Resumo Trimestral de Leituras #12

O ano de 2017 chegou ao fim com 96 leituras no seu total, entre livros, BDs e contos avulsos. Foram em geral ótimas leituras, cujas opiniões podes consultar na minha lista anual, assim como podes conferir os Prémios NDZ atribuídos em As Escolhas de 2017. Este último trimestre foi maravilhoso, com três ou quatro leituras a destacarem-se em cada mês. Robin Hobb, Neil Gaiman, Brandon Sanderson, Dan Brown, Brent Weeks e Steven Erikson são os autores que merecem o maior relevo. As antologias e coletâneas também tiveram o seu tempo, e participei ainda de um ciclo de leituras em torno dos contos de Robert E. Howard. Fica com o meu balanço do último trimestre do ano:

Mitologia Nórdica – Neil Gaiman

Elantris, Elantris #1 – Brandon Sanderson

Maçãs Podres, Tony Chu: Detective Canibal #7 – John Layman e Rob Guillory

A Espada do Destino, The Witcher #2 – Andrzej Sapkowski

Os Melhores Contos de Edgar Allan Poe – Edgar Allan Poe

Mulheres Perigosas – Vários Autores

A Torre do Elefante – Robert E. Howard

Origem – Dan Brown

Solomon Kane – Robert E. Howard

Liberdade e Revolução, Império das Tormentas #2 – Jon Skovron

Nocturno – Tony Sandoval

O Deus no Sarcófago – Robert E. Howard

O Assassino do Bobo, Saga Assassino e o Bobo #1 – Robin Hobb

O Acto de Fausto, The Witched + The Divine #1 – Kieron Gillen e Jamie McKelvie

Os Portões da Casa dos Mortos, Saga do Império Malazano #2 Parte 1 – Steven Erikson

Caminho das Sombras, Anjo da Noite #1 – Brent Weeks

Patifes na Casa – Robert E. Howard

Uma Pequena Luz, Outcast #3 – Robert Kirkman e Paul Azaceta

À Margem das Sombras, Anjo da Noite #2 – Brent Weeks

Saga Vol. 7 – Brian K. Vaughan e Fiona Staples

Deuses Americanos – Neil Gaiman

A Filha do Gigante de Gelo – Robert E. Howard

Mission in the Dark, The Dark Sea War Chronicles #2 – Bruno Martins Soares

Lines We Cross, The Walking Dead #29 – Robert Kirkman, Charlie Adlard, Cliff Rathburn e Stefano Gaudiano

A Rainha da Costa Negra – Robert E. Howard

Sem TítuloComecei outubro com Mitologia Nórdica da Editorial Presença, livro adquirido no Fórum Fantástico deste ano. Uma homenagem de Neil Gaiman à mitologia que tanto inspira as suas obras, o livro é de leitura fácil e conta a versão suave e bem-humorada do autor britânico sobre a história de Thor, Odin, Loki e companhia, desde a criação dos mundos até ao tão temido Ragnarok. Um dos livros que mais gostei de ler do escritor, que prima sobretudo pela simplicidade da composição. O primeiro livro publicado por Brandon Sanderson, Elantris revela algumas deficiências a nível estrutural e, sobretudo, alguma inexperiência na forma como resolveu as situações finais do livro, recorrendo a forças inexplicáveis para “salvar o dia”. Ainda assim, adorei. A forma como Sanderson nos apresenta Raoden, Sarene e Hrathen e os desenvolve é simplesmente genial. Um príncipe que se transforma, da noite para o dia, num morto-vivo, uma princesa prometida que chega ao reino do noivo e descobre que ele morreu e um sacerdote de armadura vermelha destinado a converter um povo à doutrina dos seus superiores são os personagens centrais de uma história envolvente e encantadora com um ritmo cada vez mais entusiasmante a cada virar de página. Foi publicado no Brasil pela Leya.

Sem títuloO sétimo volume de Tony Chu: Detective Canibal, intitulado Maçãs Podres, continua a boa senda da BD publicada em Portugal pela G Floy. Agora que nos adentramos pela segunda metade da série, as aventuras do detective mais irreverente das BDs tendem a dispersar-se, mas vários caminhos entrecruzam-se e a morte da sua irmã gémea é o mote para mais um álbum hilariante, em que tudo (ou nada) pode acontecer. De pessoas que adquirem a expressão facial daquilo que comem a um menage a trois inusitado protagonizado pelo colega ciborgue do protagonista, Maçãs Podres é mais uma prova do talento de John Layman, argumentista que esteve no último fim-de-semana de outubro no Festival de BD da Amadora. Já o segundo volume da saga The Witcher de Andrzej Sapkowski, A Espada do Destino trouxe seis contos passados no mundo de Geralt de Rivia, servindo também de prólogo para a saga que será iniciada no terceiro volume. Alguns contos têm ideias muito boas, como o divertido “O Fogo Eterno”, em que o ananico Biberveldt descobre que um doppler adquiriu a sua forma e anda a fazer negócios em seu nome, ou os últimos dois, que nos apresentam a excelente personagem Ciri, uma menina cujo destino está entrelaçado ao de Geralt. Ainda assim, a prosa de Sapkowski não me convenceu como havia feito no primeiro volume, achei os diálogos excessivos e sem conteúdo, e sobretudo pareceu-me um livro infantil com muitos palavrões para parecer adulto. Tem qualidade, mas foi uma leitura bem mediana a meu ver.

Sem título28 dos melhores contos de Edgar Allan Poe coligidos numa edição maravilhosa em capa dura e ilustrada por 28 artistas nacionais, Os Melhores Contos de Edgar Allan Poe foram uma prenda da Edições Saída de Emergência para todos os leitores. E se a edição é lindíssima, os contos fazem-lhe justiça. Poe foi um autor único e o precursor de vários géneros, como o policial e o horror e até contribuiu para o ascender da ficção científica, com uma escrita intimista capaz de mexer com os medos mais primários do leitor. Alguns contos são melhores do que outros, mas destaco “Os Crimes da Rua Morgue”, “A Queda da Casa de Usher” e “O Coração Delator” como os meus preferidos. Também publicada pela Saída de Emergência, Mulheres Perigosas foi uma antologia organizada por George R. R. Martin e Gardner Dozois, incluindo contos de Joe Abercrombie, Brandon Sanderson, Melinda M. Snodgrass e Megan Abbott, entre outros. Muito embora explore vários géneros, o que certamente fará os leitores preferir uns em detrimento de outros, os contos que mais me agradaram foram “Sombras Para Silêncio nas Florestas do Inferno”, ambientado no universo Cosmere de Brandon Sanderson, “Dar Nome à Fera” de Sam Sykes e “A Princesa e a Rainha ou Os Negros e os Verdes” de George R. R. Martin, passado no mundo de Westeros.

Sem títuloIniciei um ciclo de leituras em torno de Robert E. Howard, um dos meus autores de eleição. Em A Torre do Elefante, o conquistador Conan entra em litígio com um malfeitor numa taberna, acabando por salvar uma aristocrata da escravidão. O cimério persegue um tesouro escondido na icónica Torre do Elefante, aliando-se a ladrões e enfrentando monstros terríveis para o alcançar. Dono de uma prosa maravilhosa, Howard volta a brilhar neste conto, que já havia lido inicialmente na coletânea A Rainha da Costa Negra da Saída de Emergência. Terminei o mês de outubro a ler o mais recente livro de Dan Brown, mas só consegui escrever a opinião no início de novembro. Origem, publicado em Portugal pela Bertrand, foi o livro de Brown que menos gostei, mas não posso dizer que tenha desiludido. Seguindo os ingredientes clássicos que lhe deram sucesso, Dan Brown coloca Robert Langdon numa corrida pela sobrevivência, desta vez com menos códigos ligados à Antiguidade e mais virado para o futuro e para as tecnologias. Mais fraco que os outros livros da série, valeu sobretudo pela ação dentro da Basílica da Sagrada Família, em Barcelona.

Sem TítuloContinuando a leitura dos velhos clássicos de Robert E. Howard, decidi-me a ler na versão italiana a coletânea de contos, poemas e fragmentos póstumos protagonizados por Solomon Kane, o puritano inglês que enfrenta homens e monstruosidades para fazer justiça com as próprias mãos. Com um sentido de moral muito profundo, as aventuras de Solomon Kane revelam Howard na sua melhor forma e escondem várias peculiaridades do pensamento da época. Publicado pela Saída de Emergência no início do mês, Liberdade e Revolução é o segundo volume da trilogia Império das Tormentas de Jon Skovron. Enquanto Ruivo se encontra confinado à cidade de Pico da Pedra, onde se tornou o melhor amigo do príncipe, Esperança Sombria tornou-se uma temível pirata, tentando ganhar nome e prestígio para, finalmente, enfrentar os biomantes e resgatar o seu amado. A história melhorou em relação ao primeiro volume, parecendo mais madura e mais fluída, com algumas adições deliciosas, como Merivale Hempist, Vassoura ou o Senhor Chapeleira.

Sem TítuloPelas mãos da Kingpin Books chegou-me o livro Nocturno de Tony Sandoval. De tons fortes e negros e desenhos adoráveis, ela traz-nos a história de um cantor rock perseguido pelo fantasma do seu pai que, depois de ser espancado e dado como morto, se transfigura como um justiceiro. Gostei bastante do conteúdo e da forma como foi apresentado, assim como da arte incrível do autor mexicano, mais do que podia adivinhar da premissa. O Deus no Sarcófago é um conto de Robert E. Howard que incluí no ciclo de leituras em redor do escritor norte-americano. Ele conta como Conan se infiltrou num templo nemédio para roubar e acabou sendo acusado do homicídio do conservador do museu, ao mesmo tempo que um mal de outras eras desperta. Policial, thriller, horror e aventura permeiam uma das histórias de Howard que mais me encantaram, um pouco por não esperar ver Conan metido numa aura de Agatha Christie.

Sem títuloPrimeiro volume da terceira trilogia de Robin Hobb focada em FitzCavalaria Visionário, O Assassino do Bobo é uma sequência incrível de acontecimentos surpreendentes. Passado maioritariamente nas propriedades de Floresta Mirrada, pertences a Urtiga e que Fitz e Moli gerem com amor, este novo livro de Hobb mantém a toada lenta e perscrutadora dos anteriores volumes, de uma forma que em vez de entediar, delicia. Constantemente a surpreender-me, este livro de Robin Hobb trouxe momentos de ação, amor, amizade, reencontros, lutas, paixões e mortes e foi, seguramente, o melhor livro que li este ano. Uma das mais recentes surpresas da G Floy Studio, O Acto de Fausto é o primeiro volume de The Wicked + The Divine, mais uma das grandes séries publicadas pela Image Comics a chegar ao nosso país. Escrita por Kieron Gillen e ilustrada por Jamie McKelvie, este volume inaugural apresenta Laura, uma rapariga normal que se envolve com os deuses do Panteão. Trata-se de um grupo de doze pessoas que descobrem ser a reencarnação de deuses. Essa descoberta garante-lhes fama e poderes sobrenaturais, com a condição de que morrerão em dois anos. Apesar de não ser grande apreciador de fantasia urbana, esta é mais uma série a seguir.

Sem TítuloComecei dezembro com Os Portões da Casa dos Mortos de Steven Erikson. Publicado pela Saída de Emergência, o segundo volume da Saga do Império Malazano foi dividido em duas partes. Nesta primeira metade, deixamos a ação em Genabackis e acompanhamos a viagem de Violinista, Kalam, Apsalar e Crokus até ao continente das Sete Cidades, onde uma profecia está no cerne de um movimento rebelde às forças da Imperatriz Laseen. Acompanhamos também a jornada de Duiker, um historiador, Coltaine, um comandante intrépido, e a jovem Felisin, uma exilada. Morte e desolação seguem os passos de todos estes personagens, à medida que nos vamos envolvendo num novelo de conspiração em que a guerra e o sobrenatural se misturam. O mundo é incrível e a escrita de Erikson maravilhosa, mas não senti qualquer empatia pelos personagens, pelo que espero que a segunda parte me prenda mais. Primeiro volume da série Anjo da Noite de Brent Weeks, Caminho das Sombras é um livro de fantasia que segue os passos de um menino órfão chamado Azoth, que vive nas Tocas da cidade de Cenária. Certo dia, ele testemunha um massacre e fica obcecado com a ideia de tornar-se como o assassino, Durzo Blint. Com uma premissa muito interessante e uma escrita boa, achei Caminho das Sombras um livro mediano. As cenas foram expectáveis e o leque imenso de personagens tornou a narrativa um tanto ou quanto confusa. Ainda assim, para quem gosta de livros inebriantes e cheios de ritmo, fica a indicação. O livro foi publicado no Brasil pela Arqueiro.

Sem títuloO ciclo de leituras em torno de Robert E. Howard prossegue, desta feita com o conto Patifes na Casa. Não é dos contos protagonizados por Conan que mais me fascinaram, mas ainda assim proporcionou alguns bons momentos de suspense, ação e aventura, condimentados com uns salpicos de intriga política. A história ocorre numa cidade-estado entre Zamora e Corinthia durante uma aparente luta de poder entre dois líderes poderosos: Murilo, um aristocrata, e Nabonidus, o Sacerdote Vermelho, um clérigo com uma forte base de poder. Depois de o sacerdote o ameaçar com uma orelha cortada, Murilo ouve falar da reputação de Conan como mercenário e decide pedir-lhe ajuda. Pelas mãos da G Floy chegou até nós Uma Pequena Luz, terceiro volume de Outcast. Robert Kirkman volta a surpreender com a história de Kyle Barnes, um homem que desde a infância vê a família ser possuída por demónios. Com a ajuda de um padre, tenta descobrir a razão destas manifestações sobrenaturais e porque aparenta ter poderes especiais sobre elas. Uma Pequena Luz é um volume sólido e expansivo, cada vez mais à altura do seu próprio autor, para quem as provas dadas são “que baste” para o idolatrar. Já a arte de Paul Azaceta tem vindo a melhorar. Confesso que gosto das suas ilustrações desde o primeiro volume, mas está longe de ser dos meus artistas favoritos no género. Ainda assim, grande parte da qualidade do seu trabalho está na pintura.

Sem TítuloContinuando a série Anjo da Noite de Brent Weeks, li À Margem das Sombras, publicado no Brasil pela editora Arqueiro. Se achei o primeiro volume mediano, este segundo foi francamente bom. A escrita fluída e rica é uma das maiores virtudes de Weeks. Os diálogos estão cheios de humor e sarcasmo, as descrições de batalhas, movimentos e ambientes, incríveis. O set é absolutamente apelativo. Os dedos das mãos não chegam para nomear as frases de efeito. Se À Margem das Sombras fosse um filme, seria um blockbuster. Confesso que preferi a primeira metade, mais lenta e verosímil, que a segunda, cheia de volte-faces e ritmo elevado. Mas o que dizer daquele final? O cliffhanger é de deixar qualquer um a babar pelo terceiro volume. Perto de alcançar a publicação norte-americana, o 7.º volume de Saga foi, provavelmente, um dos melhores até agora. Subversivo e original, o argumento de Brian K. Vaughan convence e a arte de Fiona Staples é um espetáculo à parte. Aliando o bom humor às cenas mais chocantes de mortes e sexo, a história é contada por uma criança fruto de uma família disfuncional resultante do choque entre duas culturas distintas. Perdidos num cometa, os protagonistas da space opera vão ter de lidar com os mais diversos problemas.

Sem TítuloUma das obras mais aclamadas de Neil Gaiman, Deuses Americanos foi recentemente adaptado a uma série de TV pela Starz. Publicado em Portugal pela Editorial Presença, a obra fala de uma luta entre os deuses antigos e os novos. Sombra é um homem que sai da prisão após cumprir uma pena, quando sabe que a esposa faleceu. Durante o voo de regresso a casa, cruza-se com um senhor que diz chamar-se Quarta-Feira, e que o conduz numa espiral alucinante de acontecimentos. Gostei do livro, mas pareceu-me bastante superestimado, com uma narrativa em forma de road trip, densa e um pouco entediante, que podia ser contada como um conto. Continuando a revista aos contos de Robert E. Howard, li A Filha do Gigante de Gelo e foi um dos contos de Conan de que menos gostei. O herói cimério encontra-se num cenário de morte após uma batalha e vê uma bela mulher semi-nua, que o ofende e foge. Conan persegue-a para descobrir ser alvo de uma armadilha… sobrenatural. Segundo volume da trilogia de ficção científica The Dark Sea War Chronicles de Bruno Martins Soares, Mission in the Dark está disponível em inglês, na Amazon. Byllard Iddo continua a sua senda de sabotagem aos Barcos Silenciosos da República Axx, ao comando da nave Arrabat. Mas a Guerra do Mar Negro está longe de chegar ao fim, e nem só de vitórias se faz o seu percurso. Gostei mais deste livro que do primeiro, mesmo assim notei tratar-se de um típico volume de transição. Uma trilogia ótima, cheia de cenas de ação e humor militar.

Resultado de imagem para lines we cross the walking dead 29Lines We Cross é o volume 29 da BD The Walking Dead, com argumento de Robert Kirkman e arte de Cliff Rathburn, Charlie Adlard e Stefano Gaudiano. Apesar de ser um volume mais morno, teve várias supresas interessantes, envolvendo Dwight, Negan, uma nova personagem chamada Princesa e até envolvimentos amorosos, com Jesus, Aaron, Magna, Yumiko e Siddiq em destaque. Ao contrário da série de TV, a série em quadradinhos está cada vez melhor. E terminei o ano literário com mais um conto de Robert E. Howard. A Rainha da Costa Negra conta como Conan se lançou a bordo do veleiro Argus, para travar amizade com um capitão chamado Tito e, posteriormente, cruzar-se com a temível pirata Bêlit, também conhecida como A Rainha da Costa Negra. A escrita é maravilhosa e a primeira metade incrível, mas tanto a paixão de Conan por Bêlit me pareceu demasiado brusca, como a parte final do conto foi demasiado fantasiosa para os meus parâmetros. Resta-me deixar os votos de um ano de 2018 repleto de boas leituras e felicidades pessoais para todos os seguidores do NDZ.

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As Escolhas de 2017

O ano de 2017 está à beira do fim e chegou a altura dos balanços literários. De modo geral, acabou por ser um ano sensivelmente idêntico ao anterior, com mais de 90 leituras no seu todo, embora este ano tenham sido significativamente mais livros e menos BDs que no ano pretérito, conforme podem conferir na minha listagem de leituras de 2017. 44 livros de bandas desenhadas, 44 livros em prosa e mais alguns contos soltos perfazem um ano cheio de surpresas e boas leituras.

Robin Hobb (6 livros), Neil Gaiman (7 BDs e 2 livros), Brandon Sanderson (2 livros, 1 BD e 1 conto) e Robert Kirkman (5 BDs) foram os autores que mais li este ano, mas vários foram aqueles de que repeti a “dose”. Conheci nomes como Patrick Rothfuss (li tudo o que havia do nosso Kvothe), Michael Moorcock (três volumes de Elric), Jon Skovron (dois volumes de Império das Tormentas), Brent Weeks (dois volumes de Anjo da Noite) e Noelle Stevenson (Nimona) e terminei várias séries que tinha em suspenso, como a Trilogia dos Espinhos de Mark Lawrence, A Primeira Lei de Joe Abercrombie ou A Torre Negra de Stephen King.

Fiquem, então, com as minhas escolhas literárias do ano de 2017.

MELHOR LIVRO

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O Assassino do Bobo (Saga Assassino e o Bobo #1), Robin Hobb

aqui a opinião

Praticamente empatado com A Súbita Aparição de Hope Arden de Claire North nas minhas preferências literárias de 2017, O Assassino do Bobo talvez tenha a vantagem de pertencer ao género que mais me agrada, a fantasia épica. Profundo, dramático, bem desenvolvido e até enternecedor, o primeiro volume da terceira trilogia de Robin Hobb foi a minha melhor leitura do presente ano. Na minha escolha, pesou também o facto de ter lido os 5 livros da série anterior este ano, e todos com nota elevada. Hobb merece a medalha de ouro.

MELHOR FANTASIA

Sem título

O Assassino do Bobo (Saga Assassino e o Bobo #1), Robin Hobb

aqui a opinião

Pensei seriamente que seria mais difícil escolher o melhor livro de fantasia do ano, quando a pouco mais de um mês para o final, Robin Hobb facilitou-me a tarefa. Ainda assim, foi um ano fantástico para mim como amante do género. Deslumbrei-me com Elantris e Warbreaker de Brandon Sanderson, amei os livros da Crónica do Regicida de Patrick Rothfuss e ainda tive direito à primeira parte de Os Portões da Casa dos Mortos de Steven Erikson.

MELHOR FICÇÃO CIENTÍFICA

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A Súbita Aparição de Hope Arden, Claire North

aqui a opinião

Quem também me facilitou a tarefa foi Claire North, com algumas ressalvas. Este livro está normalmente catalogado num sub-género de Fantasia, magia urbana, é também um thriller mas, acima de tudo, a trama gira em torno de uma aplicação futurista para smartphones, o que justifica encontrá-lo tantas vezes vinculado à FC, e razão pela qual acabei por incluí-lo nesta categoria. O romance venceu o The World Fantasy Award 2017 com todo o mérito. No entanto, leituras como Terrarium de João Barreiros e Luís Filipe Silva, Autoridade de Jeff VanderMeer, Os Despojados de Ursula K. Le Guin e a space opera Saga (formato BD) de Brian K. Vaughan e Fiona Staples também me ficaram na retina.

MELHOR HORROR

Sem título

Os Melhores Contos de Edgar Allan Poe, Edgar Allan Poe

aqui a opinião

Entre alguns contos de Robert E. Howard e BDs como Harrow County e Outcast, acabou por ser esta lindíssima coletânea da Saída de Emergência, com ilustrações de 28 artistas nacionais, o livro que mais me marcou dentro do género Horror em 2017. Os contos que mais me agradaram foram “A Queda da Casa de Usher” e “Os Crimes da Rua Morgue”. Em 2018 espero ler mais histórias dentro deste género especulativo.

MELHOR ROMANCE HISTÓRICO

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Um Mundo Sem Fim, Ken Follett

aqui e aqui a opinião

Uma vez mais, a minha escolha no género Romance Histórico ficou dividida entre Ken Follett e Bernard Cornwell, acabando por ser o primeiro a vencer. Embora ambos sejam ótimos, a escrita de Follett encanta-me com uma profundidade a que o autor das Crónicas Saxónicas ainda não me conseguiu chegar. Um Mundo Sem Fim, dividido em Portugal em dois volumes, foi publicado pela Editorial Presença, enquanto o terceiro volume das Crónicas de Cornwell, Os Senhores do Norte, chegou até nós pelas mãos da Saída de Emergência.

MELHOR ANTOLOGIA / COLETÂNEA

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Mulheres Perigosas, Organização George R.R. Martin e Gardner Dozois

aqui a opinião

Embora tenha lido algumas coletâneas de contos, esta acabou por ser a melhor antologia que li em 2017. Permeada de autores renomeados como Melinda M. Snodgrass, Carrie Vaughn, Brandon Sanderson, Joe Abercrombie e Megan Abbott, a antologia da Saída de Emergência oscilou entre os contos muito bons e outros menos. Sam Sykes foi a grande surpresa do conjunto e George R. R. Martin voltou a mostrar aquilo que vale.

MELHOR CONTO

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Sombras Para Silêncio nas Florestas do Inferno, Brandon Sanderson

aqui a opinião

Incluído em Mulheres Perigosas, o conto “Sombras Para Silêncio nas Florestas do Inferno” foi não só o melhor conto da antologia, como o melhor que li em 2017. Ambientada no universo da Cosmere, a história de uma mulher cheia de recursos que gere uma estalagem numa floresta prenhe de fantasmas cativou-me. Mais um pequeno exemplo de que Brandon Sanderson é um dos autores que deve, urgentemente, voltar a ser publicado em Portugal. Destaque ainda para o ciclo de leituras em que estou a participar, no qual revisito vários dos contos de Robert E. Howard, que merecem as minhas menções de honra.

MELHOR BANDA-DESENHADA

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Saga Volume 7, Brian K. Vaughan e Fiona Staples

aqui a opinião

Este ano, Saga conseguiu suplantar The Walking Dead como a minha BD favorita, embora ambas continuem ótimas. Se o volume 6 da space opera já me havia fascinado, no 7.º o enredo só melhora. Resta-me enaltecer o trabalho da G Floy Studio neste segmento. Num ano em que li mais de 40 BDs, entre elas toda a coleção Sandman de Neil Gaiman, livros como A Garagem Hermética e A Louca do Sacré-Coeur de Moebius, acabaram por ser as BDs da Image Comics que a G Floy tem trazido até nós a marcarem-me.

Wytches, The Witched + The Divine, a trilogia Velvet, Southern Bastards, Tony Chu: Detective Canibal e Outcast são alguns dos destaques do ano, e provas de que a G Floy está a crescer a olhos vistos. Quero, porém, deixar ainda um louvor para as excelentes Nocturno de Tony Sandoval (Kingpin), Monstress: Despertar de Marjorie Liu e Sana Takeda (Saída de Emergência), Nimona de Noelle Stevenson (Saída de Emergência) e Como Falar Com Raparigas em Festas de Neil Gaiman, Fábio Moon e Gabriel Bá (Bertrand).

MELHOR LANÇAMENTO

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O Assassino do Bobo (Saga Assassino e o Bobo #1), Robin Hobb

aqui a opinião

Não podia deixar de vencer em todas as categorias em que se insere. O Assassino do Bobo foi lançado em maio pela Saída de Emergência, mas só em novembro é que o li, porque ainda me faltava ler a segunda série protagonizada por Fitz antes de mergulhar nesta terceira. Ainda assim, este ano foi fantástico em lançamentos, nomeadamente pela Saída de Emergência no que diz respeito à fantasia e também com a sua nova incursão no mundo das bandas-desenhadas. Outros livros que foram lançados este ano e merecem o meu destaque, mas não só a nível nacional como internacional, foram Origem de Dan Brown (Bertrand) e Mitologia Nórdica de Neil Gaiman (Editorial Presença), que li neste último semestre do ano.

MELHOR NACIONAL

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Terrarium, João Barreiros e Luís Filipe Silva

aqui a opinião

2017 foi mais um ano com espaço para a literatura nacional. Li a antologia Os Monstros que nos Habitam (que inclui um conto meu), A Nuvem de Hamburgo de Pedro Cipriano, Anjos de Carlos Silva, Moving, Fighting the Silent e Mission in the Dark de Bruno Martins Soares, La Dueña de José Augusto Alves e Conquista da Liberdade de Jay Luis, mas foi a nova edição de Terrarium, revista e aumentada pelos dois autores, e publicada pela Saída de Emergência, que mais me agradou. João Barreiros e Luís Filipe Silva são os mestres da FC no nosso país e merecem todo o destaque que lhes possa ser dado, para que o seu talento possa chegar a mais e a mais pessoas.

Deixo-vos com os mais sinceros votos de um ano de 2018 cheio de boas surpresas e que para o próximo ano continuem a acompanhar as minhas indicações literárias. Boas leituras para todos.

Estive a Ler: O Assassino do Bobo, Saga Assassino e o Bobo #1

Com toda a honestidade, não existe forma de matar alguém misericordiosamente. Há aqueles que não consideram crime afogar um recém-nascido imperfeito em água aquecida, como se o bebé não lutasse desesperadamente por encher os pulmões de ar.

O texto seguinte aborda o livro “O Assassino do Bobo”, primeiro volume da série Saga Assassino e o Bobo

Margaret Lindholm Ogden, também conhecida pelos pseudónimos Megan Lindholm e sobretudo Robin Hobb, é considerada como uma das autoras que definiu a fantasia épica como é vista nos dias de hoje. O Reino dos Antigos é a macro-série que começou a publicar em 1995, que inclui, para além de duas séries anexas sem a participação de FitzCavalaria Visionário, as três trilogias protagonizadas pelo famoso assassino que dá título a este livro.

Em Portugal, a Saga do Assassino e a Saga O Regresso do Assassino catapultaram o nome Robin Hobb para os píncaros da fantasia atual, e esta Saga Assassino e o Bobo vem apenas cimentar essa condição. Com tradução de Jorge Candeias e um total de 624 páginas, a edição nacional do primeiro volume, O Assassino do Bobo foi lançado pelas mãos da Saída de Emergência, que anunciou, inclusive, a vinda da autora a Portugal para o Festival Bang! de 2018.

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Fonte: https://www.pinterest.com/twayhatch/robin-hobb/

Pergunto-me várias vezes o que mudou na narrativa de Robin Hobb para eu ter torcido o nariz à primeira série e começar a amar a história de FitzCavalaria e do Reino dos Antigos a partir da segunda. Muito possivelmente deveu-se à forma como Hobb desenvolveu o seu mundo. A primeira saga começa com um mundo marcadamente medieval, em que o jovem bastardo de um rei torna-se aprendiz de um velho assassino. A premissa não marcou pela originalidade.

No entanto, Robin Hobb apenas usou-se dos clichés como ponto de partida. O final abrupto e talvez exageradamente fantasioso da primeira série desagradou a muitos, mas a mim particularmente marcou-me como um ponto de viragem, depois da lentidão cansativa a que havia sido sujeito. As personagens foram desenvolvidas de forma absurdamente credível, com especial foco nas relações humanas. E é esse foco de desenvolvimento individual e coletivo que diferencia Robin Hobb dos restantes autores.

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Fonte: http://www.saidadeemergencia.com/produto/o-assassino-do-bobo/

É a escrita, porém, que a coloca no meu top de autores prediletos. Envolvente, suave, elegante e charmosa, a prosa de Hobb cativa pela forma fluída e detalhada com que descreve cenários e emoções com igual ritmo. Lento, é certo, mas não um lento maçante. Antes um lento que nos delicia e faz saborear a história como ela deve ser saboreada. Como um chocolate quente e cheio de natas numa noite gelada de inverno. Neste quesito, dedico um louvor particular ao trabalho de tradução; como vem sendo hábito, o trabalho de Jorge Candeias faz jus às qualidades da autora.

“Robin Hobb consegue fazer-nos sofrer, vibrar e conhecer um homem, personagem fictício, como poucas vezes conhecemos pessoas que vivem connosco no dia-a-dia.”

O Assassino do Bobo tem todos estes ingredientes e mais alguns. Um livro com mais de 600 páginas, praticamente todo ele passado na mesma casa / propriedade e com um lote restrito de personagens, e mesmo assim consegue maravilhar com dezenas de acontecimentos, de assaltos a mortes e nascimentos, mas acima de tudo com as dúvidas e inseguranças de um homem que nós, leitores, conhecemos desde a infância.

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Fonte: http://www.telegraph.co.uk/culture/books/bookreviews/11048552/Fools-Assassin-by-Robin-Hobb-review-high-art.html

FitzCavalaria conseguiu finalmente voltar para Moli, reconquistá-la depois de anos entregue aos braços de Castro. Fixos em Floresta Mirrada com os filhos dela e com a velha Paciência, o casal parece mais feliz do que nunca, muito embora tenham que enfrentar uma dura realidade. Os anos passaram por eles. Especialmente por Moli, uma vez que uma cura da magia hereditária chamada Talento mitigou a dureza dos anos no corpo de Fitz.

A vida parece correr de feição para o casal, mas o espetro de Torre do Cervo e das redes de espiões do Trono Visionário ainda paira sobre eles, principalmente agora que Urtiga, a única filha de Fitz e Moli e legítima proprietária de Floresta Mirrada, se tornou Mestra do Talento no Castelo de Torre do Cervo. Paralelamente a isso, o antigo assassino tem ainda de lidar com as idiossincrasias dos seus muitos empregados, e a forma como eles o encaram e respeitam, agora que todos o conhecem como Depositário Tomé Texugo.

De um repente, todas as tramas parecem voltar a conduzi-lo para lá. Um aprendiz de assassino chamado Lante é visto como pouco qualificado para essa tarefa por Breu, e cabe a Fitz vir a protegê-lo e arranjar-lhe utilidade. Urtiga continua a tratar Fitz com mais frieza do que a relação de um pai e de uma filha devia impor, enquanto Enigma se estabelece cada vez mais como o grande amor da jovem e um verdadeiro amigo para o pai desta, conquanto as decisões deste não a embaracem.

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Fonte: https://robinhobb.deviantart.com/gallery/50931509/Fitz-and-the-Fool

É nas relações humanas que Hobb expande o seu mundo, deixando-nos curiosos com os povos e acontecimentos que são apenas abordados para nos fazer morder o anzol, porque sabemos que mais tarde ou mais cedo eles irão emergir na trama para virar o mundo de Fitz novamente ao contrário e arrancá-lo da realidade para mais uma demanda impossível em que será, queira ou não, o protagonista. A autora californiana conhece o seu Fitz como ninguém, e também parece não cansar-se de fazê-lo sofrer.

Todo um espetro do passado de Fitz volta à tona, quando personagens morrem, quando outras que não davam sinais de vida há décadas surgem num roldão de novas tramas, perspetivas e tarefas. Até personagens que haviam morrido ressurgem nas recordações, nos sonhos e nos sentidos. Cheiros, sensações e detalhes saltam de cada página com uma intensidade e verosimilhança notáveis.

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Fonte: https://vernichtenalles.deviantart.com/favourites/68210557/Robin-Hobb-Fan-Art

Robin Hobb consegue fazer-nos sofrer, vibrar e conhecer um homem, personagem fictício, como poucas vezes conhecemos pessoas que vivem connosco no dia-a-dia. Cada tonalidade de personalidade, cada reserva, cada vertente emocional, cada detalhe da sua pessoa. Arrisco-me, no entanto, a dizer que FitzCavalaria está longe de ser a única razão por que esta saga é incrível. Abelha, Moli, Urtiga, Breu, Enigma, Esquiva, Lante, Kettricken, assim como o enigmático Bobo, são todas elas bem construídas, que encantam pela credibilidade com que são pinceladas.

“A relação entre estes dois protagonistas transcende o amor romântico ou fraternal, porque o Profeta Branco e o Catalisador completam-se como um só.”

Olharmos para a história deste personagem, que vivemos na pele através da leitura dos livros anteriores, faz arrepiar. Faz-nos considerar as nossas próprias histórias e a dos nossos pais e avós, e pensar que a panorâmica com que as olhamos hoje pode não estar nem perto daquela que eles vivenciaram. A forma como os filhos de Moli e de Fitz encaram Castro, por exemplo, aquela personagem que deu tanto a esta trama, pode ser tão confusa para eles como incrível para nós.

A forma como Hobb escreveu este livro também foi especial. Ao contrário de um salto de tempo abrupto, ela ofereceu-nos a passagem do tempo por Fitz como gradual, um pouco à imagem do que havia feito no primeiro volume de O Regresso do Assassino. De uma mensageira misteriosa num Festival de Inverno, até ao crescimento de uma criança que vem a ganhar tanto destaque como pontos de vista. Pela primeira vez, a trama não foi exclusivamente contada pelo protagonista, ainda que ele continue sempre atolado em problemas para resolver em simultâneo.

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Fonte: https://www.reddit.com/r/robinhobb/comments/32hyri/art_farewell_spoilers_assassins_quest/

Desenganem-se, porém, se pensam que a alusão ao Bobo no título é um logro. Visível ou não, sentimo-lo presente ao longo de toda a narrativa, sobretudo nos momentos em que Fitz mais parece sentir a sua ausência. A relação entre estes dois protagonistas transcende o amor romântico ou fraternal, porque o Profeta Branco e o Catalisador completam-se como um só. Especialmente estes dois.

Mas poderão as profecias do Bobo terem sido erradas? A questão do Filho Inesperado é abordada neste livro, questionando a exatidão das previsões do Profeta Branco e, mais especialmente, a sua interpretação. Mas, na verdade, tanto a filosofia do Bobo como a sua participação acabam por estar num segundo patamar neste livro, ganhando apenas destaque no final. O livro foca-se em Fitz e na sua família, assim como nas suas capacidades para lidar com ela e com pequenas trivialidades do dia-a-dia.

“O final de O Assassino do Bobo foi qualquer coisa que me surpreendeu.”

As relações com personagens do passado também se alteraram, conforme elas amadureceram ou se separaram. Podemos não ver Esporana ou Eliânia, ter breves vislumbres de Respeitador e Obtuso, e ver a relação filial de mentor e aprendiz entre Fitz e Breu a tornar-se uma quase inimizade quando o instinto protetor que há no assassino o vê como ameaça, mas os laços que os ligam a todos estão lá e movem-se subtilmente, fazendo-se sentir nos momentos mais determinantes. Abelha, a maior adição à trama, é uma lufada de ar fresco por que, penso, ninguém podia estar à espera.

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Fonte: https://www.pinterest.com/marleenmonique/robin-hobb/

O final de O Assassino do Bobo foi qualquer coisa que me surpreendeu. E deixou-me de água na boca, tantos foram os mistérios que ficaram por resolver. Ficou não só a vontade de descodificar todos os mistérios, como de ver o discorrer daqueles acontecimentos a materializar-se. A interpretação dos Servos sobre Abelha, a génese de Esquiva e Lante e a verdade sobre o Bobo são questões pendentes que me fazem querer o segundo volume, A Revelação do Bobo, o quanto antes.

Abstenho-me a revelar pormenores sobre a trama porque acredito que a experiência de leitura deste livro pode ser tremendamente afetada por eles. A grande magia deste volume em particular, para além de tudo o supracitado, é irmos sendo surpreendidos com as mais incríveis mudanças que vão acontecendo no transcorrer do livro. E sim, apesar do ritmo aparentemente lento, elas estão sempre a acontecer. Estamos a falar de um livro lindíssimo, e tudo o que ele me inspira é ternura.

Este livro foi cedido em parceria com a editora Saída de Emergência.

Avaliação: 10/10

O Reino dos Antigos:

Saga do Assassino (Saída de Emergência):

#1 Aprendiz de Assassino

#2 O Punhal do Assassino

#3 A Corte dos Traidores

#4 A Vingança do Assassino

#5 A Demanda do Visionário

Saga O Regresso do Assassino (Saída de Emergência):

#1 O Regresso do Assassino

#2 Os Dilemas do Assassino

#3 Sangue do Assassino

#4 A Jornada do Assassino

#5 Os Dragões do Assassino

Saga Assassino e o Bobo (Saída de Emergência):

#1 O Assassino do Bobo

#2 A Revelação do Bobo

 

Vamos Viajar com Robin Hobb: Menções de Honra

Olá, olá! Espero encontrá-los bem desse lado. Como sabem, ou deviam saber, hoje é o último dia do desafio Vamos Viajar com Robin Hobb, um passatempo que tive muito gosto em organizar e que me proporcionou muitos e bons momentos nos últimos dois meses. Este desafio consistiu em ler livros da autora Robin Hobb, de 8 de maio a 8 de julho, no âmbito do lançamento nacional do livro O Assassino do Bobo. Como estive mais atrasado na leitura, acabei por ler os livros Os Dilemas do Assassino e Sangue do Assassino, da série anterior, durante este período.

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Breu Tombastrela (Fonte: moriadat.deviantart.com)

Quero agradecer a todos os que se disponibilizaram a colaborar comigo neste passatempo, nomeadamente à Edições Saída de Emergência, pelos livros cedidos, e a todos os que participaram. Organizei uma ida à Feira do Livro de Lisboa, onde estive com o Ruben Lopes (blogue Enjoy Story), o Paulo Dores (blogue Fiacha O Corvo Negro) e a São Bernardes (blogue Folhas do Mundo), um sorteio do livro O Assassino do Bobo, que foi feito em direto na minha página de facebook e que ditou a Helena Isabel Bracieira (blogue As Horas… que me Preenchem de Prazer) como vencedora, e chegou por fim a hora de encerrar este desafio com as respetivas menções de honra.

Desde o primeiro momento, o objetivo deste desafio passou por ler livros de Robin Hobb durante o período supracitado, resenhando-os em seguida. Os comentários deveriam ser-me entregues para a devida publicação neste post final. Comecei o desafio com quatro “voluntários”, número que ascendeu aos seis e que acabou pela metade, ou porque não terminaram os livros a tempo, ou porque tiveram “preguiça” para escrever uma opinião. De qualquer forma, agradeço a todos por terem participado, em especial à Mirtila Pratz, ao Paulo Dores e ao José Voller de Barros, por terem concluído os comentários a tempo (desconfio que o fariam mesmo sem o desafio 😀 ).

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Capa Saída de Emergência

Os Dilemas do Assassino (por Nuno Ferreira):

“Um mar de conflitos e de intrigas, Os Dilemas do Assassino é mais uma prova de que Robin Hobb é muito mais do que apresentou na primeira trilogia. Elegante, fluída e cheia de ritmo, esta leitura revelou-se bem mais célere e estimulante do que eu a imaginava. A promoção de reflexões interiores e a discussão sobre temas comuns a todos nós como a juventude, a honestidade e o bem-estar emocional foram maravilhosamente decompostos pela autora californiana, que em nenhum momento deixou cair o gume da sua “pena”.

Hobb apresenta-nos a um mundo fantástico e torna-o credível e isso é, sinceramente, o que mais me apraz em ler um livro. Ela relata com beleza cada cenário, sem excluir as ervas daninhas que, irrefutavelmente, povoam cada realidade. Se os momentos de introspeção, em outros momentos, me deixaram entediado com as aventuras de Fitz, aquelas que tenho agora oportunidade de ler surgem como um intervalo após cada acontecimento, levando-me a pensar sobre o mesmo, a maturar as questões e a respirar fundo. Cada introspeção revela-se tão ou mais deliciosa que os eventos em si.”

O Assassino do Bobo (por Miss Lamora):

“É com imenso gosto que escrevo esta opinião. Robin Hobb é uma das minhas autoras favoritas e desde que a Saída de Emergência começou a editar cá os seus livros que os tenho lido. Ora, depois de duas sagas maravilhosas, é uma delícia poder voltar a entrar neste reino e a visitar os Seis Ducados, Torre do Cervo e, principalmente, a encontrar FitzCavalaria Visionário, a minha personagem literária favorita. Ao começar este livro foi como se voltasse atrás no tempo ou como se voltasse a uma memória ou acontecimento muito querido. Deu-me uma sensação e emoção únicas e foi com grande alegria que me deixei levar pelas páginas desta brilhante aventura.

Robin Hobb é única. Mais uma vez dá-nos uma história que só ela podia ter escrito. As personagens continuam iguais, cheias de força e carisma, os locais também continuam a transmitir a mesma serenidade emocionante. A escrita continua a ser como que uma viagem serena, pacifica. É como um maravilhoso conto de antigamente, contado oralmente, no princípio dos tempos. Tudo neste livro faz lembrar os anteriores, tudo e nada. ”

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Vamos Viajar com Robin Hobb (Mapa Oficial dos Seis Ducados)
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Sangue do Assassino (por Nuno Ferreira):
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“Se a ação deste livro não se desenvolveu rapidamente ou de forma apaixonante, posso dizer que dificilmente seria um livro melhor se tal tivesse sucedido. A maravilha desta história não é a narrativa em si, mas sim a forma como é contada. A Saga Regresso do Assassino não se foca em magias, em sede de poder ou em batalhas, mas sim na natureza humana. Temas como o estigma e o preconceito são bastante debatidos, através das várias nuances de personagens. Fez-me rir que um personagem como Fitz, estigmatizado e até “arrancado ao mundo” primeiro por ser bastardo e depois por ser manhoso, se tenha mostrado tão desconcertado com suspeitas de homossexualidade.
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Ainda assim, a evolução do herói é digna de registo. Em alguns momentos, Fitz consegue ser mais maduro que o próprio Breu e, muito embora revele algum amadorismo na educação de Zar, os seus conselhos e advertências revelam muito do seu amadurecimento. A grande mais-valia de ler Robin Hobb é conhecer personagens credíveis e imperfeitos como Gina, a bruxa ambulante, que consegue ser uma pessoa tão palpável, real, que impressiona.”
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O Assassino do Bobo (por José Voller de Barros):
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“Robin Hobb desafia o «Viveram Felizes para Sempre” neste novo livro da Saída de Emergência. O último livro da autora já o li há alguns anos, mas mantenho presente a forma clássica com que Hobb provoca a empatia entre leitor e personagem principal, seja ainda exactamente a frustração do personagem que dê interesse ao livro. Robin Hobb joga com algo intrinsecamente humano que é a vontade de seguir a desgraça alheia, e reproduz com alguma destreza as amarguras de um personagem e as guinadas que ele tenta dar à vida, geralmente infrutíferas, para as ultrapassar.
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O Assassino do Bobo é uma sequela aliciante, partindo de um “Viveram Felizes para Sempre” para mais um carrosel vertiginoso de desgraça e cabeçada. É fidedigno o cenário psicológico montado por Hobb para o personagem-chave. Ela define o que significa acreditar numa coisa e perceber que perdeu tudo o que devia ser seu por causa disso. Fitz é um instrumento dos Visionário e a vida dele uma brincadeira de deuses. Eda e El num novelo. É preciso esperar para conhecer desenvolvimentos de relevo mas o sprint final é brilhante e a perda de um personagem surpreendeu. Desejam registar um nome? Fixem Abelha.”
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Robin Hobb (Fonte: Agnes Meszaros)
O Assassino do Bobo (por Paulo Dores):
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“Torna-se fácil considerar Robin Hobb a minha escritora favorita a nível de fantasia e sinceramente nunca esperei sentir-me tão maravilhado por regressar a Torre do Cervo e rever muitas das personagens por quem tanto sofri e adorei e ainda assim a escritora consegue surpreender-me deixando-me em muitos momentos comovido e com os sentimentos à flor da pele.
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As personagens são todas elas cativantes, a grande maioria já as conhecemos e mantém-se bem construídas, carismáticas, cheias de mistérios. Ainda assim a escritora consegue acrescentar algo deixando o leitor a suspirar por saber mais sobre as mesmas. Gostei do rumo que deu a várias e teve a coragem de nos dar um valente KO com uma que nos é bastante querida, mas que acaba por dar um grande volte face ao enredo que até ai estava a ser cativante mas sem avançar muito.
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Sério candidato a livro do ano, pelo menos na rubrica da Fantasia já não deve haver outro que me cative tanto.”
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Obrigado a todos por lerem, comentarem, ou simplesmente passarem por cá. Espero que tenham gostado de participar deste desafio (quem sabe em breve organize outro). Por cá, o desafio acabou, mas ler Robin Hobb está para durar. De momento, estou a ler A Jornada do Assassino. Fiquem atentos!

Vamos Viajar com Robin Hobb: E a Vencedora É…

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Livro em sorteio (Saída de Emergência)

Foi pelas 13 horas que se deu, em direto na página de facebook do NDZ, o sorteio do livro O Assassino do Bobo de Robin Hobb.

E a vencedora é…

Helena Isabel Bracieira

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Foto: página de facebook

… do blogue “As Horas… que me preenchem de prazer”. A blogger, natural de Beja, receberá em breve o seu exemplar, que será enviado pela editora. Quero agradecer à Edições Saída de Emergência pela colaboração neste passatempo. Quanto à feliz contemplada, os meus parabéns. Depois quero o feedback do livro.

Para aqueles que ainda quiserem participar do desafio e ver o seu nome mencionado no post final, podem enviar-me até à data limite, através do formulário de contacto na barra lateral ou por mensagem no facebook, uma mensagem com a opinião a um livro da autora Robin Hobb, lido entre 8 de maio e 8 de julho. Até lá.

 

Vamos Viajar com Robin Hobb: Sorteio no Facebook

Viva, pessoal!

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Pois é, o sorteio que eu organizei aqui no blogue não teve muita recetividade e – confesso – assim como alguns participantes se sentiram confusos ao pensar que era necessário inscreverem-se no desafio e fazerem algo para participar, também eu senti-me algo confuso na forma de o colocar em prática. Daí que tenha optado por sortear o livro em questão na página de facebook do NDZ. Uma solução de contingência que me pareceu mais funcional e prática.

Trata-se do livro O Assassino do Bobo, primeiro volume da série O Assassino e o Bobo da autora californiana Robin Hobb, um sorteio que faz parte do desafio “Vamos Viajar com Robin Hobb“, em colaboração com a editora Saída de Emergência, sorteio este no qual todos podem participar.

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Se inicialmente precisavam escrever uma frase para participar no sorteio, agora tal não é necessário, e tão pouco precisam de ler o livro até dia 8 de julho e escrever uma opinião sobre o mesmo. Existem várias pessoas que estão a participar no desafio que termina nesse dia e irão escrever uma opinião que será por mim publicada aqui no blogue, mas este sorteio, apesar de estar incluído no desafio, não obriga a que os participantes no sorteio também participem do desafio, até porque muito possivelmente só terão o livro em mãos após o termo do mesmo.

Apenas uma pessoa irá ganhar o livro, através de um sorteio em direto que irei realizar na minha página do facebook, no próximo dia 27 de junho. Para te habilitares, basta colocares gosto na publicação (aqui) e escreveres o nome de dois amigos teus, amantes de literatura, nos comentários. Logo que todos saibamos o nome do vencedor, entrarei em contacto com ele para proceder ao envio do livro. Nada mais simples.

Boa sorte a todos!

Vamos Viajar com Robin Hobb: E Participar num Sorteio

Viva!

Devem lembrar-se de, no primeiro post deste desafio, eu ter mostrado a intenção de realizar um sorteio. Pois bem, decidi levar avante essa vontade e chegar até vós com a possibilidade de receberem um exemplar do livro O Assassino do Bobo da Robin Hobb. A ideia inicial era realizar o sorteio no final do desafio, mas percebi que faz mais sentido fazer o sorteio já, permitindo ao vencedor entrar também na maré de leituras em torno de Robin Hobb.

Assim sendo, o NDZ e a Edições Saída de Emergência vêm convidar-vos a participar num sorteio que pode fazer-te ganhar este livro:

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Trata-se do mais recente livro de Robin Hobb em Portugal, o primeiro da terceira série protagonizada por FitzCavalaria Visionário.

O regresso de Robin Hobb!
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Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais.
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Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja sempre forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual…
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Queres ganhar este livro? É muito fácil. Basta gostares da página do NDZ no facebook e conceber uma frase que inicie com “Vamos Viajar com Robin Hobb…” A melhor frase será a escolhida, sendo que o vencedor será anunciado dia 16 de junho e entrarei em contacto com ele nesse mesmo dia. Fiquem atentos!
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Vamos Viajar Com Robin Hobb: Ponto de Situação

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Do que se trata?

Vamos Viajar com Robin Hobb é um passatempo organizado pelo NDZ, que desafia bloggers e leitores de literatura fantástica a ler um ou mais livros de Robin Hobb de 8 de maio a 8 de julho. Os participantes devem escrever um comentário ao livro em questão, comentários esses que serão publicados aqui no NDZ quando terminar o desafio.

Ainda posso participar?

Não requisito nenhuma formalidade para a inscrição no passatempo, para além de me comunicar. Podes concorrer a qualquer momento, desde que leias um livro da autora californiana até ao término do concurso.

Como estamos de afluência?

Embora apenas tenha duas pessoas efetivamente a participar, existem mais três que já me deixaram clara a intenção de “apanhar boleia” deste desafio, pelo que considero já serem cinco.

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Vamos Viajar com Robin Hobb?

Não me parece que a autora esteja interessada a vir connosco, mas decidi que o tal encontro que vos havia falado, na Feira do Livro de Lisboa, seja estendido a todos os amigos do NDZ que tenham vontade em encontrar-se comigo. Estarei no Parque Eduardo VII no dia 3 de junho e espero encontrar mais amigos. Equaciono voltar à Feira posteriormente, mas ainda não tenho uma data certa para a minha segunda visita.

E que dia é hoje, mesmo?

19 de maio. A partir de hoje, podes encontrar nas bancas o livro O Assassino do Bobo pela Edições Saída de Emergência, o primeiro livro da série O Assassino e o Bobo que corresponde à terceira trilogia da autora Robin Hobb com FitzCavalaria Visionário como protagonista. Por isso, se já lestes tudo o que foi publicado pela autora no nosso país, toca a adquirir este livro e alista-te no nosso desafio. Eu, como estou um pouco atrasado, já cumpri a minha parte do desafio e li Os Dilemas do Assassino, mas pretendo ler pelo menos mais um livro da autora até 8 de julho.

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O regresso de Robin Hobb!

Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais.
Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja sempre forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual…

A Divulgar: “O Assassino do Bobo” pela Saída de Emergência [E MAIS]

A Edições Saída de Emergência está a apostar com força na fantasia e os grandes nomes do género, que pareciam já um pouco esquecidos, começam a regressar ao nosso país. O Assassino do Bobo é o primeiro volume da terceira série de Robin Hobb protagonizada por FitzCavalaria. Com lançamento marcado para 19 de maio, O Assassino do Bobo já está em pré-venda no site da editora e muito embora eu tenha começado a segunda série agora, vou dar corda aos sapatos para não deixar para trás esta pérola.

A série O Assassino e o Bobo vem revelar mais sobre estes dois personagens fascinantes que maravilharam o mundo da fantasia e colocaram Robin Hobb, pseudónimo da escritora californiana Margaret Ogden, como uma das maiores embaixatrizes da ficção especulativa no mundo. De realçar que a Saída de Emergência anunciou ainda as BD’s de grande sucesso mundial Nimona de Noelle Stevenson e Monstress de Marjorie Liu e Sana Takeda, nos meses de junho e julho, assim como o livro Espada de Vidro de Victoria Aveyard, algures no segundo semestre do ano, lançamentos que divulgarei em datas mais próximas.

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Capa Saída de Emergência
Chancela: Saida de Emergência
Coleção: BANG
Saga/Série: Assassino e o Bobo  Nº: 1
Data 1ª Edição: 19/05/2017
ISBN: BOBOOFERTA
Nº de Páginas: 1024
Dimensões: [160×230]mm
Encadernação: Capa Mole
SINOPSE:
O regresso de Robin Hobb!

Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais.
Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja sempre forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual…