Vamos Viajar Com Robin Hobb: Ponto de Situação

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Do que se trata?

Vamos Viajar com Robin Hobb é um passatempo organizado pelo NDZ, que desafia bloggers e leitores de literatura fantástica a ler um ou mais livros de Robin Hobb de 8 de maio a 8 de julho. Os participantes devem escrever um comentário ao livro em questão, comentários esses que serão publicados aqui no NDZ quando terminar o desafio.

Ainda posso participar?

Não requisito nenhuma formalidade para a inscrição no passatempo, para além de me comunicar. Podes concorrer a qualquer momento, desde que leias um livro da autora californiana até ao término do concurso.

Como estamos de afluência?

Embora apenas tenha duas pessoas efetivamente a participar, existem mais três que já me deixaram clara a intenção de “apanhar boleia” deste desafio, pelo que considero já serem cinco.

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Vamos Viajar com Robin Hobb?

Não me parece que a autora esteja interessada a vir connosco, mas decidi que o tal encontro que vos havia falado, na Feira do Livro de Lisboa, seja estendido a todos os amigos do NDZ que tenham vontade em encontrar-se comigo. Estarei no Parque Eduardo VII no dia 3 de junho e espero encontrar mais amigos. Equaciono voltar à Feira posteriormente, mas ainda não tenho uma data certa para a minha segunda visita.

E que dia é hoje, mesmo?

19 de maio. A partir de hoje, podes encontrar nas bancas o livro O Assassino do Bobo pela Edições Saída de Emergência, o primeiro livro da série O Assassino e o Bobo que corresponde à terceira trilogia da autora Robin Hobb com FitzCavalaria Visionário como protagonista. Por isso, se já lestes tudo o que foi publicado pela autora no nosso país, toca a adquirir este livro e alista-te no nosso desafio. Eu, como estou um pouco atrasado, já cumpri a minha parte do desafio e li Os Dilemas do Assassino, mas pretendo ler pelo menos mais um livro da autora até 8 de julho.

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O regresso de Robin Hobb!

Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais.
Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja sempre forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual…

Estive a Ler: Os Dilemas do Assassino, Saga O Regresso do Assassino #2

Ele fez um pequeno gesto de indiferença com a mão. “Não duvido de que tenha sido. Mas agora falo de outra coisa. Falo de dragões verdadeiros. Dragões que respiram, que comem e crescem e se multiplicam como qualquer outra criatura. Alguma vez sonhaste com um dragão assim? Um dragão chamado Tintaglia?”

O texto seguinte pode conter spoilers do livro “Os Dilemas do Assassino”, segundo volume da série Saga O Regresso do Assassino

Com tradução de Jorge Candeias, Os Dilemas do Assassino corresponde à primeira metade do livro The Golden Fool, o segundo da trilogia The Tawny Men da autora californiana Margaret Ogden, mais conhecida entre os fãs de fantasia como Robin Hobb. Publicado pela Edições Saída de Emergência em 2011, este é o primeiro livro da autora que leio incluído no passatempo Vamos Viajar com Robin Hobb, que estou a organizar aqui no blogue e nas redes sociais.

Licenciada em Comunicação na Universidade de Denver, Colorado, e residente em Washington, Robin Hobb escreveu cinco trilogias pertencentes ao mundo de FitzCavalaria Visionário, uma série conhecida como The Realm of Elderlings, dos quais três trilogias têm Fitz como protagonista. São mesmo essas três trilogias que estão a ser publicadas em português, sendo que o primeiro livro da terceira série sai já esta semana, motivo pelo qual iniciei este desafio.

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Bobo e Fitz (Fonte: vlac.deviantart.com)

Um noivado turbulento

O Príncipe Respeitador é o herdeiro dos Seis Ducados. Filho de Kettricken das Montanhas e de Veracidade Visionário, então morto, tornou-se um rapaz bastante promissor. Para assegurar a paz e a subsistência mercantil do seu reino, a rainha estabeleceu um acordo com os ilhéus, prometendo a mão do seu filho à narcheska das Ilhas Externas, Eliânia. Eles são um povo selvagem, de quem não se guarda a melhor das recordações. As Runas de Deus são um grupo de ilhas hostis, com um povo bélico, aguerrido às suas tradições e com um caráter temperamental, diretamente envolvido na guerra que fustigou os Seis Ducados por anos.

As cerimónias de noivado são, por isso, uma oportunidade única para que se conheçam mutuamente e, também, um período de grande exigência protocolar, uma vez que qualquer atitude menos ponderada pode pôr em cheque não só o noivado como a própria paz entre os povos. O príncipe, porém, sofreu demasiadas mudanças recentes na sua vida, para que se preocupe em demasia com isso. Uma seita de manhosos revoltada com os maus-tratos a que os seus iguais, aqueles que possuem o dom de se conectar com animais, têm sido alvo, começou a perseguir e a chantagear os que comungam do mesmo dom e que se recusam a admiti-lo.

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Bobo/Dom Dourado (Fonte: enife.deviantart.com)

Os pigarços, como se chamam, conjuraram um plano que resultou na captura do príncipe. Graças ao Bobo e a FitzCavalaria, agora conhecidos como Dom Dourado e o seu criado Tomé Texugo, o príncipe regressou a Torre do Cervo em segurança, a tempo da chegada da narcheska e do seu contingente. No entanto, as perdas sofridas deixaram-nos abalados e a ameaça continua eminente. Louvovinho, o líder dos pigarços, encontra-se a recuperar de ferimentos, mas os seus sequazes sabem quem Respeitador é, e sabem que ele também é manhoso, assim como o criado chamado Tomé Texugo. Fitz é alvo de uma espera e uma mensagem subliminar é-lhe deixada, assim como a Loureira, a caçadora da rainha que, ainda que não partilhe o dom, é a única da sua família que não o obteve.

Olhos-de-Noite morreu e a gata a quem Respeitador era filiado também. Fitz não consegue curar as suas feridas, mas a dor aproxima-o de Respeitador, que vê nele o único amigo a quem recorrer. Ainda que o príncipe desconheça que o criado de Dom Dourado é, na verdade, seu tio, insiste em ser treinado por este na arte do Talento, uma magia poderosa nos Seis Ducados. Fitz começa a treinar o rapaz, embora nunca tenha sido realmente versado nessa matéria. Os problemas na vida de ambos, porém, não se resumem à dor da perda e à ameaça dos pigarços.

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Eliânia (Fonte: sffbookreview.wordpress.com)

Uma chuva de problemas

Fitz acaba por não resistir ao calor que Gina representa. A bruxa ambulante que acolheu o seu filho adoptivo torna-se mais do que uma amiga e conselheira, vindo a ser também sua amante. Isso, porém, revela ser fraco consolo para as suas carências afetivas, e rapidamente percebe não estar a ser justo para consigo ou para com a mulher. Também o seu rapaz, Zar, o desilude, com comportamentos indisciplinados como aprendiz do seu ofício. O namoro com Esvânia parece ser a causa de tais problemas, mas o jovem não parece incomodar-se com a ira do tutor nem mesmo com a ameaça que o pai da rapariga pode significar.

O contingente das Ilhas Externas também é um problema a ter em conta. Nos labirintos secretos de Torre do Cervo, Fitz tem acesso ao quarto de Eliânia, onde percebe rapidamente que Peotre Aguapreta, o tio da rapariga, tem muito mais influência política e pessoal na vida dela do que o seu próprio pai, o aparente líder Arcão Espadarrubra. Também a misteriosa aia da jovem, Hênia, parece ser a voz de alguém importante, com ideias estabelecidas e algo diferentes daquelas que Eliânia ou Peotre defendem.

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Se Trump governasse Torre do Cervo, as coisas não correriam bem (Fonte: allthe2048.com)

A união entre Eliânia e Respeitador não parece ser vista com bons olhos pela jovem, e tão pouco pelo príncipe, que comete uma gaffe ao menosprezá-la durante um jogo com a Dama Vance, sobrinha de Dom Sextão de Razos, por quem o príncipe parece sinceramente mais interessado. O erro de Respeitador obriga Kettricken a agir mais rapidamente, mas a rainha, velha amiga de Fitz, não consegue fazer muito quando tudo à sua volta parece mover-se por si mesmo. Nem mesmo Breu, o seu velho conselheiro, parece tão capaz como antes para mover as peças do jogo, fruto da sua idade avançada.

Caiem em FitzCavalaria as rédeas dos acontecimentos. Cansado de lutar contra os ímpetos dos jovens, uma vez que tanto Respeitador como Zar transformaram-se nos principais causadores dos seus problemas, não se esquece da filha Urtiga, que o procura nos sonhos através do Talento. Também é obrigado a lidar com Obtuso, o criado deficiente de Breu que se revela forte no Talento, e com as dúvidas em relação a Cortês Bresinga, o manhoso de quem sempre suspeitou estar envolvido na armadilha dos pigarços a Respeitador, presente em Torre do Cervo para as comemorações do noivado.

Também Bobo se transforma numa personagem de difícil interpretação. Boatos em torno da sua verdadeira natureza percorrem Torre do Cervo, e as revelações que Fitz tem de uma faceta do seu passado levam-no a perder a confiança que sentia para com o melhor amigo. Mas é a chegada de uma comitiva de Vilamonte, protagonizada por um jovem escamoso chamado Selden Vestrit, a pedir ajuda para fazer guerra a Calcede, e a referência a um dragão chamado Tintaglia, que revoluciona não só as cerimónias de noivado como o próprio âmago de Torre do Cervo.

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Capa Saída de Emergência (Fonte: saidadeemergencia.com)
SINOPSE:

Uma obra-prima da fantasia épica.

O seu nome é murmurado com temor e respeito. A sua figura move-se nas sombras da noite e das políticas. Acaba de salvar o herdeiro do reino. Mas será suficiente? Depois de salvar o príncipe das garras dos pigarços e de sofrer a mais devastadora perda possível ao fazê-lo, o lendário assassino regressa ao lugar a que em tempos chamou lar. Aí, esperam-no dias difíceis de adaptação, mas também o esperam oportunidades, velhos e novos amigos e até um filho adolescente. E espera-o também um príncipe, do seu sangue sem que o saiba, dotado com as magias desse sangue mas sem conhecimentos para lidar com elas, e prometido a uma princesa estrangeira. Como irá Fitz lidar com todos os desafios que o aguardam em Torre do Cervo? Que soluções encontrará para os seus dilemas?

OPINIÃO:

Um mar de conflitos e de intrigas, Os Dilemas do Assassino é mais uma prova de que Robin Hobb é muito mais do que apresentou na primeira trilogia. Elegante, fluída e cheia de ritmo, esta leitura revelou-se bem mais célere e estimulante do que eu a imaginava. A promoção de reflexões interiores e a discussão sobre temas comuns a todos nós como a juventude, a honestidade e o bem-estar emocional foram maravilhosamente decompostos pela autora californiana, que em nenhum momento deixou cair o gume da sua “pena”.

Hobb apresenta-nos a um mundo fantástico e torna-o credível e isso é, sinceramente, o que mais me apraz em ler um livro. Ela relata com beleza cada cenário, sem excluir as ervas daninhas que, irrefutavelmente, povoam cada realidade. Se os momentos de introspeção, em outros momentos, me deixaram entediado com as aventuras de Fitz, aquelas que tenho agora oportunidade de ler surgem como um intervalo após cada acontecimento, levando-me a pensar sobre o mesmo, a maturar as questões e a respirar fundo. Cada introspeção revela-se tão ou mais deliciosa que os eventos em si.

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Será? :p (Fonte:makeameme.org)

Muito embora a trama dos pigarços seja de facto irreal, este segundo volume traz mais fantasia que o primeiro livro, e isso não é mau. Embora ainda torça o nariz à adição de mais dragões a esta série, tanto a referência a Tintaglia como a navivivos me deixa a querer saber mais sobre eles. Os novos personagens revelaram-se mais promissores e cheios de potencial que aqueles que povoaram o primeiro volume, e os mistérios foram posicionados muito bem do ponto de vista estratégico. Ainda assim, aqueles que envolvem os personagens centrais da narrativa parecem ainda mais apelativos. Bobo, o que raio andaste tu a fazer?

“Os novos personagens revelaram-se mais promissores e cheios de potencial que aqueles que povoaram o primeiro volume, e os mistérios foram posicionados muito bem do ponto de vista estratégico.”

Pouco vimos de Kettricken nestes dois livros e, no entanto, ela é uma das personagens que mais me agradaram. A sua evolução revelou-se nos pequenos pormenores, dos trejeitos aos comportamentos que Robin Hobb tão bem sabe desenhar. A evolução comportamental e a maturidade são tão visíveis nessa personagem como no próprio Fitz, que ganhou o meu respeito nestes livros. Ganhou experiência e perdeu intempestividade, muito embora continue a aprender com as próprias experiências. Breu é outra das boas surpresas deste livro, com duas facetas tão enigmáticas quanto realistas. O avançar da idade é relatado com credibilidade. Também Respeitador revela-se, livro após livro, um personagem cheio de potencial, e Loureira continua de certo modo um mistério.

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Breu Tombastrela (Fonte: tumblr.com/farseer)

Não seria, confesso, um livro que eu escreveria. Não é um género de fantasia que me empolgue por aí além e é bem mais esmiuçado e menos sugestivo do que aquilo que me apaixona. O medieval também não parece trazer grandes novidades. Mas a escrita envolvente e as questões debatidas pela autora, a par da riqueza de personagens criadas, merece não só a minha pontuação como os meus maiores elogios.

Vamos Viajar com Robin Hobb é um desafio NDZ para que todos aqueles que querem embarcar comigo na aventura de ler, de 8 de maio a 8 de julho, um ou mais livros da autora. Eu vou ler mais, e vocês?

Este livro foi cedido em parceria com a editora Saída de Emergência.

Avaliação: 9/10

Saga do Assassino (Saída de Emergência):

#1 Aprendiz de Assassino

#2 O Punhal do Assassino

#3 A Corte dos Traidores

#4 A Vingança do Assassino

#5 A Demanda do Visionário

Saga O Regresso do Assassino (Saída de Emergência):

#1 O Regresso do Assassino

#2 Os Dilemas do Assassino

#3 Sangue do Assassino

#4 A Jornada do Assassino

#5 Os Dragões do Assassino

Vamos Viajar Com Robin Hobb: Conhece o Novo Desafio NDZ

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Sabes aquele momento em que as constelações se posicionam todas numa cunha e conspiram para seguires naquela direção? Pois é, a trama das estrelas pôs-me ao caminho e eu tomei a liberdade de seguir a dica. O Assassino do Bobo, o primeiro volume da terceira Saga do Assassino de Robin Hobb está já em pré-venda e será lançado em Portugal dia 19 de maio.

Então, e uma vez que eu terminei há pouco tempo o livro O Regresso do Assassino (Fool’s Errand) e irei em breve começar o segundo livro da segunda série – Os Dilemas do Assassino em português -, sabendo que muitos já leram esta saga e estão em pulgas para ler O Assassino do Bobo (Fool’s Assassin), decidi criar um desafio relacionado com a autora Megan Lindholm, mais conhecida no mundo da fantasia como Robin Hobb.

Em que consiste este desafio?

Durante dois meses, todos os que queiram participar terão de ler pelo menos um livro da autora e enviar-me o comentário ao mesmo, que publicarei num artigo especialíssimo. Não haverá vencedores nem vencidos, mas se alguém quiser participar terá mençãos de honra aqui no blogue e poderá habilitar-se a um sorteio. E agora é aquele momento em que vocês dizem “Nuno, estás com febre? Tu não és nada disso”, e eu respondo que será uma exceção à regra. Mas pormenores acerca disso só revelarei mais tarde.

Tenho ainda a vontade de realizar um encontro com os participantes (ou pelo menos com alguns) na Feira do Livro de Lisboa, que decorrerá entre 1 e 18 de junho no Parque Eduardo VII, o que será organizado mais para o final do mês. Agora, para que o desafio “Vamos Viajar com Robin Hobb” funcione, terão de participar.

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Ilustração da capa Assassin’s Fool

Como posso participar?

Para a inscrição no desafio, basta falares comigo, através de mensagem privada no facebook ou comentar aqui no blogue. Basta que leias um livro de Robin Hobb para estares incluído no passatempo. Irei postar todas as atualizações relevantes aqui no blogue, mas também na minha página e no grupo do blogue no facebook. Por isso, fica atento.

Quando irá decorrer o desafio?

Tens muito tempo para participar no desafio, e não precisas “alistar-te” logo de início. O passatempo decorrerá entre 8 de maio e 8 de julho, pelo que haverá muito tempo para ler Robin Hobb, com a maior calma. Junta-te ao “Vamos Viajar com Robin Hobb” e degusta da escrita maravilhosa da autora o tempo que te aprouver.

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Robin Hobb (Fonte: Agnes Meszaros em Fantasy-Faction Fantasy Books Discussion)

O que posso ganhar?

Para além de ganhares uma leitura proveitosa com a bela escrita da autora californiana, poderás ganhar boas conversas e interações sobre Fitz e as suas aventuras. Se concluíres a jornada, poderás ver o teu comentário promovido aqui no blogue, e, quem sabe, habilitares-te a um sorteio [façam figas, sou novo nisto]. Acima de tudo, espero que te possas divertir connosco e com os meninos da Hobb!!

Que livros posso ler?

Qualquer um que a autora tenha escrito com o pseudónimo Robin Hobb, seja em português, português do Brasil, espanhol, francês, italiano ou inglês. Em baixo tens uma lista dos livros publicados em Portugal, e um gráfico dos livros originais já publicados pela autora.

Saga do Assassino (Saída de Emergência):

#1 Aprendiz de Assassino

#2 O Punhal do Assassino

#3 A Corte dos Traidores

#4 A Vingança do Assassino

#5 A Demanda do Visionário

Saga O Regresso do Assassino (Saída de Emergência):

#1 O Regresso do Assassino

#2 Os Dilemas do Assassino

#3 Sangue do Assassino

#4 A Jornada do Assassino

#5 Os Dragões do Assassino

Saga O Assassino e o Bobo (Saída de Emergência):

#1 O Assassino do Bobo (lançamento 19 de maio)

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Sou uma menestrel. Sei mais sobre mentir do que tu alguma vez descobrirás. E os menestréis sabem que por vezes é de mentiras que um homem mais precisa. Para fazer delas uma nova verdade.

Junta-te ao NDZ e ao desafio “Vamos Viajar com Robin Hobb” e lança-te comigo numa aventura pelos Seis Ducados, cheia de conversas interessantes e momentos de leituras únicas. Conto contigo!

Estive a Ler: O Regresso do Assassino, Saga O Regresso do Assassino #1

Para de pensar que estás a lidar com um jovem príncipe. Não estás. E também não é o gato que temos de temer. Há algo de mais profundo e mais estranho, irmão, e é melhor avançarmos com muita, muita cautela.

O texto seguinte pode conter spoilers do livro “O Regresso do Assassino”, primeiro volume da série Saga O Regresso do Assassino

Agora que a terceira série do Assassino está quase a chegar às bancas, decidi não perder mais tempo e avançar para a segunda série protagonizada por FitzCavalaria Visionário. A autora Robin Hobb, pseudónimo da californiana Margaret Ogden, apresenta um protagonista mais amadurecido na trilogia The Tawny Man, adaptada para português como a Saga O Regresso do Assassino, com tradução de Jorge Candeias. A versão portuguesa foi, à semelhança da primeira série, dividida em cinco volumes pela Edições Saída de Emergência.

A autora ganhou uma forte atração pelos temas marítimos quando se mudou para a ilha de Kodiak, aos 18 anos; talvez por isso as aventuras dos seus personagens se passem muitas vezes junto ao mar. Em 1995, publicou O Aprendiz do Assassino, o seu primeiro trabalho com o nome Robin Hobb, publicado pela Bantam Books. Os seus livros e contos já foram traduzidos em mais de vinte línguas, vencendo prémios na área da fantasia um pouco por todo o mundo.

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Capa Saída de Emergência

A nova vida de Fitz

Encontramos FitzCavalaria com diferenças substanciais em relação à primeira série literária de Robin Hobb. Passaram-se quinze anos desde a morte de Majestoso, e desde que Veracidade se transformou num dragão e livrou os Seis Ducados da ameaça temível dos Navios Vermelhos. O mundo julga que Fitz morreu. Mas isso não é verdade. Sob o nome de Tomé Texugo, ele fez a sua vida como um mero camponês, com o seu fiel lobo Olhos-de-Noite e um rapaz órfão que acolheu como seu, a que chamou Zar (diminutivo de Azar). De tempos a tempos, a menestrel Esporana aparece para lhe aquecer a cama e trazer-lhe notícias de Cervo. Mas os dias de tranquilidade parecem estar à beira do fim quando Breu, o seu velho mestre, lhe surge à porta e lhe pede para regressar.

Kettricken governa sabiamente a partir de Torre do Cervo, sem esquecer o legado do seu esposo falecido. Tem um filho, chamado Respeitador. Um menino gerado a partir da carne de Fitz, embora fosse Veracidade a controlar o seu corpo no momento de amor. Breu tornou-se o conselheiro da Rainha. Por sua vez, Moli, o grande amor da vida de Fitz e mãe do seu filho, prosseguiu a sua vida tomando Castro como esposo, o pai de criação do próprio Fitz. Ele sabe que tanto Moli como a sua filha Urtiga estão bem sem ele, e que regressar “à vida” traria infortúnio a todos. Embora se sinta atraído para as intrigas de corte e para o “seu mundo” em Torre do Cervo, Fitz recusa regressar. Agora tem uma nova vida e responsabilidades, e não pretende trazer mais desgraças aos que ama.

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FitzCavalaria (VLAC 86 20 em deviantart)

Repele Breu, assim como repele Esporana quando esta lhe traz a mesma sugestão, e compreende que ela interage com o seu antigo mestre. O jovem Zar, porém, parece começar a ficar entediado com a vida que leva, e Fitz percebe que é hora de lhe arranjar um ofício. Quando este regressa com Esporana de uma viagem a Torre do Cervo, o rapaz conta que conheceu Gina, uma bruxa ambulante que o deixou encantado. Trouxe também consigo uma má notícia para Fitz. Descobriu que Esporana é casada e tem enganado o seu esposo com aquele que dá por nome de Tomé Texugo. Fitz não consegue aceitar a verdade e confronta Esporana com a traição. A menestrel sugere continuar a sua relação daquela forma, sublinhando que ela é a única cura para a solidão de Fitz, mas ele renega-a e manda-a embora.

Mais tarde, durante um mercado nas redondezas, encontram Gina, a bruxa que Zar havia conhecido em Torre do Cervo. Simpática e afável, acaba por ser convidada a visitá-los, o que acontece quando Fitz manda Zar para fora por uma temporada. Na humildade daquela casa, a bruxa descobre que Fitz possui o dom da Manha, a forte ligação que certos humanos possuem com animais, podendo partilhar pensamentos e até, com o tempo, apresentar trejeitos e comportamentos do animal a que estão filiados.

Fitz está conectado ao seu lobo Olhos-de-Noite, e a descoberta desse segredo poderia colocar a sua vida em risco, pois esse dom é olhado com repugnância pela sociedade. Desde os tempos de Majestoso que são comuns as execuções públicas e martírios aos possuidores dessas qualidades. Gina, porém, jura não revelar a ninguém o seu segredo.

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Versão de FitzCavalaria (AshenhartKrie em deviantart)

Uma nova missão

Para além da Manha, Fitz também possui o Talento, a magia hereditária da família real que lhe permite entrar na mente de outras pessoas e até partilhar sonhos. Bastante tentado a perscrutar aqueles que ama, Fitz é bloqueado por Olhos-de-Noite, que conhece bem o preço a pagar por se embriagar naquela magia. Uma nova visita, porém, virá modificar a vida de ambos… novamente. Um cavaleiro de pele e cabelos dourados e pose aristocrática chega à sua casa. Fitz reconhece-o de imediato. É o Bobo, o seu velho amigo da corte. De origens misteriosas, ele foi branco em jovem, mas a idade mudou a sua cor para dourado. Ele é o Profeta Branco. Fitz é o Catalizador.

As lendas sobre o Catalizador e o Profeta Branco não são lendas dos Seis Ducados. Embora os escritos e os saberes sobre essa tradição sejam conhecidos de alguns eruditos dos Seis Ducados, ela tem raízes em terras que ficam muito para sul, fora de alcance até de Jamaília e das Ilhas das Especiarias. Não é propriamente uma religião, é mais um conceito tanto histórico como filosófico. De acordo com aqueles que acreditam nessas coisas, a totalidade do tempo é uma grande roda que gira num trilho de acontecimentos predeterminados. Se deixado sozinho, o tempo gira sem fim e o mundo inteiro está destinado a repetir o ciclo de acontecimentos que nos empurra a todos cada vez mais para a escuridão e a degradação. Aqueles que seguem o Profeta Branco acreditam que para cada época nasce aquele que tem a visão para redirecionar o tempo e a história para um caminho melhor. Este indivíduo reconhece-se pela pele branca e olhos sem cor. Diz-se que o sangue das antigas linhagens dos Brancos encontra de novo voz no Profeta Branco. Para cada Profeta Branco existe um Catalizador. Só o Profeta Branco dessa época em particular pode adivinhar quem o Catalizador é. O Catalizador é aquele que nasce numa posição única para alterar, ainda que ligeiramente, acontecimentos predeterminados, os quais por sua vez vão fazer o tempo cascatear por outros caminhos através de possibilidades que divergem ainda mais. Em parceria com este Catalizador, o Profeta Branco esforça-se por dirigir as voltas do tempo para um caminho melhor.

“FILOSOFIAS”, de Montabastecido

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Bobo e Fitz (Enife em pinterest)

É relembrando-o do seu papel no mundo que o Bobo incute a Fitz uma nova tarefa. Apesar de lhe pedir tempo para pensar, é o Bobo quem o consegue convencer a regressar a Torre do Cervo. Ele é agora um membro afetado da corte, respeitado por todos e um partido aliciante para as moças solteiras, conhecido como Dom Dourado. A nova missão parece simples. O príncipe Respeitador desapareceu misteriosamente, e Fitz, como Tomé Texugo, regressará a Cervo para o encontrar, uma vez que é o único homem vivo da linhagem Visionário que possui o Talento, muito embora nunca tenha aprendido corretamente a dominá-lo.

Quando Zar regressa a casa, Fitz comunica-lhe que irá arranjar-lhe um emprego em Cervo. Seguindo um enviado de Breu, regressa a Cervo para encontrar um mundo um tanto diferente do que deixou. Contacta Gina, para que esta receba Zar e Olhos-de-Noite quando estes chegarem. Ela oferece-lhe um amuleto, que fará com que aqueles que o vislumbrem adocem a sua postura para consigo. Relutantemente, Fitz aceita o presente e dirige-se ao palácio, onde Dom Dourado faz de si seu criado. Ninguém o reconhece, protegido pelas mudanças na sua imagem e pela nova condição de servo. Ali, Breu coloca-o ao corrente da situação e mostra-lhe a premência da necessidade na sua ajuda.

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Bobo/Dom Dourado (ex-m em deviantart)

Respeitador está prometido a uma princesa das Ilhas Externas, que chegará em pouco tempo para o noivado, de grande importância política para os Seis Ducados. No entanto, o rapaz desapareceu misteriosamente. Paralelamente a isso, uma seita de manhosos que se chama a si mesmos de pigarços começou um movimento de terror para se vingar dos ataques de que todos eles são alvos. Provavelmente, para mostrar que existem muitos mais manhosos do que as aparências sugerem, deixam mensagens a denunciar aqueles que o são e que o escondem, embaraçando pessoas de bom nome em toda a cidade. Para o terror da Rainha, o palácio recebeu uma mensagem a denunciar o príncipe Respeitador como manhoso, e o mais terrível era que o rapaz parecia mesmo apresentar uma ligação muito próxima à sua gata de caça. Uma gatinha que lhe foi oferecida pela Dama Bresinga, pertencente a uma casa nobre nos Seis Ducados.

Durante a noite, Fitz sonha que é Respeitador e está próximo à propriedade dos Bresinga, perseguindo a sua gata, que o levará a uma mulher por quem está profundamente apaixonado. Sabendo que se trata de Talento e não de um mero sonho, Fitz conta o ocorrido a Breu e uma expedição é posta em marcha. Na companhia de Fitz e da caçadora Loureira, e com Olhos-de-Noite escondido na sua senda, Dom Dourado prepara uma visita aos Bresinga. Uma visita que se transformará num escândalo e numa caça ao príncipe que mudará irremediavelmente a vida de todos eles.

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Olhos-de-Noite, Fitz e Dom Dourado (MaloMuchacha em pinterest)
SINOPSE:

“Os fãs de Robin Hobb não ficarão desapontados com esta nova série.” -Monroe News-Star

Ele é um bastardo com sangue real. Ele é um assassino com poderes malditos.Ele é a única esperança para um reino caído em desgraça. Atreva-se a entrar num mundo de perfídia e traição que George R. R. Martin apelidou de “genial”. Atreva-se a acompanhar um herói que a crítica considerou “único”. O Regresso do Assassino é o regresso da grande fantasia épica. Se está à espera de mais do mesmo, este livro não é para si. Caso contrário… bem-vindo a uma aventura que nunca irá esquecer!

OPINIÃO:

Dona de uma escrita belíssima e envolvente, Robin Hobb é uma autora a quem sempre reconheci mérito. Isso significa que sempre gostei dela? Não. Definitivamente, a primeira série de FitzCavalaria aborreceu-me imenso, com uma narrativa em pára-arranca que tantas vezes não parecia fazer sentido como parecia repetir-se e copiar-se a si mesma. O último livro, apesar do final estranhamente corrido e irreal, acabou por ser aquele que mais me agradou. Como tal, as expectativas não eram grandes para esta segunda série.

Sabem que mais? Enganei-me.

Este primeiro livro da Saga O Regresso do Assassino veio trazer aquilo que mais gostei em Robin Hobb. Uma escrita elegante e delicada, envolvência e credibilidade (q.b.). E não só. Hobb substituiu um protagonista jovem cheio de comportamentos de nos fazer querer bater com a cabeça nas paredes, por um protagonista adulto e experiente, cheio de maturidade nas suas ações. O personagem é o mesmo, quinze anos mais velho.

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Kettricken e Respeitador (gil-estel)

Também a história pareceu muito mais atrativa. O mistério em redor do príncipe Respeitador permeou toda a trama e prendeu-me à narrativa, fazendo-me dessa forma suportar com melhor disposição as intermináveis dicotomias internas do personagem principal, as reflexões e ambiguidades próprias de cada incerteza no passo a dar ou circunstância a aceitar. O ritmo aumentou, sem se tornar demasiado corrido ou perder a beleza de debates e descrições a que esta autora já nos habituou. A perspetiva de encontros, reencontros e revelações também foi uma toada permanente.

Foi um volume bastante homogéneo, sem oscilações nem repetições, com um enredo apelativo e uma escrita brilhante. Os personagens revelaram uma riqueza interior enorme e surpreendi-me com a seriedade de certos temas apresentados. Neste volume testemunhamos até a velhice e a morte de um personagem crucial na saga, demonstrando-me que Robin Hobb não é a autora tão “cor-de-rosa” que eu pintara até então. Espero que o remanescente da série siga este exemplo. Parabéns, Margaretzinha. Finalmente conquistou o meu coração.

Este livro foi cedido em parceria com a editora Saída de Emergência.

Avaliação: 9/10

Saga do Assassino (Saída de Emergência):

#1 Aprendiz de Assassino

#2 O Punhal do Assassino

#3 A Corte dos Traidores

#4 A Vingança do Assassino

#5 A Demanda do Visionário

Saga O Regresso do Assassino (Saída de Emergência):

#1 O Regresso do Assassino

#2 Os Dilemas do Assassino

#3 Sangue do Assassino

#4 A Jornada do Assassino

#5 Os Dragões do Assassino

A Divulgar: “O Assassino do Bobo” pela Saída de Emergência [E MAIS]

A Edições Saída de Emergência está a apostar com força na fantasia e os grandes nomes do género, que pareciam já um pouco esquecidos, começam a regressar ao nosso país. O Assassino do Bobo é o primeiro volume da terceira série de Robin Hobb protagonizada por FitzCavalaria. Com lançamento marcado para 19 de maio, O Assassino do Bobo já está em pré-venda no site da editora e muito embora eu tenha começado a segunda série agora, vou dar corda aos sapatos para não deixar para trás esta pérola.

A série O Assassino e o Bobo vem revelar mais sobre estes dois personagens fascinantes que maravilharam o mundo da fantasia e colocaram Robin Hobb, pseudónimo da escritora californiana Margaret Ogden, como uma das maiores embaixatrizes da ficção especulativa no mundo. De realçar que a Saída de Emergência anunciou ainda as BD’s de grande sucesso mundial Nimona de Noelle Stevenson e Monstress de Marjorie Liu e Sana Takeda, nos meses de junho e julho, assim como o livro Espada de Vidro de Victoria Aveyard, algures no segundo semestre do ano, lançamentos que divulgarei em datas mais próximas.

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Capa Saída de Emergência
Chancela: Saida de Emergência
Coleção: BANG
Saga/Série: Assassino e o Bobo  Nº: 1
Data 1ª Edição: 19/05/2017
ISBN: BOBOOFERTA
Nº de Páginas: 1024
Dimensões: [160×230]mm
Encadernação: Capa Mole
SINOPSE:
O regresso de Robin Hobb!

Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais.
Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja sempre forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual…

TAG – Carnaval Literário

Boa tarde! Hoje trago-vos uma TAG literária propícia à quadra. É a TAG – Carnaval Literário e e todos estão convidados a fazer a sua. Vamos ver o que me vai calhar. :p

#1 O melhor carro alegórico

Um livro que todos adoraram, tu estavas com medo de ler e acabaste por cair no hype

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O Império Final é, definitivamente, um livro que eu tinha a certeza que ia odiar antes de ler. Felizmente Brandon Sanderson trocou-me as voltas e embora Mistborn tenha as suas falhas, é uma saga que recomendo a todos os amantes de boa fantasia.

#2 A vida são dois dias, mas o Carnaval são três

Um livro que lias, lias, lias, e parecia nunca mais acabar

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O quarto livro da Saga do Assassino de Robin Hobb, A Vingança do Assassino, foi uma verdadeira indigestão. Sequências lentas repetiram-se umas atrás das outras, e apesar de não ter desgostado do livro no seu todo (e confesso já ter saudades da saga), foi um volume de tamanho médio que demorei muito tempo a ler.

#3 Camarote VIP

Um livro que leste antes de virar moda

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Bem, não posso dizer que fui um pioneiro na leitura de A Guerra dos Tronos (nem pouco mais ou menos), mas li-o mal saiu a primeira temporada da série de televisão e o hype ainda não era nada comparado ao que se tornou.

#4 Atrás da multidão

Um livro que “toda a gente leu” e tu ainda não

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A par das séries de Peter V. Brett e Robert Jordan, Crónicas do Regicida de Patrick Rothfuss é uma das mais famosas que ainda não tive o privilégio de ler. Apesar de já ter lido um conto de Rothfuss que não me convenceu, espero que este seja o ano em que finalmente leia O Nome do Vento.

#5 Loucura Total

Um livro que todos te aconselharam e… não gostaste

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Sandman, de Neil Gaiman, é uma das obras mais consensuais dentro do universo das bandas-desenhadas. Apesar de não ter gostado do primeiro volume, Prelúdios e Nocturnos, insisti na leitura e li toda a série. Não conseguiu agradar-me por aí além em nenhum momento, mas reconheço o seu mérito.

#6 Terça-Feira é o último dia

Um livro que chegou ao fim, mas querias que não acabasse ali

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Sem dúvida um dos meus livros preferidos de sempre, República de Ladrões de Scott Lynch não conseguiu atingir o patamar de excelência do primeiro volume da sua série, As Mentiras de Locke Lamora, mas ainda assim deixou-me com aquele gostinho de “quero mais” pela chuva de expectativas que o final deixa para o quarto volume.

#7 Depois do Carnaval, a ressaca

O livro que te deixou com a maior ressaca literária

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O último livro das Crónicas de Gelo e Fogo. Pois é, senhor Martin. Temos muito que falar. Deixar os leitores anos e anos à espera para saber o que aconteceu, quando os protagonistas da saga estavam em situações críticas, é mau demais. Os Reinos do Caos deixou-me de ressaca até hoje.

Sintam-se à vontade para participar e responder à TAG – Carnaval Literário.

Resumo Trimestral de Leituras #7

Por norma, o trimestre de verão acaba por ser mais parco em leituras, mas acabei por conseguir compôr a coisa neste último mês. Ainda assim, não deixa de ser um registo abaixo do habitual, o que é norma em época estival. Aqui fica a listagem do que andei a ler nos meses de julho, agosto e setembro:

A Vingança do Assassino, A Saga do Assassino #4 – Robin Hobb

Call To Arms, The Walking Dead #26 – Robert Kirkman, Charlie Adlard, Stefano Gaudiano e Cliff Rathburn

Mão Crua – Sílvia Gil

A Demanda do Visionário, A Saga do Assassino #5 – Robin Hobb

Histórias de Vigaristas e Canalhas – Org. George R. R. Martin e Gardner Dozois

Aqui Jaz Um Homem, Southern Bastards #1 – Jason Aaron e Jason Latour

Herança, Ciclo da Herança #4 – Christopher Paolini

Antes do Crepúsculo, Velvet #1 – Ed Brubaker, Steve Epting e Elizabeth Breitweiser

Sangue e Suor, Southern Bastards #2 – Jason Aaron e Jason Latour

Watchmen – Alan Moore e Dave Gibbons

O Último Reino, Crónicas Saxónicas #1 – Bernard Cornwell

Sem título 2O mês de julho foi dedicado à conclusão da primeira série do Assassino de Robin Hobb. O quarto volume, A Vingança do Assassino, não me fascinou. Tanto o mundo quanto as personagens foram bem construídos e desenvolvidos, mas as cenas pareceram-me repetitivas, os dilemas idem e os acontecimentos descritos ad nauseam. Apesar da série, no seu todo, ser bastante maçuda e repetitiva, A Demanda do Visionário, o quinto volume, conseguiu satisfazer-me mais, com muito mais ação e revelações sobre os personagens. Voltarei para a segunda série um dia. O volume 26 da minha comic favorita foi impressionante. Robert Kirkman não pára de surpreender. Com ilustrações de Charlie Adlard, Stefano Gaudiano e Cliff Rathburn, The Walking Dead apresenta o mais recente volume dos quadradinhos mais sangrentos da atualidade. Negan consolida-se como um personagem fantástico, e é difícil perceber, neste momento, de que lado ele está.

Sem título 2A pedido da autora, li Mão Crua, de Sílvia Gil. A história é aliciante e desenvolve-se rápido, sem tempos mortos. É necessário ter uma mente aberta, porque o livro foca-se num lado mais fetichista e sádico dos prazeres da carne. Esse aspeto não me impressionou, mas achei um livro muito pobre a nível de escrita. E posso dizer que o mês de agosto foi praticamente todo dedicado ao excelente Histórias de Vigaristas e Canalhas. O livro é de leitura rápida, mas as férias não me deixaram ler mais. Trata-se da segunda parte da antologia Rogues organizada por George R. R. Martin e Gardner Dozois. Um conjunto de contos bastante diversificado, com policial, fantasia e ficção científica. Achei este volume mais equilibrado que o primeiro, mas alguns contos desagradaram-me. O meu destaque vai para os contos de Steven Saylor, Joe Abercrombie e Daniel Abraham, que se evidenciaram dos restantes.

sem-titulo-3O mês de setembro marcou o meu regresso às BD’s. Descobri a fantástica série Southern Bastards (Vol. 1 e Vol. 2), com argumento de Jason Aaron e ilustração de Jason Latour. Os dois criadores são originários do sul dos EUA, e trouxeram para o comic o pior do que lá existe. No primeiro volume, Earl Tubb, ex-capitão da equipa de futebol local, regressa a casa para lidar com um ninho de gente corrupta e mal-formada. Filho do antigo xerife, que foi morto pela população local, terá de engolir ódios antigos e tentar pôr fim ao cinismo daquele povo, mas pode estar demasiado velho para isso. No segundo volume conhecemos o homem por detrás de todas as injustiças. Através de reflexões, visualizamos o passado de Euless Boss, o treinador, e compreendemos como se transformou neste miserável vilão. Concluí a série de literatura fantástica Ciclo da Herança, de Christopher Paolini. Em Herança, o último volume, é notória a evolução na escrita do autor, mas a história continuou amarrada às referências do mesmo, o que o prejudicou em muito. O final foi esparso e pouco consistente, sendo também exaustivo. A falta de originalidade do autor é uma das suas grandes lacunas. Ainda assim, é melhor do que a maioria das fantasias juvenis que já me aventurei a ler.

sem-tituloLi o primeiro volume da comic Velvet, Antes do Crepúsculo. Pelas mãos da G Floy chega mais uma obra de Ed Brubaker (autor de Fatale), com desenho de Steve Epting e cores de Elizabeth Breitweiser. Velvet Templeton é secretária do diretor de uma agência secreta, muito embora tenha sido uma agente no terreno, nos seus tempos áureos. Quando X-14 é morto, no entanto, é obrigada a voltar a vestir o “fato macaco”, para desvendar uma conspiração que, ao que parece, gira à sua volta. Sem fugir aos clichés da literatura de espionagem, esta BD apresenta um volume inaugural de grande nível. Ainda melhor é a icónica Watchmen. Há muito que queria ler esta novela gráfica de renome, e não fiquei minimamente arrependido. A obra prima de Alan Moore, com desenho de Dave Gibbons, apresenta-nos um grupo de super-heróis envelhecido, num mundo estranhamente real em que os EUA venceram a Guerra do Vietname e Nixon foi reeleito. Os vilões foram exterminados há muito e as pessoas começaram a olhar de lado para os vigilantes. A própria polícia realiza manifestações contra os super-heróis, e as comics que se vendem são sobre piratas. É neste contexto que o super-herói Comediante é morto, Ozymandias sofre um atentado e Dr. Manhattan é desacreditado na imprensa, acusado de provocar cancro àqueles com quem interage. Certo que os super-heróis estão a ser alvos de uma conspiração, Rorschach lança a escada para que, junto dos seus velhos companheiros, se inicie uma longa escalada em busca da verdade. Original, complexo e delicioso, Watchmen lança uma série de questões pertinentes sobre política, física e humanidade. Imperdível.

sem-titulo-3Primeiro volume das Crónicas Saxónicas de Bernard Cornwell, O Último Reino convida-nos a conhecer o jovem Uthred, um rapaz saxão de dez anos que é feito prisioneiro pelos vikings na batalha em que o pai morre. Desde logo torna-se protegido de Ragnar, o Destemido, que o vê como um filho. Mas os anos passam-se e Uthred percebe que nem todos os dinamarqueses são tão benévolos como Ragnar e a sua família, e o apelo do sangue volta a fervilhar dentro de si. A quem será Uthred fiel? Aos dinamarqueses ou aos saxões? Excelente relato de vida de um jovem que vai sendo talhado como um herói, quando assim podia não ser. Cornwell é exímio em contar histórias e em descrever ambientes de batalha, e O Último Reino empolga-nos da primeira à última página. Este livro foi gentilmente cedido pela Edições Saída de Emergência no âmbito da parceria existente.

De momento estou a ler a antologia Proxy, da Editorial Divergência, mas tenho já uma fila de livros em espera. Stephen King, Joe Abercrombie e Bernard Cornwell são os nomes que se seguem, e espero continuar a acompanhar algumas BD’s de grande qualidade. E vocês, já leram algum destes livros?

A Demanda do Visionário, A Saga do Assassino #5

Sou uma menestrel. Sei mais sobre mentir do que tu alguma vez descobrirás. E os menestréis sabem que por vezes é de mentiras que um homem mais precisa. Para fazer delas uma nova verdade.

O texto seguinte contém spoilers do livro “A Demanda do Visionário”, quinto volume da série A Saga do Assassino

Assassin’s Quest é o terceiro e último volume da primeira saga do assassino FitzCavalaria, da autora Robin Hobb. Em Portugal, as duas sagas publicadas foram divididas, sendo que este quinto volume compreende a segunda metade do terceiro livro original.

A Demanda do Visionário narra os eventos desde que Esporana, Panela e Olhos-de-Noite salvaram a vida a Fitz, que havia sido enclausurado por homens de Majestoso. Enquanto deixa Panela e Esporana seguirem o seu caminho, para as proteger da caça de que é alvo, Fitz segue com o seu lobo, mas acaba por sofrer uma emboscada e ficar gravemente ferido. É quando acorda que percebe encontrar-se nos domínios da Montanha, onde Kettricken se escondeu, mas também reencontra velhos amigos. Kettricken, Bobo, Breu, e até mesmo Panela e Esporana, que seguiam viagem em busca do Profeta Branco.

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Fitz (Jess McNoodle em deviantart)

Fitz depressa percebe que Esporana falou mais do que devia, contando os segredos sobre a filha a Breu, que logo coloca como prioridade colocar a pequena Urtiga no trono, como herdeira direta da linhagem Visionário. Breu viaja para Torre do Cervo, mas os que ficam acabam por também ser obrigados a empreender uma viagem. Com as feridas saradas, Fitz percebe que o Reino da Montanha está em vias de ser atacado, e o tempo urge. Como tal, está na hora de voltar a seguir o chamamento e ir em busca de Veracidade. 

Kettricken decide ir com ele, uma vez que perdeu o bebé e nada mais a prende à vida do que encontrar o marido vivo e contar-lhe a fatalidade ocorrida. Bobo, Olhos-de-Noite, Panela e Esporana acompanham-nos, empreendendo uma longa jornada. Durante o caminho, vários são os percalços que têm de enfrentar, principalmente os desafios colocados por Majestoso através dos seus círculos de Talento. Fitz percebe que o Profeta Branco que Panela procurava é Bobo, que se manifesta frequentemente doente e exibe várias mutações desde que deixou Cervo.

É na pedreira onde encontram Veracidade, velho e cansado, a esculpir rocha, que grande parte da ação deste livro acontece. Ali percebem quem são os Antigos, como fazê-los voltar à vida e como Veracidade pretende sacrificar-se para erradicar tanto Majestoso como os terríveis Navios Vermelhos. Panela ajuda-o nessa tarefa, pois revela ter participado, ela mesma, de um círculo de Talento. Kettricken sofre com a apatia do marido, mas depressa percebe que ele foi obrigado a colocar todos os seus sentimentos na escultura de pedra, para dar-lhe vida. 

Vários são os dilemas e reveses, até que, graças ao Talento de Fitz, Veracidade, Panela e a escultura tornam-se um só e a estátua ganha vida, tornando-se um dragão. Kettricken e Esporana montam-no, rumando a Cervo, para enfrentar os Navios Vermelhos e os salteadores. Quebrado por perceber que a mulher que ama e o homem que sempre viu como um pai estão juntos como casal, Fitz enfrenta os exércitos de Majestoso, controla o rei através de Vontade e afasta-se com o seu lobo, para levar uma vida de eremita. Vários dragões seguem Veracidade, trazendo a paz aos Seis Ducados.

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Capa Saída de Emergência
SINOPSE:

O verdadeiro rei dos Seis Ducados desapareceu numa missão misteriosa em busca dos Antigos para salvar o reino da ameaça dos Navios Vermelhos. O seu irmão usurpador está determinado a impor uma tirania cruel e não abrirá mão do poder, a não ser com a própria morte.
Fitz sabe que a única forma de por fim ao reinado do príncipe usurpador é iniciar uma demanda em direção ao reino das Montanhas onde irá descobrir a verdade sobre as profecias do Bobo. Mas a sua missão enfrenta um novo perigo com a magia do Talento a precipitar a sua alma para a beira do abismo.
Conseguirá resistir à magia e ainda enfrentar os obstáculos que surgem à sua demanda?

OPINIÃO:

Posso dizer claramente que este foi o melhor livro dos cinco publicados em português. A ação continuou lenta, mas desta vez muitos mais foram os acontecimentos que se desdobraram, uns após os outros, para dar sentido a tudo o que ficou para trás, assim como ao final imprevisível da saga. 

Com várias revelações importantes, ficamos a conhecer o destino de alguns personagens que nos tinham acompanhado ao longo dos livros, como Fitz, Moli, Castro, Breu, Bobo, Kettricken, Majestoso ou Veracidade. Esporana e Panela, que tinham surgido no último livro quase como remendos narrativos, também acabaram por fazer sentido e ter o seu destino bem definido. O final pouco “cor-de-rosa” agradou-me, e algumas frases de efeito provaram a maturidade da autora e um realismo satisfatório.

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Dragões de Pedra (pinterest)

Podia apontar a forma como os Antigos são feitos, ou mesmo a existência de animais mitológicos, como defeitos. Apesar do cliché em fantasia, a forma como eles surgiram foi bastante original, ainda que irreal (ou um pouco forçada). Assim como a narração final de tudo o que aconteceu em Cervo e na luta contra os salteadores, que podia ter sido mais explorada, ou, pelo menos, levar mais um capítulo ou dois a mostrar o que aconteceu. O estilo utilizado, uma narração pela rama, no entanto, fez sentido. Não só o protagonista e narrador não estava presente, como a ideia que fica em todo o livro é que o importante não é como a história termina. O importante é o percurso que é levado até lá. Nesse sentido, apesar de os seus livros serem lentos e cansativos, Robin Hobb teve mérito. Lerei a segunda série, mas não para já.

Avaliação: 8/10

A Saga do Assassino (Saída de Emergência):

#1 Aprendiz de Assassino

#2 O Punhal do Soberano

#3 A Corte dos Traidores

#4 A Vingança do Assassino

#5 A Demanda do Visionário

 

A Vingança do Assassino, A Saga do Assassino #4

Agora compreendo por que temos de os matar a todos, disse ele calmamente. Se não matarmos, nunca nos deixarão em paz. Temos de os perseguir até ao covil onde se escondem e matá-los a todos.

Era o único conforto que ele podia oferecer-me.

O texto seguinte contém spoilers do livro “A Vingança do Assassino”, quarto volume da série A Saga do Assassino

Robin Hobb, pseudónimo da autora Margaret Ogden, escreveu várias sagas literárias narrando a vida de FitzCavalaria, estando publicadas em português somente as duas primeiras trilogias, cada uma dividida em cinco volumes. Publicado pela Saída de Emergência em 2010, A Vingança do Assassino é a primeira metade do terceiro volume da primeira trilogia, intitulado Assassin’s Quest, originalmente publicado em 1997.

Neste volume, assistimos aos eventos que se sucederam à suposta morte de Fitz às mãos de Majestoso, depois deste usurpar o trono dos Seis Ducados ao próprio pai. Com a morte do Rei Sagaz e o desaparecimento de Veracidade, Majestoso viu o caminho aberto para o trono, sacudindo culpas e semeando intrigas e boatos. O dom da Manha exibido por Fitz foi narrado como uma habilidade monstruosa, em que o filho bastardo de Cavalaria adquiria traços de um lobo horrível, enquanto Kettricken, a esposa de Veracidade, era considerada uma feiticeira selvagem e Breu, o mentor de Fitz e irmão de Sagaz, uma personificação do mitológico e aterrador Homem Pustulento.

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O Assassino (wallpapers craft)

Fitz foi espancado até à morte, mas mesmo em cadáver obteve os cuidados de Paciência, que lhe tratou das feridas antes de ser conduzido à sepultura. Após o enterro, Breu e Castro procederam a um ritual que devolveu Fitz à vida, com recurso à magia da Manha. Como consequência, Fitz regressou com comportamentos animalescos, por conta da sua ligação ao lobo Olhos-de-Noite. Pouco a pouco, Castro recuperou o homem que existia nas profundezas de Fitz, e fê-lo recordar-se de tudo o que lhe acontecera. Voltando a si, Fitz apenas tinha uma ideia em mente: vingar-se de Majestoso. Separado de Castro e Breu, seguiu o seu próprio caminho, mas quando a cabana onde se escondia foi atacada por Forjados, viu-se obrigado a fugir. Mais tarde, descobriu que Castro regressara à cabana e, ao encontrar um Forjado com o seu tamanho e roupas, com o alfinete que lhe pertencera, pensou que Fitz tinha, desta feita, morrido de vez. Através da magia do Talento, Fitz descobriu também que Moli era a amiga que Castro dizia proteger, e que ela teve uma filha, fruto do amor que os uniu.

A demanda até Vaudefeira, onde Majestoso se escondia, reservou imensos percalços, levou-o a cruzar-se com Forjados, com uma família de músicos e com Rolfe Preto, um manhoso que o informou melhor sobre a magia da Manha. Contando apenas com a ajuda do seu lobo, Olhos-de-Noite, Fitz chegou finalmente ao Palácio de Majestoso, mas falhou na tentativa de o matar e ainda desvendou a sua identidade, o que apenas fez aumentar os boatos sobre a sua monstruosidade. Veracidade entrou em contacto com Fitz através da magia do Talento, revelando estar vivo algures para lá das Montanhas, e chamou-o para si.

A ligação mostrou-se mais forte que a sede de vingança por Majestoso ou o amor por Moli. Novos empregos, peripécias e a amizade com uma menestrel chamada Esporana levaram-no a cruzar o caminho que o conduzia às Montanhas, fazendo-o cruzar-se com Dardo, um antigo inimigo, Nico, um contrabandista, e Emaranhado, um dos mágicos do Talento às ordens de Majestoso. Com a ajuda de Esporana, Olhos-de-Noite e uma velha chamada Panela, Fitz enfrentou o ódio do seu maior inimigo.

Sem título 2
Capa Saída de Emergência
SINOPSE:

FitzCavalaria renasce dos mortos graças à magia desprezada da Manha, mas a sua fuga das garras da morte deixou-o mais selvagem do que humano. Os seus velhos amigos têm que ensiná-lo a ser um homem de novo, e depois deixá-lo escolher o seu próprio destino. Incapaz de esquecer a tortura a que foi submetido às mãos do príncipe usurpador, Fitz planeia vingança enquanto recupera a sua alma e sanidade. Até ao momento em que o seu verdadeiro rei o chama para o servir numa missão misteriosa com consequências inimagináveis.Numa terra arruinada pela ganância e crueldade onde Fitz se tornou uma lenda temida, ele fará tudo para restaurar a verdadeira regência nos Seis Ducados. Mas primeiro terá que escapar dos seus inimigos que lhe movem uma perseguição sem quartel… Não perca mais um excecional volume da Saga do Assassino recheado de emoção, magia pura e personagens memoráveis.

OPINIÃO:

Ainda não foi desta que Robin Hobb me conquistou. A ação lenta e repetitiva levou-me a ler este livro de 400 e poucas páginas durante mais de um mês. As peripécias pareciam reproduções umas das outras. Personagens apareciam apenas para encher páginas sem nada de prazeroso ou entusiasmante nas suas cenas, sem nada a adiantar à trama. As descrições eram demoradas e sem relevo.

As cenas de ação sucediam-se, mas pareciam padrões de azulejos, iguais umas às outras. A cena mais aguardada aconteceu rapidamente, sem nenhum confronto especial, sem o embate que se esperava ou qualquer acontecimento que surpreendesse. Soou forçada a forma como o objetivo de Fitz tornou-se seguir um personagem, de um momento para o outro, por meio de um chamamento mágico.

Ficou evidente que a autora chegara ao clímax do livro muito antes do esperado, e que optou por esse meio menos natural para chegar onde queria. Este livro podia ter sido cortado pela metade, sem perder um pingo de qualidade. Desconcerta-me pensar que se trata apenas da primeira metade de um livro, no seu original. A nível de construção de personagens, continuo sem nutrir qualquer empatia pelo lobo de Fitz, Olhos-de-Noite, que me parece só uma criatura ciumenta e nada mais. A relação entre ele e o personagem principal, no entanto, foi muito bem desenvolvida.

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Fitz (epicfantasybooks)

Como fui afirmando ao longo da saga, nem tudo é mau. Neste volume desagradaram-me mormente as repetições de cenas, empregos, disfarces, seduções e dilemas, mas posso considerar a descrição de Robin Hobb genial. Para além da ótima escrita (ainda que pouco entusiasmante), a autora faz-nos acreditar naquele mundo. Tudo ali é credível, apesar da magia estar muito presente ao longo da história. Os personagens são bem descritos e ricos, embora alguns tenham ficado pelo caminho e espero que não tenham sido meros figurantes. Esta é a primeira metade de um último livro de trilogia, mas parece antes o primeiro livro de uma nova aventura, pois tudo foi mais explorado e diferente dos primeiros livros da saga. Confio que a segunda metade (o quinto volume) seja mais fluída e aliciante.

Pela qualidade de escrita e de credibilidade apresentadas, custa-me dar uma pontuação tão baixa, mas foi um livro extremamente chato de ler.

Avaliação: 6/10

A Saga do Assassino (Saída de Emergência):

#1 Aprendiz de Assassino

#2 O Punhal do Soberano

#3 A Corte dos Traidores

#4 A Vingança do Assassino

#5 A Demanda do Visionário

TAG – A Seleção

Viva! Chegamos ao novo semestre e antes de sair a primeira review, nada melhor do que responder a mais uma TAG. Aqui vai:

#1 Qual o livro que mais queres ler?

Sem Título

Tenho muita vontade de ler Lâmina de Joe Abercrombie este ano, mas só depois de terminar algumas séries que estão pendentes.

#2 O melhor livro que leste nos últimos anos

Sem título

Esta nem se questiona. O primeiro volume de Cavalheiros Bastardos de Scott Lynch foi uma surpresa enorme, e os volumes seguintes não me desiludiram.

#3 O livro que mais te desiludiu

Sem título

Podia falar de Pedro Chagas Freitas, mas se fosse por aí tinha muito que falar. Zafón foi um autor que ouvi falar muito bem, de tal modo que fiquei extremamente desiludido quando peguei em O Palácio da Meia-Noite e encontrei uma escrita extremamente juvenil, assim como uma história completamente banal e fantasiosa.

#4 Qual é o teu personagem preferido

Sem Título

Alguns personagens ficam gravados na nossa memória e, por nenhuma razão em especial, lembro-me de Gimli de O Senhor dos Anéis quando me perguntam qual o personagem preferido. Esse personagem marcou uma fase da minha adolescência. Ainda assim, personagens como a incrível Miss Marple dos livros de Agatha Christie, Leigh Teabing de O Código DaVinci, Locke Lamora de Cavalheiros Bastardos e Jean Valjean de Os Miseráveis merecem a minha menção de honra.

#5 Qual a história mais marcante?

Feast

Poderia enumerar uma série de histórias. Os Pilares da Terra, Ivanhoe, Os Miseráveis, O Senhor dos Anéis. Cada história teve o seu sabor especial, em cada altura da minha vida, mas As Crónicas de Gelo e Fogo foram talvez aquelas que mais fomentaram o meu amor pela escrita e pelo género fantástico, uma história mais dramática e emocionante.

#6 Que história gostarias de viver?

Sem título

A saga A Torre Negra leva-nos até ao Mundo Médio, um lugar onde os descendentes do Rei Artur tornaram-se cowboys. Seria muito interessante acompanhar Roland nas suas aventuras em busca da profética Torre Negra, lutando contra demónios, vampiros e outras criaturas bizarras.

#7 A capa mais bonita da tua estante

Sem título

Apesar de os dois últimos volumes de Mistborn terem ficado um pouco diferentes dos primeiros, a coleção é das mais bonitas da minha estante em termos de lombada, e o primeiro volume, O Império Final, tem a capa que visualmente mais me agrada.

#8 A capa mais feia da tua estante

Sem Título

O Amigo Fritz. Não preciso de explicar porquê, ou preciso? É dos livros mais antigos que tenho em casa, apesar de ser muito bem estimado.

#9 O teu livro preferido de sempre

Rebecca

Não é nenhum fenómeno literário, nem sequer dos mais aclamados do autor, mas encantei-me com este livro de Ken Follett da primeira à última página. A história não é o seu maior atrativo. O clima de espionagem, a tensão sexual, o calor do Egito e a envolvente nazi conquistaram-me de tal modo, que A Chave para Rebecca é o livro que vem à minha memória quando penso em livro favorito.

# 10 O livro que estás a ler

Sem título 2

A Vingança do Assassino, quarto volume da Saga do Assassino de Robin Hobb. Está a ser uma leitura um tanto ou quanto demorada, mas espero terminá-lo em breve.

Sintam-se à vontade para comentar e responder à TAG – Seleção.