A Divulgar: “Alias Vol. 4” pela G Floy Studio

Chega amanhã a quiosques e livrarias de todo o país o quarto e último volume da série protagonizada por Jessica Jones, ALIAS, com argumento de Brian Michael Bendis e ilustrações de Michael Gaydos. Trata-se da história que conta a origem secreta da personagem, e portanto, o arco que mais diretamente influenciou a série de TV da Netflix. Este volume é considerado por muitos o melhor da saga e revela as origens dos super-poderes da heroína, juntando todas os fios narrativos dos volumes anteriores numa só direção, um verdadeiro “romance gráfico” em vez de uma série de comics, no que confluem os mais variados géneros: super-heróis, crime e policial, romance…

Na primeira parte do volume (números #22-23), Michael Gaydos destaca-se ao apresentar um flashback que transporta o leitor para o passado de Jessica com um desenho completamente diferente do normal, que evoca o estilo Marvel antigo, contando as origens dos poderes de Jessica e a sua vida no mesmo liceu em que foi colega de Peter Parker. Depois de tal introdução, a história chega ao seu ápice, com a intervenção dramática Homem-Púrpura.

As histórias incluídas neste volume foram nomeadas para dois Prémios Eisner em 2004, Melhor Série em Continuação e Melhor Arco de História. Não percam, por todas estas razões, a conclusão desta série, e lembrem-se… Jessica Jones regressará para o ano, em mais uma série de volumes.

https://cld.pt/dl/download/00cffc74-a86e-4d32-8125-35e6c12fcc87/Alias%20vol.%204/PT%20Alias%204%20%5BMucha%5D%20Cover%20Hi-Res_v2.jpg

SINOPSE:

AS ORIGENS SECRETAS DE JESSICA JONES, a história que inspirou a primeira temporada da série da NETFLIX!

Jessica Jones é uma detective privada implacável, e o submundo negro do Universo Marvel é o seu território, como vimos em três volumes de casos complexos, muitos dos quais envolveram super-heróis. Mas nem sempre foi assim.

Em tempos, Jessica foi ela também uma super-heroína, e aqui, pela primeira vez, descobriremos os seus segredos – como ganhou os seus poderes, como se tornou numa heroína, e o momento terrível e negro da história do Universo Marvel que mudou a sua vida para sempre. Com muitos convidados especiais, desde o Homem-Aranha e Jean Grey, aos Vingadores e ao temível Killgrave.

ALIAS volume 4

Brian Michael Bendis e Michael Gaydos

Reúne os #22-28 da série original de ALIAS

Álbum, formato comic, 176 pgs a cores, capa dura. PVP: 14,99€

ISBN: 978-84-16510-49-8

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A Divulgar: “Hanuram: A Fúria” pela G Floy Studio

Continuando o seu excelente ritmo de publicações, a G Floy tem mais uma novidade em carteira. Chega às livrarias na próxima semana o livro Hanuram: A Fúria, de Ricardo Venâncio, um dos mais talentosos ilustradores nacionais. O álbum teve distribuição em bancas em agosto, mas chegará agora a todas as livrarias, assim como a versão inglesa. Vale ainda destacar que o Festival da Amadora está à porta, pelo que haverão muitas hipóteses de obter um autógrafo do autor ao longo das duas semanas do festival. Em breve, a editora disponibilizará na sua página de facebook a agenda das sessões de autógrafos dos seus autores e ilustradores. Hanuram é também uma das edições da parceria G Floy com a ComicHeart, que apostará em originais do álbum (e de muitos outros autores nacionais) na Amadora, onde os dois grupos partilharão um stand.

Sobre o autor do álbum em divulgação, resta dizer que Ricardo Venâncio é um ilustrador lisboeta, que ao longo de 18 anos de trabalho profissional trabalhou em animação, ilustração editorial, concept design e storyboard para publicidade e banda desenhada. Quando tinha 12 anos, Ricardo dividia o seu tempo livre entre ler BD e pesquisar entradas sobre Mitologia Grega na enciclopédia dos pais. Num dos seus primeiros álbuns a solo como autor completo, Ricardo Venâncio juntou algumas histórias curtas que já tinha criado ao longo de vários anos, com páginas criadas para este livro, num álbum que serve de introdução ao seu universo de fantasia heroica. Com um dinamismo invulgar no desenho e composição, e com um toque de humor e auto-crítica do género da fantasia e dos seus clichés, apresenta-nos Hanuram, o protagonista amaldiçoado pelos deuses, preso numa armadura dourada e condenado a vaguear por um mundo inóspito e hostil.

Ricardo Venâncio coloca todas as suas peças numa espécie de in media res, com Hanuram “a caminho”. Não sabemos de onde parte nem o que pretende alcançar, mas há algo na sua movimentação que o coloca numa rota de colisão com os grandes deuses deste mundo. A Fúria é assim um início auspicioso e perigoso para a personagem…”

Pedro Vieira de Moura – Lerbd.blogspot.pt

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SINOPSE:

HANURAM o Dourado… HANURAM, o Desgraçado!

Longe estão os teus dias de glória. Longe estão os dias em que me honravas com metal e morte. Como te sentes sabendo que o mundo te persegue? Que não importa o quanto corras, onde te escondas, não escaparás à minha Fúria?

Os deuses decidiram perseguir Hanuram e fazer dele um exemplo. Mas se há uma coisa que Hanuram não tem, é humildade. Estas são as histórias das suas batalhas.

Hanuram: A Fúria está também disponível em versão inglesa, Hanuram: The Fury.

Formato Comic Deluxe (18,5 x 28), 48 páginas a cores, capa dura.

Vresão portuguesa: ISBN: 978-84-16510-36-8

(versão inglesa:  978-84-16510-37-5)

PVP: 11,99€

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Estive a Ler: Maçãs Podres, Tony Chu: Detective Canibal #7

Apanha-o, Tony. Apanha-me esse cabrão e mata-o.

O texto seguinte aborda o livro “Maçãs Podres”, sétimo volume da série Tony Chu: Detective Canibal

Tony Chu: Detective Canibal é uma das BD’s de referência do atual panorama gráfico português. Publicado originalmente pela Image Comics, a obra conta com argumento de John Layman, ilustrações de Rob Guillory e a colaboração de Taylor Wells nas cores. O sétimo volume, Maçãs Podres, compreende os números 31 a 35 da edição original e chega até nós, uma vez mais, pelas mãos da G Floy Studio Portugal.

Best-seller do New York Times, Tony Chu: Detective Canibal narra a história de um cibopata, um detetive que revisita mentalmente os cenários e os acontecimentos mais hediondos após provar o sabor das vítimas, nem que seja uma simples lambidela ao sangue. Esta série já venceu dois Prémios Eisner e dois Prémios Harvey.

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Fonte: G Floy Studio

É difícil falar de Tony Chu: Detective Canibal sem repetir-me em relação ao que escrevi já em anteriores resenhas. É uma das BD’s que me são mais queridas e nunca encontro boas justificações para isso. As reviravoltas mirabolantes, as múltiplas facetas dos personagens, cada um com o seu carisma peculiar, a ironia latente em todo o argumento e a irreverência estampada tanto na escrita de John Layman como nos desenhos de Rob Guillory são, só por si, motivos de sobra para ler esta BD.

A série está concluída e tem 12 volumes, pelo que começamos já a avançar pela segunda metade do ciclo com este Maçãs Podres. A narrativa está toda ela muito bem amarrada e, por mais voltas e voltas que demos, voltamos sempre a tocar pontas que, porventura, podíamos ter julgado soltas vários capítulos atrás. As várias convergências ao longo da série são outro dos pontos positivos a registar e os encontros e reencontros entre personagens conseguem trazer consigo uma carga de humor saudavelmente louca.

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Fonte: G Floy Studio

Maçãs Podres mantém a toada e o ritmo. Começamos o volume no funeral de Antonelle Chu, a Toni, irmã-gémea do nosso cibopata. A família está presente em peso, a irmãs Rosemary e Sage, o irmão cozinheiro Chow, a irmã (ou será irmão) Harold, o cunhado Tang, a mãe Bao, o primo Charlie, o avô Ong e a filha de Tony, Olive. Sabe-se que Toni foi morta por um forte e bem dotado cibopata, levando a crer tratar-se do terrível Vampiro que Tony persegue há muito. Tony, no entanto, é conduzido mentalmente para outro funeral, ocorrido muitos anos antes. O funeral da sua própria esposa, Min Tso-Chu.

“A narrativa está toda ela muito bem amarrada e, por mais voltas e voltas que demos, voltamos sempre a tocar pontas que, porventura, podíamos ter julgado soltas vários capítulos atrás.”

Durante o funeral de Toni, porém, Mike Applebee aparece e reintegra Tony na FDA, entregando-lhe o distintivo e o revólver, assim como a John Colby, o seu parceiro de sempre. A dupla é chamada a agir quando uma nova marca de bebida energética/ dietética começa a causar consequências para lá de dramáticas àqueles que a bebem. O regresso à FDA, porém, leva Tony a outros reencontros. Caesar Valenzano, o antigo colaborador de Mason Savoy, é um agente de índole dúbia, com responsabilidades muito acima do que seria agradável verificar.

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Fonte: G Floy Studio

De uma fábrica de chocolates à ilha de Yamalapu, várias serão as aventuras vividas por Tony Chu para tentar descobrir a origem de uma nova ideologia que tenciona levar a cabo uma Guerra Santa. Alani Adobo, Dominic Partridge e Jeremiah Cumberland são alguns dos muitos personagens envolvidos numa conspiração a nível global que volta a colocar em cena figuras icónicas como Mason Savoy, o galo Poyo ou o terrível Vampiro.

Paralelamente a isso, somos apresentados a David Eccles, um sujeito que fica com a expressão facial daquilo que come, e seguimos os dramas amorosos de John Colby, uma vez que tanto o seu chefe, Applebee, como a antiga supervisora, a diretora Peñya da USDA, estão perdidamente apaixonados por ele. E as situações que daí resultam são simplesmente hilariantes.

Maçãs Podres é um daqueles volumes que podem não trazer nada de novo ao todo, mas mostram precisamente àquilo que vêm. Vemos as peças a montar-se, mesmo sabendo que outras estão a ser desmontadas e o puzzle poderá voltar a desfazer-se no próximo volume, mas é bem claro que começamos a caminhar para os números mais decisivos da série, ainda que muito esteja ainda por acontecer e por revelar.

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Fonte: G Floy Studio

É uma série que podemos julgá-la como um policial, podemos julgá-la como uma sátira, e acabamos por perceber que é um policial, é uma sátira mas acima de tudo um fantástico entretenimento. Uma série sobre relações humanas completamente hilariantes, com momentos de ação, revelação e humor nas doses mais do que certas. É o “entretém” mais irreverente e louco com que podes sonhar.

E o que permeia isso tudo são os personagens maravilhosamente desenvolvidos pelo autor. Em cada volume aparecem umas boas dezenas de novos personagens, mas o núcleo central continua o mesmo, e ainda que alguns venham a desaparecer num volume ou outro, regressam sempre com grande ênfase. Porque cada nova aparição é realçada com saltinhos e foguetes e serpentinas.

“Uma série sobre relações humanas completamente hilariantes, com momentos de ação, revelação e humor nas doses mais do que certas.”

Uma nota de grande louvor para o trabalho de Rob Guillory. A arte é muito expressiva, consistente e mantém-se brilhante desde o primeiro volume. A diagramação é simples, as pranchas são visualmente muito atraentes e as sequências de fácil interpretação, mas são sobretudo as cores a darem vida e uma sensação de maravilhamento aos álbuns. Tony Chu: Detective Canibal continua bem e recomenda-se. Uma das melhores séries a serem publicadas no nosso país.

Avaliação: 8/10

Tony Chu: Detective Canibal (G Floy Studio Portugal):

#1 Ao Gosto do Freguês

#2 Sabor Internacional

#3 Enfarda Brutos

#4 Sopa de Letras

#5 Fome de Vencer

#6 Bolos Janados

#7 Maçãs Podres

A Divulgar: “Maçãs Podres, Tony Chu: Detective Canibal #7” e “O Imortal Punho de Ferro #1” pela G Floy Studio

Trago-vos, “fresquinhas”, mais novidades G Floy. O lançamento da nova série da Marvel, O Imortal Punho de Ferro, cujo primeiro volume “A Última Saga do Punho de Ferro” deve aterrar nas livrarias durante a semana que vem, e o sétimo volume da mais tresloucada série de BD actual, Tony Chu: Detective Canibal, Maçãs Podres, com argumento de John Layman e ilustração de Rob Guillory. Já a série do Punho de Ferro é escrita por Ed Brubaker, o escritor das séries Fatale e Velvet, já editadas pela G Floy (mas também de Capitão América: O Soldado de Inverno, entre muitas outras). É a saga ideal para os leitores que não conhecem ainda bem a personagem. Embora não seja uma origem, é fácil de ler fora da continuidade e explica muitos aspetos da personagem, e agora que muitos leitores já conhecem o Punho de Ferro das séries da Netflix, é um volume perfeito para mergulharem na mística de K’un-Lun!

Quanto ao detective canibal, Tony Chu, não há muito a dizer. Todos o conhecem, e ou o adoram ou têm nojo dele, mas devo acrescentar que o seu criador John Layman estará entre nós durante o último fim-de-semana do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, dias 11 e 12 de novembro. A editora reserva-se também a pedir desculpas aos leitores, mas vários factores conspiraram para terem de aumentar o preço de capa dos álbuns de Chu, de 9,99€ para 11,99€. A mais nojenta série dos comics ultrapassa a meta da metade (passo a redundância!) e entra na sua reta final! O volume 7 (de 12) chegou, a tempo dos fãs se prepararem para a vinda de John Layman ao nosso país.

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SINOPSE:

Tony Chu – o agente federal cibopata com a habilidade de obter impressões psíquicas de tudo o que come – volta ao activo em grande, e mesmo a tempo de enfrentar um temível culto de terroristas adoradores-de-ovos que declararam guerra aos comedores de frango de todo o mundo. Nada óbvio para um detective canibal, mas desgostos, perdão, de gostos não se discute!

O sétimo volume da série bestseller do New York Times, uma tresloucada e divertida história sobre detectives, terroristas culinários, cozinheiros chineses e mesmo de outras nacionalidades, agentes biónicos e combustão espontânea!

“…se não leram esta série antes, não leiam! É completamente maluca..”

EatYourComics.com

Agente Secreto Poyo é uma história tão ridícula e parva, que se torna incrível e espantosa e louca. Tão exagerada, que só nos resta adorá-la!”

Gamespot

Vencedor de dois Prémios Eisner – o galardão máximo da banda desenhada anglo-saxónica – e de dois Prémios Harvey – os prémios profissionais dos comics nos EUA – CHU/Chew é uma das mais populares séries independentes actuais.

E visitem ChewComic.com, o site oficial desta série!

Reúne os #31 a 35 dos comics originais da série Chew

Tony Chu volume 7: Maçãs Podres

Álbum, 128 pgs a cores, capa dura. PVP: 11,99€

ISBN: 978-84-16510-44-3

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A outra novidade da G Floy é Punho de Ferro. Ed Brubaker é um dos mais aclamados escritores de comics atuais, responsável por muitas séries de sucesso (e um dos argumentistas preferidos da G Floy, que já editou dele Fatale e Velvet, e se prepara para lançar The Fadeout em 2018). Por várias vezes, pegou em personagens e reformulou-as de maneira inovadora: conseguiu-o com os detectives de Gotham (em Gotham Central), com o universo da Wildstorm em Sleeper, com o Capitão América e Rick Jones em O Soldado do Inverno, e mesmo com o surreal Sandman Presents: Dead Boy Detectives, que pega em duas personagens muito menores da série principal e as transforma em protagonistas da sua própria aventura. E repetiu a façanha com o Punho de Ferro, apoiado por outro grande argumentista, Matt Fraction (que escreveu partes da história, sobretudo as que se passam em tempos antigos com outros Punhos de Ferro).

Onde o Punho de Ferro tinha nascido do fascínio dos anos 70 pelo kung fu e por Bruce Lee, aliado aos filmes de blaxploitation na figura de Luke Cage, o eterno aliado do Punho de Ferro (os Heróis de Aluguer!) e uma das principais personagens afro-americanas da Marvel, Brubaker vai tentar redefinir a personagem para a época moderna. Em primeiro lugar, Danny Rand é um bilionário: o que é que isso significa para a personagem? E sabíamos que já tinham existido outros Punhos de Ferro no passado, mas… quantos? Brubaker e Fraction mergulham no passado dos Punhos de Ferros, constroem uma verdadeira mitologia, mostram-nos Punhos de Ferro do passado distante (e não tão distante), apresentam-nos as Sete Cidades Celestes e mesmo os mestres sobrenaturais de Danny Rand, numa aventura que redefine literalmente o herói.

São aqui secundados pelo artista espanhol David Aja, cujo estilo direto e contido é perfeito para equilibrar as cenas de calma, mistério ou narração, com as de ação. Aja tinha já trabalhado nalguns comics soltos com Brubaker (no Demolidor), mas a saga do Imortal Punho de Ferro foi o seu primeiro passo para se transformar num dos mais conhecidos desenhadores actuais, estatuto que ele confirmou mais tarde na sua premiadíssima fase da série Hawkeye, com argumento do mesmo Matt Fraction com que trabalhou neste volume (e que lhe valeu vários Eisners).

A série Imortal Punho de Ferro foi nomeada para o Prémio Eisner de melhor Nova Série em 2008, e ajudou Ed Brubaker a conquistar o Eisner como Melhor Argumentista no mesmo ano. David Aja ganhou nesse mesmo ano o Prémio Eagle para Melhor Novo Artista.

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SINOPSE:

A ARMA VIVA REGRESSA!

Depois de ficar órfão e ser educado na cidade mística de K’un-Lun, Daniel Rand regressou à América vestindo o manto místico do Punho de Ferro, o mestre de artes marciais – mas nem toda a sua habilidade de kungfu o poderá ajudar a encontrar o seu lugar no mundo moderno. Perseguido pelo governo na sua identidade de Punho de Ferro, e submergido pelas responsabilidades da corporação multi-bilionária que herdou como Danny Rand, o jovem guerreiro luta não só para se salvar, mas para se encontrar a si mesmo – mas depois de descobrir que o legado de séculos do Punho de Ferro contém mais segredos que ele alguma vez tinha imaginado, a sua tarefa parece quase impossível.

As novas aventuras do herói que inspirou a série de TV da Netflix!

Aventura e acção à moda antiga combinam-se com uma sensibilidade bem moderna neste livro que nos conta as novas histórias do herói da Marvel dos anos 70.”

Entertainment Weekly

Inclui os números #1-6 de Immortal Iron Fist e Civil War: Choosing Sides #1

Formato comic deluxe (18,5 x 28), cores, capa dura, 160 pgs.

ISBN 978-84-16510-46-7

PVP: 14,99€

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Resumo Trimestral de Leituras #11

O verão costuma ser uma estação menos dada a leituras, mas em 2017 acabei por conseguir ler mais do que nos anos anteriores durante este período. Se julho foi o mês em que li mais, com as bandas-desenhadas a conhecerem alguma predominância, agosto trouxe-me boas surpresas como Os Despojados de Ursula K. Le Guin ou Anjos de Carlos Silva. Já o mês de setembro ficou marcado pela conclusão de várias sagas que vinha a seguir, como é o caso da Saga O Regresso do Assassino de Robin Hobb, A Torre Negra de Stephen King e A Primeira Lei de Joe Abercrombie. Destaque ainda para a leitura de vários autores nacionais, como Carlos Silva, Pedro Cipriano, Jay Luís ou Bruno Martins Soares. Foi A Súbita Aparição de Hope Arden, de Claire North, porém, o livro que mais me arrebatou, tornando-se a melhor leitura do ano até ao momento.

Regressos, Southern Bastards #3 – Jason Aaron e Jason Latour

O Homem Que Roubou o Mundo, Velvet #3 – Ed Brubaker, Steve Epting e Elizabeth Breitweiser

Monge Guerreiro – Romulo Felippe

Despertar, Monstress #1 – Marjorie Liu e Sana Takeda

Conquista da Liberdade, Rebeldes Europeus #1 – Jay Luís

As Nuvens de Hamburgo – Pedro Cipriano

A Jornada do Assassino, Saga O Regresso do Assassino #4 – Robin Hobb

Os Despojados – Ursula K. Le Guin

Anjos – Carlos Silva

Os Mares do Destino, Elric #3 – Michael Moorcock

Bruxas | Wytches – Scott Snyder e Jock

A Forca, A Primeira Lei #2 – Joe Abercrombie

Os Dragões do Assassino, Saga O Regresso do Assassino #5 – Robin Hobb

A Súbita Aparição de Hope Arden – Claire North

One-Punch Man #3 – One e Yusuke Murata

A Torre Negra, A Torre Negra #7 – Stephen King

Moving – Bruno Martins Soares

A Coroa, A Primeira Lei #3 – Joe Abercrombie

Fighting The Silent, The Dark Sea War Chronicles #1 – Bruno Martins Soares

Sem TítuloComecei julho com o terceiro volume de Southern Bastards, Regressos. É mais um capítulo da violenta saga sobre as gentes do Alabama criada por Jason Aaron e Jason Latour, autor e ilustrador norte-americanos. Focado em seis personagens, Regressos é ambientado no período do Homecoming, em que a equipa dos Reb’s prepara-se para receber os Warriors, um jogo ensombrado pelo suicídio de Big, que se sentira esmagado pela atitude conspiratória da população em torno da morte de Earl Tubb. Os dois autores conseguiram enriquecer a série e abrir novas perspectivas para a mesma, ao mesmo tempo em que submergiram o leitor num ritmo crescente. O Homem que Roubou o Mundo é o terceiro volume de Velvet, com argumento de Ed Brubaker, arte de Steve Epting e cores de Elizabeth Breitweiser. A um ritmo alucinante, o leitor segue a espia Velvet Templeton na peugada de respostas sobre a cabala que a fez matar o homem que amava. Uma conspiração que a leva aos meandros do Caso Watergate e ao rapto do presidente Nixon. Uma conclusão de trilogia fantástica, cheia de ação, perseguições e tiroteios. Duas fantásticas BD’s trazidas até nós pelas mãos da G Floy Studio Portugal.

Sem títuloDo autor brasileiro Romulo Felippe, Monge Guerreiro é um ótimo livro histórico pincelado de fantasia. Vemos um templário montado num unicórnio, um dragão a perseguir o papa pelas cidades italianas e uma missão lançada por Luís IX de França para proteger duas relíquias sagradas: a Lança de Longinus e a Coroa de Espinhos. Com uma melhor revisão e um maior equilíbrio entre a primeira e a segunda metade, o livro seria fantástico. Com argumento de Marjorie Liu e arte de Sana Takeda, duas artistas ligadas à Marvel, Despertar é o primeiro volume de Monstress, a nova aposta das Edições Saída de Emergência. Num mundo de inspiração asiática, uma rapariga arcânica vê-se no cerne de uma disputa de anos entre humanos e arcânicos. Muito embora pareça inofensiva, Maika Meiolobo tem dentro de si um poder imensurável, o resquício de um mal muito antigo que tem permanecido adormecido. Brilhante na arte e com um argumento maravilhoso, Monstress atira-nos para um mundo que levamos tempo a compreender, no qual a liderança matriarcal e a linguagem crua e direta nos absorvem de forma natural desde o primeiro momento.

Sem títuloPrimeiro volume da série Rebeldes Europeus da autora nacional Jay Luís, publicada pela Pastel de Nata Edições, Conquista da Liberdade é uma distopia interessante sobre um grupo rebelde que tenta resgatar famílias para colónias espaciais quando o nosso mundo foi dominado por um tirano de origens islâmicas. Duas irmãs que fazem parte desse sistema lutam contra a tirania, ao mesmo tempo que tentam proteger a sua própria família. Um livro algo fraco a nível de escrita, com muito a ser melhorado num próximo volume. Num outro patamar de qualidade está o livro de Pedro Cipriano, As Nuvens de Hamburgo, publicado pela Flybooks. O autor faz-nos vestir a pele de Marta, uma estudante de Erasmus em Hamburgo que começa a ter visões de acontecimentos da Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo que tenta descobrir o que se passa consigo, procura usar o dom para fazer algo de importante. Um livro de leitura rápida e vocabulário simples que funcionou muito bem e agradou-me. O quarto volume da Saga O Regresso do Assassino de Robin Hobb, A Jornada do Assassino, não tem nada de muito original ou rasgos de génio, mas as ligações entre os personagens e entre os personagens e o leitor são incríveis e a escrita de Hobb é simplesmente maravilhosa. Respeitador avança na sua jornada para as Ilhas Externas acompanhado de Fitz, Breu, Obtuso e companhia, mas tanto o reencontro com a narcheska Eliânia como a procura do dragão não são exatamente como esperavam. Uma fantástica série publicada pela Edições Saída de Emergência.

Sem TítuloAgosto começou com ficção científica, também publicada pela Saída de Emergência. Escrito por Ursula K. Le Guin, Os Despojados narra a estadia de um físico natural de Anarres no seu planeta gémeo, Urras, de modo a conhecer melhor aquela civilização e a ajudá-los com os seus estudos. Rapidamente, porém, Shevek percebe o alcance da manipulação de que é alvo. Um livro bastante filosófico e político, acima de tudo uma dura crítica social aos regimes capitalistas, mas que acaba por mostrar que nenhuma civilização é perfeita e nenhum estado social consegue estar imune a vários e sérios problemas. Um livro que me deliciou, em parte graças à escrita envolvente de Ursula, mas que demorei a ler, por em determinados momentos ser algo confuso e aborrecido. Vencedor do Prémio Divergência em 2015, Anjos é o romance de estreia de Carlos Silva e o primeiro livro de solar punk em Portugal. Num futuro longínquo, o nosso país foi vítima de um terramoto. Seguiu-se um período de várias mudanças a nível social e tecnológico, que se traduziu num novo modo de vida. O Portugal que conhecíamos transformou-se. É um livro pequeno e por vezes pouco equilibrado na chuva de pontos de vista que nos quer mostrar, ainda assim de uma qualidade acima da média dentro da literatura nacional.

Sem títuloOs Mares do Destino é o terceiro volume da saga Elric de Michael Moorcock, e o último publicado em Portugal pela Saída de Emergência. Nesta aventura do imperador albino, acompanhamo-lo através do Multiverso, conhecendo países e culturas que julgava impossíveis. Dos mares revoltos, onde conhece uma jovem predestinada, ao navio de um capitão onde encontra três facetas de si próprio, Elric percorre um gólgota de devastação onde a sua vida encontra-se sempre em risco. É quando conhece um duque careca e enfrenta um antepassado que a jornada ganha finalmente sentido, no encontro das suas origens e das origens do seu povo. Um volume de que gostei bastante, porque apesar de não acrescentar nada de novo à trama conseguiu envolver-me. Uma prova de que as velhas histórias de espada e feitiçaria continuam a fascinar-me. Lançado pela G Floy Studio Portugal, Bruxas | Wytches é um produto de sucesso de um dos principais argumentistas de Batman, Scott Snyder. Com ilustração de Jock, Wytches é uma história tensa e incrível sobre uma família que tenta ultrapassar uma tragédia que os marcou a todos e unir os fragmentos do que tinham. A jovem Sailor não se consegue adaptar à nova escola nem à nova vida, e nessa espiral depressiva descobre que a floresta à volta da casa nova está pejada de bruxas. Para piorar, ela está marcada para morrer. Estas bruxas de Snyder são, no entanto, bem mais monstruosas do que a visão comum das mesmas. Não me maravilhou, mas gostei bastante e a arte está brutal.

Sem títuloA minha última leitura de agosto foi A Forca, o segundo volume da série A Primeira Lei de Joe Abercrombie. Enquanto Bayaz conduz Logen Novededos, Jezal dan Luthar, Ferro Maljinn, Malacus Quai e Pé-Longo até aos confins do mundo para encontrar um artefacto mágico capaz de salvar o mundo, o major West é obrigado a enfrentar os exércitos de Bethod e resistir à futilidade das ordens do príncipe Ladisla, a quem foi confiado. No sul, os exércitos gurkeses montam cerco a Dagoska, o último bastião da União naquelas paragens, e o inquisidor Glotka é enviado para lá não só para resistir ao cerco como para descobrir o que aconteceu ao seu antecessor. Arruinar uma conspiração torna-se, no entanto, o menor dos seus problemas. Foi um volume que melhorou em relação ao anterior, mas continuo sem gostar do núcleo principal. Os capítulos de Glotka, West e Cão foram, sem dúvida, o que salvou o livro. Uma edição 1001 Mundos. Pela Saída de Emergência, iniciei setembro com Os Dragões do Assassino. Numa toada semelhante à dos volumes anteriores, Robin Hobb desdobra a capa que encerrava todos os segredos no quinto e último volume da Saga O Regresso do Assassino. Os mistérios na Ilha de Aslevjal são finalmente descobertos, o dragão Fogojelo é arrancado da sua clausura sob o gelo e personagens como Castro, Fitz, Moli, Breu, Respeitador e Eliânia conhecem fins de maior ou menor felicidade. Um ciclo que foi encerrado com grande perícia e mestria por parte da autora canadiana, ainda assim houve algo que me fez não gostar tanto deste como dos anteriores.

Sem títuloO novo livro da autora Claire North, que já o ano passado havia surpreendido com As Primeiras Quinze Vidas de Harry August, foi só a minha melhor leitura deste ano até ao momento. Envolvente, rico em pormenores e extremamente ambicioso, A Súbita Aparição de Hope Arden foca-se numa rapariga que desde os 16 anos viu toda a gente esquecer-se dela. Quando as pessoas deixam de a ver por segundos, esquecem-se do seu rosto e de quem ela é ou o que fez. Hope transformou-se numa rapariga esquecível, o que a obrigou a sobreviver por sua própria conta e risco e, à margem da sociedade, caiu no mundo do crime. A história é excelente mas foi sobretudo a escrita da autora que me encantou. Com argumento de One e ilustrações de Yusuke Murata, o terceiro volume de One-Punch Man, recentemente publicado pela Devir, leva os heróis Saitama e Genos a uma prova para determinarem a classe de super-heróis a que pertencem e verem os seus nomes registados na lista oficial. Depois, terão de lidar ainda com um motim de super-heróis e com monstros aborrecidos. Apesar de ter vários pormenores interessantes, a história vale sobretudo pelo braço-de-ferro entre Saitama e Genos e a insistência do ciborgue em ser ensinado por um homem que não está nem aí, nem sabe o que lhe haveria de ensinar. Parece-me, no entanto, um mangá que está longe de justificar o sucesso que obteve.

Sem títuloCheguei finalmente ao fim da saga A Torre Negra de Stephen King, publicado no nosso país pela Bertrand Editora. O último volume, com o mesmo nome, mostra Roland, Jake, Eddie, Susannah, Oi e o padre Callahan numa corrida contra o tempo para impedirem grandes males, mas a reta final da caminhada para a Torre Negra pertence exclusivamente a Roland de Gilead. Um livro que deixou a claro toda a simbologia criada pelo autor, foi uma história que me agradou imenso, os finais foram excelentes e as cenas de mortes incríveis. O pecado do livro, tal como havia verificado em livros anteriores da série, é o volume ostensivo de páginas, quando muitos capítulos são absurdamente dispensáveis. Já o conto do autor português Bruno Martins Soares disponível na Amazon, Moving, fala sobre livros (teimosos) e sobre Paulo, um homem averso a mudanças que é obrigado a aceitá-las. A escrita do Bruno é inteligente e fluída, mas também intimista, deixando-nos vestir a pele do personagem principal e nunca abandona a toada humorística durante a narração.

Sem TítuloTerceiro e último volume da série A Primeira Lei de Joe Abercrombie, A Coroa é um desenrolar de acontecimentos frenéticos e plot-twists de cortar a respiração. Bayaz e Ferro foram os personagens de que gostei menos e toda a magia envolvida soou-me forçada e anti-natural, quebrando a fluidez narrativa que Joe demonstrou ao desenvolver personagens como Glotka, Collem West ou Cão. Ainda assim, os personagens Jezal e Logen melhoraram bastante e, ainda que não tenha “comprado” a história nem gostado muito do final, fica claro que é uma trilogia a não deixar de ler. Primeiro volume da série The Dark Sea War Chronicles, Fighting The Silent do autor nacional Bruno Martins Soares estará disponível já dia 1 de outubro na Amazon. Trata-se de uma série de ficção científica protagonizada por Byllard Iddo, onde a ação acontece num sistema solar longínquo. Ali, uma guerra é travada entre o reino de Torrance e a temida República Axx. Após o fatídico incidente, Byl juntou-se à Marinha Espacial, onde se tornou tenente na poderosa armada de Webbur, a nação aliada a Torrance que estará na linha da frente para receber o embate de uma incursão inimiga. É um livro pequeno, muito bem escrito e original.

Neste momento estou a ler Elantris de Brandon Sanderson, e autores como Steven Erikson, George R. R. Martin, Edgar Allan Poe e Andrzej Sapkowski serão seguramente comentados por mim aqui no NDZ no próximo trimestre. Também as BD’s não serão esquecidas e os novos volumes de Saga e Tony Chu não me escaparão. Fiquem atentos.

A Divulgar: “Uncanny X-Force #1” e “Kingsman: Serviço Secreto” pela G Floy Studio

A G Floy Studio chega ao outono com toda a força. Numa altura em que o segundo filme da série Kingsman chega aos cinemas, a editora anuncia Kingsman: Serviço Secreto. A G Floy irá lançar a biblioteca de Mark Millar, a colecção MILLARWORLD, onde editarão as bandas desenhadas deste argumentista, um dos mais aclamados e versáteis do mundo dos comics, começando ainda este ano com o primeiro volume de Jupiter’s Legacy, e Empress. Também esta semana chegará às livrarias a nova série Uncanny X-Force. A Solução Apocalipse é o primeiro volume de uma nova série de X-Men, prevista para quatro volumes, editados no novo formato Comic Deluxe. Reúne os primeiros dois volumes US da série (The Apocalypse Solution e Deathlok Nation).

No que diz respeito a Kingsman, Mark Millar escreveu alguns dos maiores sucessos da Marvel na ultima década e meia, incluindo Os Supremos (The Ultimates), Ultimate X-Men, Wolverine: Velho Logan e Guerra Civil, a série de super-heróis que mais vendeu desde o início do século. A sua linha de livros creator-owned (em que os direitos pertencem aos autores) pode orgulhar-se de incluir títulos como Wanted (Procurado), que foi adaptado ao grande ecrã num blockbuster com Angelina Jolie; a série Kickass, também ela adaptada com grande sucesso ao cinema; e títulos como Nemesis, Superior, Super Crooks, Jupiter’s Legacy, Starlight ou MPH, bem como este Kingsman: Serviço Secreto, que também ele se transformou num filme de projeção mundial. Millar continua a trabalhar nas suas linhas de comics, em títulos como Empress ou Reborn, e nas sequelas da série Jupiter’s Legacy, na Image Comics, e como produtor executivo das adaptações dos seus livros ao cinema, tendo recentemente vendido o seu selo Millarworld à Netflix.

“Um misto de James Bond e My Fair Lady.”

– comicbookmovie.com

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SINOPSE:

Um agente secreto britânico sente-se culpado por não passar tempo nenhum com a falhada da sua irmã e decide tomar o seu sobrinho meio perdido sob sua protecção, depois de este ser preso durante os motins de Londres. O rapaz estava destinado à prisão, quando o tio intervém e decide dar-lhe uma nova vida, treinando-o para ser um espião e um cavalheiro. Acabaram-se as roupas foleiras e e as jóias vistosas, e apareceram os fatos elegantes de Savile Row e o guarda-chuva à prova de balas, quando ele se lança numa viagem à volta do mundo para desvendar uma conspiração que implica raptar os mais famosos actores de ficção-científica de sempre e um plano para erradicar 90% da raça humana!

Reúne The Secret Service #1-6 – escrito por Mark Millar, com Matthew Vaughn como co-argumentista, e ilustrado por Dave Gibbons (Watchmen).

Formato comic, 160 páginas a cores, capa dura.

ISBN 978-84-16510-43-6

PVP: 13,99€

PREVIEWS:

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Já a BD Uncanny X-Force: A Solução Apocalipse, conta com argumento de Rick Remender, um dos mais brilhantes argumentistas contemporâneos. Foi ele quem concebeu esta série, a qual obteve grande sucesso, sobre uma equipa secreta de X-Men que funciona como grupo de assassinos mutantes que destrói as ameaças ao Homo superior por quaisquer meios necessários. O presente volume inclui dois grandes arcos de história, que funcionam de modo independente, e que não necessitam de grande conhecimento prévio para serem lidos – embora esta edição inclua um dossier que explica quem são as personagens, e alguns dos momentos importantes anteriores. Inclui os números A Solução Apocalipse (com desenho de Jerome Opeña, e de Leonardo Manco no preâmbulo), e Nação Deathlok, com desenho de Esad Ribic, assim como uma curta história (Reavers) com desenho de Rafael Albuquerque. Todas estas histórias seguem o modelo de uma missão secreta da equipa de anti-heróis que constituem a X-Force: Wolverine, Psylocke, Arcanjo, Fantomex e Deadpool.

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SINOPSE:

Os X-Men não matam… Mas quando Apocalipse regressa, Wolverine sabe que só existe uma solução: reunir a mais secreta das equipas de mutantes, uma equipa que nem o líder dos X-Men sabe que existe, a X-Force. Wolverine, Deadpool, Arcanjo, Fantomex e Psylocke terão de destruir En Sabah Nur, mas conseguirão sobreviver ao assalto dos Cavaleiros Finais de Apocalipse? E conseguirão tomar a decisão de matar um Apocalipse renascido, quando ele não passa de uma criança inocente?

E que fazer quando uma onda de Deathloks, espalhadas por todos os mundos e probabilidades, passados e futuros, decidem atacar a X-Force, para matar um homem que não devia nunca ter existido, e que está no caminho da sua vitória final? A palavra de ordem dos Deathloks é: Fantomex tem de morrer!

O que é a X-Force?

Houve muitas equipas de mutantes que usaram o nome X-Force, mas apenas uma delas seguiu o conceito que leva às histórias que irão ler neste volume: a de uma equipa de mutantes que leva a cabo as missões secretas, as black ops, as infiltrações e assassinatos, que outros membros dos X-Men não aceitariam levar a cabo, um grupo capaz de tomar as decisões moralmente dúbias que a maioria dos super-heróis seriam incapazes de tomar, um grupo de mutantes cuja alma foi já profundamente tocada pela violência e pelo mal, e que não hesitam diante nada para proteger a sua raça…

A colecção Uncanny X-Force está prevista para 4 volumes no total, com um desenho (discreto!) de lombada.

Reúne as duas sagas de Uncanny X-Men: Apocalypse Solution e Deathlok Nation; UNCANNY X-FORCE #1-7 e #5.1, WOLVERINE: ROAD TO HELL e X-MEN SPOTLIGHT.

Formato Comic Deluxe (18,5 x 28), 224 páginas a cores, capa dura.

ISBN 978-84-16510-45-0

PVP: 16,99€

PREVIEWS:

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A Divulgar: “Miracleman: A Idade de Ouro” pela G Floy Studio

A G Floy Studio Portugal irá lançar nos próximos dias o álbum Miracleman: A Idade do Ouro, de Neil Gaiman e Mark Buckingham. O livro já chegou a algumas livrarias especializadas e deverá chegar às bancas na segunda quinzena de setembro, incluindo todos os extras da edição americana. Miracleman (originalmente Marvelman) foi um dos comics mais influentes dos anos 80, segundo o press release da editora. Desconstrução ambiciosa dos super-heróis, o género dominante na altura no mercado americano, teve um impacto tremendo sobre leitores e criadores, juntando-se a uma mão-cheia de outros títulos que mudaram a face da BD americana.

Juntamente com Watchmen, fez parte de duas obras que o escritor original escreveu praticamente como “teses” auto-contidas sobre os super-heróis. Mas onde Watchmen desembocava num apocalipse, um dos finais inevitáveis da história de super-heróis (que impedia que se contassem mais histórias), Miracleman, de modo mais subtil, levava a história de super-heróis a outro final igualmente inescapável: uma Utopia dominada por super-heróis. E que histórias se podem contar numa utopia? Num mundo sem conflito, crime, sem escassez, sem as próprias neuroses a eles ligados?

O escritor original tinha-se decidido a não contar mais histórias nesse universo, mas depois do sucesso crítico e comercial da obra, depois da insistência da editora em continuar a série, Neil Gaiman, na altura um jovem argumentista britânico em ascensão, propôs-se continuar Miracleman. E o escritor original autorizou-o a isso, cedendo-lhe os direitos da série. Gaiman delineou então três arcos de história de seis comics cada. A IDADE DE OURO contaria histórias passadas nessas utopia, enquanto A Idade de Prata mostraria o regresso de Young Miracleman e as primeiras rachas naquele mundo perfeito. E A Idade das Trevas…

A IDADE DE OURO era sem dúvida o mais difícil dos três arcos narrativos, por se passar num mundo teoricamente sem conflitos. Mas Gaiman resolveu com grande elegância o desafio, secundado pelo trabalho maravilhoso de um Mark Buckingham que não era na altura tão conhecido como hoje, e que conseguiu adoptar registos diferentes para cada uma das histórias incluídas neste volume. Basta citar o estilo pop art que usou na história dos clones de Andy Warhol, usando as técnicas de repetição em massa, ou o estilo misterioso e negro da História de Espiões, ou o estilo meio cartunesco de Modas.

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Capa G Floy Studio

Formato comic (17 x 26), cores, capa dura, 192 pgs.

ISBN 978-84-16510-42-9

PVP: 15,99€

SINOPSE:

“A descrição intemporal que Gaiman e Buckingham fazem de um mundo governado por seres super-humanos continua tão interessante, desafiadora e de leitura necessária, como há duas décadas.” – James Witbrook, io9

Depois da destruição de Londres, e da derrota do seu adversário Kid Miracleman, Miracleman implementou mudanças tremendas à escala global. Das cinzas de Londres ergueu-se a sua imensa pirâmide, o Olimpo, e um mundo novo. Um mundo livre de guerra, de fome, de pobreza. Um mundo de maravilhas incontáveis. Um mundo em que peregrinos escalam o pico do Olimpo para implorar favores ao seu deus vivo, enquanto, muito lá em baixo, os mortos regressam em fantásticos corpos andróides. Hoje estamos numa IDADE DE OURO. E estas são as histórias dos seus habitantes… mas estará a humanidade pronta para a Utopia? Qual o lugar da humanidade num mundo de deuses?

Neil Gaiman (Sandman, 1602, American Gods) e Mark Buckingham (Fables) exploram as vidas de idealistas solitários, estudantes rebeldes e famílias fracturadas, em busca das constantes humanas num mundo de deuses e milagres sempre em mudança.

Estive a Ler: Bruxas | Wytches #1

Alguém me prometeu a elas! Fui prometida! Por favor, Tim! Tira-me daqui!

O texto seguinte aborda o primeiro volume da série Bruxas | Wytches  (Formato BD)

Chega este fim-de-semana às FNAC’s uma das novelas gráficas de horror mais elogiadas dos últimos anos. Wytches entra em Portugal pelas mãos da G Floy Studio, uma das maiores promotoras do mercado de BD nos últimos anos, sobretudo as nascidas sob a chancela Image Comics. Bruxas | Wytches tem argumento de Scott Snyder, autor de vulto da DC Comics conhecido por ser o escritor mais regular das séries Batman. Wytches é, para Snyder, um regresso às origens, pois foi no âmbito do horror que ganhou visibilidade, nomeadamente com American Vampire, uma série que escreveu para a Vertigo, impulsionado pelo seu ídolo, Stephen King.

A ilustração está a cargo do britânico Jock, conhecido pelos trabalhos em Arqueiro Verde e The Losers. Colaborou com Snyder pela primeira vez numa secção de Batman, tendo vindo a ser escolhido para a ilustração de Wytches, volume este que contou ainda com cores de Matt Hollingsworth, letras de Clem Robbins e edição de David Brothers. A publicação nacional contém os extras da edição original, incluindo notas de autor, esquissos e estudos de cores.

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Scott Snyder e Jock (Fonte: http://womenwriteaboutcomics.com/2015/04/28/c2e2-2015-an-overview-in-photos-part-ii/)

Li este livro recentemente em inglês e é com bons olhos que o vejo publicado em português de Portugal. As apostas da G Floy no género terror têm sido muito positivas e depois do que ouvira falar deste Wytches, posso dizer que não fiquei defraudado. Na verdade, nunca tinha lido nada de Snyder, até porque perdi a vontade de ler séries de super-heróis há algum tempo, e Bruxas | Wytches mostrou-me que é um autor cheio de talento, que sabe jogar com o público e com as ondulações narrativas. A série foi lançada em 2014 pela Image Comics e este primeiro volume compreende os números 1 a 6 da publicação original.

Bruxas | Wytches apresenta-nos uma família em busca de sossego e redenção. Após um acidente terrível que deixou Lucy numa cadeira de rodas, os Rook mudaram-se para Litchfield, no New Hampshire, onde pretendem recomeçar da melhor forma. Charlie e Lucy são pais de Sailor, uma menina ruiva que não se consegue encaixar na escola nova e revela diversas dificuldades de adaptação. A afundar-se na ansiedade e na depressão, Sailor reencontra os fantasmas do seu passado. Talvez de forma mais literal do que podem supôr.

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Fonte: G Floy Studio

Na floresta que rodeia a nova casa, esconde-se algo sinistro e brutal. Mas não é tudo. Sailor é vítima de bullying na escola por uma garota chamada Annie, e essa sobreposição de acontecimentos fazem com que a rapariga fuja de casa. A mãe não parece preocupar-se, uma vez que o caso é colocado nas mãos da polícia. Charlie, porém, sente que já falhou com a filha e não está disposto a fazê-lo novamente. É então que descobre as suas notas depressivas e rastos que denotam o seu estado mental. Charlie inicia uma jornada para resgatar a filha das trevas. Para isso, porém, precisa encontrá-la.

“As apostas da G Floy no género terror têm sido muito positivas e depois do que ouvira falar deste Wytches, posso dizer que não fiquei defraudado.”

A floresta está pejada de bruxas. Bruxas antigas, bruxas que pretendem reclamar o que é delas. Bruxas que se confundem com as próprias árvores. Bruxas de corpos medonhos. Bruxas que alimentam-se das pessoas que lhes foram prometidas. Listas de pessoas oferecidas em juramento por outras pessoas, em troca de determinados desejos. O nome de Sailor foi-lhes entregue, e estes seres macabros moverão todos os esforços para se alimentarem da jovem. Custe o que custar.

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Fonte: G Floy Studio

Com um mal tão antigo e profundo a abeirar Sailor, só o pai a pode salvar. Todos querem fazê-lo acreditar que Sailor adotou um comportamento típico de adolescente desajustada, mas Charlie pressente que é muito mais do que isso. A narrativa alterna entre passado e presente, criando um paralelismo interessante, abordando a tragédia que os marcou a todos, a relação que se construiu entre pai e filha e as dicotomias dos seus comportamentos, abrindo passagem para a luta pela sobrevivência que marcará todos os personagens, cada um da sua forma.

“A versão das bruxas de Snyder é bem diferente do que podemos imaginar ao pensar nelas. Esqueçam Sabrina (uma das referências na obra) ou até mesmo Salem.”

Não posso dizer que foi um livro que me maravilhou, mas foi todo ele bem tecido. Há um mistério a permear toda a trama que funcionou, assim como a forma como os personagens são explorados, nomeadamente Sailor e Charlie, a relação do seu passado com as bruxas e aquilo que elas significam. Há também uma aura de medo a envolver a existência das bruxas, o momento em que elas podem aparecer e o que fazer quando aparecem. A forma como o mais comum dos mortais pode ser igualmente assustador, graças à sua fragilidade moral e volatilidade provoca inquietação. Snyder joga muito bem com os medos básicos do Homem.

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Fonte: G Floy Studio

Bruxas | Wytches cumpre o que promete. Dinâmico, intimista e até esperançoso, o álbum oferece o melhor que o género contém, integrando até pequenos apontamentos de humor e misticismo de forma superficial que não me desagradou. A versão das bruxas de Snyder é bem diferente do que podemos imaginar ao pensar nelas. Esqueçam Sabrina (uma das referências na obra) ou até mesmo Salem. Estas bruxas fazem-me mais lembrar o Venom do Homem-Aranha ou o Predador da série cinematográfica.

“Snyder joga muito bem com os medos básicos do Homem.”

A ilustração de Jock é um dos pontos fortes do álbum. Agressiva, escura, com uma variância de cores, traços e sombras que se confundem e se adaptam a cada circunstância narrativa. Consegue captar tudo o que precisamos das personagens, envolver-nos nelas como se de uma narrativa cinematográfica se tratasse. A palete de cores, as manchas e as sombras são sumo de qualidade nesta obra de grande aparato. Acabei por não me familiarizar por aí além com nenhum personagem, e estive constantemente à espera que um em concreto morresse, mas a história acabou por fluir de forma subtil e simples, numa sequência de pequenos passos dados na direção do final bem satisfatório, conclusivo q.b.

Avaliação: 8/10

Bruxas | Wytches (G Floy Studio Portugal):

#1 Vol. 1

 

Estive a Ler: O Homem que Roubou o Mundo, Velvet #3

Há perigo e sexo? Por vezes, sexo perigoso, até? Sim, sim, sim… e, oh, sim. Mas essas são as excepções. Uns surtos de adrenalina que nos recordam do porquê de termos escolhido este trabalho.

O texto seguinte pode conter spoilers do livro “O Homem que Roubou o Mundo”, terceiro volume da série Velvet (formato BD)

Com Ed Brubaker ao leme, chegou no passado dia 29 de junho às bancas o terceiro e último volume da série Velvet.  Responsável por argumentos de sucesso como Capitão América, Fatale, Daredevil, Batman e Catwoman, Brubaker é uma das maiores apostas da G Floy Studio no nosso país nos últimos tempos. Em Velvet, conta com o contributo fundamental de Steve Epting no desenho e Elizabeth Breitweiser nas cores.

Intitulado “O Homem que Roubou o Mundo”, o terceiro álbum reúne os números 11 a 15 da publicação original, editada pela Image Comics. O volume final leva-nos ao encontro da espia Velvet Templeton, na tentativa de desvendar uma conspiração que destruiu a sua vida.

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Prancha G Floy

Quem é quem?

Depois da apresentação do plot no primeiro volume e da libertação e perseguição de Damian Lake no segundo, Velvet chega ao livro final da trilogia a exigir explicações sobre a trama de intrigas que a atirou de detrás de uma secretária para a mira dos seus superiores, no caso do homicídio do agente X-14.

Em “O Homem que Roubou o Mundo”, Velvet Templeton encontra em Maximillion Dark, o maior agente secreto que o mundo já conheceu, um possível manancial de respostas e não mede meios para as obter. Convencida da participação de Max na conspiração que a afetou, Velvet envolve-se com o espião na tentativa de fazer jogo duplo e, para isso, usa-se das suas maiores armas: discrição e sensualidade.

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Prancha G Floy

Uma conspiração governamental

É a partir do reencontro com Damian Lake, o homem que ela havia libertado antes de descobrir o seu envolvimento, que a ação se torna uma roda-viva de emoções e perseguições. Ao contactar Rachel Tanner, uma jovem que possuía conhecimentos importantes sobre o período de desaparecimento de X-14, Velvet encontra o perigoso espião, que a confronta com uma arma. Rachel foge e é acolhida por Max, que vem a encontrar Damian e Velvet num frente-a-frente desfavorável para a espia.

Damian mata Max com um tiro, o que desconstrói a convicção de Velvet de que eles pertenciam à mesma cabala. A partir daí, Velvet foge para reencontrar Rachel, ao mesmo tempo que descobre que a trama onde está envolvida pode ter contornos muito maiores do que especulava, e decide raptar o Presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon. Uma nova sucessão de perseguições e confrontos levam Velvet aos verdadeiros culpados pela morte de X-14.

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Capa G Floy
SINOPSE:

Todas as pistas e todos os destinos que constituem o mistério que rodeia Velvet acabam por a levar de volta aos Estados Unidos e a Washington, para o final explosivo da saga de Velvet Templeton. Por dois dos criadores de comics mais aclamados de hoje, Ed Brubaker e Steve Epting, a dupla responsável também pela série Fatale.

A primeira grande aventura de Velvet Templeton, a secretária que era uma espia e operacional de missões secretas, chega ao fim com este terceiro volume da série. E a conclusão levará Velvet até ao topo das hierarquias do poder do mundo Ocidental e ao perigoso jogo das agências secretas. Quem foi que tentou incriminá-la e destruir a sua carreia e imagem, deixando um rasto de destruição no seu caminho? Descubra tudo no último volume de VELVET!

OPINIÃO:

E se o Caso Watergate escondesse algo mais terrível? O Homem que Roubou o Mundo é o remate perfeito para a trilogia Velvet de Ed Brubaker e Steve Epting, emocionante da primeira à última página. Perseguições, tiroteios e revelações preenchem mais um álbum genial de uma das duplas criativas mais respeitadas dos nossos dias. A um ritmo alucinante, o leitor segue a espia Velvet Templeton na peugada de respostas sobre a cabala que a fez matar o homem que amava.

Ainda que me tenha surpreendido em vários momentos, sobretudo com a inclusão do Presidente Nixon e da questão Watergate, a narrativa atira a esmo uma série de clichés que não nos obriga a pensar muito de onde os conhecemos. Velvet é um autêntico James Bond de saias, e muitas das suas passagens são facilmente reconhecíveis para os fãs de espionagem, assim como o verdadeiro rosto dos vilões não surpreende. Mesmo assim, o ritmo alto e a revelação constante de segredos são pontos fortíssimos a favor do argumento.

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Prancha G Floy

A história é curta e três álbuns deixam uma sensação de nostalgia no ar, se bem que o timing de publicação e o tamanho da série foram os adequados para a narrativa que Brubaker quis contar. Somos apresentados a personagens verosímeis, duros, secos e carregados de segredos, que me apaixonaram da primeira à última página. Gostei dos três volumes, mas este terceiro acabou por ser o que se destacou mais, como seria previsível.

“Velvet é um autêntico James Bond de saias, e muitas das suas passagens são facilmente reconhecíveis para os fãs de espionagem, assim como o verdadeiro rosto dos vilões não surpreende.”

Pessoalmente, porém, o que mais me agradou foi a arte. Steve Epting revela um talento inigualável, com um traço vivo que revelou-se consistente, maduro e elegante. Muito embora não me tenha agradado a expressão facial de Velvet, quase tridimensional, tudo o resto roçou a perfeição. A forma como mostrou toda a sensualidade da personagem sem a sexualizar em demasia foi um dos bónus do desenho.

No seu todo, é uma BD cheia de ritmo e de surpresas que me convenceram. Se estás à procura de uma série concluída com qualidade, não percas tempo. Velvet, de Brubaker e Epting, é uma aposta ganha.

Avaliação: 9/10

Velvet (G Floy Studio Portugal):

#1 Antes do Crepúsculo

#2 Vidas Secretas de Homens Mortos

#3 O Homem que Roubou o Mundo

 

Estive a Ler: Regressos, Southern Bastards #3

O Euless espancou mesmo aquele homem até à morte no meio da rua… e toda a gente ficou parada a ver?

O texto seguinte pode conter spoilers do livro “Regressos”, terceiro volume da série Southern Bastards (Formato BD)

Lançado no XIII Festival Internacional de BD de Beja, o terceiro volume de Southern Bastards chega agora às bancas e livrarias portuguesas, pelas mãos da G Floy Portugal. É mais um capítulo da violenta saga sobre as gentes do Alabama criada por Jason Aaron e Jason Latour, autor e ilustrador norte-americanos. Este volume reúne os números 9 a 14 da publicação original editada pela Image Comics.

Com o título Regressos, adaptação do original Homecoming, que alude a uma espécie de SuperTaça do futebol americano, assistimos ao fim das férias e à aproximação do maior jogo do ano para a equipa do Condado de Craw, os Runnin’ Rebs. Southern Bastards venceu o Prémio Harvey para Melhor Nova Série em 2015.

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Prancha G Floy

O jogo mais aguardado

Depois de assistirmos à trágica morte do protagonista Earl Tubb e conhecermos a história do seu assassino, o treinador dos Rebs, Euless Boss, a narrativa sobre a população de Craw incide agora sobre um jogo de futebol por que todos esperam. Uma partida decisiva, entre os Rebs e os Warriors do condado de Wetumpka. No passado, de todas as vezes em que eles se defrontaram, os Rebs foram vitoriosos, muito por “culpa” do treinador Big.

No entanto, o homicídio brutal de Earl Tubb deixou as suas marcas em Big. Envergonhado por Boss e pela comunidade em geral, o antigo treinador acaba por suicidar-se, deixando a equipa entregue a si mesma. A história deste volume, porém, não se foca nos preparativos para o jogo, mas nos múltiplos personagens que povoam o Condado de Craw.

O primeiro é o xerife Hardy. Ensombrado pelo seu papel na morte de Tubb, o homem recorda-se de quando fora um jovem jogador com um futuro brilhante, e em como se viu enredado nas teias labirínticas do treinador Boss. Acompanhamos também Esaw Goings, o libertino lacaio de Boss que, após o suicídio de Big, vê-se arrastado para o campo de futebol. Ainda assim, não consegue deixar os maus hábitos de lado, nem de olhar para todas as mulheres como peças de caça. Um religioso segue os seus passos, mas é sucessivamente humilhado.

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Prancha G Floy

Há justiça em Craw

Existe em Craw quem nutra um ódio de estimação pelo futebol. Boone é um caçador e manipulador de cobras. Ele vive nas profundidades da floresta e é obrigado a testemunhar os atos mais cobardes por parte dos jogadores de futebol e amigos de Boss. Mais tarde, revela-se um justiceiro atento, que usa arco e flechas para abater assassinos e violadores.

O arco de Regressos avança com a história de Tad Ledbetter, o menino que fizera amizade com Earl Tubb e ficara hospitalizado, mas há ainda tempo para conhecer a esposa do Mayor e um grupo de cães pouco amigáveis. A história termina com o tão aguardado jogo de futebol e, principalmente, com o regresso a Craw de Roberta, a filha de Tubb. Militar de vulto, a jovem regressa do Afeganistão com vontade de vingança e de justiça. Roberta Tubb quer saber quem foram os homens que mataram o seu pai, e fazê-los pagar por isso. A forma como lida com os vizinhos é um pequeno indício do que está para vir.

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Capa G Floy
SINOPSE:

Chegou a semana do Homecoming, o fim das férias e o maior jogo do ano para a equipa do Condado de Craw, os Runnin’ Rebs. Mas o Coach Euless Boss tem muito mais inimigos do que os que vai enfrentar no campo de jogo. O xerife cujo passado negro o continua a assombrar. O misterioso caçador sempre pronto a fazer a sua justiça rural muito peculiar. O estranho rapaz em coma. A maquiavélica mulher do Mayor. Os cães selvagens.

E há também Roberta Tubb, do Corpo de Fuzileiros dos Estados Unidos. A filha do homem que Euless Boss matou a sangue-frio. Todos estão a regressar a casa, como que atraídos por uma promessa de violência e vingança. Mas o Coach Boss não tem medo de sangrar. Nem de verter o sangue de outros, se isso for necessário para ganhar o jogo.

Seis histórias. Seis grandessíssimos cabrões. Uma série “frita à moda do Sul”.

OPINIÃO:

Southern Bastards nunca precisou de um grande argumento para me conquistar. A linguagem dura e a expressividade visual cativaram-me por si só. Mas, se os dois primeiros volumes valeram pela realidade gráfica e pela escultura detalhada dos seus maravilhosos personagens, o terceiro volume superou os álbuns anteriores com um argumento aliciante e um perscrutar intensivo às gentes de Craw. Na verdade, este livro ganhou-me com a sinopse e não me desiludiu.

Mais do que os seis personagens de que se fala, assistimos a uma aproximação consistente ao interior profundo do Condado de Craw, sem esquecer o legado de Tubb ou o personagem Boss. Os dois autores conseguiram enriquecer a série e abrir novas perspectivas para a mesma, ao mesmo tempo em que submergiram o leitor num ritmo assertivo e crescente. Finalmente, a impunidade do treinador Boss parece ameaçada.

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Prancha G Floy

Regressos é um retorno em grande à obra de Jason Aaron e Jason Latour, arrastando consigo a toada brutal dos volumes antecessores, o cheiro a sangue, a suor e a óleo acumulado nas frigideiras. O cheiro ao Sul dos E.U.A e aos seus incorrigíveis bastardos. Corrupção, manipulação e tomadas de consciência, jogos de futebol e sede de justiça. Uma parafernália de personagens consistentes,  brutais, crus e sangrentos. 

“Os dois autores conseguiram enriquecer a série e abrir novas perspectivas para a mesma, ao mesmo tempo em que submergiram o leitor num ritmo assertivo e crescente.”

A arte de Jason Latour é muito boa. O argumento de Jason Aaron convence. E se todo o álbum me apaixonou com histórias críveis e viscerais, ele termina no seu ápice, com a apresentação da personagem mais fucking badass até aqui criada, Roberta Tubb. Euless Boss, parece-me que vais ter problemas dos grandes.

Avaliação: 8/10

Southern Bastards (G Floy Studio Portugal):

#1 Aqui Jaz Um Homem

#2 Sangue e Suor

#3 Regressos