Estive a Ler: Firestarter


The world, although well-lighted with fluorescents and incandescent bulbs and neon, is still full of odd dark corners and unsettling nooks and crannies.

O TEXTO SEGUINTE ABORDA O LIVRO FIRESTARTER

Stephen King é um autor que dispensa apresentações. Natural do Maine, Portland, o escritor ficou conhecido por livros como The Shining, Carrie, A Hora do Vampiro, It: A Coisa, a saga A Torre Negra ou A Cúpula. É um dos autores de maior reconhecimento mundial dentro da chamada Ficção Especulativa e é habitualmente chamado de mestre do terror.

Firestarter foi publicado pelo autor em 1980, sendo catalogado nas áreas da ficção científica e do horror. Originalmente foi editado pela Viking Press em capa dura, com um total de 426 páginas. O livro conheceu uma adaptação cinematográfica em 1984, com direção de Mark L. Lester e protagonizado pela então criança Drew Barrymore, David Keith, Freddie Jones e Martin Sheen.

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Filme de 84 | Fonte: https://giphy.com/explore/firestarter

Termino a leitura de Firestarter com a sensação de “foi mais um”. Não me tendo desiludido em nenhum ponto e até tendo alguma convicção de que se o tivesse lido há alguns anos, me teria deliciado com ele, acabei por não achar o livro nada de especial. Apesar da premissa interessante, o desenvolvimento é cliché e achei o final sem sal. Mas depois de ter lido tanta coisa, mesmo de King, é normal que o grau de exigência esteja mais alto.

“Não sendo um livro tão bom de King, seguramente que não desgostei.

De qualquer forma, não me posso esquecer que o livro foi publicado em 1980, pelo que a história até está bem conseguida e muito do que eu já li de semelhante pode ter ido beber aqui alguma inspiração. A escrita de King é fluída, mas com raras excepções, não concordo com a ideia de que o autor tenha vindo a perder capacidades ao longo dos anos. Depende muito de livro para livro.

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Capa | Fonte: https://www.amazon.com/Firestarter-Stephen-King/dp/1501143794

Em 1981, Firestarter foi nomeado como Melhor Romance pelo British Fantasy Award, Locus Poll Award e Balrog Award. Três nomeações que não venceu, mas que ajudaram a catapultar o romance e a colocá-lo no panteão dos clássicos de terror do mestre. É um livro que aparenta estar ainda nesse mesmo lugar de honra, ou não tivesse sido anunciado em dezembro de 2019 um novo remake cinematográfico, pelas mãos do diretor alemão Fatih Akin.

O livro foi dedicado pelo autor a Shirley Jackson, uma das maiores vozes na literatura de terror, que havia falecido nos anos 60. King volta a apostar numa jovem protagonista feminina, depois de ter feito o mesmo em Carrie, com um estilo distinto. Em Firestarter, a narrativa é mais linear e a jovem sobredotada não tem tantos problemas nem as camadas inquietantes que a protagonista do primeiro romance do autor.

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Wallpaper | Fonte: https://deadentertainment.com/2019/12/16/keith-thomas-tapped-to-direct-blumhouse-film-adaptation-of-stephen-kings-firestarter/

Charlie McGee é uma menina incendiária, devido ao talento de pirocinésia. O seu talento advém de uma droga tomada pelos seus progenitores. Andy e Victoria “Vicky” eram apenas jovens universitários a precisar de dinheiro quando aceitaram servir de cobaia a experiências científicas de uma organização governamental clandestina conhecida como The Shop. As consequências foram o surgimento de estranhos poderes psíquicos, que tomaram efeitos ainda mais perigosos quando os dois se apaixonaram e tiveram uma filha.

Desde pequena, Charlie demonstra ter herdado um poder incontrolável. Pirocinética, a menina é capaz de criar fogo com a mente. Depois de assassinarem a mãe, os altos funcionários da organização abrem caça à menina, na figura do capitão James “Cap” Hollister e do maquiavélico John Rainbird, que pretendem capturá-la e utilizar o seu poder como arma militar. Pai e filha percorrem o E.U.A. numa fuga desesperada, ao mesmo tempo que compreendem que o poder de Charlie pode ser a única forma de escaparem com vida.

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Drew Barrymore no filme de 84 | Fonte: https://www.digitalspy.com/movies/a860907/firestarter-reboot-stephen-king-cast-trailer-release-date-plot-spoilers/

O livro tem realmente uma boa premissa e material que podia ser bem explorado, não fossem tão cansativos alguns trechos de reflexões mais pessoais por parte dos protagonistas, ou mesmo os diálogos entre eles. O livro começa e termina em fuga, mas não é por isso que o ritmo se manteve sempre alto. Em alguns momentos a história ficou sem sumo, e isso é uma crítica que preciso de apontar de uma forma ou de outra, tendo em conta o meu historial com King.

O recurso a flashbacks não me agradou tanto, mas preferi isso a que a história fosse contada do “princípio”, digamos, o que possivelmente a teria tornado mais monótona. Ainda assim, vale destacar a união entre pai e filha, o amor que os une e aquilo que um e outro fazem, ao longo do livro, para se protegerem mutuamente, para não deixarem o outro ficar mal. Não sendo um livro tão bom de King, seguramente que não desgostei.

Avaliação: 6/10

2 comentários em “Estive a Ler: Firestarter

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