantes de mortes e sexo, a história é contada por uma criança fruto de uma família disfuncional resultante do choque entre duas culturas distintas. Perdidos num cometa, os protagonistas da space opera vão ter de lidar com os mais diversos problemas.

Sem TítuloUma das obras mais aclamadas de Neil Gaiman, Deuses Americanos foi recentemente adaptado a uma série de TV pela Starz. Publicado em Portugal pela Editorial Presença, a obra fala de uma luta entre os deuses antigos e os novos. Sombra é um homem que sai da prisão após cumprir uma pena, quando sabe que a esposa faleceu. Durante o voo de regresso a casa, cruza-se com um senhor que diz chamar-se Quarta-Feira, e que o conduz numa espiral alucinante de acontecimentos. Gostei do livro, mas pareceu-me bastante superestimado, com uma narrativa em forma de road trip, densa e um pouco entediante, que podia ser contada como um conto. Continuando a revista aos contos de Robert E. Howard, li A Filha do Gigante de Gelo e foi um dos contos de Conan de que menos gostei. O herói cimério encontra-se num cenário de morte após uma batalha e vê uma bela mulher semi-nua, que o ofende e foge. Conan persegue-a para descobrir ser alvo de uma armadilha… sobrenatural. Segundo volume da trilogia de ficção científica The Dark Sea War Chronicles de Bruno Martins Soares, Mission in the Dark está disponível em inglês, na Amazon. Byllard Iddo continua a sua senda de sabotagem aos Barcos Silenciosos da República Axx, ao comando da nave Arrabat. Mas a Guerra do Mar Negro está longe de chegar ao fim, e nem só de vitórias se faz o seu percurso. Gostei mais deste livro que do primeiro, mesmo assim notei tratar-se de um típico volume de transição. Uma trilogia ótima, cheia de cenas de ação e humor militar.

Resultado de imagem para lines we cross the walking dead 29Lines We Cross é o volume 29 da BD The Walking Dead, com argumento de Robert Kirkman e arte de Cliff Rathburn, Charlie Adlard e Stefano Gaudiano. Apesar de ser um volume mais morno, teve várias supresas interessantes, envolvendo Dwight, Negan, uma nova personagem chamada Princesa e até envolvimentos amorosos, com Jesus, Aaron, Magna, Yumiko e Siddiq em destaque. Ao contrário da série de TV, a série em quadradinhos está cada vez melhor. E terminei o ano literário com mais um conto de Robert E. Howard. A Rainha da Costa Negra conta como Conan se lançou a bordo do veleiro Argus, para travar amizade com um capitão chamado Tito e, posteriormente, cruzar-se com a temível pirata Bêlit, também conhecida como A Rainha da Costa Negra. A escrita é maravilhosa e a primeira metade incrível, mas tanto a paixão de Conan por Bêlit me pareceu demasiado brusca, como a parte final do conto foi demasiado fantasiosa para os meus parâmetros. Resta-me deixar os votos de um ano de 2018 repleto de boas leituras e felicidades pessoais para todos os seguidores do NDZ.

Estive a Ler: Saga #7

Diz quem? A nossa filha é rija como sei lá o quê! Acho que essas cenas todas que nos ensinaram de defeitos congénitos nos “híbridos” era só para propaganda para manter os nossos povos separados.

O texto seguinte pode conter spoilers do sétimo volume da série Saga (Formato BD)

Com dezassete Harveys e doze Eisner no bolso, que incluem os prémios de Melhor Escritor, Melhor Desenho, Melhor Capa e Melhor Série em Continuação só em 2017, Saga é já uma série de culto do panorama gráfico internacional. A G Floy Portugal traz-nos mais um volume desta premiada série norte-americana, publicada originalmente pela Image Comics.

Em Saga, Brian K. Vaughan conta com a preciosa colaboração de Fiona Staples, ilustradora canadiana responsável por uma boa-parte do sucesso deste comic que chega agora ao volume 7 em terras lusitanas, pelas mãos da G Floy Studio. O volume inclui os números 37 a 42 da edição original, que encontra-se publicada até ao volume 8. Significa, portanto, que a publicação nacional está perto de alcançar a norte-americana.

Fonte: G Floy

Subversiva e original, Saga é uma space opera divertida que brinca com assuntos sérios da vida. Lidar com uma relação, com o crescimento de uma criança, questões como o controlo parental, famílias separadas, violência doméstica, prostituição infantil e racismo são apenas alguns dos temas tratados de forma suave e bem-humorada, obrigando o leitor a bater com a cabeça nas hipocrisias da sociedade.

O autor qualifica Saga como um “Star Wars para pervertidos”, mas as aventuras e desventuras de Marko e Alana com a sua filha Hazel são muito mais do que isso. Diálogos divertidos e refrescantes, perseguições, tiroteios e cenas de sexo, assim como personagens que parecem saídos de fábulas, que comunicam com o leitor não só através das suas falas sui-generis, como também através das expressões peculiares que Staples imprime em cada prancha.

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Fonte: G Floy

Em várias ocasiões, Saga foi também considerada como a Guerra dos Tronos da Ficção Científica no mundo das BD’s, e confesso que este volume deixou-me tentado a concordar com essa comparação. Não que a trama de Saga seja tão complexa e os acontecimentos tão épicos, porque a nota que permeia toda a obra é de uma descontração e boa disposição permanente. Aquilo que mais a aproxima à referida obra é, definitivamente, a casualidade com que as cenas de sexo e de nudez se seguem, assim como a forma como certas mortes ocorrem nos momentos mais inesperados.

“Saga tem um dos argumentos mais fortes e refrescantes que a BD americana tem trazido até nós.”

Convém alertar que estamos a falar de algo diferente, numa toada diferente. Nem mesmo Star Wars consegue ser tão descomprometida quanto Saga. Estamos a falar de uma narrativa leve e sem grandes intenções de ser levada a sério. Há imensos conflitos entre famílias, amores e desamores, guerras entre planetas, estamos a falar de temas sérios da sociedade, mas tudo nos é apresentado de uma forma quase inocente, pelos olhos de uma criança.

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Fonte: G Floy

O que não impede que hajam cenas de fazer corar qualquer um pelo meio. Logo nas primeiras páginas deste volume, encontramos um príncipe cuja cabeça é uma televisão, a masturbar-se. O sétimo álbum de Saga leva os nossos protagonistas para Phang, um cometa em estado de sítio, com vários confrontos armados instaurados entre várias fações. Marko e Alana, a sua filha, Hazel, a ama fantasma, Izabel, o Príncipe Robot e a cornuda Petrichor chegam a Phang e logo tropeçam numa família… peculiar.

Várias espécies e classes de personagens antropomórficas reclamam o controlo do astro através da guerra. O grupo encontra uma família de suricatas falantes, da qual Jabarah é a matriarca. Desde logo, Hazel sente uma grande empatia por um menino suricata chamado Kurti. Tal envolvimento vem, porém, a despoletar a ira da pequena para com a sua ama, a fantasma Izabel.

Fonte: G Floy

A adição de um assassino de duas cabeças, uma masculina e outra feminina, vem trazer um novo fôlego à trama (como se esta precisasse de ainda mais fôlego!!!). Segura e letal, esta nova personagem acompanhada por um porco revoluciona a história, mostrando ao núcleo principal que nem só de brigas familiares e caprichos pessoais é feito o mundo em que vivem. Perseguições e mortes seguem-se em catadupa, numa altura em que a família de Kurti revela grandes reservas em sair da sua toca.

“Expressiva e colorida, a arte continua a ser um espetáculo à parte nesta obra que, volume após volume, continua a maravilhar-me.”

Vontade, por sua vez, inicia uma longa caminhada ao encontro de Gwendolyn, Sophie e da Gata Mentirosa, procurando desesperadamente vingar a morte da sua irmã, Estigma. Mas o seu estado mental não parece notar grandes melhorias desde que saiu do coma. Para além de continuar a ver e a falar com a imagem imaginária da mulher aracnídea Haste, também começou a ver e a falar com a irmã morta. Durante o seu trajeto encontra figuras no mínimo peculiares e submete-se a encontros hilariantes.

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Fonte: https://geeksout.org/blogs/speedsterdave/speedster-dave-new-york-comic-con-2012

Saga tem um dos argumentos mais fortes e refrescantes que a BD americana tem trazido até nós. Brian K. Vaughan trabalhou um universo à parte, todo ele com cabeça, tronco e membros. Neste sétimo volume, tanto a proficiência narrativa de Vaughan continua a fazer-se sentir, como assistimos ao desfile exuberante de personagens riquíssimas e singulares. Trata-se de uma história de ficção científica com bonecos antropomórficos que pode facilmente ser encarada como um desenho para crianças, mas que fala de temas recorrentes do dia-a-dia dos adultos, com cenas para maiores de 18 ostentadas sem sobreaviso. Sempre numa toada humorística, claro está.

Apesar da escrita de Vaughan ser subversiva, audaz e inventiva, nada do que escreveu seria o mesmo sem as ilustrações de Staples, que tão bem se exprime através do seu lápis. Expressiva e colorida, a arte continua a ser um espetáculo à parte nesta obra que, volume após volume, continua a maravilhar-me.

Avaliação: 9/10

Saga (G Floy Studio):

#1 Volume 1

#2 Volume 2

#3 Volume 3

#4 Volume 4

#5 Volume 5

#6 Volume 6

#7 Volume 7

Estive a Ler: Uma Pequena Luz, Outcast #3

Diz-me o que estavas a fazer… Porque tentaste… Inalar a minha respiração? O que é isso?

O texto seguinte pode conter spoilers do livro “Uma Pequena Luz”, terceiro volume da série Outcast (Formato BD)

O fenómeno Kirkman volta às bancas nacionais com o seu intenso e obsessivo Outcast, uma das séries da Image Comics que a G Floy Studio tem trazido para Portugal. Robert Kirkman continua a dedicar-se ao género que lhe deu maior visibilidade, o horror. Assim como o seu trabalho mais popular, The Walking Dead, também Outcast foi adaptada à TV, embora com uma repercussão bem menos positiva.

Com desenho de Paul Azaceta, Outcast tem vindo progressivamente a conquistar o público. A narrativa centra-se em Kyle Barnes, um homem que desde a infância vê a família ser possuída por demónios. Com a ajuda de um padre, tenta descobrir a razão destas manifestações sobrenaturais e porque aparenta ter poderes especiais sobre elas. O terceiro volume, intitulado Uma Pequena Luz, tem formato capa dura e 128 páginas a cores, que correspondem aos números 13 a 18 da publicação original.

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Fonte: G Floy Studio

Este volume de Outcast leva-nos ao encontro de onde o último livro terminou. A aposta de Kirkman em retratar o tema do exorcismo não me convenceu de todo com os volumes iniciais, mas o desenvolvimento da narrativa tem-me agradado bastante. A atmosfera dark trabalhada por Azaceta ajuda bastante a definir o ambiente da sequência, de forma imperativa e inquietante.

“Sólido e expansivo, este terceiro volume de Outcast cimenta-o e mostra-se cada vez mais à altura do seu próprio autor, para quem as provas dadas são “que baste” para o idolatrar.”

Outcast é uma série lenta. Não é fácil compará-lo a The Walking Dead, por exemplo, onde o ritmo faz parte do impacto que a série de BD tem no público. A história de Kirkman e Azaceta convida-nos a mastigar lentamente o sabor a cinzas que ela nos deixa na boca. Assim, a leitura de um volume pode não trazer grandes novidades, e muito menos saltar de cenário em cenário como a trama de mortos-vivos faz com mérito, mas deixa-nos entranhar no processo e aproximar-nos das personagens.

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Fonte: G Floy Studio

Em Uma Pequena Luz, vemos Kyle e o Reverendo Anderson a debater-se com o corpo possuído de Megan, a irmã adoptiva de Kyle. Durante o confronto, Megan ataca o próprio esposo, Mark, que sofre uma queda violentíssima. A dupla de protagonistas consegue exorcizar a mulher, mas os seus problemas estão longe de acabar, uma vez que o estado de saúde de Mark não é a única das suas preocupações. Vamos soltar SPOILERS?

“A arte de Paul Azaceta tem vindo a melhorar.

Quando procuram a pequena Holly, filha de Megan, encontram-na a conversar com uma figura sinistra. É, nem mais nem menos, que Sidney, o enigmático idoso que Anderson acredita ser a encarnação do próprio Diabo. Com a polícia presente, o reverendo não se abstém de espancar Sidney, o que deixa o senhor propriamente deliciado. Anderson é algemado e levado para a prisão, deixando Kyle, o Outcast, entregue a si próprio.

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Fonte: G Floy Studio

Grande parte deste volume é passado no hospital, durante o processo de tratamento de Mark, que ficara gravemente ferido. Numa visita ao hospital, Allison ouve uma conversa entre o ex-marido, Kyle, e Megan, ficando a saber de uma verdade de que Kyle a tentou salvaguardar. Entretanto, o Outcast é levado a ajudar uma senhora que procurara Anderson na igreja. O seu marido, Maurice, é vítima de uma possessão, apenas uma das que vários membros da comunidade são alvos.

Com Anderson atrás das grades, Kyle vê o seu trabalho a duplicar-se, enquanto Sidney move as peças e influencia vários membros da comunidade às suas ideias. Mas os planos que ele guarda para Kyle continuam a ser um mistério.

“Só posso fazer uma vénia à G Floy pelas edições lindíssimas que tem trazido até nós.”

Sólido e expansivo, este terceiro volume de Outcast cimenta-o e mostra-se cada vez mais à altura do seu próprio autor, para quem as provas dadas são “que baste” para o idolatrar. Nunca fui grande fã de horror e da temática das possessões, mas a forma madura e credível com que as personagens são apresentadas agradou-me imenso, e é muito a verosimilhança das personagens que me cativa neste Outcast. Claro está, cada relance de um possuído vem trazer a sensação de adrenalina de que todos queremos ao ler uma história destas.

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Fonte: https://www.skybound.com/tv-film/robert-kirkman-and-paul-azaceta-on-outcast/

A arte de Paul Azaceta tem vindo a melhorar. Confesso que gosto das suas ilustrações desde o primeiro volume, mas está longe de ser dos meus artistas favoritos no género. Ainda assim, grande parte da qualidade do seu trabalho está na pintura. Os tons amarelos, roxos e negros casam na perfeição com a temática. As expressões faciais são uma das suas melhores características e não posso deixar de afirmar que me cativam imenso as várias páginas sem diálogos, onde somos convidados a beber a ilustração e a cair no mundo apresentado sem que sejamos obrigados a concentrar-nos na história escrita.

Em suma, Outcast começou frágil mas, na minha opinião, já acertou o passo e é mais uma das séries regulares da Image Comics de que não dispenso. Robert Kirkman e Paul Azaceta são outra dupla que deu certo, e só posso fazer uma vénia à G Floy pelas edições lindíssimas que tem trazido até nós.

Avaliação: 7/10

Outcast (G Floy Studio Portugal):

#1: As Trevas que o Rodeiam

#2: Uma Ruína Sem Fim

#3 Uma Pequena Luz

A Divulgar: “Outcast Vol. 3 – Uma Pequena Luz” pela G Floy Studio

Depois do anúncio do 7.º volume de Saga, deverá chegar a livrarias no início da semana que vem a última novidade da G Floy Studio antes do natal, o volume 3 de Outcast: Uma Pequena Luz, de Robert Kirkman e Paul Azaceta. Kirkman é um dos mais influentes criadores de comics actual, e um dos cinco partners da Image Comics – o único que não é um dos fundadores. Kirkman é mundialmente famoso pela série The Walking Dead, que foi adaptada à TV pela Fox e se transformou num dos maiores êxitos mundiais. Tem-se dedicado à Image nestes últimos anos, e ao trabalho de produção televisiva das suas séries.

Robert Kirkman é ainda considerado como um dos grandes responsáveis daquilo que foi chamado a “Revolução Image”, o incrível período de criatividade pelo qual a editora tem passado e que a transformou numa das maiores editoras de BD do mundo, a terceira maior do mercado americano. Paul Azaceta, o desenhador de Outcast, é um artista cujo estilo simples, directo e arrojado, já ilustrou séries como Demolidor, Punisher Noir, Homem-Aranha e outras. Outcast é o seu trabalho mais mediático e aclamado, onde o seu estilo, geralmente visto nas páginas de comics de acção muito dinâmicos, é posto ao serviço de uma narrativa pausada e inquietante.

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SINOPSE:

A nova série do criador de THE WALKING DEAD, que serviu de base à série de TV da FOX

Toda a vida, Kyle Barnes foi perseguido por influências demoníacas, e, para sobreviver e defender aqueles que ama, precisa de respostas. Kyle terá de realizar o mais arriscado e perigoso exorcismo que jamais tentou, envolvendo a sua irmã e a sua filha, no momento em que começa a entender o mistério e os segredos das forças demoníacas que o rodeiam… segredos que podem mudar o destino do mundo. Infelizmente, aquilo que ele vai descobrir poderá significar o fim do mundo tal como o conhecemos..

“Outra coisa que recomenda este comic é a sua arte negra mas cheia de energia. Em termos de estilo, o trabalho de Azaceta fica algures entre os de Sean Phillips e de Alex Maleev, e isso é um enorme elogio, porque significa que está na melhor das companhias.”

boundingintocomics.com

OUTCAST volume 3: Uma Pequena Luz

Robert Kirkman e Paul Azaceta

Reúne os #13-18 da série original de Outcast

Álbum, formato comic, 128 pgs a cores, capa dura. PVP: 11,99€

ISBN: 978-84-16510-50-4

PREVIEWS:

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