Estive a Ler: O Rapaz do Bosque


Estava limpa. Demasiado limpa, pensou.

O TEXTO SEGUINTE ABORDA O LIVRO O RAPAZ DO BOSQUE

Com mais de 75 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Harlan Coben é autor de 30 bestsellers e a sua obra está traduzida em 45 línguas. Criador e produtor executivo de vários sucessos da Netflix, entre os quais Não Fale com Estranhos, foi o primeiro autor a vencer os três mais prestigiados prémios da literatura policial nos Estados Unidos da América – o Edgar Award, o Shamus Award e o Anthony Award

Distinguida com galardões da crítica e dos leitores em todo o mundo, a sua obra é publicada em Portugal, desde 2003, pela Editorial Presença. Harlan Coben vive em New Jersey, onde nasceu, com a mulher e os quatro filhos. A edição da Presença de O Rapaz do Bosque (original de 2020) tem 352 páginas e tradução de Maria João Freire de Andrade. 

Harlan Coben é um dos autores mais conhecidos e difundidos na literatura policial americana. Tenho a ideia de já ter lido algo dele, quando era mais novo, mas não tenho bem ideia do quê. O mais recente livro do autor publicado em Portugal, O Rapaz do Bosque, foi a minha escolha.

Fiquei com muita vontade de ler mais deste autor que tem tudo para me vir a conquistar no futuro.

Já tinha começado a leitura do livro quando fui avisado por variadas críticas que este não era dos seus melhores livros. Mesmo assim, avancei a pulso com a convicção de que seria surpreendido. A leitura teve os seus prós e contras, mas o resultado final foi bastante positivo.

Desde logo conhemos Wilde, um homem que foi encontrado no bosque há 30 anos, sem qualquer recordação do seu passado. Nunca lhe foram descobertas as origens, mas foi adoptado por uma família local. Wilde, porém, não se adaptou e voltou para o bosque logo que pôde, onde sempre se sentiu em casa. 

Tornou-se grande amigo de David, o filho da famosa advogada criminal Hester Crimstein, mas David viria a falecer num trágico acidente de viação. Agora, a advogada, muito famosa devido a um programa de televisão, pede ajuda a Wilde para descobrir o paradeiro de uma menina, Naomi Pine, colega de escola do seu neto, um menino por quem o protagonista sente responsabilidades. 

O Rapaz do Bosque é uma leitura muito fácil e fluída, como é fácil nos identificarmos e gostarmos das personagens. É um policial bem escrito e urdido, mas longe de ser genial. O resultado das investigações não foi surpreendente, pareceu-me preguiçoso, e o mistério não resolvido do protagonista deixou um sabor agridoce no fim, embora fique claro que este é apenas o primeiro capítulo da saga de Wilde.

Ainda assim, foi uma leitura que avancei vagarosamente para degustar da trama e das personagens. As questões políticas, nomeadamente no que diz respeito ao fenómeno dos políticos extremistas foram super pertinentes. Fiquei com muita vontade de ler mais deste autor que tem tudo para me vir a conquistar no futuro.

Avaliação: 8/10

Um comentário em “Estive a Ler: O Rapaz do Bosque

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